
Basagran® 480 é um herbicida seletivo formulado com bentazona, utilizado para o controle pós-emergente de diversas plantas daninhas em culturas como soja, arroz, feijão, milho e trigo. Com ação de contato e alta eficiência contra um amplo espectro de espécies, o produto oferece praticidade, seletividade e segurança quando aplicado corretamente. Neste post, apresentamos as principais características, indicações de uso, modo de ação, recomendações para aplicação e informações essenciais para manejo e segurança no uso do Basagran® 480.
1. Identificação do Produto
O produto comercializado sob a marca Basagran® 480 é um herbicida seletivo registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sob o número 00308394. É formulado na forma de Concentrado Solúvel (SL) e contém como princípio ativo a Bentazona, pertencente ao grupo químico Benzotiadiazinona, com uma concentração de 480 gramas por litro, o que representa 48% m/v do produto.
A ação do Basagran® 480 é seletiva e de contato, sendo não sistêmica, atuando especificamente em plantas daninhas sensíveis às suas propriedades. O produto é classificado como pouco tóxico (Categoria 4) para os seres humanos e classificado como perigoso ao meio ambiente (Classe III). Sua aplicação pode ser realizada tanto por técnicas terrestres quanto aéreas, e não apresenta risco de inflamabilidade ou corrosividade.
Quanto à compatibilidade, não se conhecem casos de incompatibilidade para Basagran® 480, facilitando seu uso segundo as recomendações. A embalagem é composta por frascos e bombonas em polietileno, com capacidades que variam entre 1 e 20 litros, adequadas para uso agrícola.
O titular do registro é a empresa BASF S.A., localizada em São Paulo, Brasil, e o produto é fabricado tecnicamente pela BASF SE, na Alemanha, além de ser formulado por diversos parceiros internacionais da BASF. A empresa disponibiliza canais de contato para emergência e informações adicionais, incluindo telefones e endereço eletrônico.

Composição e Formulação
O produto Basagran® 480 é um herbicida seletivo formulado como Concentrado Solúvel (SL) e possui como ingrediente ativo a bentazona, um composto químico pertencente ao grupo da Benzotiadiazinona. A fórmula contém 480 gramas de bentazona por litro, o que corresponde a 48,0% m/v de concentração. Além do ingrediente ativo, a formulação inclui outros ingredientes que somam 706 g/L, equivalentes a 70,6% m/v.
A bentazona presente no Basagran® 480 tem a seguinte identificação química: 3-isopropyl-1H-2,1,3-benzothiadiazin-4(3H)-one-2,2-dioxide, CAS número 25057-89-0, e é classificada pelo Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas (HRAC) como pertencente ao grupo C3, atuando como inibidor do fluxo de elétrons no fotossistema II da fotossíntese das plantas.
A formulação do herbicida foi desenvolvida para oferecer seletividade no controle de plantas daninhas, atuando por contato e sem ação sistêmica, o que garante maior eficiência e segurança às culturas tratadas.

Titular do Registro e Fabricantes
O titular do registro do produto Basagran® 480 é a empresa BASF S.A., localizada na Av. das Nações Unidas, 14.171 – 10º ao 12º e 14º ao 17º andar, Cond. Rochaverá Corporate Towers – Torre C – Crystal Tower – Vila Gertrudes, CEP 04794-000 – São Paulo/SP, com CNPJ 48.539.407/0001-18. Para contato, a empresa disponibiliza os telefones (11) 2039-2273 e fax (11) 2039-2285. O estabelecimento possui o registro na CDA/SAA-SP sob o nº 044. Cabe ressaltar que a BASF S.A. é também o importador do produto formulado.
O fabricante do produto técnico, Bentazon Técnico, é registrado junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sob o número 808694 e, para a Bentazon Técnico BASF, o registro é nº 1294. A fabricação técnica ocorre na BASF SE, situada na Carl Bosch Strasse, 38 – 67056 – Ludwigshafen, Alemanha.
Além destes, a formulação do produto conta com diversos formuladores que atuam em várias localidades, incluindo:
- Adama Brasil S.A., em Itaquiraí-RS e Londrina-PR
- BASF Agricultural Products de Puerto Rico, EUA
- BASF Agri-Production SAS em França (St. Aubin les Elbeuf, Gravelines e Genay)
- BASF Argentina, General Lagos
- BASF Corporation com unidades em Beaumont-Texas, Ames-Iowa, Palmyra-Missouri e Sparks-Georgia, EUA
- BASF Crop Protection (Jiangsu) Co., Ltd na China
- BASF Española S. L., Espanha (Tarragona e Barcelona)
- BASF India Limited, Índia
- BASF Schwarzheide GmbH, Alemanha
- Iharabrás S.A., Sorocaba-SP
- Ouro Fino Química S.A., Uberaba-MG
- Tagma Brasil Ltda., Paulínia-SP
- UPL do Brasil S.A., Salto de Pirapora-SP
Cada um desses estabelecimentos possui seu respectivo registro nos órgãos competentes estaduais conforme legislação local, garantindo a qualidade e conformidade do produto distribuído em diferentes regiões.

Indicação de Uso
Basagran® 480 é um herbicida seletivo que possui como ingrediente ativo a Bentazona, pertencente ao Grupo C3 segundo a classificação do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas). Este produto é indicado para o controle pós-emergente de plantas daninhas nas culturas de soja, arroz, arroz irrigado, feijão, milho e trigo.
Trata-se de um herbicida de ação de contato, da classe das nitrilas, que atua como inibidor do fluxo de elétrons no fotossistema II. Após ser absorvido, interfere na fotossíntese das plantas sensíveis, principalmente nas áreas foliadas tratadas, sendo seu efeito localizado, sem ação sistêmica. Quando a cobertura foliar é suficiente, ocorre a paralisação na elaboração de carboidratos, levando as plantas daninhas à morte. A fase inicial de desenvolvimento dessas plantas é o momento ideal para a ação do herbicida.
Embora eficaz contra uma ampla variedade de ciperáceas, dicotiledôneas e monocotiledôneas, incluindo biótipos resistentes a herbicidas inibidores da enzima ALS, ao glifosato e aos inibidores da enzima PROTOX, Basagran® 480 é tolerante a gramíneas em geral, leguminosas e algumas outras espécies, preservando assim as culturas indicadas para aplicação.

Modo de Ação e Características do Produto
Basagran® 480 é um herbicida seletivo cuja base ativa é a Bentazona, pertencente ao Grupo C3 segundo a classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas). O produto é da classe das nitrilas e atua como inibidor do fluxo de elétrons no fotossistema II, interferindo diretamente na fotossíntese das plantas sensíveis.
Trata-se de um herbicida de ação de contato e efeito localizado, sem atividade sistêmica. Após a absorção pelas folhas tratadas, Basagran® 480 provoca a paralisação na elaboração de carboidratos, o que culmina na morte das plantas daninhas. O melhor momento para a aplicação é na fase inicial de desenvolvimento das plantas daninhas, quando a área foliar recebe cobertura suficiente do produto.
O herbicida tem seletividade, sendo tolerantes a ele as gramíneas em geral, leguminosas e algumas outras espécies. Basagran® 480 controla diversas espécies de ciperáceas, dicotiledôneas e monocotiledôneas, incluindo biótipos resistentes a herbicidas inibidores da enzima ALS, ao glifosato e aos inibidores da enzima PROTOX.
Essa seletividade e modo de ação definem Basagran® 480 como um herbicida eficaz para o controle pós-emergente de plantas daninhas em culturas como soja, arroz, arroz irrigado, feijão, milho e trigo.
Culturas, Plantas Daninhas e Doses
O herbicida Basagran® 480, à base do ingrediente ativo Bentazona, é indicado para o controle pós-emergente de plantas daninhas em diversas culturas como soja, arroz, arroz irrigado, feijão, milho e trigo.

6.1 Arroz, Feijão, Milho, Soja e Trigo
Para essas culturas, o Basagran® 480 controla uma ampla gama de plantas daninhas, incluindo ciperáceas, dicotiledôneas e monocotiledôneas, com destaque para espécies como carrapicho rasteiro (Acanthospermum australe), picão branco (Galinsoga parviflora), picão preto (Bidens pilosa), mostarda ou colza (Brassica rapa), trapoeraba (Commelina benghalensis e Commelina erecta), corda-de-viola ou corriola (Ipomoea grandifolia, Ipomoea hederifolia, Ipomoea nil), nabo ou nabiça (Raphanus raphanistrum), guanxuma (Sida cordifolia e Sida rhombifolia), gorga (Spergula arvensis) e carrapichão (Xanthium strumarium), entre outras.
O controle deve ocorrer em estádios específicos das plantas daninhas para garantir maior eficácia, geralmente entre 2 a 6 folhas, dependendo da espécie. A dose recomendada para a aplicação terrestre é de 1,5 litros do produto comercial por hectare (equivalente a 480 g de Bentazona por litro), utilizando volumes de calda entre 150 a 250 litros por hectare.
Nas aplicações terrestres em arroz irrigado, recomenda-se a retirada da água antes do tratamento para expor as folhas das plantas infestantes e a reintrodução da irrigação somente após 48 horas, se necessário. Para os tratamentos terrestres, deve-se usar adjuvante não iônico na dose de 1,0 L/ha. A cultura do arroz permite até duas aplicações por ciclo, sendo a primeira com dose de 1,0 L/ha e a segunda com 0,7 L/ha.
6.2 Arroz Irrigado
No arroz irrigado, o Basagran® controla plantas daninhas como tiriricão (Cyperus esculentus) até 12 cm de altura, junquinho (Cyperus iria) e erva-de-bicho (Polygonum hydropiperoides) entre 2 a 6 folhas. A dose para tiriricão é de 2,0 L p.c./ha e para as demais espécies 1,5 L p.c./ha, aplicados com volume de calda entre 150 a 250 litros por hectare. Também se repete a recomendação de retirar a água antes do tratamento e o uso de adjuvante não iônico na dose de 1,0 L/ha nas aplicações terrestres.

Considerações Gerais sobre Uso de Adjuvante e Número de Aplicações
A adição de adjuvante não iônico na calda melhora o controle de algumas espécies invasoras e reduz a evaporação da calda, porém não permite redução da dose do herbicida. A recomendação é de 1,0 L/ha para aplicações terrestres e 0,3 L/ha para aplicações aéreas. Contudo, na cultura do feijão, o uso do adjuvante não é recomendado devido ao risco de fitotoxicidade.
A aplicação do Basagran® 480 deve respeitar os estádios indicados das plantas daninhas; o controle é mais eficaz na fase inicial de desenvolvimento e pode ser reduzido em estágios mais avançados. Em geral, uma única aplicação é suficiente para o controle na maioria das culturas, exceto no arroz, onde podem ser realizadas até duas aplicações por ciclo, com intervalo de 3 a 4 dias entre elas, para garantir melhor controle em áreas com alta infestação e germinação contínua das espécies-alvo.
Os volumes recomendados para aplicação variam conforme o estádio da cultura e da infestante, e volumes maiores de calda favorecem melhor cobertura e eficácia do controle.
Instruções de Uso e Aplicação
Para a correta utilização do herbicida Basagran® 480, algumas recomendações precisam ser seguidas cuidadosamente, abrangendo desde o preparo da calda até a aplicação em diferentes modalidades.
7.1 Preparo da Calda
O responsável pela preparação da calda deve utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) indicados para esse fim. Inicialmente, deve-se colocar água limpa no tanque do pulverizador, atingindo pelo menos 3/4 da capacidade ou até a altura do agitador. Com a agitação acionada, adicionar a quantidade recomendada do produto, mantendo a calda sob agitação constante durante toda a pulverização. A aplicação deve ser feita no mesmo dia da preparação da calda.
O adjuvante não iônico deve ser adicionado após o produto, observando-se o estágio fenológico da cultura conforme as recomendações em CULTURAS, PLANTAS DANINHAS e DOSES. Para menores volumes de aplicação, a concentração do adjuvante não deve exceder 0,6% (v/v) da calda ou o limite recomendado na bula do adjuvante. Deve-se lembrar que condições desfavoráveis de temperatura e umidade podem aumentar o risco de fitotoxicidade à cultura. Ressalta-se que o acréscimo de adjuvante não iônico para a cultura de feijão não é recomendado devido ao risco de fitotoxicidade.

7.2 Aplicação Terrestre
A aplicação terrestre deve seguir as recomendações abaixo para garantir eficiência e segurança:
7.2.1 Equipamento de Aplicação
Utilizar equipamento de pulverização equipado com barras apropriadas. Antes da aplicação, o equipamento deve ser regulado para assegurar distribuição uniforme da calda e boa cobertura do alvo. É importante evitar sobreposição ou falhas entre as faixas de aplicação, utilizando tecnologia adequada.
7.2.2 Seleção de Pontas de Pulverização
A correta seleção das pontas é fundamental para assegurar boa cobertura do alvo e redução da deriva. Pontas que geram gotas finas aumentam o risco de deriva e perdas por evaporação. Deve-se optar por pontas que produzam gotas de classe acima de grossas (classe C segundo norma ASABE). Em caso de dúvidas, recomenda-se consultar o fabricante da ponta para obter orientações sobre pressão e tamanho das gotas geradas.
7.2.3 Pressão de Trabalho
Sempre observar a recomendação do fabricante da ponta e trabalhar dentro da pressão indicada, considerando volume de aplicação e tamanho desejado das gotas. Para muitos tipos, menores pressões produzem gotas maiores. Quando for necessário aumentar o volume, optar por pontas com maior vazão ao invés do aumento da pressão. Se o equipamento possuir sistema de controle, verificar se os parâmetros atendem às recomendações.
7.2.4 Velocidade do Equipamento
Escolher uma velocidade adequada para as condições do terreno, equipamento e cultura, considerando volume de aplicação e pressão de trabalho. Velocidades mais baixas tendem a proporcionar melhor cobertura e deposição da calda na área alvo.
7.2.5 Altura de Barras de Pulverização
A barra deve ser posicionada a uma distância adequada do alvo, conforme recomendações do fabricante do equipamento e pontas, respeitando o ângulo de abertura do jato. Quanto maior a distância da barra ao alvo, maior será a exposição das gotas às condições ambientais, aumentando perdas por evaporação e deriva.

7.3 Aplicação Aérea
Na aplicação aérea, algumas especificidades complementam as recomendações terrestres:
7.3.1 Equipamento de Aplicação
Utilizar aeronaves com barras apropriadas, proceder à regulagem para garantir distribuição uniforme da calda e cobertura adequada do alvo. Evitar sobreposição ou falhas nas faixas de aplicação com o uso de tecnologia adequada.
7.3.2 Seleção de Pontas de Pulverização
A seleção correta das pontas é fundamental para boa cobertura e redução da deriva, escolhendo pontas que produzam gotas de classe acima de grossas (classe C). Bicos centrífugos, que produzem gotas menores, podem favorecer perdas por evaporação e deriva. Consultar recomendações do fabricante em caso de dúvidas.
7.3.3 Altura de Voo e Faixa de Aplicação
A altura de voo deve ser entre 3 a 6 metros do alvo, com atenção à segurança e à cobertura adequada. O uso de marcadores humanos para faixas não é recomendado pelo risco de exposição direta aos agrotóxicos. Deve-se observar a legislação vigente quanto às faixas de segurança e distâncias de áreas urbanas e ambientais. A aplicação deve ser interrompida se houver exposição de pessoas, animais, vegetação ou propriedades não envolvidas.
7.4 Condições Meteorológicas
7.4.1 Velocidade do Vento
A velocidade do vento ideal para pulverização é entre 5 a 10 km/h, dependendo do sistema de aplicação. A ausência de vento pode indicar inversão térmica, que deve ser evitada. Ventos superiores a essa faixa favorecem a deriva, comprometendo a eficácia e aumentando riscos de contaminação.
7.4.2 Temperatura e Umidade
A aplicação deve ocorrer em condições ambientais favoráveis. Baixa umidade e altas temperaturas elevam a evaporação da calda, reduzindo a eficácia e aumentando a deriva. Evitar aplicações com umidade relativa do ar abaixo de 60% e temperaturas acima de 30ºC, assim como em temperaturas muito baixas ou com previsão de geada.
7.4.3 Período de Chuvas
Chuvas até duas horas após a aplicação podem afetar o desempenho do produto. Não aplicar imediatamente após chuva ou em condições de orvalho.

7.5 Adição de Adjuvantes
O acréscimo de adjuvante não iônico às caldas tende a melhorar o controle de algumas espécies invasoras e reduzir a evaporação, porém não permite redução da dose do herbicida. A dose recomendada é 1,0 L/ha em aplicações terrestres e 0,3 L/ha em aplicações aéreas. Na cultura de feijão, seu uso não é recomendado.
7.6 Número, Época e Intervalo de Aplicação
A aplicação não deve ultrapassar os estádios recomendados das plantas daninhas, pois, após essas fases, a eficiência diminui. Em condições adequadas, uma única aplicação é suficiente para o controle. Para arroz, são permitidas até duas aplicações por ciclo, com intervalo de 3 a 4 dias entre elas, utilizando doses de 1,0 L p.c./ha na primeira e 0,7 L p.c./ha na segunda. Nas demais culturas, realizar apenas uma aplicação por ciclo.
Seguir as recomendações e práticas indicadas garante a máxima eficiência de Basagran® 480, preservando a cultura e o meio ambiente.
Intervalo de Segurança e Reentrada
O Basagran® 480 possui intervalos de segurança específicos que devem ser respeitados para garantir a segurança na colheita das culturas tratadas. Para as culturas de arroz, feijão, milho, soja e trigo, os períodos de espera entre a última aplicação do produto e a colheita são, respectivamente: 60 dias para arroz, 35 dias para feijão, 110 dias para milho, 90 dias para soja e 60 dias para trigo.
Quanto ao intervalo de reentrada nas áreas tratadas com o herbicida, recomenda-se aguardar pelo menos 24 horas ou até que a calda aplicada esteja completamente seca antes de permitir o retorno de pessoas à lavoura. Caso seja necessária a entrada antes da secagem total da calda, é obrigatório o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) indicados para aplicação, garantindo a segurança dos trabalhadores durante a reentrada.

Limitações de Uso
O herbicida Basagran® 480 é indicado para uso em culturas que estejam em estado normal de sanidade e desenvolvimento. Plantas que apresentem efeitos adversos devido a condições climáticas desfavoráveis, como seca ou granizo, ou danos de outras naturezas, incluindo fitotoxicidade causada por outros herbicidas, tornam-se mais suscetíveis ao produto e, por esse motivo, não devem ser tratadas com Basagran® 480.
Em situações de seca, as plantas invasoras tendem a apresentar menor sensibilidade aos herbicidas em geral, incluindo Basagran® 480, o que faz com que o uso do produto nestas condições não seja recomendado. O produto é absorvido pelas folhas em um período de algumas horas, portanto, chuvas ocorridas em até duas horas após a aplicação podem reduzir significativamente a eficiência do controle das plantas, com diminuição das taxas de sucesso.
As plantas que crescem em condições de baixa umidade do solo normalmente apresentam crescimento mais lento na parte aérea, além de desenvolver raízes mais profundas, acumulando substâncias de reserva que podem protegê-las temporariamente contra a ação do herbicida, aumentando a chance de sobrevivência. Já as plantas que se desenvolvem em épocas chuvosas, com alta umidade, são mais sensíveis ao herbicida, permitindo controle em estágios mais avançados.
Em relação à umidade relativa do ar, condições elevadas aceleram a absorção do produto pelas plantas, reduzindo os riscos de lavagem por chuva logo após a aplicação e aumentando a eficácia do tratamento. Por outro lado, baixa umidade atmosférica desacelera a absorção e aumenta a evaporação da calda pulverizada, reduzindo a eficiência do herbicida. Na cultura do feijão, em especial, recomenda-se evitar a aplicação quando as folhas estiverem molhadas por orvalho ou neblina, para reduzir o risco de fitotoxicidade; neste caso, recomenda-se aguardar que as folhas sequem antes de aplicar o produto.
Quanto à temperatura, temperaturas baixas tendem a diminuir a eficiência do tratamento. Em épocas frias, recomenda-se o uso da dose máxima recomendada e a adição de adjuvante não iônico oleoso na calda. O tratamento não deve ser realizado quando as temperaturas estiverem em 10°C ou menos, ou se o tempo estiver muito nublado ou com falta de luz. Especificamente na cultura do feijão, a aplicação deve ser feita após as plantas formarem o primeiro trifólio e antes do quarto trifólio, enquanto na soja, a aplicação deve ocorrer somente a partir do primeiro trifólio.
Por fim, a Basf ressalta que não se responsabiliza por qualquer impedimento à exportação decorrente dos resíduos gerados pela aplicação do produto, nem por danos ou consequências que possam advir do desrespeito dos Limites Máximos de Resíduos estabelecidos. Portanto, recomenda-se sempre observar essas normas, especialmente para cultivos destinados à exportação.

Manejo Integrado e Manejo de Resistência de Plantas Daninhas
O manejo de plantas daninhas deve ser conduzido de forma sistemática para minimizar sua interferência e otimizar o uso do solo, combinando métodos preventivos de controle. A integração de diferentes métodos inclui: (1) controle cultural, que envolve rotação de culturas, variação de espaçamento e uso de cobertura verde; (2) controle mecânico ou físico, com práticas como monda, capina manual, roçada, inundação, cobertura não viva e cultivo mecânico; (3) controle biológico; e (4) controle químico. Essa combinação visa mitigar os impactos das plantas daninhas com o mínimo de dano ao meio ambiente.
O uso sucessivo de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação no controle do mesmo alvo pode levar ao aumento de plantas daninhas resistentes a esse mecanismo, resultando em perda da eficiência do produto e prejuízos para o produtor. Para evitar esse problema, recomenda-se a prática da rotação de herbicidas com mecanismos de ação diferentes do Grupo C3 para o mesmo alvo, sempre que apropriado. Além disso, é importante adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas e utilizar as doses e modos de aplicação indicados na bula do produto.
É fundamental consultar um engenheiro agrônomo para receber orientações sobre estratégias regionais para o manejo de resistência e sobre a aplicação técnica adequada dos herbicidas. Informações sobre possíveis casos de resistência devem ser consultadas e também podem ser reportadas às entidades especializadas, como a Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD), a Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Adicionalmente, o herbicida Basagran® 480 é composto pelo ingrediente ativo bentazona, que atua como inibidor da fotossíntese no fotossistema II, pertencendo ao Grupo C3 conforme classificação internacional do Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas (HRAC). Portanto, o manejo correto do produto é importante para evitar a seleção de plantas resistentes e garantir o controle eficiente das plantas daninhas.

Informações Sobre Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
As informações a seguir detalham os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados e as precauções para seu uso durante as diferentes etapas de manuseio do herbicida Basagran® 480, conforme indicado na bula técnica do produto.
Uso durante Preparação da Calda
Ao preparar a calda do produto, é imprescindível que o responsável utilize os EPIs adequados para garantir a segurança. Os equipamentos recomendados incluem:
- Vestimenta com tratamento hidrorrepelente de corpo inteiro, nível de proteção 2 (calça, jaleco e touca árabe);
- Respirador semifacial filtrante PFF2 ou respirador com filtro mecânico classe P2, combinado com viseira facial ou óculos com proteção lateral;
- Botas de PVC ou sapato impermeável;
- Avental impermeável (nível de proteção 3);
- Luvas de nitrila.
O produto deve ser manuseado em local aberto e ventilado, e ao abrir a embalagem, deve-se evitar respingos.
Uso durante Aplicação
Durante a aplicação do Basagran® 480, deve-se evitar ao máximo o contato com a área tratada e seguir rigorosamente as doses recomendadas, respeitando o intervalo de segurança. É proibida a entrada de pessoas não autorizadas, animais ou crianças na área em aplicação.
Os EPIs indicados para uso durante a aplicação são:
- Vestimenta com tratamento hidrorrepelente de corpo inteiro, nível de proteção 2 (calça, jaleco, touca árabe);
- Respirador com filtro mecânico classe P2 e óculos com proteção lateral, ou respirador semifacial filtrante PFF2 e viseira facial;
- Botas de PVC ou sapato impermeável;
- Luvas de nitrila.
Além disso, é importante verificar a direção do vento para evitar que a névoa do produto atinja pessoas ou áreas não alvo.

Uso após Aplicação
Após a aplicação, devem-se tomar cuidados para evitar contato com a área tratada. A área deve ser sinalizada com aviso "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e os avisos devem permanecer até o final do período de reentrada.
Caso seja necessário entrar na área antes da secagem completa da calda aplicada, é obrigatório o uso dos EPIs recomendados para a aplicação.
Outras recomendações incluem:
- Não permitir a entrada de animais, crianças ou pessoas não autorizadas na área tratada imediatamente após a aplicação;
- Observar e respeitar o intervalo de segurança entre a última aplicação e a colheita;
- Lavar as luvas antes de retirá-las para evitar contaminação;
- Guardar o restante do produto em sua embalagem original, em local trancado e fora do alcance de crianças e animais;
- Tomar banho imediatamente após a aplicação e trocar as roupas;
- Lavar separadamente as roupas e os EPIs das demais roupas da família, sempre usando luvas e avental impermeáveis para tal;
- Fazer manutenção e limpeza dos equipamentos de aplicação após cada uso;
- Não reutilizar a embalagem vazia do produto;
- Para descarte das embalagens, utilizar EPIs apropriados, como macacão hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha;
- Os EPIs devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, viseira ou óculos, avental, jaleco, botas, calça, luvas e respirador;
- A manutenção e limpeza dos EPIs devem ser realizadas por pessoas treinadas e devidamente protegidas.
Seguir essas orientações é fundamental para garantir a segurança dos trabalhadores e minimizar riscos à saúde durante todo o processo de manuseio e aplicação do herbicida Basagran® 480.
12. Primeiros Socorros
Em caso de contato acidental com o herbicida Basagran® 480, é fundamental procurar imediatamente um serviço médico de emergência, levando a embalagem, o rótulo, a bula, o folheto informativo ou o receituário agronômico do produto para fornecer informações precisas para o atendimento.

12.1. Sintomas e Sinais Clínicos
O produto pode provocar lesões oculares graves e reações alérgicas na pele. A inalação, ingestão ou contato com a pele ou olhos pode causar sintomas variados, e trabalhadores expostos podem apresentar irritação dérmica e ocular.
12.2. Ingestão
Se a pessoa ingerir o produto, não se deve provocar vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, a pessoa deve ser colocada de lado para evitar aspiração. Não oferecer alimentos ou bebidas.
12.3. Contato com Olhos
Em caso de contato com os olhos, é obrigatório lavar com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos, evitando que a água utilizada na lavagem entre no outro olho, para minimizar os danos causados pelo produto.
12.4. Contato com Pele
Em caso de contato com a pele, deve-se remover imediatamente as roupas contaminadas e lavar a área com muita água corrente e sabão neutro, devido ao potencial do produto de provocar reações alérgicas cutâneas.
12.5. Inalação
Se o produto for inalado, a vítima deve ser levada para um local aberto e ventilado. O socorrista deve se proteger contra a contaminação usando equipamentos como luvas e avental impermeável.
12.6. Tratamento Médico
Não existe antídoto específico para a intoxicação por Bentazona (ingrediente ativo do Basagran® 480). O atendimento deve ser sintomático e de suporte, visando a manutenção das funções vitais. O profissional da saúde deve estar protegido, especialmente com o uso de luvas, e seguir protocolos de atendimento ao intoxicado e orientações da Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (RENACIAT).
Em caso de intoxicação, a indução do vômito é contraindicada devido ao risco de aspiração e pneumonite química. Se o vômito ocorrer espontaneamente, não deve ser impedido.
Para suporte e informações especializadas é recomendada a ligação para o Disque-Intoxicação pelo número 0800-722-6001, além da notificação obrigatória nos sistemas oficiais de vigilância em saúde.

Informações Médicas e Toxicologia
O produto Basagran® 480 é composto pelo ingrediente ativo Bentazona, um composto químico do grupo Benzotiadiazinona. A exposição ao produto pode ocorrer principalmente pelas vias dérmica e inalatória.
Toxicocinética
Estudos realizados em animais demonstraram que a Bentazona é rapidamente absorvida, alcançando aproximadamente 90% de biodisponibilidade após administração oral. A eliminação ocorre principalmente pela via urinária (cerca de 90% da dose administrada), com pequenas quantidades excretadas pelas fezes e bile (1-2%). Não há indicação de potencial para bioacumulação. Em altas doses foi observada saturação da excreção em ratos, e a biotransformação foi limitada, com o composto sendo eliminado principalmente inalterado. A administração repetida de doses não altera o padrão de absorção e eliminação.
Toxicodinâmica
Não são conhecidos mecanismos específicos de toxicidade da Bentazona em humanos ou animais de experimentação.
Efeitos Agudos e Crônicos
Em estudos com ratos, a toxicidade aguda oral foi moderada, enquanto a toxicidade aguda por via dérmica e inalatória foi considerada baixa. Em coelhos, o produto não apresentou irritação para a pele, mas foi moderadamente irritante para os olhos e apresentou potencial para sensibilização cutânea em cobaias.
No que refere aos efeitos crônicos, a Bentazona apresentou toxicidade subcrônica principalmente no sistema de coagulação sanguínea, com aumento do tempo de coagulação e ocorrência de hemorragias em ratos, camundongos e cães. Além disso, foram observadas alterações secundárias no fígado e rins em ratos e camundongos, sem achados histopatológicos. A substância não demonstrou ser genotóxica ou carcinogênica, nem causou alterações nos parâmetros de fertilidade e reprodução em ratos. Efeitos sobre o desenvolvimento ocorreram apenas em doses que causaram toxicidade materna; não foi identificado potencial teratogênico, nem efeitos neurotóxicos em ratos.
Mutagenicidade
Teste do produto indicam que a Bentazona não causou mutações gênicas nem aberrações cromossômicas.
Contraindicações
A indução do vômito em casos de ingestão é contraindicada devido ao risco de aspiração e pneumonite química, embora o vômito espontâneo não deva ser evitado.

Interações Químicas
Não há registros de interações químicas conhecidas com o produto.
Sintomas e Sinais Clínicos
Exposições acidentais podem causar irritação dérmica e ocular, assim como sensibilização cutânea.
Tratamento Médico
Não existe antídoto específico para intoxicação por Bentazona. O tratamento deve ser sintomático e de suporte conforme a gravidade do quadro clínico, assegurando a manutenção das funções vitais. Profissionais de saúde devem utilizar equipamento de proteção adequado, como luvas, durante o atendimento. Recomenda-se seguir protocolos específicos e orientações de centros especializados em toxicologia, como a Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (RENACIAT).
Em caso de intoxicação, deve-se telefonar para o Disque-Intoxicação (0800-722-6001) para obter orientações especializadas. As intoxicações por agrotóxicos são consideradas agravos de notificação compulsória, devendo ser comunicadas aos órgãos competentes através dos sistemas SINAN e Notivisa.
Para emergências, o contato com a empresa registrante BASF S.A. pode ser feito pelos telefones 0800 011 2273, (12) 3128-1103 ou (12) 3128-1357, ou pelo endereço eletrônico www.basf.com.br e o e-mail cecom.guaratingueta@basf.com.

Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente
Basagran® 480 é classificado como um produto perigoso ao meio ambiente (Classe III) e apresenta alta persistência e alta mobilidade no solo, o que confere um potencial significativo para deslocamento e possível contaminação de águas subterrâneas. Por esse motivo, devem ser observadas rigorosas precauções de uso e advertências ambientais para minimizar impactos.
É proibida a aplicação aérea do produto em áreas situadas a menos de 500 metros de povoações e de mananciais de captação de água para abastecimento público, e a menos de 250 metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação sensível a danos. Além disso, devem ser respeitadas as legislações estaduais e municipais pertinentes às atividades aeroagrícolas.
Durante a aplicação, é fundamental evitar o uso de equipamentos com vazamentos e não realizar pulverizações sob ventos fortes ou nas horas mais quentes do dia. As doses recomendadas devem ser rigorosamente seguidas para evitar excessos e minimizar riscos ambientais.
É igualmente importante não lavar embalagens ou equipamentos aplicadores em corpos d’água como lagos, rios e fontes, para prevenir a contaminação hídrica. A destinação inadequada de embalagens vazias e resíduos do produto pode provocar contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde humana.
Para armazenamento adequado do produto, deve-se mantê-lo sempre em sua embalagem original devidamente fechada, em local exclusivo para produtos tóxicos, isolado de alimentos, bebidas, rações e outros materiais. Este local deve ser ventilado, coberto, com piso impermeável, construção não combustível, possuir placa de advertência com os dizeres “CUIDADO, VENENO” e ser trancado para evitar acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
Em caso de acidentes ambientais com o produto, deve-se isolar e sinalizar a área contaminada, contatar as autoridades ambientais competentes e a empresa BASF S.A. Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados devem ser utilizados para manuseio. Em derrames sobre piso pavimentado, recomenda-se absorver o produto com serragem ou areia e recolher em recipiente lacrado e identificado. Sobre solo, retirar as camadas contaminadas até alcançar o solo limpo e em corpos d’água suspender imediatamente a captação de uso humano ou animal, avisar o órgão ambiental e o centro de emergência da BASF. Em caso de incêndio, utilizar extintores de água em névoa, CO₂ ou pó químico, sempre com atenção à direção do vento para evitar intoxicação.
As embalagens rígidas devem ser submetidas à tríplice lavagem ou lavagem sob pressão imediatamente após seu esvaziamento, utilizando Equipamentos de Proteção Individual durante o procedimento. Após a lavagem, as embalagens devem ser armazenadas com a tampa e separadas das embalagens não lavadas, em local coberto e ventilado. A devolução das embalagens vazias ao estabelecimento comercial é obrigatória no prazo de até um ano após a compra, devendo o usuário guardar o comprovante para fiscalização. É proibida a reutilização, reciclagem, fracionamento ou reembalagem das embalagens vazias pelo usuário.
Transporte das embalagens vazias não pode ser realizado junto a alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais ou pessoas.
Caso o produto torne-se impróprio para uso ou esteja em desuso, a devolução e destinação final devem ser consultadas junto ao registrante. A desativação do produto deve ser realizada por incineração em fornos autorizados, equipados com sistemas de lavagem de gases efluentes e aprovados pelos órgãos ambientais competentes.
Estas medidas visam garantir a proteção ambiental durante o manuseio, aplicação, armazenamento e descarte do produto Basagran® 480, minimizando os impactos negativos e promovendo a sustentabilidade no uso agroquímico.

15. Embalagens
O produto Basagran® 480 está disponível em embalagens de polietileno com distintas capacidades, incluindo frascos de 1 litro, bombonas de 5 litros, e bombonas de 20 litros.
15.1. Embalagem Rígida Lavável
Para as embalagens rígidas laváveis, é imprescindível que o operador utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados durante o processo de lavagem.
15.1.1. Tríplice Lavagem Manual
A tríplice lavagem deve ser realizada imediatamente após o esvaziamento da embalagem, seguindo os passos abaixo: esvaziar completamente o conteúdo no tanque do pulverizador e manter a embalagem na posição vertical por 30 segundos; adicionar água limpa até ¼ do volume da embalagem; tampar e agitar por 30 segundos; despejar a água de lavagem no tanque do pulverizador; repetir essa operação três vezes; e, por fim, inutilizar a embalagem perfurando o seu fundo.
15.1.2. Lavagem sob Pressão
Para pulverizadores dotados de equipamento de lavagem sob pressão, deve-se encaixar a embalagem no local apropriado, acionar o jato d’água direcionado para todas as paredes internas da embalagem por 30 segundos, transferir a água de lavagem para o tanque do pulverizador e inutilizar a embalagem perfurando o fundo.
Se o equipamento de lavagem sob pressão for independente, a embalagem deve ser mantida invertida sobre a boca do tanque de pulverização por 30 segundos após esvaziamento, o jato d’água deve ser direcionado para as paredes internas durante 30 segundos, e toda a água de lavagem deve ser direcionada para o tanque do pulverizador. A embalagem também deve ser inutilizada perfurando o fundo.
15.1.3. Armazenamento da Embalagem Vazia
Após a realização da tríplice lavagem ou lavagem sob pressão, as embalagens vazias devem ser armazenadas com a tampa, em caixa coletiva, separadas das embalagens não lavadas. O local deve ser coberto, ventilado, protegido contra chuva, e com piso impermeável, podendo ser o próprio local onde se guardam as embalagens cheias.

15.1.4. Devolução da Embalagem Vazia
É obrigatória a devolução das embalagens vazias com tampa, no prazo de até um ano da compra, ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou a local indicado na nota fiscal. Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado e esteja dentro do prazo de validade, a devolução pode ser feita em até 6 meses após o término do prazo. O usuário deve guardar o comprovante de devolução para fins de fiscalização por pelo menos um ano.
15.1.5. Transporte da Embalagem Vazia
As embalagens vazias não devem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais ou pessoas.
15.2. Embalagem Secundária (Não Contaminada)
Estas embalagens não podem ser lavadas. Devem ser armazenadas em local coberto, ventilado, protegido contra chuva e em piso impermeável, geralmente no local onde são guardadas as embalagens cheias. A devolução também é obrigatória ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou local indicado na nota fiscal.
No transporte, as embalagens vazias devem ser separadas e não carregadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais ou pessoas.
15.3. Destinação Final das Embalagens Vazias
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, deverá ser feita exclusivamente pela empresa registrante ou por empresas autorizadas pelos órgãos competentes.
É proibido ao usuário reutilizar, reciclar, fracionar ou reembalar essa embalagem vazia ou o produto contido nela.
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos pode causar contaminação do solo, água e do ar, prejudicando a fauna, flora e a saúde pública. Portanto, é fundamental seguir as instruções de devolução e destinação correta.
Produto Impróprio para Utilização ou em Desuso
Caso o produto venha a se tornar impróprio para utilização ou esteja em desuso, o usuário deve entrar em contato com o registrante, utilizando o telefone indicado no rótulo, para providenciar a devolução e a destinação final adequada do produto. A desativação do produto impróprio ou em desuso deve ser realizada por meio de incineração em fornos específicos para essa finalidade, que estejam equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente. Essa prática garante o descarte seguro e ambientalmente responsável do produto, evitando riscos à saúde humana e ao meio ambiente.

Transporte de Agrotóxicos, Componentes e Afins
O transporte do produto Basagran® 480 deve seguir todas as regras e procedimentos estabelecidos pela legislação específica vigente para agrotóxicos. É importante ressaltar que durante o transporte, os agrotóxicos não podem ser transportados junto com pessoas, animais, ração, medicamentos ou outros materiais. Esta medida visa garantir a segurança tanto dos envolvidos no transporte quanto do meio ambiente, prevenindo riscos de contaminação e acidentes. O cumprimento dessas normas é essencial para a correta manipulação e distribuição do produto.
Restrições Estabelecidas por Órgãos Competentes
As restrições relacionadas ao uso do Basagran® 480 devem ser seguidas conforme as recomendações aprovadas pelos órgãos competentes do Estado, do Distrito Federal ou do município. Essas restrições visam garantir a correta aplicação do produto, a segurança dos usuários, a proteção do meio ambiente e o cumprimento da legislação vigente. É fundamental que o usuário consulte e observe as determinações estabelecidas pelas autoridades locais responsáveis para o uso adequado do herbicida.

Contatos e Telefones de Emergência
Em caso de emergências relacionadas ao produto Basagran® 480, o usuário pode entrar em contato com a empresa registrante BASF S.A. pelos seguintes telefones: 0800 011 2273, (12) 3128-1103 ou (12) 3128-1357. Além disso, a empresa disponibiliza um Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) pelo número 0800 019 2500.
Para situações de intoxicação, é recomendada a ligação para o Disque-Intoxicação no número 0800-722-6001, que proporciona informações especializadas para diagnóstico e tratamento. O produto está incluído entre as Doenças e Agravos de Notificação Compulsória, devendo os casos serem notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN / MS) e no Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária (Notivisa).
A BASF S.A. pode ser contatada também eletronicamente através do site www.basf.com.br e pelo e-mail cecom.guaratingueta@basf.com. Em qualquer incidente que envolva o Basagran® 480, recomenda-se levar a embalagem, o rótulo, a bula ou o receituário agronômico do produto ao serviço médico, facilitando o atendimento adequado.
| Marca comercial | Basagran 480 |
| Titular do registro | Basf S.A. – São Paulo |
| Número do registro | 308394 |
| CNPJ | 48.539.407/0001-18 |
| Classificação ambiental | III - Produto Perigoso Ao Meio Ambiente |
| Classificação toxicológica | 4 - Categoria 4 – Produto Pouco Tóxico |
| Modo de ação | Seletivo, De Ação Não Sistêmica |
| Técnica de aplicação | Terrestre/Aérea |
| Compatibilidade | Não Se Conhecem Casos De Incompatibilidade. |
| Inflamável | Não |
| Corrosivo | Não |
| Formulação | Sl - Concentrado Solúvel |
| Observação |




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