
O Classic® é um herbicida seletivo do grupo das sulfonilureias, especialmente desenvolvido para o controle eficaz de plantas daninhas na cultura da soja. Com ação sistêmica, sua fórmula em grânulos dispersíveis em água oferece praticidade e eficiência, garantindo proteção à lavoura e promovendo um manejo sustentável. Neste guia completo, você encontrará informações detalhadas sobre composição, modo de ação, recomendações de uso, segurança, manejo de resistência e cuidados ambientais para o uso responsável desse importante produto agrícola.
Identificação do Produto
O produto comercialmente conhecido como Classic® é um herbicida seletivo de ação sistêmica, pertencente ao grupo químico das sulfonilureias. Ele foi registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sob o número 938801 e é titularizado pela empresa CTVA Proteção De Cultivos Ltda, localizada em Barueri (Tamboré), com CNPJ 47.180.625/0001-46.
A formulação do Classic® é do tipo WG (grânulos dispersíveis em água) e possui classificação toxicológica da categoria 5, indicando que é um produto improvável de causar dano agudo. Em relação à segurança ambiental, está classificado na classe III, ou seja, é considerado um produto perigoso ao meio ambiente.
Este produto não é inflamável nem corrosivo. A técnica de aplicação recomendada inclui métodos terrestres e aéreos. Quanto à compatibilidade, não existem casos reportados de incompatibilidade com outros produtos.
Classic® é composto principalmente por clorimurom-etílico (ethyl 2-(4-chloro-6-methoxypyrimidin-2-ylcarbamoylsulfamoyl)benzoate), presente na concentração de 250 g/kg (25% m/m). Os demais ingredientes somam 750 g/kg (75% m/m).
Embalagens disponíveis para o Classic® incluem frascos metálicos, barricas e caixas/cartuchos de papelão com capacidades que variam de 1 a 5 kg, frascos ou sacos de polietileno em várias capacidades que chegam até 600 kg, sacos hidrossolúveis, sacos aluminizados ou metalizados, e embalagens "bib bag" com volumes de 100 a 600 kg.
Composição
O produto Classic® possui como componente ativo o Clorimurom-etílico, um herbicida do grupo químico das sulfonilureias, na concentração de 250 g por quilograma (25% m/m). A fórmula química do Clorimurom-etílico é C15H15Cln4O6S, conhecido quimicamente como Ethyl 2-(4-Chloro-6-Methoxypyrimidin-2-ylcarbamoylsulfamoyl)benzoate. Além do princípio ativo, o produto contém 750 g/kg (75% m/m) de outros ingredientes que compõem a formulação, que é do tipo WG (grânulos dispersíveis em água). Este tipo de formulação facilita a diluição e aplicação do produto nas lavouras.

Grupo Químico e Tipo de Formulação
O produto Classic® pertence ao grupo químico das Sulfonilureias, tendo como princípio ativo o Clorimurom-etílico. Este é um herbicida seletivo e de ação sistêmica, que atua inibindo a enzima acetolactato sintase (ALS), fundamental para a síntese dos aminoácidos essenciais vanila, leucina e isoleucina. A inibição dessa enzima interrompe a produção de proteínas, afetando a divisão celular das plantas daninhas.
Quanto ao tipo de formulação, o Classic® é apresentado como grânulos dispersíveis em água (WG). Essa formulação permite a fácil mistura do produto com água para sua aplicação, garantindo uma distribuição eficaz do herbicida sobre as plantas-alvo.
Registro e Titular do Produto
O produto Classic® está registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sob o número de registro 938801. O titular do registro é a empresa CTVA Proteção de Cultivos Ltda., localizada em Barueri, na região do Tamboré, com CNPJ nº 47.180.625/0001-46. O endereço completo do titular é Avenida Tamboré, 267 - Edifício Canopus, Torre Sul, Bloco A, 8º andar, Conjunto 81-A, Sala, CEP 06460-000, Barueri/SP. Para contato, a empresa disponibiliza o telefone 0800 772 2492 e está registrada no Estado de São Paulo sob o número 650 - CDA/SP. A CTVA Proteção de Cultivos Ltda. também atua como importadora do produto formulado.

Informações do Fabricante, Formulador e Manipulador
O produto Classic® tem como fabricante do produto técnico a empresa FMC Agricultural Caribe Industries Ltd., localizada na Highway 686, km 2.3, Manati, Puerto Rico 00674, Estados Unidos da América. Outro fabricante técnico do ingrediente ativo é a Jiangsu Repont Agrochemical Co., Ltd., situada em 18, Haibin 2 Road, Coastal Economic Development Zone, Rudong, Jiangsu, 226407 – China. Também a Sajjan India Limited, localizada no Plot nº 6102-03, 6117-19, GIDC, Ankleshwar, 393002, Gujarat, Índia, é responsável pela fabricação técnica, assim como a Helm, com registro no MAPA nº 30819.
O formulador do produto é a FMC Agricultural Caribe Industries Ltd., na mesma localização em Puerto Rico, e a Corteva Agriscience LLC, situada em 2830 US 24 highway, El Paso, Illinois 61738, Estados Unidos da América.
O manipulador responsável pelo produto é a CTVA Proteção de Cultivos Ltda., localizada na Avenida Dr. Roberto Moreira, 1381, Boa Esperança - CEP: 13148-058, Paulínia/SP, com CNPJ 47.180.625/0064-20 e registro estadual nº 4432 - CDA/SP.
Estas entidades são responsáveis pela produção, formulação e manipulação do produto, garantindo sua qualidade e conformidade com as normas vigentes.

Dados da Embalagem
O produto Classic está disponível em diversas opções de embalagens que variam em tipo, material e capacidade, proporcionando flexibilidade para diferentes necessidades de uso e armazenagem. As embalagens podem ser de frascos metálicos, barricas, caixas/cartuchos de papelão, frascos ou sacos de polietileno, sacos hidrossolúveis, sacos aluminizados ou metalizados, embalagens "bib bag" e embalagens secundárias não contaminadas.
As capacidades dessas embalagens abrangem desde pequenas quantidades, como 1 kg e 500 g, até grandes volumes em torno de 600 kg, dependendo do tipo de embalagem. Por exemplo, frascos metálicos, barricas e caixas de papelão estão disponíveis em capacidades de 1 kg, 2 kg, 5 kg, entre outros, enquanto sacos de polietileno podem variar de 60 kg até 500 kg ou mais.
Além disso, as embalagens hidrossolúveis também têm variadas capacidades, geralmente indicadas em unidades como 500 g, e as embalagens aluminizadas ou metalizadas abrangem múltiplas capacidades superiores, com diversas variações para atender às exigências de armazenamento e transporte.
Dessa forma, o produto Classic oferece alternativas adequadas para diferentes volumes de aplicação, facilitando o manejo, o transporte e o armazenamento conforme as especificações e necessidades do usuário.

Instruções Gerais de Uso
Classic® é um herbicida seletivo de ação sistêmica pertencente ao grupo químico das sulfonilureias, recomendado para o controle de plantas daninhas de folhas largas na cultura da soja. O produto é rapidamente absorvido pelas folhas e raízes das plantas, com translocação por toda a planta, onde age inibindo a enzima acetolactato sintase (ALS). Esta enzima é responsável pela síntese dos aminoácidos vanila, leucina e isoleucina; sua inibição interrompe a produção de proteínas e interfere na divisão celular, promovendo o controle das plantas daninhas.
Classic® é indicado para aplicação em pré-plantio da cultura da soja, visando o controle das plantas daninhas em pós-emergência, realizando a dessecação pré-plantio da cultura, ou em aplicação única na pós-emergência da soja e das plantas daninhas.
A aplicação deve seguir os volumes de calda recomendados, que variam conforme o tipo de equipamento e técnica de aplicação, tais como pulverização terrestre com equipamento costal ou tratorizado e pulverização aérea. É fundamental assegurar uma boa cobertura sobre os alvos pulverizados para garantir a eficácia do controle, independentemente do equipamento utilizado. Para isso, o tipo e calibração do equipamento, assim como as condições ambientais no momento da aplicação, devem ser rigorosamente observados, sempre sob a orientação de um Engenheiro Agrônomo e seguindo as boas práticas agrícolas.
Além disso, recomenda-se que a aplicação seja realizada em condições climáticas adequadas, com temperatura inferior a 30°C, umidade relativa do ar acima de 55%, vento entre 3 e 10 km/h, ausência de orvalho e em presença de luz solar, evitando chuva por pelo menos 4 horas após a aplicação. Essas condições visam proporcionar a melhor interceptação das gotas pelo alvo biológico, minimizando a evaporação e o risco de deriva.
A boa prática aplica-se também ao controle do diâmetro das gotas, que deve ser manejado adequadamente para evitar deriva e garantir a eficiência da pulverização, enquanto se respeitam as recomendações para preparo, manuseio da calda, equipamentos de aplicação, e recomendações ambientais e de segurança.

Modo de Ação e Indicações
Classic® é um herbicida seletivo de ação sistêmica pertencente ao grupo químico das sulfonilureias. Ele é recomendado para o controle de plantas daninhas de folhas largas na cultura da soja. O produto é rapidamente absorvido pelas folhas e raízes, sendo translocado por toda a planta.
O modo de ação do Classic® consiste na inibição da enzima acetolactato sintase (ALS), que é responsável pela síntese dos aminoácidos vanila, leucina e isoleucina. Ao inibir essa enzima, o produto interrompe a produção de proteínas, o que interfere na divisão celular das plantas daninhas, levando ao seu controle efetivo.
Classic® é indicado para aplicação em pré-plantio da soja, com o objetivo de promover a dessecação das plantas daninhas em pós-emergência. Além disso, pode ser aplicado em única aplicação na pós-emergência da soja e das plantas daninhas, garantindo controle eficiente das espécies alvo.
Plantas Infestantes e Dosagem - Aplicação em Dessecação Pré-plantio da Soja
O herbicida Classic® é recomendado para a dessecação pré-plantio na cultura da soja, tendo como objetivo o controle das plantas daninhas em pós-emergência antes do plantio. Nesta modalidade de aplicação, o Classic® atua de forma seletiva e sistêmica para erradicar plantas daninhas de folhas largas que possam competir com a cultura da soja.
9.1 Aplicação em Dessecação Pré-plantio da Soja
Nesta fase, o Classic® deve ser aplicado com cuidado para garantir o melhor controle das plantas daninhas e a proteção da cultura subsequente.
9.1.1 Soja: Nabo, Nabiça
Para o controle de plantas como Nabo e Nabiça (Raphanus sativus), a dosagem recomendada é de 40 g de Classic® por hectare. A aplicação deve ser feita estritamente em pré-plantio da soja, visando controlar essas plantas daninhas que já se encontram em pós-emergência, ou seja, em fase de crescimento avançado.

9.1.2 Soja: Maria-mole, Buva
Para o controle das plantas Maria-mole (Senecio brasiliensis) e Buva (Conyza bonariensis), a dosagem indicada é um pouco mais elevada, de 80 g por hectare de Classic®. Esta dose é aplicada também em pré-plantio da soja para garantir a dessecação eficaz dessas espécies específicas.
Cabe destacar que, para a dessecação pré-plantio da soja, o Classic® deve ser utilizado em apenas uma aplicação por ciclo da cultura, respeitando o limite máximo de 80 g/ha por ciclo. O volume de calda deve ser ajustado conforme o tipo de aplicação: para pulverização terrestre com equipamento costal recomenda-se um volume de 400 a 600 litros por hectare, enquanto para aplicação tratorizada, um volume entre 100 e 300 litros por hectare é indicado. No caso da aplicação aérea, os volumes de calda recomendados são de 20 a 40 litros por hectare.
Estes cuidados com a dosagem e a forma correta de aplicação são essenciais para garantir a efetividade do controle das plantas infestantes, prevenindo prejuízos à cultura da soja e contribuindo para um manejo adequado das plantas daninhas na lavoura.

Plantas Infestantes e Dosagem - Aplicação em Pós-emergência da Soja e Plantas Daninhas
O herbicida Classic® é recomendado para aplicação em pós-emergência da soja e plantas daninhas, sendo eficaz no controle de diversas espécies de folhas largas invasoras, com doses específicas para diferentes níveis de infestação.
Para a aplicação em pós-emergência, as doses indicadas variam conforme as plantas daninhas a serem controladas e o estágio de desenvolvimento das mesmas:
Para as plantas carrapicho-rasteiro (Acanthospermum australe), carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum), mentrasto (Ageratum conyzoides), caruru (Amaranthus hybridus), caruru-roxo (Amaranthus viridis), picão-preto (Bidens pilosa), erva-palha (Blainvillea latifolia), erva-quente (Spermacoce latifolia), trapoeraba (Commelina benghalensis) e desmodio (Desmodium tortuosum), a dose recomendada é de 60 a 80 g/ha. Recomenda-se utilizar doses menores para infestações leves ou plantas em estágios iniciais de 2 a 4 folhas, e doses maiores para infestações elevadas ou plantas em estágios mais avançados de 4 a 6 folhas.
Para plantas como picão-branco (Galinsoga parviflora), fazendeiro (Hyptis lophanta), cheirosa (Hyptis suaveolens), corda-de-viola (Ipomoea aristolochiaefolia), estrelinha (Melampodium perfoliatum), losna-branca (Parthenium hysterophorus), nabo (Raphanus raphanistrum), feijão-miúdo (Vigna unguiculata) e fedegoso-branco (Senna obtusifolia), a dose indicada é de 80 g/ha, com aplicação no estádio de desenvolvimento de 2 a 4 folhas.
Para calopogônio (Calopogonium mucunoides), leiteira (Euphorbia heterophylla), falsa-serralha (Emilia sonchifolia) e erva-de-touro (Tridax procumbens), também recomenda-se a dose única de 80 g/ha.
É importante ressaltar que o número máximo de aplicações do produto por ciclo da cultura da soja é uma aplicação única. O volume de calda para aplicação terrestre deve ser de 400 a 600 L/ha para equipamentos costais e 100 a 300 L/ha para pulverizadores tratorizados, enquanto para aplicação aérea, o volume recomendado é de 20 a 40 L/ha.
O uso do Classic® em pós-emergência da soja e plantas daninhas deve respeitar as doses indicadas e o estádio ideal para aplicação, buscando garantir a efetividade no controle das plantas daninhas sem causar fitotoxicidade à cultura.

Modo e Equipamento de Aplicação
Aplicação Terrestre
O produto Classic® pode ser aplicado por meio de pulverizações terrestres, utilizando equipamentos como pulverizador costal e pulverizador tratorizado. É essencial garantir uma boa cobertura das áreas a serem tratadas para o sucesso no controle das plantas daninhas, independentemente do equipamento utilizado. Para isso, é importante observar rigorosamente o tipo e a calibração do equipamento, bem como as condições ambientais locais, sempre sob orientação de um Engenheiro Agrônomo e seguindo as boas práticas agrícolas.
Equipamento Costal
Para a aplicação com equipamento costal, recomenda-se seguir as especificações do fabricante quanto ao tipo de pontas e pressão de trabalho. Geralmente, recomenda-se um volume de calda entre 400 e 600 litros por hectare, com pressão de trabalho de 30 a 50 libras por polegada quadrada (Lb/pol²). O tipo de pontas a ser usado deve ser do tipo leque, produzindo gotas com diâmetro entre 180 a 200 micrômetros (μm) e densidade mínima de 40 gotas por centímetro quadrado (gotas/cm²).
Equipamento Tratorizado
Para aplicações com equipamento tratorizado, os parâmetros como ângulo de barra, tipo e número de pontas, pressão de trabalho, largura da faixa de aplicação e velocidade do pulverizador devem seguir as recomendações do fabricante e do Engenheiro Agrônomo. Recomenda-se um volume de calda de 100 a 300 litros por hectare, pressão de trabalho entre 30 e 50 Lb/pol², utilização de pontas do tipo leque, gotas com diâmetro de 180 a 200 μm e densidade mínima de 40 gotas/cm².
Condições Climáticas para Aplicação Terrestre
A aplicação terrestre deve ser realizada em condições climáticas adequadas para maximizar a interceptação das gotas pelo alvo, minimizando a evaporação e a deriva. Recomenda-se aplicar com temperatura inferior a 30ºC, umidade relativa do ar acima de 55% e velocidade do vento entre 3 e 10 km/h. A aplicação deve ser feita na ausência de orvalho, com presença de luz solar, e evitando períodos de chuva por até 4 horas após a aplicação. A escolha do tamanho das gotas é crucial para reduzir a deriva, assim como a consideração das variáveis climáticas locais (vento, umidade e temperatura). Para garantir a eficiência da aplicação, todas estas condições devem ser consideradas pelo aplicador no momento da aplicação.

Modo e Equipamento de Aplicação

Aplicação Aérea
A aplicação aérea do herbicida Classic® deve seguir rigorosamente os cuidados e procedimentos padrão das boas práticas agrícolas para esta modalidade. É fundamental realizar um estudo prévio das áreas ao redor da aplicação, utilizar sistemas de posicionamento (DGPS) e ajustar os parâmetros operacionais, como o ângulo de deflexão dos bicos nas barras de pulverização, o modelo e número de pontas, pressão de trabalho, largura da faixa de deposição, velocidade e altura de voo. Todas essas ações devem ser supervisionadas por um Engenheiro Agrônomo, alinhadas aos conceitos de boas práticas para redução do risco de deriva.
Recomenda-se a contratação de empresas de aplicação aérea que possuam certificação pela Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS) ou que tenham sido capacitadas e treinadas pela Corteva Agriscience por meio de seu programa de Boas Práticas Agrícolas. Entretanto, a responsabilidade pelo cumprimento das recomendações do rótulo e da bula do produto é sempre do aplicador.
Para volumes de calda entre 20 a 40 litros por hectare, a recomendação técnica é a seguinte:
Para 20 L/ha, utilizar aeronaves agrícolas equipadas com barra com bicos tipo cônico (D6 ou D8, core 44 a 46) ou bicos rotativos MICRONAIR (AU-5000-2), com altura de voo entre 3 a 4 metros (MICRONAIR) ou 2 a 3 metros (bicos cônicos), e largura efetiva da faixa de deposição de 13 metros.
Para volumes de 30 a 40 L/ha, aplicar com aeronaves dotadas de barra com bicos cônicos (D8 ou D10, core 44 a 46), altura de voo entre 2 a 4 metros e largura da faixa de deposição efetiva entre 13 a 15 metros.
Os parâmetros mínimos aceitos para garantir uniformidade na aplicação são gotas com diâmetro entre 200 e 400 micra e densidade mínima de 30 gotas por centímetro quadrado.
Quanto às condições climáticas para aplicação aérea, devem ser escolhidos momentos que propiciem a melhor interceptação das gotas pelo alvo, com mínima evaporação e deslocamento horizontal das gotas (deriva), evitando situações de inversão térmica que causam deslocamento vertical. O recomendado é aplicar em temperaturas abaixo de 30ºC, umidade relativa do ar acima de 55%, ventos na faixa de 3 a 10 km/h, ausência de orvalho, na presença de luz solar e evitando períodos de chuva nas quatro horas seguintes à aplicação.
A Corteva não recomenda o uso de aeronaves remotamente pilotadas (drones) para aplicação do produto Classic®, por falta de informações técnicas que amparem esta modalidade.
O controle do diâmetro das gotas durante a aplicação aérea representa um fator determinante para evitar a deriva. Para tal, recomenda-se utilizar o menor número possível de bicos com maior vazão, garantindo uma cobertura uniforme. A orientação dos bicos deve ser tal que o jato esteja dirigido para trás, paralelo à corrente de ar, o que proporcionará gotas maiores em comparação a outras orientações. Bicos do tipo jato cheio também produzem gotas maiores. Além disso, o comprimento da barra não deve ultrapassar 75% da barra ou comprimento do rotor, pois barras maiores aumentam o risco de deriva. Por fim, a altura de voo deve ser mantida entre 2 a 4 metros para minimizar a deriva durante a aplicação aérea.

Modo e Equipamento de Aplicação
Controle do Diâmetro das Gotas Durante a Aplicação
O controle adequado do diâmetro das gotas durante a aplicação é fundamental para garantir uma boa cobertura sobre as plantas alvo e o sucesso no controle das plantas daninhas, além de minimizar perdas por deriva. Algumas técnicas gerais para o manejo do diâmetro das gotas incluem:
- Volume: utilizar bicos com maior vazão para aplicar volumes maiores de calda, pois bicos de vazão maior produzem gotas maiores.
- Pressão: usar a menor pressão indicada para o bico, já que pressões elevadas reduzem o diâmetro das gotas e não melhoram a penetração na cultura. Se for necessário aumentar o volume de aplicação, recomenda-se usar bicos de vazão maior ao invés de aumentar a pressão.
- Tipo de bico: escolher o tipo de bico apropriado para o tipo de aplicação desejada. De modo geral, ângulos maiores de aplicação produzem gotas maiores. Também é recomendado considerar o uso de bicos de baixa deriva.
No caso da aplicação aérea, o controle do diâmetro das gotas envolve ainda:
- Número de bicos: usar o menor número possível de bicos com vazão maior que possibilitem uma cobertura uniforme.
- Orientação dos bicos: direcionar os bicos para que o jato fique paralelo à corrente de ar, produzindo gotas maiores que outras orientações.
- Tipo de bico: bicos de jato cheio orientados para trás geram gotas maiores comparados a outros tipos.
- Comprimento da barra: não deve ultrapassar 75% do comprimento do rotor, pois barras maiores aumentam o potencial de deriva.
- Altura de voo: voos acima de 3 metros aumentam o potencial de deriva.
Essas medidas auxiliam na obtenção de gotas com diâmetros que proporcionam melhor cobertura e minimizam a deriva, fator crucial para a eficiência do produto e segurança ambiental durante a aplicação.

Preparo e Manuseio da Calda
Preparo em Equipamento Tratorizado
Para preparar a calda do produto Classic® em equipamento tratorizado, recomenda-se o seguinte procedimento: inicialmente, deve-se adicionar a dose recomendada de Classic® no tanque pulverizador com ¼ (25%) da sua capacidade preenchida com água limpa. Após essa etapa, é necessário adicionar óleo mineral emulsionável na dose de 50 mL para cada 100 litros de água presente no tanque. Em seguida, deve-se completar o volume do tanque com água limpa, mantendo a calda sob agitação constante durante todo o preparo e aplicação do produto.
É fundamental que a agitação seja contínua para garantir a homogeneidade da mistura e evitar a sedimentação do produto. Caso haja alguma interrupção na agitação que permita a formação de depósitos no fundo do tanque, deve-se agitar vigorosamente a calda antes de reiniciar a pulverização.
Além disso, recomenda-se preparar apenas a quantidade de calda necessária para uma aplicação e realizar a pulverização o mais rapidamente possível após o preparo, garantindo assim a eficácia do produto.
Preparo e Manuseio da Calda
Preparo em Aeronave
O preparo da calda para aplicação aérea do produto Classic® deve ser realizado de forma cuidadosa para garantir sua eficácia e segurança. Inicialmente, é necessário fazer uma pré-mistura em balde, adicionando a dose recomendada de Classic® e misturando até obter uma calda homogênea. Nesta etapa, deve-se adicionar óleo mineral emulsionável na dosagem de 50 mL para cada 100 litros de água.
Em seguida, deve-se colocar água no reservatório da aeronave até atingir aproximadamente 75% do volume desejado. Após isso, adicione a pré-mistura de Classic® no reservatório e mantenha o agitador ligado até que a calda esteja completamente homogênea. Após a homogenização, complete o volume com água.
Esse procedimento também é válido para casos onde a calda é preparada em reservatório separado antes de ser transferida para a aeronave. É fundamental manter a agitação contínua da calda durante todo o preparo e aplicação para garantir sua uniformidade e evitar a formação de depósitos.

Preparo e Manuseio da Calda - Lavagem do Equipamento de Aplicação
Antes de iniciar a aplicação do produto Classic®, é fundamental garantir que o equipamento esteja limpo e bem conservado para evitar qualquer contaminação. Logo após a aplicação, deve-se proceder imediatamente à limpeza completa de todo o equipamento, a fim de reduzir o risco de formação de depósitos sólidos que podem se tornar difíceis de remover. Adiar a limpeza, mesmo por poucas horas, torna o processo mais complicado.
O procedimento recomendado para a lavagem do equipamento é o seguinte:
Com o equipamento vazio, enxágue completamente o pulverizador, fazendo circular água limpa pelas mangueiras, barras, bicos e difusores. Remova fisicamente quaisquer depósitos visíveis de produto, e o material de lavagem deve ser pulverizado na área tratada com o produto.
Complete o pulverizador com água limpa e circule esta solução pelas mangueiras, barras, filtros e bicos. Desligue a barra e encha novamente o tanque com água limpa, circulando pelo sistema de pulverização por 15 minutos. Depois, circule a mistura pelas mangueiras, barras, filtros, bicos e difusores e esvazie o tanque na área tratada com o produto.
Faça uma nova limpeza adicionando água limpa ao pulverizador junto com amônia caseira a 3%, na proporção de 1 litro por 100 litros de água (1%). Circule essa solução por 15 minutos pelo sistema de pulverização, garantindo que todas as partes, como mangueiras, barras, filtros, bicos e difusores, sejam limpas. Esvazie novamente o tanque evitando que o líquido atinja corpos d’água, nascentes ou plantas úteis.
Remova e limpe manualmente os bicos, filtros e difusores em um balde contendo a solução de limpeza.
Repita a limpeza com a solução de amônia caseira uma segunda vez.
Enxágue completamente o pulverizador, bem como as mangueiras, barra, bicos e difusores, com água limpa no mínimo duas vezes. Limpe também todos os acessórios associados ao pulverizador, incluindo materiais usados para o enchimento do tanque.
Durante todo o processo de limpeza, é imprescindível adotar todas as medidas de segurança, utilizando os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados. A limpeza nunca deve ser realizada próxima a nascentes, fontes de água ou plantas úteis para evitar contaminação ambiental. Os resíduos da limpeza devem ser descartados conforme a legislação estadual ou municipal vigente.

Recomendações para Evitar Deriva - Importância do Diâmetro de Gota
O potencial de deriva durante a aplicação do herbicida Classic® é influenciado por diversos fatores relacionados ao equipamento de pulverização, além das condições meteorológicas locais, como velocidade do vento, umidade e temperatura. Entre esses fatores, o tamanho das gotas é um dos mais importantes para reduzir a deriva.
A principal estratégia para o manejo da deriva é a utilização do maior diâmetro de gotas possível, garantindo uma boa cobertura e eficiência no controle das plantas daninhas. A aplicação de gotas maiores diminui o risco de deslocamento horizontal das partículas e, consequentemente, a contaminação de áreas vizinhas.
A presença de culturas sensíveis próximas ao local da aplicação, o tipo e a infestação das plantas daninhas, bem como as condições climáticas, possuem grande influência sobre o gerenciamento da deriva e a cobertura efetiva da planta. Portanto, o aplicador deve avaliar cuidadosamente esses aspectos no momento da aplicação para garantir segurança e eficiência.
É importante destacar que aplicar gotas de diâmetro maior reduz, mas não elimina o potencial de deriva, especialmente se a aplicação ocorrer de maneira inadequada ou sob condições ambientais desfavoráveis. Logo, além do controle do diâmetro de gotas, recomenda-se seguir rigorosamente as orientações referentes a condições de vento, temperatura, umidade e evitar situações de inversão térmica para proteção ambiental e eficácia do produto Classic®.

Recomendações para Evitar Deriva - Altura da Barra e Altura de Voo
Para evitar a deriva durante a aplicação do herbicida Classic®, é fundamental regular corretamente a altura da barra de pulverização e da aeronave em aplicações aéreas. No caso da aplicação terrestre, a barra deve ser ajustada para a menor altura possível que permita uma cobertura uniforme do alvo. Isso reduz a exposição das gotas à evaporação e aos ventos, minimizando o risco de deslocamento horizontal da calda pulverizada. Além disso, a barra deve permanecer nivelada com a cultura, evitando solavancos que possam comprometer a uniformidade da aplicação.
Quanto à aplicação aérea, a altura de voo da aeronave também é um fator crítico para o controle da deriva. Alturas superiores a 3 metros acima da cultura aumentam significativamente o potencial de deriva, devido ao maior deslocamento das gotas pelo vento. Portanto, recomenda-se manter a altura de voo em níveis baixos e adequados conforme o tipo de bico utilizado, sempre seguindo as melhores práticas para reduzir o risco de disseminação do produto para áreas indesejadas.
Essas orientações são importantes para garantir que o herbicida Classic® alcance efetivamente as plantas daninhas alvo, otimizando sua eficiência e protegendo o meio ambiente e as culturas vizinhas da contaminação por deriva.
Recomendações para Evitar Deriva - Ventos
O potencial de deriva durante a aplicação do herbicida Classic® é influenciado pela velocidade do vento. É recomendado evitar a aplicação em condições de vento inferiores a 3 km/h, devido ao risco de inversão térmica, ou em ventos superiores a 10 km/h, pois nestas situações a deriva tende a aumentar. Além disso, não se deve aplicar o produto se houver rajadas de vento ou em condições completamente sem vento, pois ambos os cenários podem resultar em deriva indesejada. É importante que o aplicador conheça os padrões locais de vento e compreenda como eles podem afetar a dispersão do produto. Assim, a escolha do momento ideal para aplicação considera a velocidade do vento para minimizar a deriva, garantindo a maior eficácia no controle das plantas daninhas e reduzindo riscos ambientais e para culturas vizinhas.

Recomendações para Evitar Deriva - Temperatura e Umidade
Para evitar a deriva durante a aplicação do herbicida Classic®, é fundamental considerar as condições de temperatura e umidade do ambiente. Recomenda-se realizar as pulverizações em temperaturas inferiores a 30°C e com umidade relativa do ar acima de 55%. Essas condições contribuem para minimizar a evaporação das gotas durante o percurso entre a ponta de pulverização e o alvo biológico, favorecendo uma melhor interceptação pelo alvo, que são as plantas daninhas.
Além disso, é importante aplicar o produto em horários que não sejam os mais quentes do dia, evitando assim a rápida evaporação das gotas que pode aumentar o risco de deriva. O controle do diâmetro das gotas, aliado a condições climáticas adequadas, é essencial para garantir a eficiência da aplicação e a segurança ambiental, reduzindo a possibilidade do produto se dispersar para áreas não alvo.
Recomendações para Evitar Deriva - Inversão Térmica
A inversão térmica aumenta significativamente o potencial de deriva durante a aplicação de agrotóxicos. Ela ocorre quando há uma elevação da temperatura com o aumento da altitude, formando uma camada de ar quente acima do ar frio próximo ao solo. Isso reduz o movimento vertical do ar, resultando na formação de uma nuvem de pequenas gotas suspensas que permanecem próximas ao solo e se deslocam lateralmente. Essas gotas podem alcançar áreas indesejadas, causando contaminação.
Esse fenômeno é comum em noites com poucas nuvens e ventos fracos ou inexistentes, iniciando-se logo após o pôr-do-sol e persistindo até a manhã seguinte. A presença de inversão térmica pode ser indicada pela neblina ao nível do solo ou pela observação do comportamento da fumaça: caso a fumaça forme camadas com movimento lateral, há inversão; caso se dissipe rapidamente para cima, indica movimentação vertical adequada, sem inversão.
Para minimizar o risco de deriva causada pela inversão térmica, recomenda-se evitar aplicações de agrotóxicos nesse período. A observação e o monitoramento das condições atmosféricas locais são essenciais para a tomada de decisão, garantindo que a aplicação seja feita em condições climáticas favoráveis que reduzam o risco de deriva e potencial impacto ambiental.

Intervalo de Segurança para Soja (Pré e Pós-emergência)
O produto Classic® possui especificações claras quanto ao intervalo de segurança para a cultura da soja, aplicável tanto para o uso em pré-emergência quanto em pós-emergência.
Para a soja em pré-emergência, o intervalo de segurança não foi determinado devido à modalidade de emprego do produto. Já para a soja aplicada em pós-emergência, o intervalo de segurança é de 65 dias. Isso significa que deve-se respeitar um prazo de 65 dias entre a última aplicação do herbicida e a colheita da soja, garantindo a segurança alimentar e ambiental.
Respeitar este intervalo é fundamental para assegurar que os resíduos do produto não estejam presentes em níveis que possam causar danos à saúde humana ou animal, além de evitar fitotoxicidade na cultura. A observância do intervalo de segurança faz parte das boas práticas agrícolas recomendadas para o uso responsável do herbicida Classic®.
Intervalo de Reentrada em Áreas Tratadas
Após a aplicação do produto Classic®, é indicado que as pessoas não entrem na área tratada antes da secagem completa da calda, o que ocorre no mínimo 24 horas após a aplicação. Caso haja necessidade de acesso à área antes desse período, é obrigatório o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados para uso durante a aplicação, garantindo assim a proteção adequada contra possíveis riscos associados ao contato com o produto ainda ativo na cultura ou no solo.

Limitações de Uso e Restrições
O produto Classic® possui algumas limitações e restrições importantes quanto ao seu uso para garantir a eficácia e segurança do tratamento, além da proteção ambiental.
O produto deve ser aplicado a partir do estádio do 3º trifólio da soja, respeitando-se rigorosamente as doses recomendadas na bula. É fundamental observar que o Classic® é seletivo para a cultura da soja quando utilizado dentro dos parâmetros indicados, incluindo a adição de óleo mineral emulsionável a 0,05% (50 mL/100 litros de calda). Não se deve aplicar o produto quando houver orvalho nas folhas ou quando estas estiverem molhadas devido à chuva.
A dose máxima permitida é de 80 g/ha de Classic® por ciclo da cultura, respeitando-se o intervalo de aplicação indicado. Ressalta-se que a aplicação do produto em condições de seca prolongada ou baixa umidade relativa do ar deve ser evitada, pois pode comprometer a eficiência do controle. Chuvas que ocorram até duas horas após a aplicação não prejudicam o efeito do herbicida.
O Classic® apresenta ação residual para o controle de algumas plantas daninhas específicas, como Picão-preto, Leiteira, Nabo e Buva, preferencialmente em cultivares de soja com fechamento rápido e porte alto. Para a rotação de culturas, recomenda-se observar um intervalo de 60 dias após a aplicação do Classic® antes do plantio de feijão, trigo, algodão e milho. Para outras culturas, é indicado realizar bioensaio prévio para verificar a segurança.
É proibido o uso de restos da cultura tratada com Classic® para alimentação animal. Além disso, o produto não deve ser aplicado via aeronaves remotamente pilotadas (drones) devido à ausência de informações técnicas que respaldem esta modalidade de aplicação.
No âmbito das restrições regionais, destaca-se que há limitação de uso no estado do Paraná para o controle das plantas daninhas Spermacoce latifolia e Tridax procumbens, ressaltando-se que o agrônomo responsável deve estar atento às restrições decorrentes de legislações municipais, estaduais e federais para garantir que o produto, o modo de aplicação, o alvo e a cultura sejam permitidos localmente.
Seguir todas as limitações e restrições descritas garante o uso seguro, eficiente e responsável do produto, contribuindo para a sustentabilidade da agricultura e proteção do meio ambiente.

Manejo de Resistência e Manejo Integrado de Plantas Daninhas
O uso sucessivo de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação, como o Classic® que pertence ao Grupo B, pode contribuir para o aumento da população de plantas daninhas resistentes a esse mecanismo. Esse fenômeno leva à perda da eficiência do produto e, consequentemente, a prejuízos no controle.
Para o manejo adequado da resistência de plantas daninhas e para evitar problemas, são recomendadas as seguintes práticas:
- Rotação de herbicidas com mecanismos de ação diferentes do Grupo B para o controle do mesmo alvo, sempre que possível.
- Na ausência de produtos alternativos, recomenda-se a rotação de culturas que permita o uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação.
- Adoção de outras práticas de controle de plantas daninhas que sigam as boas práticas agrícolas, como controle manual, roçadas e capinas.
- Respeito às recomendações de dose e modo de aplicação indicadas na bula do produto.
- Consulta sistemática a um Engenheiro Agrônomo para orientação técnica e direcionamento das estratégias regionais para manejo de resistência.
- Consulta e comunicação sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas junto a entidades especializadas, como a Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD), a Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Além disso, é importante incorporar o manejo integrado de plantas daninhas no programa de controle. Isso implica incluir outros métodos, como controle manual, roçadas e capinas, para garantir uma estratégia mais eficiente e sustentável no manejo das plantas daninhas.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Precauções Gerais
O produto Classic® deve ser utilizado exclusivamente para fins agrícolas, sendo manuseado somente por trabalhadores capacitados. É fundamental evitar comer, beber ou fumar durante o manuseio e aplicação do produto, e não transportá-lo juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais ou pessoas. O manuseio e aplicação sem o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados é proibido, assim como o uso de equipamentos com vazamentos ou defeitos, e a obstrução de bicos, orifícios e válvulas com a boca.
Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) não devem estar danificados, úmidos, vencidos ou fora do prazo de validade, e seu uso deve seguir as recomendações do fabricante em relação à limpeza, conservação e descarte adequado. A aplicação do produto deve ser evitada próxima a escolas, residências, locais de permanência de pessoas e áreas de criação animal, sempre seguindo orientações técnicas específicas de um profissional habilitado.
Em caso de contato acidental da pessoa com o produto, recomenda-se seguir as orientações descritas nos primeiros socorros e procurar atendimento médico de emergência rapidamente. Além disso, o produto deve ser mantido adequadamente fechado, em embalagem original, em local trancado e fora do alcance de crianças e animais. Durante o uso, os EPIs recomendados devem ser vestidos na ordem: calça, jaleco, botas, avental, respirador, viseira, touca árabe e luvas.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Precauções Durante a Preparação da Calda
Durante a preparação da calda do produto Classic®, é fundamental adotar precauções rigorosas para garantir a segurança do operador e evitar riscos à saúde. Recomenda-se o uso obrigatório dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), que incluem calça e jaleco com tratamento hidrorrepelente, botas de borracha, avental impermeável, respirador com filtro mecânico classe P2, viseira, touca árabe e luvas de nitrila. Esses equipamentos protegem contra o contato direto com o produto e a inalação de partículas durante o manuseio.
A preparação deve ser realizada em local aberto e ventilado, minimizando a exposição a vapores ou poeiras. Ao abrir a embalagem, é importante fazê-lo cuidadosamente para evitar a dispersão de poeira, reduzindo assim os riscos de inalação e contaminação ambiental.
Em caso de contato acidental da pessoa com o produto durante a preparação, deve-se seguir imediatamente as orientações de primeiros socorros e procurar atendimento médico emergencial. Essas medidas garantem uma reação rápida e eficaz para evitar complicações.
Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Precauções Durante a Aplicação
Durante a aplicação do produto Classic®, é fundamental tomar diversas precauções para garantir a segurança do aplicador e outras pessoas. Recomenda-se evitar ao máximo o contato com a área tratada. O produto deve ser aplicado estritamente nas doses recomendadas, respeitando o intervalo de segurança, que corresponde ao tempo entre a última aplicação e a colheita.
Além disso, é imprescindível impedir o acesso de animais, crianças ou pessoas não autorizadas na área em que o produto está sendo aplicado. Para a aplicação, recomenda-se não realizá-la na presença de ventos fortes ou durante as horas mais quentes do dia, devendo-se observar as melhores condições climáticas para cada região.
A direção do vento deve ser considerada durante a aplicação, buscando evitar o contato do usuário ou de terceiros com a névoa do produto. O uso adequado dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) é obrigatório, incluindo calça e jaleco com tratamento hidrorrepelente, botas de borracha, avental impermeável (especialmente quando for utilizado equipamento costal), respirador com filtro mecânico classe P2, viseira, touca árabe e luvas de nitrila. Estas medidas são essenciais para minimizar os riscos de exposição e garantir a segurança durante o manuseio e aplicação do herbicida.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Precauções Após a Aplicação
Após a aplicação do produto Classic®, é imprescindível sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter esses avisos até o final do período de reentrada. Deve-se evitar o máximo possível o contato com a área tratada. Caso seja necessário entrar na área antes do término do intervalo de reentrada, o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para a aplicação é obrigatório.
Não se deve permitir a entrada de animais, crianças ou pessoas não autorizadas nas áreas tratadas logo após a aplicação do produto. Além disso, é fundamental respeitar as doses recomendadas e o intervalo de segurança entre a última aplicação e a colheita.
Antes de retirar os EPIs, recomenda-se lavar as botas e luvas ainda vestidas para evitar contaminação. O restante do produto deve ser mantido adequadamente fechado em sua embalagem original, mantida em local trancado e fora do alcance de crianças e animais.
É importante tomar banho imediatamente após a aplicação e trocar as roupas. As roupas e EPIs usados devem ser lavados separadamente das demais roupas pessoais, utilizando luvas e avental impermeável durante a lavagem. Após cada aplicação, a manutenção e lavagem dos equipamentos de aplicação também são necessárias.
Por fim, a embalagem vazia não deve ser reutilizada. Durante o descarte, os EPIs adequados, como calça, jaleco, luvas de nitrila e botas de borracha, devem ser usados. Os EPIs devem ser retirados na ordem correta para evitar contaminação, e sua manutenção deve ser realizada por pessoa treinada e devidamente protegida.

Equipamentos de Proteção Individual (EPI) Recomendados
É obrigatório o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para o manuseio e aplicação do produto Classic®. Os EPIs recomendados devem ser utilizados para garantir a segurança do trabalhador e reduzir os riscos de exposição ao herbicida.
Os equipamentos indicados para a proteção do aplicador incluem:
- Calça e jaleco com tratamento hidrorrepelente;
- Botas de borracha;
- Avental impermeável (recomendado especialmente durante o uso de equipamento costal);
- Respirador com filtro mecânico classe P2;
- Viseira;
- Touca árabe;
- Luvas de nitrila.
É fundamental seguir rigorosamente as recomendações do fabricante dos EPIs quanto à forma correta de uso, conservação, limpeza e descarte dos equipamentos, evitando utilizar EPIs danificados, úmidos, vencidos ou fora do prazo de validade. Além disso, os EPIs devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, viseira, avental impermeável, jaleco (com cuidado para não virar do avesso), botas, calça (desamarre e deixe deslizar até o chão), luvas e respirador.
A manutenção e limpeza dos EPIs devem ser realizadas por pessoa treinada e devidamente protegida, garantindo, assim, a máxima segurança durante a manipulação do produto.

Primeiros Socorros
Em caso de necessidade, procure imediatamente um serviço de emergência levando junto a embalagem, o rótulo, a bula, o folheto informativo ou a receita agronômica do produto para facilitar a identificação e o tratamento adequado.
Para ingestão do produto, não provoque o vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado para evitar aspiração. Não ofereça nada para beber ou comer.
No contato com os olhos, lave-os com bastante água corrente durante 15 minutos, evitando que a água utilizada para lavagem entre em contato com o outro olho.
Se o produto entrar em contato com a pele, retire imediatamente as roupas contaminadas e lave a área afetada com muita água corrente e sabão neutro.
No caso de inalação, leve a pessoa para um local aberto e ventilado. Quem estiver prestando socorro deve proteger-se da contaminação, utilizando luvas e avental impermeável, por exemplo.
É importante destacar que o produto pode ser nocivo se inalado, portanto, atenção redobrada é necessária nesta via de exposição.
Informações Médicas e Intoxicação - Grupo Químico
O produto Classic® é composto pelo princípio ativo Clorimurom-etílico, que pertence ao grupo químico das Sulfonilureias. Este grupo é conhecido por atuar como inibidor da enzima acetolactato sintase (ALS) ou acetohidroxidoácido sintase (AHAS), interrompendo a síntese de aminoácidos essenciais nas plantas. No contexto toxicológico, o Clorimurom-etílico é classificado como um produto improvável de causar dano agudo, estando na categoria 5 segundo os critérios de classificação toxicológica. Trata-se de um herbicida seletivo e de ação sistêmica, destinado ao controle de plantas daninhas, principalmente na cultura da soja.

Informações Médicas e Intoxicação - Classificação Toxicológica
O produto Classic® classifica-se na categoria toxicológica 5, o que significa que é um produto improvável de causar dano agudo. Essa classificação indica baixa toxicidade aguda, evidenciada pelos estudos de toxicidade, nos quais o ingrediente ativo, o Clorimurom-etílico, apresenta doses letais elevadas (DL50 oral em ratos > 5000 mg/kg e DL50 cutânea em coelhos > 2000 mg/kg), além de baixa toxicidade por inalação (CL50 > 5 mg/L).
Além disso, o produto é pouco irritante para os olhos, não irritante para a pele e não é sensibilizante à pele ou às vias respiratórias, o que contribui para seu perfil de segurança em relação à exposição aguda.
Apesar da baixa toxicidade aguda, é importante que o manuseio siga as precauções indicadas pela bula, visto que a exposição por vias oral, inalatória, ocular e dérmica é possível. Em casos de contato ou intoxicação, recomenda-se procurar assistência médica e seguir as orientações de primeiros socorros.
Portanto, a classificação na categoria 5 reforça que o Classic® apresenta um baixo risco toxicológico de efeito imediato, porém requer cuidados adequados para evitar riscos à saúde durante o manuseio e aplicação.
Informações Médicas e Intoxicação - Vias de Exposição
O produto Classic® pode apresentar vias de exposição diversas, sendo elas oral, inalatória, ocular e dérmica. Isso significa que o contato com o produto pode ocorrer pela ingestão, pela respiração de suas partículas, pelo contato direto com os olhos ou pela pele. Essas informações são importantes para a adoção das precauções necessárias durante o manuseio, preparo da calda e aplicação do herbicida, protegendo a saúde dos usuários.

Informações Médicas e Intoxicação - Toxicocinética e Toxicodinâmica
O produto Classic®, cujo princípio ativo é o Clorimurom-etílico, apresenta uma toxicocinética que indica boa absorção pelo trato gastrointestinal. Após a absorção, ele é extensivamente metabolizado e excretado, aproximadamente em igual proporção pela urina e fezes. Observou-se que o composto original inalterado é encontrado principalmente na urina, enquanto nas fezes, 24 horas após a administração, menos de 10% da radioatividade corresponde ao composto original. A distribuição da radioatividade ocorre por todo o corpo, com níveis mais elevados no fígado, e apresenta uma meia-vida de aproximadamente 50 horas. A retenção do produto nos tecidos torna-se insignificante passadas 168 horas após a administração.
Em relação à toxicodinâmica, o mecanismo específico de toxicidade do Clorimurom-etílico em seres humanos ainda não é conhecido. Contudo, o produto atua como um inibidor da enzima acetolactato sintase (ALS), essencial à síntese dos aminoácidos vanila, leucina e isoleucina, interrompendo a produção de proteínas e interferindo na divisão celular das plantas daninhas. Embora este mecanismo seja bem caracterizado em plantas, os efeitos tóxicos em humanos são menos claros. O produto é considerado improvável de causar dano agudo, conforme sua classificação toxicológica na categoria 5.

Informações Médicas e Intoxicação - Sintomas e Sinais Clínicos
Com base nas informações contidas na bula do produto Classic®, não foram observados efeitos relacionados ao tratamento após exposição dérmica ao clorimurom-etílico em doses até a dose limite. Sinais clínicos foram constatados em estudos de neurotoxicidade aguda, nos quais foram observadas redução da excitação e atividade motora reduzida em ratos machos e fêmeas nas doses média e alta. Na dose alta, os machos preferiram uma postura enrolada em comparação aos controles, além de aumento na incidência de fechamento palpebral.
Estudos de letalidade aguda indicam que o clorimurom-etílico apresenta toxicidade aguda baixa ou mínima pelas vias de exposição oral (DL50 > 5000 mg/kg), dérmica (DL50 > 2000 mg/kg) e por inalação (CL50 de 5 mg/L). O produto é levemente irritante para os olhos, não irritante para a pele e não é sensibilizante à pele.
Em resumo, os principais sintomas e sinais clínicos associados à exposição ao produto são alterações comportamentais observadas em estudos animais, tais como diminuição da atividade motora e fechamento palpebral, sem ocorrência de efeitos severos relacionados ao tratamento em uso nas condições padrões.

Informações Médicas e Intoxicação - Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico da intoxicação pelo produto é estabelecido pela confirmação da exposição ao herbicida Classic® e pela ocorrência de quadro clínico compatível. No entanto, não são conhecidos sintomas típicos causados por intoxicação pelo produto. Em caso de ingestão, inalação ou contato com os olhos e a pele, deve-se proceder a um tratamento sintomático, sempre sob supervisão médica.
É importante observar que não existe antídoto específico conhecido para este produto. Além disso, o vômito é contraindicado devido ao risco potencial de aspiração e pneumonite química.
Em caso de intoxicação, recomenda-se procurar imediatamente um serviço médico de emergência, levando a embalagem, o rótulo, a bula, o folheto informativo ou o receituário agronômico do produto para facilitar a identificação e o manejo adequado. Para informações especializadas sobre diagnóstico e tratamento, é possível contatar o Disque-Intoxicação pelo telefone 0800-722-6001, que integra a Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (RENACIAT/ANVISA/MS).
Por fim, as intoxicações por agrotóxicos são consideradas Doenças e Agravos de Notificação Compulsória, devendo o caso ser notificado nos sistemas oficiais de saúde, como SINAN/MS e Notivisa.
Informações Médicas e Intoxicação - Contraindicações e Interações Químicas
Não são conhecidos efeitos sinérgicos com outras substâncias para o produto Classic®. Quanto às contraindicações, destaca-se que o vômito é contraindicado em caso de intoxicação, devido ao risco potencial de aspiração e pneumonite química. Assim, em situações de ingestão acidental do produto, não se deve induzir o vômito. O tratamento deve ser sintomático e realizado sob supervisão médica.

Efeitos Agudos e Crônicos em Animais de Laboratório
Os estudos realizados com o produto Classic®, cujo princípio ativo é o Clorimurom-etílico, demonstram que ele apresenta toxicidade aguda baixa ou mínima nas diferentes vias de exposição. A dose letal média (DL50) oral em ratos é superior a 5000 mg/kg, a DL50 cutânea em coelhos é maior que 2000 mg/kg, e a concentração letal 50 (CL50) por inalação em ratos é superior a 5,0 mg/L, indicando baixa toxicidade imediata.
Quanto à irritação, o produto não causou irritação dérmica em coelhos e não é sensibilizante para a pele nem para o sistema respiratório. O contato ocular pode provocar leve vermelhidão da conjuntiva e quemose em alguns casos, efeitos que se reverteram em até 72 horas após a aplicação. Além disso, o Classic® não apresenta mutagenicidade.
Em estudos subcrônicos nos animais testados, foram observados efeitos como diminuição do peso corporal e alteração hepática, incluindo aumento do peso e margens do conteúdo citoplasmático dos hepatócitos em ratos, bem como alterações hematológicas como redução da contagem de eritrócitos, hematócrito e concentração de hemoglobina em cães. Também foi registrado aumento do peso do fígado e sinais de atrofia no timo e próstata em cães após exposição subcrônica, efeitos que não foram observados em estudos crônicos.
Não foram detectados efeitos relacionados ao produto em camundongos após exposições subcrônicas ou crônicas. Estudos indicaram ausência de carcinogenicidade em camundongos e ratos, além de não haver evidência de neurotoxicidade ou alterações neurocomportamentais mesmo após exposições em altas doses.
Em estudos de reprodução realizados em ratos e desenvolvimento em coelhos, foram observadas algumas alterações, como ossificação tardia em fetos e alterações celulares no cerebelo de filhotes, sem associação a neurotoxicidade ou alterações comportamentais. Também não houve indicação de suscetibilidade aumentada em outros estudos reprodutivos.
Em resumo, Classic® apresenta um perfil de segurança compatível para uso agrícola, com baixa toxicidade aguda e efeitos subcrônicos e crônicos limitados que foram detalhadamente avaliados em estudos laboratoriais.

Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente
Precauções e Advertências Ambientais
O produto Classic® é classificado como Classe III - Produto Perigoso ao Meio Ambiente. Ele apresenta alta mobilidade, com potencial significativo para deslocamento no solo, podendo atingir especialmente as águas subterrâneas. Além disso, é altamente persistente no meio ambiente e altamente tóxico para algas.
Para evitar danos ambientais, recomenda-se não executar aplicação aérea em áreas situadas a menos de 500 metros de povoações e de mananciais de captação de água para abastecimento público, e a menos de 250 metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos. Deve-se ainda observar as disposições da legislação estadual e municipal relativas às atividades aeroagrícolas.
O produto exige cuidados para evitar contaminação ambiental, como não usar equipamentos com vazamentos, não aplicar em ventos fortes ou nas horas mais quentes, e aplicar somente as doses recomendadas. É fundamental não lavar embalagens ou o equipamento aplicador em lagos, fontes, rios ou outros corpos d’água.
A destinação inadequada das embalagens ou restos do produto causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas. Por isso, a correta destinação e manejo do produto e suas embalagens são essenciais para a proteção do meio ambiente.
Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente

Instruções de Armazenamento do Produto
Para garantir a correta conservação do produto e prevenir acidentes, deve-se manter o produto em sua embalagem original sempre bem fechada. O local destinado ao armazenamento deve ser exclusivo para produtos tóxicos, sendo isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
A construção do local deve ser feita em alvenaria ou material não combustível, além de ser ventilado, coberto e possuir piso impermeável. É fundamental a colocação de uma placa de advertência visível com os dizeres: "CUIDADO, VENENO". O acesso ao local deve ser restrito, sobretudo para pessoas não autorizadas, em especial crianças.
Além disso, devem estar disponíveis embalagens adequadas para envolver as embalagens que apresentem rompimento ou para o recolhimento de produtos vazados. O armazenamento deve seguir as normas técnicas recomendadas, como a NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e observar as legislações estaduais e municipais vigentes.

Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente - Instruções em Caso de Acidentes Ambientais
Em caso de acidentes ambientais envolvendo o produto Classic®, devem ser adotadas medidas imediatas para isolar e sinalizar a área contaminada, evitando o acesso de pessoas não autorizadas. É fundamental contatar as autoridades locais competentes, além da empresa CTVA Proteção de Cultivos Ltda., por meio do telefone 0800 772 2492, para orientação e suporte.
O uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) é obrigatório nessas situações, incluindo macacão impermeável, luvas, botas de borracha, óculos protetor e máscara com filtros específicos para garantir a segurança do operador envolvido na contenção do acidente.
No caso de derramamento do produto:
Em piso pavimentado, o material deve ser recolhido com auxílio de uma pá e colocado em recipiente lacrado e devidamente identificado. O produto recolhido não deve ser mais utilizado, e o registrante deve ser contatado para providenciar a devolução e destinação final correta.
Em solo, as camadas de terra contaminadas devem ser removidas até atingir terra não contaminada, e o material coletado deve ser colocado em recipiente lacrado e identificado, com comunicação à empresa registrante.
Para corpos d’água, recomenda-se a interrupção imediata da captação para consumo humano e animal, além de entrar em contato com o órgão ambiental competente e o centro de emergência da empresa. As ações a serem tomadas dependerão da extensão do acidente, das características do corpo hídrico e da quantidade de produto envolvida.
Em caso de incêndio, devem ser utilizados extintores de água em forma de neblina, dióxido de carbono (CO₂) ou pó químico, sempre aplicando-os na direção do vento para evitar intoxicação dos socorristas.
Essas ações visam minimizar os impactos ambientais e garantir a segurança de pessoas e animais durante situações de emergência envolvendo o herbicida Classic®.
Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente

Procedimentos para Lavagem, Armazenamento, Devolução e Destinação de Embalagens Vazias
Para assegurar a proteção ambiental, é fundamental seguir rigorosamente os procedimentos recomendados para a lavagem, armazenamento, devolução e destinação das embalagens vazias do produto Classic®.

Embalagem Rígida Lavável
Lavagem da embalagem:
O operador deve utilizar os mesmos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para o preparo da calda do produto durante o processo de lavagem. A embalagem deve ser submetida à tríplice lavagem imediatamente após seu esvaziamento, seguindo os passos:
- Esvaziar completamente o conteúdo no tanque do pulverizador, mantendo a embalagem vertical por 30 segundos.
- Adicionar água limpa até ¼ do volume da embalagem.
- Tampar e agitar por 30 segundos.
- Despejar a água de lavagem no tanque do pulverizador.
- Repetir a operação três vezes.
- Inutilizar a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
Ao utilizar equipamentos de lavagem sob pressão, deve-se:
- Encaixar a embalagem no funil do pulverizador e liberar o jato d’água direcionando-o para todas as paredes internas por 30 segundos.
- Transferir a água de lavagem para o tanque do pulverizador.
- Inutilizar a embalagem perfurando o fundo.
Se utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão:
- Manter a embalagem invertida sobre a boca do tanque do pulverizador por 30 segundos após o esvaziamento.
- Direcionar o jato para todas as paredes internas por 30 segundos, com a água direcionada ao tanque do pulverizador.
- Inutilizar a embalagem perfurando o fundo.
Armazenamento da embalagem vazia:
Após lavagem, as embalagens devem ser armazenadas com tampa em caixas coletivas, em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, podendo ser o local onde se guardam as embalagens cheias.
Devolução da embalagem vazia:
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou local indicado na nota fiscal, no prazo máximo de um ano da compra. Caso o produto ainda esteja dentro do prazo de validade e não tenha sido totalmente utilizado, a devolução pode ocorrer até seis meses após o término da validade. O usuário deve guardar o comprovante da devolução por pelo menos um ano para fiscalização.
Transporte:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto a alimentos, medicamentos, rações, animais ou pessoas.

Embalagem Rígida Não Lavável
Esta embalagem não deve ser lavada. Deve ser armazenada com tampa em local coberto, ventilado e ao abrigo de chuva, separadamente das embalagens lavadas. O uso de luvas durante o manuseio é obrigatório.
Os procedimentos de devolução, armazenamento e transporte são os mesmos que os descritos para embalagens rígidas laváveis.
Embalagem Flexível
Também não deve ser lavada. A embalagem vazia deve ser armazenada em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no local onde se guardam as embalagens cheias. Deve-se usar luvas no manuseio e armazenar separadamente das embalagens lavadas, dentro de saco plástico transparente (modelo padronizado ABNT), devidamente identificado e lacrado.
A devolução segue os mesmos critérios temporais e locais das embalagens rígidas. O transporte deve ser realizado em saco plástico transparente, identificado e lacrado, não podendo estar junto a alimentos, medicamentos, rações, animais ou pessoas.
É importante inutilizar a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo antes do transporte.
Embalagem Secundária (Não Contaminada)
Esta embalagem não pode ser lavada. Deve ser armazenada em local coberto, ventilado e ao abrigo de chuva, no local onde se guardam as embalagens cheias.
A devolução é obrigatória ao estabelecimento de compra ou local indicado na nota fiscal, e o transporte não deve ocorrer junto com alimentos, medicamentos, rações, animais ou pessoas.
Destinação Final das Embalagens Vazias
A destinação final deve ser feita exclusivamente pela empresa registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.
É proibido ao usuário reutilizar, reciclar, fracionar ou reembalar as embalagens vazias.
O descarte inadequado das embalagens vazias e restos do produto provoca contaminação do solo, da água e do ar, causando danos à fauna, flora e à saúde humana.
Seguir essas orientações é essencial para garantir o uso responsável do produto Classic® e a proteção do meio ambiente.

Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente - Destinação Final das Embalagens Vazias
A destinação final das embalagens vazias, após sua devolução pelos usuários, deve ser realizada exclusivamente pela empresa registrante do produto ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes. É proibido ao usuário reutilizar, reciclar, fracionar ou reembalar a embalagem vazia do produto.
A destinação inadequada das embalagens vazias e dos restos de produtos no meio ambiente provoca contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas. Portanto, é fundamental que o descarte seja feito de forma correta, garantindo a proteção ambiental e evitando riscos de poluição.
Manejo de Produtos Impróprios para Uso ou em Desuso
Caso o produto venha a se tornar impróprio para utilização ou esteja em desuso, o usuário deve consultar o registrante pelo telefone indicado no rótulo para efetivar a devolução e a destinação final adequada do produto. A desativação do produto deve ser realizada por meio de incineração em fornos específicos para essa finalidade, que estejam equipados com câmaras de lavagem de gases e efluentes e aprovados por órgão ambiental competente, garantindo a correta eliminação e minimizando impactos ambientais.
Transporte de Agrotóxico, Componentes e Afins
O transporte de agrotóxicos, seus componentes e produtos afins deve obedecer às regras e procedimentos previstos na legislação específica, garantindo a segurança e a integridade durante o deslocamento. É fundamental observar que esses produtos não podem ser transportados juntamente com pessoas, animais, alimentos, medicamentos, rações ou outros materiais. Esta medida visa evitar riscos de contaminação e acidentes durante o trânsito, protegendo a saúde pública e o meio ambiente. Portanto, o transporte deve ser realizado respeitando as normas vigentes e com cuidados para impedir o contato inadvertido do produto com elementos sensíveis ou a população em geral.

Restrições Estabelecidas por Órgãos Competentes (Estaduais, Distritais e Municipais)
Este produto apresenta restrições específicas estabelecidas por órgãos competentes de diferentes esferas, tais como estaduais, distritais e municipais. É fundamental que o agrônomo ou aplicador verifique e observe as limitações e regulações locais antes de indicar ou aplicar o produto.
No estado do Paraná, existe uma restrição específica para o uso do produto em relação ao controle das plantas daninhas Spermacoce latifolia e Tridax procumbens, que não devem ser tratadas com este herbicida.
Além das restrições estaduais, o agrônomo deve atentar-se às legislações vigentes nos níveis municipal e federal para garantir que o produto, o modo de aplicação, o alvo e a cultura estejam permitidos de acordo com as normas locais. Essa verificação é necessária para assegurar a conformidade legal e a segurança no manejo agrícola.
| Marca comercial | Classic |
| Titular do registro | Ctva Proteção De Cultivos Ltda - Barueri (Tamboré) |
| Número do registro | 938801 |
| CNPJ | 47.180.625/0001-46 |
| Classificação ambiental | III - Produto Perigoso Ao Meio Ambiente |
| Classificação toxicológica | 5 - Categoria 5 – Produto Improvável De Causar Dano Agudo |
| Modo de ação | Seletivo, De Ação Sistêmica |
| Técnica de aplicação | Terrestre/Aérea |
| Compatibilidade | Não Se Conhecem Casos De Incompatibilidade. |
| Inflamável | Não |
| Corrosivo | Não |
| Formulação | Wg - Grânulos Dispersíveis Em Água |
| Observação |




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