
O herbicida Dontor é uma solução eficaz e seletiva para o controle de plantas daninhas em culturas como cana-de-açúcar e pastagens. Formulado com os princípios ativos 2,4-D e Picloram, este produto atua de forma sistêmica, garantindo um manejo eficiente com segurança para o aplicador e o meio ambiente. Neste post, apresentaremos as principais características, recomendações de uso e cuidados essenciais para tirar o máximo proveito do Dontor, assegurando resultados positivos na agricultura.
Identificação do Produto
O produto denominado comercialmente como Dontor é um herbicida formulado pela empresa CTVA Proteção de Cultivos Ltda, localizada em Barueri (Tamboré), São Paulo, com CNPJ 47.180.625/0001-46. Este produto encontra-se registrado sob o número 2028702 no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Dontor é um herbicida seletivo de ação sistêmica, utilizado para controle seletivo de plantas daninhas. Sua formulação é do tipo Concentrado Solúvel (SL), o que facilita seu preparo para aplicação terrestre.
O produto possui características de inflamabilidade e é classificado como irritante aos olhos e à pele. Em relação à toxicidade, está categorizado como produto pouco tóxico (Categoria 4) e quanto ao meio ambiente, é considerado perigoso (Classificação III), necessitando de cuidados específicos quanto ao seu uso, armazenagem e descarte.
Além disso, Dontor não apresenta casos conhecidos de incompatibilidade com outros produtos, permitindo seu uso em combinação com diferentes formulações agrícolas conforme orientação técnica.
Essas informações são essenciais para garantir o uso correto, seguro e eficiente do produto na agricultura, respeitando as exigências legais e prevenindo danos à saúde humana e ao meio ambiente.

Composição e Informações Técnicas
O produto herbicida Dontor é formulado como um Concentrado Solúvel (SL) que contém dois princípios ativos principais: 2,4-D e Picloram. A concentração de 2,4-D é de 433,7 gramas por litro (equivalente a 43,37% m/v), sendo a substância química representada pelo ácido (2,4-Dichlorophenoxy)Acetic Acid, pertencente ao grupo químico dos Ácidos Ariloxialcanóicos. Já o Picloram está presente na concentração de 27 gramas por litro (2,7% m/v), correspondente ao 4-Amino-3,5,6-Trichloropyridine-2-Carboxylic Acid, que pertence ao grupo químico dos Ácidos Piridinocarboxílicos.
A fórmula bruta do 2,4-D é C8H6Cl2O3, enquanto a do Picloram é C6H3Cl3N2O2. Ambos os ingredientes ativos não são considerados inertes. O produto é classificado como seletivo e de ação sistêmica, indicado para o controle de plantas daninhas por meio do mecanismo de ação dos mimetizadores das auxinas, conforme classificação internacional do HRAC (Grupo O).
Em relação às características físicas, o Dontor é inflamável, porém não corrosivo, e apresenta irritação aos olhos e à pele, sendo necessário o uso adequado de equipamentos de proteção individual durante o manuseio. A compatibilidade química foi avaliada e não foram identificados casos conhecidos de incompatibilidade com outros produtos.
Tais especificações técnicas garantem a eficácia do produto em sua aplicação agrícola, ao mesmo tempo que orientam os cuidados necessários para uso seguro e adequado.
Classe, Grupo Químico e Tipo de Formulação
O herbicida Dontor é classificado como um herbicida seletivo de ação sistêmica. Em relação ao grupo químico, o produto é composto por dois princípios ativos: Picloram, que pertence ao grupo dos ácidos piridinocarboxílicos, e 2,4-D-dimetilamina, que faz parte do grupo dos ácidos ariloxialcanóicos. No que se refere ao tipo de formulação, Dontor é apresentado na forma de Concentrado Solúvel (SL).

Registro e Titular do Produto
O produto agrotóxico comercializado sob a marca "Dontor" está registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) com o número 2028702. O titular do registro é a empresa CTVA Proteção de Cultivos Ltda., situada na Avenida Tamboré, 267 - Edifício Canopus, Torre Sul, Bloco A, 8° andar, Conjunto 81-A, Sala CTVA – Tamboré – CEP: 06460-000 - Barueri/SP. O CNPJ da empresa é 47.180.625/0001-46, e o telefone para contato é 0800 772 2492.
CTVA Proteção de Cultivos Ltda. é também a empresa formuladora do produto, com unidades localizadas em Franco da Rocha/SP e Jacareí/SP, entre outras localidades autorizadas para fabricação e distribuição. O produto técnico que compõe a formulação, Picloram e 2,4-D, possui registros próprios no MAPA com fabricantes autorizados localizados no Brasil e no exterior, incluindo empresas como Corteva Agriscience LLC (Estados Unidos), Lier Chemical Co., LTD (China), Atanor S.C.A. (Argentina), entre outras.
Além disso, diversas outras empresas estão envolvidas na fabricação e distribuição do produto técnico e formulado em diferentes regiões do Brasil, com seus respectivos registros estaduais e CNPJs devidamente registrados. O rotulo de registro indica que o produto deve ser utilizado conforme as instruções, e que é obrigatório o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) durante o manuseio.
Indicações e Espectro de Controle - Cana-de-açúcar
O herbicida Dontor é recomendado para o controle de plantas infestantes de folhas largas na cultura da cana-de-açúcar. Ele atua de forma seletiva e sistêmica, sendo indicado para o manejo de diversas plantas daninhas, proporcionando eficiência no controle.
Plantas Daninhas Alvo
Entre as plantas daninhas que podem ser controladas destacam-se:
- Trapoeraba (Commelina benghalensis)
- Beldroega (Portulaca oleracea)
- Caruru-de-mancha (Amaranthus viridis)
- Guanxuma (Sida rhombifolia)
- Corda-de-viola (Ipomoea aristolochiaefolia)
- Picão-preto (Bidens pilosa)
Estas espécies são eficazmente controladas tanto em pré-emergência quanto em pós-emergência da cultura, dependendo do estágio de desenvolvimento das plantas infestantes.

Dose e Época de Aplicação
Para aplicação em pré-emergência da cultura, a dose recomendada é de 3,0 a 4,0 litros por hectare. A aplicação deve ser realizada após o plantio ou corte da cana, sendo permitida apenas uma aplicação ao ano. Em pós-emergência, a dose recomendada é de 4,0 litros por hectare, devendo ser realizada quando as plantas infestantes estiverem em estágio inicial de desenvolvimento.
Número Máximo de Aplicações
O número máximo de aplicações permitido por ciclo da cultura é de uma única aplicação, seja em pré ou pós-emergência.
Volume de Calda e Adjuvantes
A calda para aplicação terrestre deve ser constituída na faixa de 200 a 400 litros por hectare. Recomenda-se a adição de 0,3% de adjuvante espalhante adesivo à calda herbicida para melhorar a cobertura e a eficiência do produto.
A aplicação deve seguir as boas práticas agrícolas e recomendações específicas do engenheiro agrônomo, respeitando sempre as doses e épocas indicadas para garantir a segurança da cultura e o controle eficiente das plantas daninhas alvo.
Indicações e Espectro de Controle - Pastagem
O herbicida Dontor é recomendado para o controle de plantas infestantes de folhas largas em pastagens. A seguir, são detalhadas as plantas daninhas alvo, a dose e época de aplicação, o número máximo de aplicações, além do volume de calda e adjuvantes indicados para esse uso.
Pastagem
Plantas Daninhas Alvo
As principais plantas daninhas que o produto controla em pastagens são:
- Gervão-branco (Croton glandulosus)
- Bamburral (Hyptis suaveolens)
- Fedegoso-branco (Senna obtusifolia)
- Malva-branca (Sida cordifolia)
- Guanxuma (Sida santaremnensis e Sida rhombifolia)
- Guanxuma-branca (Sida glaziovii)
Dose e Época de Aplicação
A dose recomendada varia de 1,5 a 3,0 litros por hectare, conforme a planta daninha a ser controlada. A aplicação deve ser realizada durante a época quente, quando as plantas infestantes estão em pleno processo de desenvolvimento vegetativo.

Número Máximo de Aplicações
É permitido realizar uma única aplicação por ciclo na pastagem.
Volume de Calda e Adjuvantes
O volume de calda para aplicação terrestre deve ficar entre 200 e 400 litros por hectare. Devem ser adicionados 0,3% de adjuvante espalhante adesivo à calda herbicida, para garantir melhor cobertura e eficiência do produto.
Estas recomendações têm como objetivo maximizar a eficácia do herbicida Dontor, garantindo controle eficiente das plantas indesejadas nas pastagens, com aplicação segura e responsável.
6.1 Equipamentos Recomendados
O herbicida Dontor deve ser aplicado preferencialmente por meio de pulverização terrestre utilizando equipamentos tratorizados com barra. Recomenda-se o uso de pontas do tipo leque com indução de ar, tais como AIXR, AI, TTI, CVI, AVI, TVI, ULD, ULD MAX, MUG, STIA, ADIA, RDA, posicionadas no máximo a 0,5 metro acima do alvo. A taxa de aplicação da calda pulverizadora deve variar entre 200 e 400 litros por hectare, com velocidade do equipamento entre 2 e 10 km/h e gotas classificadas na classe grossa (G) ou superior.
Para aplicações com pulverizadores de barra curta, devem ser utilizadas pontas de pulverização sem barras, do tipo leque, como XP, XT e MVI. A taxa de aplicação da calda e a velocidade seguem as mesmas recomendações do método tratorizado, ou seja, entre 200 e 400 litros por hectare e 2 a 10 km/h, com gotas da classe grossa (G) ou superior.
A adoção desses equipamentos e pontas específicas visa garantir a melhor cobertura do alvo, aumentando a eficiência do produto e minimizando a deriva, que pode comprometer a aplicação. A definição final dos equipamentos de pulverização terrestre, bem como dos parâmetros adequados, deverá ser feita sempre com base nas condições locais e sob orientação de um engenheiro agrônomo, respeitando as boas práticas agrícolas.

Parâmetros Técnicos da Pulverização
Os parâmetros técnicos para a pulverização do produto herbicida Dontor envolvem várias recomendações específicas para garantir a eficiência do tratamento e a segurança do aplicador.
A aplicação deve ser feita preferencialmente por meio de equipamentos tratorizados com barra, equipados com pontas tipo leque com indução a ar, como os modelos AIXR, AI, TTI, CVI, AVI, TVI, ULD, ULD MAX, MUG, STIA, ADIA e RDA. A altura máxima da barra deve ser de 0,5 metro acima do alvo, com taxa de aplicação de 200 a 400 litros de calda por hectare e velocidade do pulverizador entre 2 e 10 km/h, utilizando gotas da classe grossa (G) ou superior.
Para aplicação com pulverizador de barra curta, recomenda-se utilizar pontas de pulverização sem barras, do tipo leque XP, XT e MVI, mantendo a mesma taxa de aplicação e velocidade mencionadas anteriormente, com gotas também na classe grossa (G) ou superior.
É fundamental que as condições climáticas durante a aplicação sejam adequadas para maximizar a interceptação das gotas pelas folhas das plantas daninhas e minimizar a evaporação e a deriva. Recomenda-se pulverizações com temperatura inferior a 30ºC, umidade relativa do ar acima de 60% e vento entre 3 e 10 km/h, evitando a presença de orvalho e garantindo um período mínimo de 4 horas sem chuvas após a aplicação. Aplicar sob condições de inversão térmica deve ser evitado para não haver deslocamento vertical das gotas.
O tamanho das gotas é um fator crucial para a redução de deriva, sendo recomendado aplicar com o maior tamanho possível que não comprometa a cobertura e eficiência do produto. A escolha dos equipamentos e parâmetros adequados deve sempre considerar as condições locais específicas, sendo orientada por um engenheiro agrônomo para seguir as boas práticas agrícolas.
Para aplicações tratorizadas, é importante que o mesmo indivíduo não realize as atividades de mistura, abastecimento e aplicação, por razões de segurança.

Modo de Aplicação - Condições Climáticas Ideais para Aplicação
As condições climáticas no momento da aplicação do herbicida Dontor devem ser cuidadosamente observadas para garantir a máxima eficiência do produto e minimizar riscos ambientais. É recomendado aplicar o produto sob temperaturas inferiores a 30ºC, com umidade relativa do ar acima de 60% e velocidade média do vento entre 3 e 10 km/h. A aplicação deve ser feita na ausência de orvalho, preferencialmente na presença de luz solar, e deve-se evitar a ocorrência de chuvas por pelo menos 4 horas após o tratamento.
Essas condições asseguram que as gotas de pulverização sejam interceptadas de forma eficiente pelas folhas das plantas daninhas alvo, reduzindo a evaporação das gotas durante o trajeto até o alvo e minimizando o deslocamento horizontal (deriva). Deve-se evitar também condições de inversão térmica, que podem causar deslocamento vertical da pulverização, prejudicando a deposição do produto na área desejada.
O potencial de deriva é influenciado por vários fatores relacionados ao equipamento de pulverização e às condições climáticas. Portanto, a decisão de aplicar o herbicida deve considerar o tamanho das gotas, com preferência para gotas da classe grossa ou superior, e as condições de vento, temperatura e umidade para prevenir a deriva e aumentar a eficácia do controle das plantas daninhas.

6.4 Tecnologia para Redução de Deriva
O potencial de deriva na aplicação do herbicida DONTOR é determinado pela interação de diversos fatores relacionados aos equipamentos de pulverização e às condições climáticas durante a aplicação. Um dos aspectos mais importantes para evitar a deriva é o tamanho das gotas, sendo recomendada a aplicação com o maior tamanho de gota possível sem prejudicar a cobertura do alvo e a eficiência do produto.
Para minimizar a deriva, o produto deve ser pulverizado por meio de equipamentos tratorizados com barra, utilizando pontas do tipo leque com indução de ar, como AIXR, AI, TTI, CVI, AVI, TVI, ULD, ULD MAX, MUG, STIA, ADIA, RDA, posicionadas a no máximo 0,5 metro acima do alvo. A taxa de aplicação recomendada é de 200 a 400 litros de calda por hectare, velocidade de deslocamento entre 2 a 10 km/h, e com gotas de classe grossa (G) ou superior.
Outro equipamento recomendado para aplicação é o pulverizador de Barra Curta, usando pontas sem barras do tipo leque, como XP, XT e MVI, mantendo as mesmas taxas e velocidades, e o uso de gotas da classe grossa ou superior.
Além da escolha adequada do equipamento e parâmetros técnicos, as condições climáticas durante a pulverização devem ser observadas para reduzir ao máximo a deriva. Recomenda-se realizar a aplicação em temperaturas inferiores a 30ºC, umidade relativa do ar acima de 60%, velocidade do vento entre 3 e 10 km/h, ausência de orvalho, presença de luz solar, e evitar chuvas por no mínimo 4 horas após a aplicação. Também é importante evitar condições de inversão térmica, que podem causar deslocamento vertical das gotas.
A tecnologia para redução de deriva deve alcançar pelo menos 55% de redução para aplicação costal e pelo menos 50% para aplicação tratorizada em culturas de cana-de-açúcar, conforme as determinações legais para garantir segurança tanto ambiental quanto ocupacional.

Intervalo de Segurança por Cultura
O produto Dontor possui orientações específicas quanto ao intervalo de segurança para as culturas em que é utilizado. Na cultura da cana-de-açúcar, o intervalo de segurança não está determinado devido à modalidade de aplicação, que pode ser em pré e pós-emergência até três meses após o plantio ou corte. Já para a pastagem, o uso é destinado para áreas não alimentares, assim não há um intervalo de segurança definido para consumo.
É importante destacar que o intervalo de segurança representa o período entre a última aplicação do produto e a colheita, garantindo a segurança alimentar e a eficácia do produto. No caso do Dontor, conforme bula, para cana-de-açúcar o intervalo não é estabelecido, enquanto para pastagem o produto é utilizado em áreas destinadas a não alimentação, reforçando o cuidado no manejo.

Intervalo de Segurança e Reentrada - Intervalo de Reentrada para Trabalhadores
O intervalo de reentrada refere-se ao período necessário após a aplicação do herbicida Dontor para que trabalhadores possam retornar às áreas tratadas com segurança. Este intervalo varia conforme a cultura e a modalidade de emprego do produto.
Na cultura de cana-de-açúcar, para aplicações em pré e pós-emergência, recomenda-se um intervalo de reentrada de 13 dias para atividades com até 2 horas de duração, e 31 dias para atividades com até 8 horas. É importante destacar que durante este período, para qualquer entrada na cultura, os trabalhadores devem utilizar vestimenta simples de trabalho (calça e blusa de manga longa) além de equipamentos de proteção individual (EPI), incluindo vestimenta hidrorrepelente e luvas.
Para pastagens com aplicação em pós-emergência, o intervalo de reentrada é de 5 dias para atividades de até 2 horas, e 23 dias para atividades de até 8 horas. No caso de entrada na área tratada antes do intervalo de reentrada, também é obrigatório o uso da vestimenta simples de trabalho e de EPI, incluindo vestimenta hidrorrepelente e luvas.
Esses cuidados são indispensáveis para garantir a segurança dos trabalhadores que atuam nas áreas onde o herbicida Dontor foi aplicado, minimizando a exposição ao produto e seus possíveis efeitos adversos.
8. Medidas de Mitigação de Risco para Residentes e Transeuntes
8.1 Bordaduras Obrigatórias
Para a utilização do herbicida Dontor, que contém 2,4-D em sua formulação, é exigida a manutenção de bordaduras no mínimo de 10 metros livres de aplicação tratorizada do produto. Essa bordadura deve ser estabelecida no limite externo da plantação em direção ao seu interior e é obrigatória sempre que houver povoações, cidades, vilas, bairros, bem como moradias ou escolas isoladas, a menos de 500 metros do limite externo da plantação.
A implementação dessas bordaduras tem como objetivo mitigar o risco de exposição de residentes e transeuntes presentes em áreas próximas às culturas tratadas, garantindo maior segurança durante e após a aplicação tratorizada do herbicida. Além disso, são recomendadas tecnologias para redução de deriva nas aplicações, com exigências de pelo menos 55% de redução para aplicação costal e 50% para aplicação tratorizada, aumentando a proteção das áreas vizinhas.

Medidas de Mitigação de Risco para Residentes e Transeuntes - Restrições de Uso Próximo a Áreas Sensíveis
Para minimizar os riscos de exposição ao herbicida Dontor para residentes e transeuntes próximos às áreas de aplicação, foram estabelecidas restrições específicas quanto ao uso do produto em proximidade de áreas sensíveis. É exigida a manutenção de uma bordadura mínima de 10 metros livres de aplicação tratorizada de produtos formulados contendo 2,4-D. Essa bordadura inicia-se no limite externo da plantação, em direção ao seu interior, e é obrigatória sempre que houver povoações, cidades, vilas, bairros, bem como moradias ou escolas isoladas, localizadas a menos de 500 metros do limite externo da plantação.
Além disso, é obrigatória a utilização de tecnologia para redução de deriva durante as aplicações. Para as culturas de cana-de-açúcar, essa tecnologia deve garantir uma redução de deriva de pelo menos 55% nas aplicações costais (realizadas com equipamentos manuais nas costas do aplicador) e pelo menos 50% nas aplicações tratorizadas. Essas medidas contribuem para diminuir a dispersão do produto para áreas não alvo, protegendo a saúde das pessoas e o meio ambiente.
É fundamental seguir as orientações técnicas específicas e respeitar essas restrições para garantir a segurança das pessoas que residem ou transitam próximas às áreas tratadas com Dontor.

Limitações de Uso
O herbicida Dontor possui certas limitações importantes quanto à sua utilização que devem ser rigorosamente observadas para garantir a eficácia do produto e a segurança das culturas e do ambiente. Não é recomendado o uso do produto com espalhante adesivo na cultura da cana-de-açúcar. Além disso, o produto deve ser aplicado somente quando não houver perigo de as espécies úteis sensíveis ao 2,4-D, como as dicotiledôneas em geral, serem atingidas. É obrigatório respeitar uma bordadura mínima de 10 metros entre a área aplicada e áreas vizinhas com culturas sensíveis ao herbicida 2,4-D.
No manejo das pastagens tratadas em área total, recomenda-se permitir que o capim se recupere antes de abrir o pasto para o gado, vedando o acesso dos animais pelo tempo necessário à recuperação da vegetação, pois o produto pode tornar as plantas tóxicas mais atrativas após a aplicação. Deve-se evitar que o produto atinja diretamente ou por deriva espécies úteis suscetíveis ao herbicida.
Também é importante não utilizar o mesmo equipamento empregado para aplicar Dontor para pulverização de outros produtos em culturas suscetíveis, evitando contaminação cruzada. Outro cuidado é não utilizar esterco de curral de animais que tenham pastado em área tratada com o produto para adubação de plantas ou culturas sensíveis, sobretudo após tratamentos em área total.
Por fim, na aplicação tratorizada, o mesmo profissional não deve realizar as atividades de mistura, abastecimento e aplicação, garantindo assim uma manipulação segura e eficiente do produto. Observando estas limitações, o uso do herbicida Dontor será mais seguro e eficaz, minimizando riscos às culturas, ao ambiente e às pessoas.

Recomendações para o Manejo de Resistência a Herbicidas
O uso sucessivo do herbicida DONTOR, que pertence ao Grupo O segundo a classificação internacional do HRAC, pode levar ao aumento da população de plantas daninhas resistentes ao seu mecanismo de ação, diminuindo a eficiência do produto e causando prejuízos ao manejo agrícola. Para evitar problemas de resistência, recomenda-se adotar um manejo integrado de plantas daninhas que combine métodos preventivos e corretivos de controle.
Entre as principais práticas indicadas para o manejo da resistência estão:
- Realizar a rotação de herbicidas com mecanismos de ação diferentes do Grupo O para o controle do mesmo alvo, quando for apropriado.
- Incorporar outras práticas de controle de plantas daninhas, seguindo as boas práticas agrícolas.
- Utilizar sempre as doses recomendadas e o modo de aplicação conforme indicado na bula do produto.
- Consultar um engenheiro agrônomo para obter orientação técnica adequada sobre as estratégias regionais para manejo de resistência e para aplicabilidade correta do herbicida.
Além disso, recomenda-se observar informações e possíveis casos de resistência em plantas daninhas divulgados pela Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD), pela Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR) e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Essas ações colaboram para a sustentabilidade do uso do herbicida DONTOR, garantindo sua eficácia a longo prazo e evitando o surgimento de populações resistentes.

Precauções e Cuidados no Manuseio - Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
O uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) é fundamental para garantir a segurança durante o manuseio do produto herbicida Dontor. Para proteção adequada, recomenda-se o uso dos seguintes EPIs: calça e jaleco com tratamento hidrorrepelente, botas de borracha, avental impermeável, respirador com filtro mecânico classe P2, viseira, touca árabe e luvas de nitrila.
Durante o manuseio, é imprescindível vestir os EPIs na ordem correta: calça, jaleco, botas, avental, respirador, viseira, touca árabe e luvas. Além disso, deve-se seguir as recomendações do fabricante em relação à forma correta de limpeza, conservação e descarte dos EPIs danificados, não utilizando equipamentos úmidos, vencidos ou fora da especificação.
O manuseio do produto deve ocorrer preferencialmente em locais abertos e ventilados, sempre utilizando os EPIs recomendados. A não utilização dos equipamentos recomendados, ou o uso inadequado, expõe o trabalhador a riscos, pois Dontor é irritante para os olhos e a pele. Dessa forma, a atenção aos EPIs é crucial para a minimização desses riscos durante a manipulação do produto.

Precauções e Cuidados no Manuseio - Cuidados Durante a Aplicação
Durante a aplicação do herbicida Dontor, é fundamental adotar diversas precauções para garantir a segurança do aplicador, das pessoas próximas e do meio ambiente. Primeiramente, deve-se evitar ao máximo o contato direto com a área tratada. O produto deve ser aplicado apenas nas doses recomendadas, respeitando o intervalo de segurança, que é o tempo necessário entre a última aplicação e a colheita.
É essencial impedir que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada entrem na área enquanto o produto estiver sendo aplicado. A aplicação deve ser evitada na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia, observando as melhores condições climáticas para a região. O aplicador deve verificar a direção do vento para evitar contato direto com a névoa do produto e também que terceiros a tenham.
O uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) é obrigatório durante a aplicação. Recomenda-se o uso de calça e jaleco com tratamento hidrorrepelente, botas de borracha, respirador com filtro mecânico classe P2, viseira, touca árabe e luvas de nitrila. Além disso, na aplicação tratorizada, a mesma pessoa não pode realizar simultaneamente as atividades de mistura, abastecimento e aplicação do produto, para evitar exposição excessiva.
Estas medidas visam reduzir os riscos de intoxicação e a contaminação ambiental, assegurando que a aplicação do Dontor seja realizada de forma eficiente e segura.

Precauções e Cuidados no Manuseio - Cuidados Após a Aplicação
Após a aplicação do herbicida Dontor, é fundamental adotar cuidados específicos para garantir a segurança dos trabalhadores, pessoas próximas e o meio ambiente. Primeiramente, deve-se sinalizar a área tratada com avisos contendo os dizeres “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA” e manter esses avisos até o final do período de reentrada estabelecido.
Evite o máximo possível o contato com a área tratada. Caso seja necessário entrar na área antes do término do intervalo de reentrada, o trabalhador deve utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para uso durante a aplicação, garantindo assim a proteção adequada. É importante também que pessoas não autorizadas, crianças e animais não tenham acesso às áreas tratadas logo após a aplicação.
Durante o manejo pós-aplicação, o produto deve ser aplicado somente nas doses recomendadas, respeitando rigorosamente o intervalo de segurança – intervalo entre a última aplicação e a colheita.
Antes de retirar os equipamentos de proteção individual, recomenda-se lavar as botas e luvas ainda vestidas para evitar contaminação. O restante do produto deve ser mantido adequadamente fechado em sua embalagem original, guardado em local trancado e fora do alcance de crianças e animais.
O operador deve tomar banho imediatamente após a aplicação e trocar as roupas usadas. As roupas e os EPIs devem ser lavados separadamente das roupas da família, preferencialmente utilizando luvas e avental impermeável durante a lavagem.
Após cada aplicação, é essencial realizar a manutenção e a limpeza dos equipamentos de aplicação para conservar a sua funcionalidade e segurança. Nunca reutilize a embalagem vazia do produto.
No descarte de embalagens vazias, deve-se usar os EPIs recomendados: calça, jaleco, luvas de nitrila e botas de borracha. A ordem correta para retirada dos EPIs após o uso é touca árabe, viseira, avental impermeável, jaleco (com cuidado para não virar do avesso), botas, calça (desamarre e deixe deslizar até o chão), luvas e respirador.
A manutenção e limpeza dos EPIs devem ser realizadas por pessoa treinada e devidamente protegida para evitar qualquer risco de contaminação. Caso haja necessidade de entrar na área tratada antes do intervalo de 24 horas, o trabalhador deve utilizar EPIs recomendados para a aplicação. Para entradas antes do término do intervalo de reentrada específico para cada cultura, recomenda-se vestimenta simples de trabalho (calça e blusa de manga longa) e EPIs com vestimenta hidrorrepelente e luvas.

Primeiros Socorros
Em caso de intoxicação pelo produto Dontor, é fundamental procurar imediatamente um serviço de emergência, levando consigo a embalagem, o rótulo, a bula, o folheto informativo ou o receituário agronômico do produto para facilitar o atendimento.
No caso de ingestão, não se deve provocar o vômito. O atendimento médico deve ser buscado rapidamente, com a apresentação dos documentos citados.
Se o produto entrar em contato com os olhos, é importante agir com muita cautela, pois ele provoca lesões oculares graves. Deve-se lavar os olhos imediatamente com água corrente em abundância e buscar assistência médica, levando também a embalagem ou documentos do produto.
Em situações de contato do produto com a pele, a área afetada deve ser lavada com água corrente em abundância e, em seguida, a pessoa deve procurar atendimento médico levando a embalagem ou os documentos do produto.
Se o produto for inalado, a pessoa deve ser conduzida para um local arejado e buscar assistência médica o quanto antes, apresentando a embalagem, bula ou receituário. Quem prestar socorro deve proteger-se da contaminação, utilizando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.
Essas orientações são fundamentais para minimizar os efeitos nocivos do produto e garantir o tratamento adequado em casos de intoxicação.

Informações Toxicológicas - Grupo Químico e Toxicologia
O produto herbicida Dontor é composto por dois princípios ativos pertencentes a grupos químicos distintos: Picloram, que pertence ao grupo dos ácidos piridinocarboxílicos, e 2,4-D-dimetilamina, que pertence ao grupo dos ácidos ariloxialcanóicos.
Em relação à toxicologia, Dontor está classificado na Categoria 4, indicando que é um produto pouco tóxico. As vias de exposição ao produto incluem a oral, dérmica, ocular e inalatória.
A toxicocinética, embora não tenha sido realizada em seres humanos, foi estudada em animais de laboratório, os quais indicaram que Picloram e 2,4-D são excretados principalmente pela urina (69 a 86% para Picloram e 84 a 94% para 2,4-D). A eliminação fecal é considerada uma via secundária (5 a 25% para Picloram e 2 a 11% para 2,4-D). Níveis significativos dessas substâncias não foram detectados nos tecidos e carcaça após 48 a 72 horas, mostrando rápida eliminação do organismo animal.
Quanto à toxicodinâmica, os mecanismos específicos de toxicidade para humanos não são plenamente conhecidos. Entretanto, os estudos com animais mostraram que os compostos ocasionam irritação e outros efeitos descritos em sintomas clínicos.
Em suma, o Dontor apresenta baixa toxicidade sistêmica, com boa excreção do organismo, característica que auxilia na minimização de efeitos tóxicos agudos, observadas nas exposições por diferentes vias.

Informações Toxicológicas - Toxicocinética e Toxicodinâmica
O herbicida DONTOR, composto pelos princípios ativos Picloram e 2,4-D, apresenta toxicocinética caracterizada principalmente pela excreção desses compostos via urinária e em menor proporção pela via fecal. Estudos em animais laboratoriais demonstram que o Picloram e o 2,4-D são excretados predominantemente através da urina, correspondendo a 69 a 86% para o Picloram e 84 a 94% para o 2,4-D do composto administrado. A eliminação fecal funciona como via secundária de excreção, com valores entre 5 e 25% para o Picloram e 2 a 11% para o 2,4-D. Após 72 horas, não foram detectados níveis significativos de Picloram nos tecidos e carcaça dos animais, enquanto uma pequena fração de 2,4-D (0,4 a 3,0%) permanece nesses tecidos após 48 horas.
Quanto à toxicodinâmica, os mecanismos exatos de toxicidade em humanos ainda não são conhecidos. A ação desses compostos pode variar conforme o tipo e a dose de exposição, mas, de modo geral, os efeitos tóxicos são associados à irritação e a eventos relacionados ao sistema nervoso, gastrointestinal, cardiovascular, respiratório, entre outros, conforme descrito em outras seções toxicológicas da bula do produto.

Informações Toxicológicas - Sintomas e Sinais Clínicos de Exposição
O produto herbicida Dontor, contendo os princípios ativos Picloram e 2,4-D, apresenta sintomas e sinais clínicos de exposição distintos para cada uma dessas substâncias.
Para o Picloram, a exposição aguda em humanos é limitada em dados, podendo ocorrer náuseas após a ingestão de grande quantidade. Sua toxicidade por via inalatória é improvável devido à baixa pressão de vapor. O Picloram não é considerado sensibilizante e é moderadamente irritante para a pele, sendo absorvido lentamente através da mesma. Não são esperados danos à córnea nem sensibilização respiratória.
Em relação ao 2,4-D, a exposição aguda pode resultar em sintomas graves, incluindo falência renal, acidose metabólica, desequilíbrios hidroeletrolíticos e falência múltipla de órgãos. Contato direto com os olhos, nariz e boca pode causar irritação. A ingestão pode provocar miose, coma, febre, hipotensão, vômito, alterações no ritmo cardíaco, rigidez muscular, insuficiência respiratória, edema pulmonar e rabdomiólise. Sintomas neurológicos variam conforme a dose: em baixas doses, podem ocorrer vertigem, dor de cabeça e parestesias; em doses elevadas, contrações musculares, espasmos, fraqueza profunda, polineurite e até perda de consciência. Outros efeitos relatados são náusea, vômito, diarreia, necrose da mucosa gastrointestinal, alterações hepáticas, problemas urinários, e alterações hematológicas como trombocitopenia e leucopenia. O produto também pode causar irritação cutânea direta e efeitos musculoesqueléticos, como espasmos e rigidez muscular.
O diagnóstico da intoxicação baseia-se na confirmação da exposição e na manifestação clínica compatível, e o tratamento é sintomático, não havendo antídoto específico. A indução do vômito é contraindicada devido ao risco de aspiração e pneumonite química. Para informações especializadas, recomenda-se contatar o Disque-Intoxicação (0800-722-6001).

Informações Toxicológicas - Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico de intoxicação pelo produto herbicida DONTOR é estabelecido com base na confirmação da exposição ao produto e pela ocorrência de quadro clínico compatível com os sinais e sintomas descritos para os seus componentes ativos, Picloram e 2,4-D.
O tratamento médico deverá ser sintomático, conforme a natureza do quadro clínico apresentado pelo paciente, e fica a critério do médico responsável, em resposta às reações observadas. Não existe antídoto específico para esse tipo de intoxicação.
É importante destacar que a indução do vômito é contraindicada devido ao risco de aspiração e pneumonite química, devendo-se evitar esta prática para prevenir complicações adicionais.
Em caso de intoxicação, recomenda-se procurar imediatamente um serviço de emergência, levando a embalagem, o rótulo, a bula, o folheto informativo ou o receituário agronômico do produto para facilitar o atendimento adequado.
Para notificações de casos e obtenção de informações especializadas sobre diagnóstico e tratamento, está disponível o Disque-Intoxicação no telefone 0800-722-6001, atendido pela Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (RENACIAT/ANVISA/MS). Além disso, as intoxicações por agrotóxicos devem ser notificadas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/MS) e no Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária (Notivisa). Também pode-se contatar o telefone de emergência da empresa responsável, CTVA Proteção de Cultivos Ltda., pelo número 0800 772 2492.
Informações Toxicológicas - Efeitos Agudos e Crônicos em Animais de Laboratório
O produto Dontor, formulado com os ingredientes ativos Picloram e 2,4-D, apresenta os seguintes efeitos agudos e crônicos observados em estudos com animais de laboratório:

Efeitos Agudos
- A dose letal mediana (DL50) por via oral em ratos é de 3250 mg/kg para machos e 2125 mg/kg para fêmeas, indicando baixa toxicidade.
- A DL50 por via cutânea é superior a 5000 mg/kg em ratos, demonstrando baixa toxicidade dérmica.
- A concentração letal mediana (CL50) por inalação não foi determinada nas condições de teste.
- Em coelhos, aplicou-se o teste de irritação cutânea, observando-se eritema fraco nos animais, que foi totalmente reversível em até sete dias, sem edema.
- Já a irritação ocular em coelhos foi significativa, com manifestações como opacificação, vascularização, ulceração e irregularidades da córnea, hemorragia na câmara anterior, congestão e edema da íris, hiperemia e secreção das conjuntivas palpebrais e oculares, além de alopecia periorbital; essas lesões não mostraram regressão até 14 dias após o início do teste.
- O produto não é sensibilizante à pele ou respiratório, nem mutagênico.
Efeitos Crônicos
- Não foram identificados efeitos crônicos em estudos com animais de laboratório.
- Estudos em níveis e tempos de exposição elevados, superiores aos que seres humanos normalmente estão expostos, não evidenciaram efeitos adversos a longo prazo.
Esses resultados indicam que o Dontor possui toxicidade aguda limitada e não apresenta evidências de toxicidade crônica, embora seja altamente irritante aos olhos conforme comprovado em modelos animais.

Informações Toxicológicas - Contraindicações e Avisos
O produto Dontor, herbicida composto por Picloram e 2,4-D, apresenta contraindicações relativas ao manejo e aos primeiros socorros em casos de intoxicação. Em particular, a indução do vômito é contraindicada devido ao risco de aspiração e pneumonite química, devendo-se evitar essa prática mesmo em casos de ingestão do produto.
Não foram identificados efeitos sinérgicos conhecidos com outras substâncias químicas, o que indica ausência de interação química adversa relevante.
Além disso, é importante destacar que as intoxicações por agrotóxicos, incluindo o Dontor, são consideradas doenças e agravos de notificação compulsória. É imprescindível notificar os casos de exposição e intoxicação por meio dos sistemas oficiais, como o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e o Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária (Notivisa).
Para obter informações especializadas sobre diagnóstico e tratamento de intoxicações, deve-se ligar para o Disque-Intoxicação (0800-722-6001), uma rede nacional de centros de informação e assistência toxicológica.
Em caso de emergência, recomenda-se procurar imediatamente um serviço médico, levando a embalagem, rótulo, bula, folheto informativo ou receituário agronômico do produto para facilitar a avaliação e o atendimento.
Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente

Classificação de Periculosidade Ambiental
O produto Dontor é classificado como Classe III – Produto Perigoso ao Meio Ambiente. Trata-se de um produto altamente persistente no meio ambiente e altamente móvel, apresentando grande potencial de deslocamento no solo, podendo atingir especialmente as águas subterrâneas. Dessa forma, o uso do produto requer cuidados rigorosos para evitar a contaminação ambiental e preservar a natureza.
É fundamental evitar o uso do produto em condições adversas que possam causar contaminação, como ventos fortes ou nas horas mais quentes do dia. Também não se deve lavar as embalagens ou o equipamento aplicador em lagos, fontes, rios ou outros corpos d’água, para prevenir a contaminação hídrica.
Destaca-se ainda que a destinação inadequada das embalagens vazias ou dos resíduos do produto pode causar danos ao solo, à água, ao ar, à fauna, à flora e à saúde humana, reforçando a importância da correta manipulação e descarte conforme regulamentações vigentes.
Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente
Cuidados de Proteção Ambiental Durante o Uso
O produto herbicida Dontor é classificado como Classe III - Produto Perigoso ao Meio Ambiente, sendo altamente persistente no ambiente e apresentando alta mobilidade, com potencial significativo de deslocamento no solo, o que pode atingir especialmente águas subterrâneas. Por isso, é fundamental adotar medidas rigorosas para evitar a contaminação ambiental e preservar a natureza.
Durante o uso, deve-se evitar o vazamento do produto, a aplicação em condições de ventos fortes ou nas horas mais quentes do dia, e respeitar as doses recomendadas para evitar excessos que possam causar impactos ambientais. É fundamental que as embalagens e o equipamento de aplicação não sejam lavados em corpos d’água como lagos, rios e fontes, prevenindo a contaminação da água.
Além disso, a destinação inadequada de embalagens vazias ou restos do produto pode ocasionar contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas. Portanto, é imprescindível seguir as instruções de manejo e descarte corretamente para minimizar os riscos ambientais.

Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente
Instruções para Armazenamento do Produto
O produto deve ser mantido em sua embalagem original sempre fechada para garantir sua conservação e segurança. O local de armazenamento deve ser exclusivo para produtos tóxicos, isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais que possam sofrer contaminação. É recomendável que a estrutura do local seja construída em alvenaria ou material não combustível, além de ser ventilada, coberta e possuir piso impermeável.
Para maior segurança, o local deve conter placa de advertência com os dizeres "CUIDADO, VENENO" e ser trancado, impedindo o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. Deve haver embalagens adequadas disponíveis para envolver embalagens rompidas ou para recolhimento de produtos vazados.
Em caso de armazenamento em armazéns, as instruções da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) devem ser seguidas. Além disso, é fundamental observar as disposições da legislação estadual e municipal pertinentes ao armazenamento de produtos agroquímicos.

Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente - Procedimentos em Caso de Acidentes Ambientais
Em caso de acidentes ambientais envolvendo o produto herbicida Dontor, é fundamental seguir procedimentos específicos para minimizar os impactos ao meio ambiente. Primeiramente, deve-se isolar e sinalizar a área contaminada para evitar a exposição de pessoas e animais ao produto. Em seguida, é necessário contatar as autoridades locais competentes e a empresa registrante, CTVA Proteção de Cultivos Ltda., por meio do telefone 0800 772 2492, para orientação e suporte.
Ao lidar com o produto derramado, recomenda-se o uso de equipamento de proteção individual completo, incluindo macacão impermeável, luvas, botas de borracha, óculos protetor e máscara com filtros. Para conter o derramamento, devem ser estancados os escoamentos para impedir que o produto alcance bueiros, drenos ou corpos d'água, prevenindo assim a contaminação hídrica.
No caso de derramamentos sobre piso pavimentado, o produto deve ser absorvido com serragem ou areia, recolhido com o auxílio de uma pá, e armazenado em recipiente lacrado e identificado, sendo proibido o seu reuso. Já em solo contaminado, as camadas atingidas devem ser removidas até atingir o solo não contaminado, e o material recolhido também deve ser armazenado apropriadamente para destinação final.
Se o derramamento afetar corpos d'água, deve-se interromper imediatamente a captação de água para consumo humano ou animal, contactar o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa. As medidas específicas a serem adotadas dependem da dimensão do acidente, das características do corpo hídrico e da quantidade envolvida do produto.
Em situações de incêndio provocadas pelo produto, devem ser utilizados extintores de água em forma de neblina, dióxido de carbono (CO₂) ou pó químico. O combate ao fogo deve ser realizado mantendo-se a vantagem do vento para evitar intoxicação.
Esses procedimentos são essenciais para proteger o meio ambiente e garantir que o manejo de acidentes com o herbicida Dontor ocorra de forma segura e eficaz.

Procedimentos de Lavagem e Destinação de Embalagens Vazias
Tríplice Lavagem para Embalagens Rígidas Laváveis
Para realizar a tríplice lavagem das embalagens rígidas laváveis do produto Dontor, deve-se seguir um procedimento rigoroso que garante a remoção adequada dos resíduos químicos e a segurança do operador. O operador deve estar utilizando Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para o preparo da calda do produto durante todo o procedimento.
O processo consiste nos passos abaixo:
- Esvaziar completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo a embalagem na posição vertical por 30 segundos;
- Adicionar água limpa até ¼ do volume da embalagem;
- Tampar a embalagem e agitá-la por 30 segundos;
- Despejar a água utilizada na lavagem no tanque do pulverizador;
- Repetir essa operação três vezes.
Após a tríplice lavagem, a embalagem deve ser inutilizada perfurando o seu fundo, para evitar reutilizações inadequadas. Este procedimento assegura que não restem resíduos do produto na embalagem, evitando contaminações e protegendo o meio ambiente.

Procedimentos de Lavagem e Destinação de Embalagens Vazias - Lavagem sob Pressão
No processo de lavagem sob pressão das embalagens vazias do produto Dontor, é essencial que o operador utilize os mesmos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados para o preparo da calda do produto, garantindo a segurança durante o manuseio.
Para realizar a lavagem sob pressão, deve-se encaixar a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador. Em seguida, acione o mecanismo para liberar o jato de água, direcionando-o para todas as paredes internas da embalagem por aproximadamente 30 segundos. A água resultante desta lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador.
Caso o equipamento de lavagem sob pressão seja independente, o procedimento consiste em manter a embalagem invertida sobre a boca do tanque de pulverização, na posição vertical, por 30 segundos após esvaziá-la completamente. Posteriormente, introduz-se a ponta do equipamento de lavagem sob pressão dentro da embalagem, direcionando o jato d'água para todas as suas paredes internas, também por 30 segundos. A água utilizada nesse processo deve ser direcionada integralmente para o tanque do pulverizador.
Após a lavagem sob pressão, é obrigatório inutilizar a embalagem rígida plástica ou metálica perfurando seu fundo, assegurando que ela não seja reutilizada inadequadamente. Estes procedimentos garantem a correta higienização e minimizam os riscos ambientais e de exposição ao operador.

15.3 Armazenamento das Embalagens Vazias
O armazenamento adequado das embalagens vazias do produto Dontor deve ser realizado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável. É recomendável que esse local seja o mesmo onde são guardadas as embalagens cheias. Durante o manuseio das embalagens vazias, é importante utilizar luvas para garantir a segurança do operador.
As embalagens vazias devem ser armazenadas com suas tampas e, sempre que possível, em caixas coletivas, separadas das embalagens que ainda não foram lavadas. Essa separação visa evitar qualquer contaminação cruzada e facilita o manejo correto dos resíduos.
Para embalagens flexíveis, que não podem ser lavadas, o armazenamento deve ocorrer em saco plástico transparente (modelo ABNT), devidamente identificado e lacrado, adquirido nos canais de distribuição. As embalagens secundárias não contaminadas também devem ser armazenadas em local apropriado, em condições semelhantes, ou seja, coberto, ventilado e com piso impermeável, preferencialmente no mesmo local onde se armazenam as embalagens cheias.
Todo esse cuidado no armazenamento das embalagens vazias contribui para a preservação do meio ambiente e a segurança dos envolvidos no processo de transporte e destinação final desses resíduos.

Procedimentos de Lavagem e Destinação de Embalagens Vazias - Devolução e Destinação Final das Embalagens Vazias
As embalagens vazias do produto devem ser devidamente manejadas para garantir a segurança ambiental e o cumprimento da legislação vigente. A devolução da embalagem vazia é obrigatória e deve ser realizada pelo usuário ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou no local indicado na nota fiscal emitida no ato da compra. Este procedimento deve ocorrer no prazo de até um ano da data da compra. Caso o produto não tenha sido completamente utilizado dentro desse período e ainda esteja dentro do prazo de validade, é facultada a devolução em até seis meses após o término da validade. O usuário deve guardar o comprovante da devolução para efeito de fiscalização por no mínimo um ano após a entrega.
A destinação final das embalagens vazias, após sua devolução, somente pode ser realizada pela empresa registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes. É proibida ao usuário a reutilização, reciclagem, fracionamento ou reembalagem das embalagens vazias.
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos acarreta contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas, ressaltando a importância do manejo correto.
No caso de embalagens rígidas laváveis, recomenda-se a realização da tríplice lavagem imediatamente após o esvaziamento, utilizando Equipamentos de Proteção Individual (EPI). O processo consiste em esvaziar completamente o conteúdo, adicionar água até ¼ do volume, tampar, agitar por 30 segundos e despejar a água no tanque do pulverizador, repetindo a operação três vezes. Após a lavagem, a embalagem deve ser inutilizada perfurando o fundo.
Para embalagens não laváveis ou flexíveis, o armazenamento deve ser em local coberto, ventilado e ao abrigo de chuva, sendo obrigatório o uso de luvas para o manuseio. Essas embalagens devem ser armazenadas separadamente das embalagens lavadas, geralmente em sacos plásticos transparentes, devidamente identificados e lacrados.
No transporte, as embalagens vazias não devem ser transportadas junto a alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. Devem ser transportadas em saco plástico transparente (modelo ABNT) devidamente identificado e lacrado.
Essas medidas visam assegurar a proteção ambiental e a segurança dos trabalhadores envolvidos no manejo dessas embalagens.

16. Procedimentos para Produtos Impróprios para Uso ou em Desuso
Caso o produto agrotóxico Dontor venha a se tornar impróprio para utilização ou entre em desuso, o usuário deve consultar o registrante através do telefone indicado no rótulo para realizar a devolução e destinação final do produto. A desativação do produto é feita por meio de incineração em fornos específicos para esse tipo de operação, que são equipados com câmaras de lavagem de gases e efluentes e aprovados por órgão ambiental competente. Dessa forma, a eliminação segura do produto evita danos ao meio ambiente e garante o cumprimento das normas ambientais vigentes.
17. Transporte de Agrotóxicos, Componentes e Afins
O transporte de agrotóxicos, componentes e produtos afins está sujeito às regras e procedimentos estabelecidos pela legislação específica vigente. É essencial que essas normas sejam rigorosamente seguidas para garantir a segurança no manuseio e no deslocamento desses produtos, evitando riscos à saúde humana e ao meio ambiente.
Durante o transporte, é proibido que os agrotóxicos sejam transportados junto com pessoas, animais, alimentos, medicamentos, rações e outros materiais que possam ser contaminados ou que representem risco à saúde e segurança dos envolvidos. Essa medida visa evitar contaminações cruzadas e acidentes durante o transporte.
Garantir que os agrotóxicos sejam transportados em condições adequadas, respeitando as legislações específicas, é fundamental para a proteção da saúde pública e para a manutenção da integridade dos produtos até o local de aplicação ou armazenamento.

Restrições Específicas por Estado, Distrito Federal ou Município
O uso do produto herbicida Dontor está sujeito a restrições específicas estabelecidas por órgãos competentes em níveis estadual, distrital e municipal. Essas restrições devem ser rigorosamente observadas para garantir a conformidade legal e a segurança na aplicação do produto.
No Estado do Paraná, há uma restrição específica para a utilização do Dontor no controle da planta daninha Commelina benghalensis em pré-emergência na cultura da cana-de-açúcar, onde seu uso não é permitido.
No Estado do Rio Grande do Sul, o uso do produto para a cultura da cana-de-açúcar não é autorizado em nenhuma situação.
Além dessas disposições, é fundamental que o profissional agrônomo responsável pela recomendação do produto atente-se ainda às legislações municipais, estaduais e federais aplicáveis, para se assegurar que o produto, a modalidade de aplicação, o alvo (planta daninha) e a cultura agrícola estejam autorizados nas localidades específicas onde a aplicação será realizada. Essa atenção evita infrações legais e protege a saúde das culturas sensíveis às substâncias contidas no herbicida.

Informações Complementares e Contatos para Emergência
Para informações especializadas sobre diagnóstico e tratamento em casos de intoxicação por DONTOR, é importante contatar o Disque-Intoxicação pelo número 0800-722-6001, que é a Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (RENACIAT/ANVISA/MS). As intoxicações por agrotóxicos e afins estão incluídas entre as Doenças e Agravos de Notificação Compulsória, sendo obrigatório notificar os casos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/MS) e também no Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária (Notivisa).
Além disso, o telefone de emergência da empresa responsável pelo produto, a CTVA Proteção de Cultivos Ltda, está disponível para atendimento pelo número 0800 772 2492. Em situações de emergência relacionadas ao produto, é recomendável levar a embalagem, o rótulo, a bula, o folheto informativo ou o receituário agronômico ao serviço médico para garantir um atendimento mais eficaz.
| Marca comercial | Dontor |
| Titular do registro | Ctva Proteção De Cultivos Ltda - Barueri (Tamboré) |
| Número do registro | 2028702 |
| CNPJ | 47.180.625/0001-46 |
| Classificação ambiental | III - Produto Perigoso Ao Meio Ambiente |
| Classificação toxicológica | 4 - Categoria 4 – Produto Pouco Tóxico |
| Modo de ação | Seletivo, De Ação Sistêmica |
| Técnica de aplicação | Terrestre |
| Compatibilidade | Não Se Conhecem Casos De Incompatibilidade. |
| Inflamável | Sim |
| Corrosivo | Não |
| Formulação | Sl - Concentrado Solúvel |
| Observação | Irritante Aos Olhos E À Pele. |




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