
O uso de fungicidas é uma prática comum na agricultura moderna, visando proteger as culturas de doenças que podem comprometer a produção. Neste post, abordaremos o fungicida Cobre Fersol, suas características, aplicações, segurança e medidas de proteção necessárias para garantir a eficácia e a saúde no manejo agrícola.
Identificação do Produto
O produto em questão é um fungicida comercializado sob a marca Cobre Fersol. Seu registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é identificado pelo número 0078803. A formulação do produto é do tipo Pó Molhável (WP), e ele pertence ao grupo químico Inorgânico.
Composição
O principal ativo do produto é o Oxicloreto de Cobre, que contém 840 g/kg (84% m/m) e é equivalente a 500 g/kg (50% m/m) em cobre metálico. Além dele, a formulação inclui inertes e adjuvantes que totalizam 160 g/kg (16% m/m).
Classificação
Classificado como um produto do grupo M01, este fungicida é categorizado como produto improvável de causar dano agudo, estando na categoria 5 da classificação toxicológica, indicando que sua manipulação deve ser feita com precauções, mas não se considera altamente perigoso para a saúde em exposições agudas.
Composição
A composição do produto inclui o princípio ativo Oxicloreto de Cobre, que é apresentado na formulação como um pó molhável (WP). A concentração deste composto é de 840 g/kg, o que equivale a 84% em massa. Em relação ao cobre metálico, o produto fornece 500 g/kg (ou 50% em massa).
Além disso, a formulação contém 160 g/kg (ou 16%) de inertes e adjuvantes, que desempenham um papel importante na eficácia do produto. Destaca-se que este fungicida pertence ao grupo químico Inorgânico e está registrado sob o número 78803 no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Grupo Químico e Tipo de Formulação
O produto em questão pertence ao grupo químico Inorgânico, sendo classificado como um fungicida do grupo M01. A formulação deste produto é do tipo Pó Molhável (WP), que possui uma concentração de 840 g/kg (84% m/m) de Óxicloreto de Cobre, um princípio ativo conhecido pela sua eficácia no controle de diversas doenças em cultivos.
Essa combinação química e a forma de apresentação permitem a aplicação do produto em culturas de forma eficaz, proporcionando proteção contra patógenos que afetam plantas como o abacateiro, o algodão e o alho, entre outros. A escolha de um fungicida do grupo inorgânico e a formulação em pó molhável possibilitam um melhor manejo agrícola, promovendo a saúde das plantações e, consequentemente, o aumento da produtividade.
Registro e Titular do Produto
O produto em questão está registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sob o número 0078803. A titularidade do registro pertence à empresa Ameribrás Indústria e Comércio Ltda., que está registrada sob o CNPJ nº 51.833.994/0001-68.
A Ameribrás Indústria e Comércio Ltda. está localizada na Rodovia Raposo Tavares, km 22,5, Edifício The Square, Sala 03 Bloco B, Lageadinho, CEP 06709-015, Cotia/SP. Além disso, a empresa possui um telefone de contato, (11) 3038 1700, que pode ser utilizado para obter mais informações sobre o produto.
A obtenção e manutenção do registro garantem que o produto atenda a todas as normativas e regulamentações pertinentes, assegurando a qualidade e a segurança de seu uso na agricultura.
Fabricante da Matéria Prima
O fabricante da matéria-prima do produto em questão é a FERSOL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. Esta empresa está registrada sob o CNPJ nº 47.226.493/0001-46 e localiza-se na Rodovia Pres. Castelo Branco, km 68,5, CEP 18120-970, em Mairinque, São Paulo. Adicionalmente, a FERSOL é responsável pela produção do oxicloreto de cobre, um dos ingredientes ativos do fungicida em questão, que desempenha um papel crucial no controle de diversas doenças em culturas agrícolas.

Fabricante - Formuladores
Os formuladores do produto são empresas responsáveis pela mistura e formulação das matérias-primas que compõem o agrotóxico, garantindo que o produto final atenda às especificações técnicas necessárias para sua eficácia e segurança. No caso do produto descrito, os principais formuladores são:
FERSOL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. (CNPJ nº 47.226.493/0001-46) que está situada na Rodovia Pres. Castelo Branco, km 68,5, CEP 18120-970, em Mairinque/SP, e possui o registro no estado nº 031 CDA/SP.
OXIQUÍMICA AGROCIÊNCIA LTDA. (CNPJ nº 65.011.967/0001-14), localizada na Rua Minervino Campos Pedroso nº 13, Carlos Tonanni, CEP 14871-360, em Jaboticabal/SP, com registro no estado nº 10 CDA/SP.
ALBAUGH AGRO BRASIL LTDA. (CNPJ nº 01.789.121/0004-70), que opera na Avenida Basiléia, 590, Manejo, CEP 27521-210, em Resende/RJ, registrado no estado nº IN035483 INEA/RJ.
Além dessas, outros formuladores incluem QUIMETAL INDUSTRIAL S.A., KRISHI RASAYAN EXPORTS PVT. LTD., e IHARABRAS S.A. INDÚSTRIAS QUÍMICAS, que também desempenham papéis cruciais na formulação do produto.
Essas empresas asseguram que o agrotóxico seja produzido sob padrões rigorosos de qualidade e segurança, permitindo que os agricultores utilizem o produto de forma confiável em suas culturas.
Instruções de Uso do Produto - Culturas e Doenças Controladas
O produto em questão é um fungicida que atua eficazmente em diversas culturas agrícolas, proporcionando controle contra uma variedade de doenças. Abaixo estão listadas as culturas que se beneficiam do uso deste fungicida, juntamente com as respectivas doenças controladas e as doses recomendadas para aplicação.
Abacate
- Doenças Controladas:
- Antracnose (Colletotrichum gloeosporioides)
- Mancha-de-Cercospora (Pseudocercospora purpúrea)
- Dose do Produto Comercial: 220 g/100L de água
- Volume de Calda: 1.000 L de calda/ha
- Número Máximo de Aplicações: 4

Algodão
- Doenças Controladas:
- Ramulose; Tombamento (Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides)
- Crestamento-bacteriano (Xanthomonas axonopodis pv. Malvacearum)
- Dose do Produto Comercial: 220 g/100L de água
- Volume de Calda: 1.000 L de calda/ha
- Número Máximo de Aplicações: 4
Alho
- Doenças Controladas:
- Ferrugem (Puccinia allii)
- Crestamento; Mancha-púrpura (Alternaria porri)
- Cinza; Míldio (Peronospora destructor)
- Dose do Produto Comercial: 220 g/100L de água
- Volume de Calda: 1.000 L de calda/ha
- Número Máximo de Aplicações: 4
Amendoim
- Doenças Controladas:
- Verrugose (Sphaceloma arachidis)
- Mancha-castanha; Mancha-preta (Cercospora personata)
- Dose do Produto Comercial: 220 g/100L de água
- Volume de Calda: 1.000 L de calda/ha
- Número Máximo de Aplicações: 4
Batata
- Doenças Controladas:
- Requeima (Phytophthora infestans)
- Pinta-preta (Alternaria solani)
- Dose do Produto Comercial: 350 g/100L de água
- Volume de Calda: 700 - 1.000 L/ha
- Número Máximo de Aplicações: 7
Berinjela
- Doenças Controladas:
- Antracnose (Colletotrichum gloeosporioides)
- Podridão-de-raiz; Queima (Diaporthe vexans)
- Mancha-de-Alternaria; Pinta-preta-grande (Alternaria solani)
- Dose do Produto Comercial: 220 g/100L de água
- Volume de Calda: 1.000 L de calda/ha
- Número Máximo de Aplicações: 4
Cacau
- Doenças Controladas:
- Morte-súbita; Podridão-parda (Phytophthora infestans)
- Dose do Produto Comercial: 6 - 12 g/planta
- Volume de Calda: 1.000 L de calda/ha
- Número Máximo de Aplicações: 5
Café
- Doenças Controladas:
- Antracnose; Die back (Colletotrichum coffeanum)
- Cercosporiose; Mancha-de-olho-pardo (Cercospora coffeicola)
- Ferrugem (Hemileia vastatrix)
- Dose do Produto Comercial: 1,5 - 2,5 kg/ha
- Volume de Calda: 2 - 5 L de calda / planta
- Número Máximo de Aplicações: 5

Caqui
- Doenças Controladas:
- Antracnose (Colletotrichum gloeosporioides)
- Dose do Produto Comercial: 220 g/100L de água
- Volume de Calda: 1.000 L de calda/ha
- Número Máximo de Aplicações: 5
Cebola
- Doenças Controladas:
- Ferrugem (Puccinia allii)
- Antracnose-dos-frutos (Colletotrichum gloeosporioides cepae)
- Cinza; Míldio (Peronospora destructor)
- Dose do Produto Comercial: 220 g/100L de água
- Volume de Calda: 1.000 L de calda/ha
- Número Máximo de Aplicações: 4
Citros
- Doenças Controladas:
- Verrugose (Elsinoe fawcetti)
- Melanose; Podridão-Peduncular (Diaporthe citri)
- Antracnose (Colletotrichum gloeosporioides)
- Dose do Produto Comercial: 150 g/100L de água
- Volume de Calda: 1.000 L de calda/ha
- Número Máximo de Aplicações: 4
Figo
- Doenças Controladas:
- Ferrugem (Cerotelium fici)
- Podridão-do-fruto (Phytophthora nicotianae var. nicotianae)
- Dose do Produto Comercial: 220 g/100L de água
- Volume de Calda: 1.000 L de calda/ha
- Número Máximo de Aplicações: 4
Goiaba
- Doenças Controladas:
- Antracnose (Colletotrichum gloeosporioides)
- Ferrugem (Puccinia psidii)
- Dose do Produto Comercial: 220 g/100L de água
- Volume de Calda: 1.000 L de calda/ha
- Número Máximo de Aplicações: 4
Jiló
- Doenças Controladas:
- Antracnose (Colletotrichum gloeosporioides)
- Dose do Produto Comercial: 220 g/100L de água
- Volume de Calda: 1.000 L de calda/ha
- Número Máximo de Aplicações: 4
Nêspera
- Doenças Controladas:
- Entomosporiose; Requeima (Entomosporium mespili)
- Crespeira; Crespeira-verdadeira (Taphrina deformans)
- Dose do Produto Comercial: 220 g/100L de água
- Volume de Calda: 1.000 L de calda/ha
- Número Máximo de Aplicações: 4
Pimenta
- Doenças Controladas:
- Mancha-de-Alternaria; Pinta-preta-grande (Alternaria solani)
- Antracnose (Colletotrichum gloeosporioides)
- Dose do Produto Comercial: 220 g/100L de água
- Volume de Calda: 1.000 L de calda/ha
- Número Máximo de Aplicações: 4

Pimentão
- Doenças Controladas:
- Mancha-de-Alternaria; Pinta-preta-grande (Alternaria solani)
- Antracnose (Colletotrichum gloeosporioides)
- Dose do Produto Comercial: 220 g/100L de água
- Volume de Calda: 1.000 L de calda/ha
- Número Máximo de Aplicações: 4
Tomate
- Doenças Controladas:
- Pinta-preta (Alternaria solani)
- Mela; Requeima (Phytophthora infestans)
- Pinta-preta-pequena; Septoriose (Septoria lycopersici)
- Dose do Produto Comercial: 400 g/100L de água
- Volume de Calda: 500 - 800 L/ha
- Número Máximo de Aplicações: 7
Uva
- Doenças Controladas:
- Antracnose (Elsinoe ampelina)
- Antracnose; Podridão-da-uva-madura (Colletotrichum gloeosporioides)
- Míldio; Mofo (Plasmopara vitícola)
- Dose do Produto Comercial: 220 g/100L de água
- Volume de Calda: 1.000 L de calda/ha
- Número Máximo de Aplicações: 4
Essas informações garantem que o produto seja utilizado de forma eficaz e segura, maximizando os resultados nas culturas e minimizando os danos causados por doenças.
Modo de Aplicação
O produto registrado, um fungicida do grupo químico inorgânico, deve ser aplicado seguindo técnicas adequadas para garantir sua eficácia e segurança. A aplicação deve ser feita de forma preventiva, sempre que as condições climáticas favorecem o desenvolvimento dos fungos.
Diretrizes Gerais para Aplicação
A pulverização deve alcançar toda a planta e/ou os frutos, garantindo uma cobertura uniforme. A aplicação é recomendada em diferentes culturas com base nas particularidades de cada uma, devendo ser respeitada a quantidade de calda e o volume a ser utilizado por hectare.

Momentos Específicos para Aplicação
- Abacate: A primeira aplicação deve ocorrer antes da florada, e as subsequentes devem ser feitas 10 a 15 dias após a formação dos frutos.
- Algodão: Começar as aplicações 40 dias após a germinação, com intervalos de 20 a 30 dias.
- Alho e Amendoim: Aplicar preventivamente em condições favoráveis, repetindo a cada 5 a 7 dias.
- Batata: As aplicações devem iniciar assim que as plantas atinjam 15 cm de altura, sendo repetidas a cada 5-7 dias.
- Café: As aplicações preventivas devem começar com o início das chuvas e ser repetidas a cada 30 dias durante o período crítico.
Considerações Importantes
As aplicações devem ser suspensas uma semana antes da colheita. Em caso de chuva, um novo tratamento deve ser realizado. É fundamental utilizar equipamentos de aplicação adequados, como pulverizadores costais ou tratorizados, assegurando que a técnica de aplicação minimize a deriva do produto.
Equipamentos e Condições
Para uma aplicação eficaz, recomenda-se o uso de bicos de pulverização adequados, com gotas de tamanhos de 110 a 120 micra e a pressão de trabalho entre 80 e 100 psi. Além disso, é essencial que a aplicação ocorra nas horas mais frescas do dia, evitando ventos fortes que possam prejudicar a eficácia do produto.
Seguindo estas diretrizes, a aplicação do fungicida será realizada de maneira eficiente e segura, protegendo a saúde da planta e contribuindo para uma melhor colheita.

Intervalo de Segurança
O intervalo de segurança refere-se ao período de tempo que deve ser respeitado entre a última aplicação do produto e a colheita ou a utilização das culturas tratadas. Esse intervalo é crucial para garantir que não haja resíduos do produto no alimento ou nos vegetais exportados.
Para as culturas indicadas, não existem restrições de uso especificadas na documentação, o que sugere que é seguro operar com o produto sem um período adicional de espera após a aplicação. Isso implica que as culturas podem ser colhidas e consumidas imediatamente após o tratamento, desde que as orientações do produto sejam seguidas adequadamente.
É sempre importante observar as instruções na bula e consultar um engenheiro agrônomo, caso haja dúvidas quanto aos tempos de aplicação e às práticas de manejo recomendadas para garantir a segurança alimentar e a eficácia do produto.
Intervalo de Reentrada de Pessoas
O intervalo de reentrada de pessoas nas áreas tratadas com o produto deve ser respeitado de acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis pela saúde humana, como a ANVISA/MS. É importante destacar que esta medida visa garantir a segurança de todos os envolvidos na manipulação de produtos agrícolas, especialmente em situações que envolvem o uso de agrotóxicos. O cumprimento rigoroso desse intervalo é essencial para evitar a contaminação e possíveis riscos à saúde. Portanto, é fundamental consultar as orientações específicas contidas na bula do produto e seguir as diretrizes recomendadas por profissionais habilitados.

Limitações de Uso
O produto em questão apresenta algumas limitações que devem ser observadas para assegurar sua eficácia e segurança nas aplicações. Primeiramente, é importante ressaltar que o produto é incompatível com calda sulfocálcica e carbamatos, não devendo ser utilizado em mistura com outros agrotóxicos sem a devida orientação técnica.
Além disso, a fitotoxicidade não se manifestou nas culturas indicadas dentro das doses e usos recomendados, mas é fundamental que os usuários sigam rigorosamente as recomendações de aplicação para evitar qualquer tipo de dano às plantas. É sempre essencial realizar as aplicações em condições climáticas apropriadas, evitando situações que possam comprometer a eficiência do produto ou causar danos a outros organismos presentes no ambiente.
A observação dessas limitações é crucial para a implementação de boas práticas agrícolas e para a preservação tanto da saúde das culturas quanto do meio ambiente. Portanto, é imprescindível que os usuários estejam cientes dessas restrições antes de utilizar o produto.

Equipamentos de Proteção Individual
Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) são fundamentais para garantir a segurança dos trabalhadores que manuseiam produtos químicos, especialmente na agricultura. O uso adequado desses equipamentos é essencial para minimizar o risco de exposição a substâncias tóxicas e para proteger a saúde dos aplicadores.
É obrigatória a utilização de EPI ao manusear e aplicar o produto. Os trabalhadores devem seguir uma ordem específica ao se vestirem para garantir sua máxima proteção. A sequência recomendada é a seguinte:
- Macacão de algodão hidrorrepelente
- deve ser usado com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas.
- Botas de borracha
- proporcionam proteção contra a umidade e produtos químicos.
- Avental impermeável
- para prevenir que substâncias químicas entrem em contato com a pele.
- Máscara com filtro mecânico classe P2
- essencial para evitar a inalação de poeiras e vapores.
- Óculos de segurança
- com proteção lateral, para proteger os olhos de respingos e partículas.
- Touca árabe
- para a proteção dos cabelos e do couro cabeludo.
- Luvas de nitrila
- devem ser utilizadas para evitar qualquer contato das mãos com produtos químicos.
Durante a preparação da calda e a aplicação do produto, é crucial que os profissionais respeitem as precauções gerais, como não usar equipamentos danificados, e manter o local de trabalho ventilado. Além disso, caso haja contato acidental com o produto, é necessário seguir as orientações de primeiros socorros e procurar assistência médica imediata, se necessário.
O uso de EPIs não apenas protege o aplicador, mas também assegura que o manuseio do produto seja realizado de maneira segura e responsável, contribuindo para a prevenção de acidentes e preservação da saúde.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Precauções de Uso
O uso seguro de produtos químicos, como o fungicida registrado sob o número 0078803, requer a observância de precauções rigorosas para prevenir intoxicações e garantir a saúde dos trabalhadores. As seguintes orientações devem ser seguidas:
Uso Exclusivo: Este produto é destinado apenas à aplicação agrícola, exigindo que seu manuseio seja feito apenas por pessoas devidamente capacitadas.
Cuidados Durante o Manuseio: É estritamente proibido comer, beber ou fumar enquanto estiver manipulando o produto. Além disso, deve-se evitar transportar o produto junto a alimentos, medicamentos, rações e animais.
Equipamentos de Proteção Individual (EPI): O uso de EPI é obrigatório. Os trabalhadores devem estar equipados com macacão, botas, avental, máscara, óculos de segurança e luvas. Estes devem ser adequados e em boas condições para proporcionar a proteção necessária.
Em Caso de Contato: Em situações de contato acidental, é fundamental seguir protocolos de primeiros socorros. Para ingestão acidental, não deve ser induzido vômito sem orientação médica. Os olhos devem ser lavados em abundância com água corrente se ocorrerem contato, e a pele contaminada deve ser lavada cuidadosamente.
Sinalização e Acesso: Áreas tratadas com o produto devem ser sinalizadas com avisos de "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA." e o acesso deve ser restrito a pessoas não autorizadas, especialmente crianças.
Condições Favoráveis para Aplicação: A aplicação deve ocorrer em condições climáticas favoráveis e na ausência de ventos fortes. O produto deve ser utilizado nas doses recomendadas e a observância do intervalo de segurança é crucial.
Seguindo essas precauções, os usuários podem minimizar os riscos à saúde humana e garantir uma aplicação mais segura e eficaz do produto.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Primeiros Socorros
O uso de produtos químicos agrícolas, como agrotóxicos, pode trazer riscos à saúde humana. Por isso, é fundamental conhecer as medidas de primeiros socorros a serem adotadas em casos de exposição acidental. As seguintes orientações devem ser seguidas:
Em Caso de Ingestão:
- Se o produto for ingerido, não provoque vômito a menos que indicado por um profissional de saúde. Se ocorrer vômito espontâneo, deite a pessoa de lado para prevenir aspiração. Não ofereça nada para beber ou comer.
Em Caso de Contato Ocular:
- Se houver contato com os olhos, lave-os imediatamente com abundante água corrente durante pelo menos 15 minutos. Caso utilize lentes de contato, retire-as enquanto faz a lavagem.
Em Caso de Contato com a Pele:
- Se a pele entrar em contato com o produto, remova imediatamente as roupas contaminadas. Lave a pele com água corrente e sabão neutro por pelo menos 15 minutos para evitar irritações.
Em Caso de Inalação:
- Se o produto for inalado, leve a pessoa para um local aberto e ventilado. A pessoa que prestar assistência deve também usar Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para evitar contaminação.
Caso a exposição resulte em sintomas sérios ou persistentes, procurar um serviço médico de emergência é imprescindível, levando sempre a embalagem, rótulo, bula e qualquer outra informação que possa ajudar no tratamento.
Dados Relativos à Intoxicação
Classificação Toxicológica
O produto classificado como categoria 5, sendo considerado improvável de causar dano agudo. Isso indica que, sob condições normais de uso, o risco de intoxicação aguda é baixo.
Vias de Absorção
As vias de absorção do produto incluem a via oral, dérmica e inalatória. Isso significa que a substância pode ser absorvida pelo organismo através de ingestão, contato com a pele ou inalação.

Toxicocinética
Estudos demonstraram que após a ingestão de sais de cobre, estes são rapidamente absorvidos pelo trato gastrointestinal, atingindo níveis significativos na corrente sanguínea em cerca de uma a três horas. A absorção média em humanos é de aproximadamente 57%, tendo efeitos secundários, como a possibilidade de causar edema renal e necrose hepática.
Sintomas e Sinais Clínicos
Os principais alvos de intoxicação por sais inorgânicos de cobre são o trato gastrointestinal, sistema cardiovascular, sistema hematopoiético, fígado, rins e sistema nervoso.
Ingestão: Pode gerar sensação de gosto metálico na boca, dor abdominal, náusea, vômito e diarreia. Em casos graves, pode ocorrer sangramento gastrointestinal e ulceração, além de letargia, fraqueza muscular e icterícia.
Inalação: O contato com os vapores do produto pode resultar em irritação da garganta, tosse, dificuldade respiratória, calafrios e febre.
Pele: Podem aparecer reações como manchas, coceira, eritema e dermatite.
Olhos: O contato ocular pode causar irritação.
Diagnóstico
O diagnóstico de intoxicação é baseado na confirmação da exposição ao produto e na avaliação de sintomas compatíveis com os efeitos conhecidos da substância.
Tratamento
Em caso de ingestão excessiva do produto, recomenda-se realizar lavagem gástrica, exceto em situações em que o paciente esteja vomitando. O tratamento sintomático pode incluir a administração de carvão ativado para redução da absorção.
É essencial procurar assistência médica imediatamente caso ocorram sintomas de intoxicação, e levar a embalagem do produto ou bula para facilitar o atendimento médico e o tratamento adequado.
Efeitos Agudos e Crônicos
Os efeitos agudos e crônicos do produto são áreas de preocupação significativa tanto para a saúde humana quanto para o meio ambiente. A exposição ao oxicloreto de cobre, que é o principal ingrediente ativo do produto, pode resultar em diferentes formas de intoxic ação.
Efeitos Agudos
Os efeitos agudos referem-se a reações imediatas após a exposição ao produto. Os dados indicam que a dose letal (DL50) oral em ratos é superior a 2000 mg/kg de peso corporal, o que classifica este produto como improvável de causar danos agudos. Na avaliação dos efeitos dérmicos e inalatórios, a DL50 dérmica em ratos é superior a 4000 mg/kg, e a concentração letal (CL50) inalatória é maior que 5,0 mg/L. Em caso de contato com a pele, é possível que ocorram manchas, irritação e eritema. Se o produto for inalado, podem surgir sintomas como dificuldade respiratória, tosse e Náuseas. Além disso, se ingerido, pode desencadear uma variedade de sintomas que afetam o trato gastrointestinal, incluindo dor abdominal, vômitos e diarréia. Em exposições mais severas, pode ocorrer hemólise e até o risco de choque devido a falência hepática ou renal.

Efeitos Crônicos
Os efeitos crônicos referem-se aos possíveis danos resultantes de exposições repetidas ou prolongadas. Embora não haja evidências diretas de carcinogenicidade associada ao produto, algumas pessoas expostas a sais de cobre em situações ocupacionais tiveram lesões pulmonares. Estudos com animais indicam que a exposição crônica a sais de cobre pode resultar em efeitos teratogênicos e mutagênicos, afetando a saúde celular e potencialmente provocando aberrações cromossômicas.
Em síntese, o manejo cuidadoso e a utilização de equipamentos de proteção individual adequados são essenciais para prevenir tanto os efeitos agudos quanto os crônicos associados ao uso do produto. É fundamental que os usuários estejam cientes da toxicidade e sigam as recomendações de segurança ao manusear e aplicar o fungicida.
Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente - Precauções de Uso
Este produto é classificado como perigoso para o meio ambiente e é altamente tóxico para microrganismos, como algas, microcrustáceos e peixes. Portanto, é fundamental adotar uma série de precauções durante o uso e aplicação do produto, com o objetivo de minimizar os impactos ambientais adversos e preservar a natureza.
As seguintes precauções devem ser observadas:
- Este produto deve ser considerado altamente persistente no meio ambiente, o que significa que suas substâncias podem permanecer por longos períodos, causando danos a ecossistemas locais.
- É proibido aplicar o produto na presença de ventos fortes, o que pode facilitar a contaminação de áreas não alvo.
- As embalagens e equipamentos não devem ser lavados em corpos d’água, como lagos, rios e fontes, para evitar a contaminação da água.
- O uso de equipamentos com vazamentos deve ser completamente evitado.
- O produto não deve ser misturado com outros agrotóxicos, a fim de não potencializar seus efeitos prejudiciais ao meio ambiente.
Implementar essas medidas ajudará a garantir que o uso do produto não comprometa a saúde do meio ambiente, protegendo assim a fauna e a flora locais.

Instruções de Armazenamento do Produto
Para garantir a conservação adequada do produto e prevenir acidentes, é importante seguir as instruções de armazenamento estabelecidas. O local de armazenamento deve ser exclusivo para produtos considerados tóxicos e deve atender às seguintes condições:
- O espaço deve ser de alvenaria ou feito de material não combustível, visando a segurança em caso de incêndio.
- É essencial que o local seja bem ventilado, coberto e possua piso impermeável para evitar o contato do produto com água ou umidade, que podem comprometer sua eficácia.
- No ambiente de armazenamento, deve-se colocar placas de advertência que informem sobre a toxicidade do produto, como "CUIDADO VENENO".
- O local deve ser trancado para impedir o acesso de pessoas não autorizadas, especialmente crianças e animais.
Essas medidas são necessárias para minimizar os riscos de contaminação ou acidentes e assegurar que o produto permaneça em bom estado até seu uso.

Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente - Instruções em Caso de Acidentes
Em situações de acidentes envolvendo o uso do produto, é crucial seguir um protocolo apropriado para mitigar riscos e proteger o meio ambiente. As instruções a serem adotadas são as seguintes:
Isolamento e Sinalização da Área Contaminada: O primeiro passo é isolar a área afetada, sinalizando-a para evitar que pessoas não autorizadas tenham acesso.
Comunicação com Autoridades: É importante entrar em contato com as autoridades locais competentes e a empresa registrante do produto. No caso da empresa em questão, o número de contato é (11) 4708-1439, além de informar o Centro de Controle de Intoxicações pelo telefone 0800-722-6001.
Equipamento de Proteção Individual (EPI): Ao lidar com a situação, é essencial o uso de Equipamentos de Proteção Individual adequados, como macacão impermeável, luvas, botas de borracha, óculos de proteção e máscara com filtros.
Procedimentos em Caso de Derrame:
- Piso pavimentado: Para situações de derrame em superfície pavimentada, recolha o material utilizando uma pá e coloque-o em um recipiente lacrado e devidamente identificado. O produto derramado não deverá ser reutilizado.
- Solo: Em caso de contaminação do solo, deve-se remover as camadas de terra contaminada até alcançar o solo não afetado, recolhendo esse material em um recipiente lacrado e identificado, e contatar a empresa registrante para a correta destinação desse material.
- Corpos d’água: Se o produto contaminar corpos hídricos, deve-se interromper imediatamente a captação de água para consumo humano ou animal. Também é necessário notificar o órgão ambiental local.
Em Caso de Incêndio: Utilizar extintores adequados, como água em forma de neblina ou CO2, tomando cuidado para evitar a inalação de vapores tóxicos.
Essas instruções são fundamentais para lidar com eventualidades, protegendo não apenas as pessoas envolvidas, mas também o meio ambiente de possíveis danos causados por produtos químicos. A adesão a essas diretrizes ajuda a minimizar os impactos ambientais e assegurar a segurança das operações envolvidas no manejo de agrotóxicos.

Procedimentos de Lavagem e Devolução de Embalagens
A correta destinação das embalagens de agrotóxicos é fundamental para a proteção do meio ambiente. O não cumprimento das diretrizes de descarte pode resultar em contaminação do solo, da água e do ar, afetando negativamente a fauna, a flora e a saúde pública.
Lavagem da Embalagem
As embalagens rígidas laváveis devem passar por um processo de Tríplice Lavagem, que deve ser realizado imediatamente após o seu esvaziamento. Os passos são os seguintes:
- Esvaziamento Completo: Mantenha a embalagem na posição vertical por 30 segundos para garantir que todo o conteúdo seja utilizado.
- Adição de Água Limpa: Adicione água limpa até ¼ do volume da embalagem.
- Agitação: Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 segundos.
- Descarte da Água de Lavagem: Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador.
- Repetição: Faça essa operação três vezes.
- Inutilização: Após a Tríplice Lavagem, a embalagem deve ser inutilizada, perfurando o fundo.
Para embalagens não laváveis, é importante que sejam armazenadas separadamente das laváveis e descartadas de acordo com as instruções fornecidas nas regulamentações pertinentes.
Devolução da Embalagem
Após a Tríplice Lavagem, a embalagem deve ser armazenada em local coberto, ventilado e ao abrigo de chuvas, até a sua devolução. É obrigatória a devolução da embalagem vazia ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou ao local indicado na nota fiscal, dentro do prazo de até um ano após a compra. Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, a devolução da embalagem ainda é facultativa, podendo ser realizada até 6 meses após o término do prazo de validade.
É crucial garantir que o usuário mantenha o comprovante de devolução por um período mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.
Considerações Finais
Uma gestão apropriada das embalagens de agrotóxicos não só assegura a conformidade com as regulamentações ambientais, mas também demonstra o compromisso dos usuários com a preservação do meio ambiente. É essencial que todos os usuários sigam essas orientações, para contribuir de forma efetiva com a proteção dos recursos naturais e a saúde pública.

Transporte de Agrotóxicos
O transporte de agrotóxicos, componentes e afins deve ser realizado de acordo com as regras e procedimentos estabelecidos na legislação específica. É fundamental que sejam seguidos protocolos rigorosos para garantir a segurança de todos os envolvidos e a proteção ao meio ambiente.
Durante o transporte, é obrigatório que os agrotóxicos sejam acompanhados pela ficha de emergência do produto. Esta ficha contém informações relevantes sobre o manuseio e os procedimentos em caso de acidentes. Além disso, os agrotóxicos não podem ser transportados junto com pessoas, animais, rações, medicamentos e outros materiais, prevenindo assim potenciais contaminações ou incidentes de segurança.
Essas diretrizes asseguram não apenas a integridade dos produtos em transporte, mas também a segurança de toda a cadeia logística e a proteção da saúde pública e ambiental. É crucial que todos os transportadores estejam cientes e capacitados sobre essas regulamentações, contribuindo para um manejo seguro e responsável dos agrotóxicos.

Restrições Estabelecidas por Órgãos Competentes
As restrições e orientações para o uso de agrotóxicos, incluindo o produto em questão, são determinadas por órgãos competentes a nível estadual, distrital e municipal. Essas normas visam garantir a segurança na aplicação dos insumos agrícolas e proteger tanto a saúde pública quanto o meio ambiente.
É fundamental que o usuário respeite todas as regulamentações estabelecidas referente ao manejo de produtos químicos, garantindo que a aplicação ocorra em conformidade com as leis e diretrizes em vigor. Além disso, a observância dessas restrições contribui para a eficácia do controle de pragas e doenças, evitando contaminações e danos a culturas adjacentes e ao ecossistema.
Os órgãos reguladores, como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e agências estaduais de meio ambiente, desempenham um papel crucial na fiscalização e na educação sobre o uso correto dos agrotóxicos, assegurando que os usuários sejam informados sobre qualquer restrição específica que possa ser aplicada ao produto.
É aconselhável que os agricultores e profissionais do setor agrícola consultem regularmente as informações mais atualizadas fornecidas por esses órgãos a fim de garantir a conformidade legal e a segurança durante a aplicação de agrotóxicos.
Marca comercial | Cobre Fersol |
Titular do registro | Ameribrás Indústria E Comércio Ltda. |
Número do registro | 78803 |
CNPJ | 51.833.994/0001-68 |
Classificação ambiental | III - Produto Perigoso Ao Meio Ambiente |
Classificação toxicológica | 5 - Categoria 5 – Produto Improvável De Causar Dano Agudo |
Modo de ação | De Contato |
Técnica de aplicação | Terrestre |
Compatibilidade | Incompatível Com Calda Sulfocálcica E Carbamatos. |
Inflamável | Não |
Corrosivo | Sim |
Formulação | Wp - Pó Molhável |
Observação |
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