
Dessecan é um herbicida pós-emergente formulado à base de MSMA (Sodium Hydrogen Methylarsonate), eficaz no controle de plantas infestantes de folhas estreitas e largas em culturas como algodão, café e cana-de-açúcar. Com sua ação seletiva e modo sistêmico, oferece uma solução confiável para agricultores que buscam proteção às culturas, preservação do meio ambiente e segurança no manejo de agrotóxicos. Neste guia completo, apresentamos informações essenciais sobre composição, indicações de uso, precauções, toxicologia, impactos ambientais e procedimentos para uso seguro do Dessecan.
Identificação do Produto
O produto denominado Dessecan é um herbicida pós-emergente do grupo químico organoarsênico, classificado no Grupo Z segundo a classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas). É formulado como Concentrado Solúvel (SL). O ingrediente ativo principal é o Msma (Sodium Hydrogen Methylarsonate), com concentração de 480 g/L, representando 48% m/v do produto.
O Dessecan é registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sob o número 478507, tendo como titular do registro a empresa Adama Brasil S.A., localizada em Londrina/PR, com CNPJ 02.290.510/0001-76. A empresa formuladora é a mesma titular do registro, com contatos telefônicos e endereço disponíveis para atendimento.
Em relação às suas características físicas e químicas, o produto não é inflamável, apresenta corrosividade moderada a superfícies galvanizadas e de alumínio, e é classificado toxicológicamente na categoria 5, indicando que é improvável que cause dano agudo. Ambientalmente, o Dessecan é classificado como categoria III, produto perigoso ao meio ambiente. A aplicação é terrestre e seu modo de ação é sistêmico pós-emergente.
Composição
O produto Dessecan é formulado com o ingrediente ativo Sodium hydrogen methylarsonate (MSMA), que está presente na concentração de 480 gramas por litro, equivalente a 48,0% m/v. Este composto pertence ao grupo químico dos organoarsênicos, mais especificamente classificado como Mono-sodium Methylarsonate, com fórmula bruta CH4AsNaO3 e número CAS 2163-80-6. Além do ingrediente ativo, o produto contém outros ingredientes, somando 862 gramas por litro, correspondendo a 86,2% m/v. O MSMA é o componente responsável pela ação herbicida do produto.

Classe e Tipo de Formulação
O produto Dessecan é classificado como um herbicida pós-emergente, pertencente ao grupo químico dos organoarsênicos. Sua formulação é do tipo Concentrado Solúvel (SL), caracterizando-se como um produto concentrado que se dissolve em água para aplicação. Esta classe e tipo de formulação indicam que o produto age após a emergência das plantas infestantes, sendo eficiente no controle dessas plantas em diferentes culturas.
Registro e Titular do Produto
O produto Dessecan está registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sob o número 478507. O titular do registro é a empresa Adama Brasil S.A., localizada em Londrina/PR, na Rua Pedro Antônio de Souza, 400, Parque Rui Barbosa, CEP 86031-610. O telefone para contato é (43) 3371-9000 e o fax (43) 3371-9017. O CNPJ da empresa é 02.290.510/0001-76, e a inscrição estadual é 601.07287-44, com o registro estadual nº 003263 junto à ADAPAR/PR.
O produto técnico utilizado para formulação é o MSMA Técnico Volcano, registrado no MAPA sob o nº 10807, produzido pela VOLCANO AGROCIENCES LTD., situada na África do Sul.
Além da sede em Londrina/PR, a Adama Brasil S.A. possui outra unidade em Taquari/RS, localizada na Avenida Júlio de Castilhos, 2085, CEP 95860-000, com o telefone (51) 3653-9400 e fax (51) 3653-1697. Esta unidade possui registro estadual nº 00001047/99 junto à SEAPA/RS.
Todos os registros e informações de titularidade asseguram a legalidade e procedência do produto, conforme as normas vigentes.
Indicações de Uso - Algodão
O herbicida Dessecan é indicado para o controle de plantas infestantes de folhas estreitas e folhas largas na cultura do algodão.

Plantas infestantes de folhas estreitas
O produto controla as seguintes plantas de folhas estreitas no algodão:
- Capim-carrapicho (Cenchrus echinatus)
- Capim-colchão (Digitaria sanguinalis)
- Capim-marmelada (Brachiaria plantaginea)
- Capim-pé-de-galinha (Eleusine indica)
- Capim-massambará (Sorghum halepense)
- Tiririca (Cyperus rotundus)
- Capim-rabo-de-raposa (Setaria geniculata)
- Capim-brachiária (Brachiaria decumbens)
Plantas infestantes de folhas largas
Para folhas largas, Dessecan é eficaz contra as seguintes plantas infestantes:
- Carrapicho-de-carneiro (Acanthospermun hispidum)
- Caruru-roxo (Amaranthus hybridus)
- Caruru-de-mancha (Amaranthus viridis)
- Picão-preto (Bidens pilosa)
- Picão-branco (Galinsoga parviflora)
- Rubim (Leonurus sibiricus)
- Mastruz (Lepidium virginicum)
- Beldroega (Portulaca oleracea)
- Serralha (Sonchus oleraceus)
- Poaia-branca (Richardia brasiliensis)
- Guanxuma (Sida rhombifolia)
- Trapoeraba (Commelina benghalensis)
- Nabo-bravo (Raphanus raphanistrum)
- Mostarda (Brassica rapa)
- Corda-de-viola (Ipomoea aristolochiaefolia)
Dose e época de aplicação
A dose recomendada para aplicação no algodão varia entre 3,0 a 5,0 litros por hectare. Recomenda-se realizar uma única aplicação após o algodoeiro atingir de 25 a 40 cm de altura até a primeira floração. É importante que o jato do produto não atinja as folhas do algodoeiro para evitar danos à cultura.

Indicações de Uso - Café
O herbicida Dessecan é indicado para o controle de plantas infestantes de folhas estreitas e largas na cultura do café. Para as plantas infestantes de folhas estreitas, como Capim-carrapicho (Cenchrus echinatus), Capim-colchão (Digitaria sanguinalis), Capim-marmelada (Brachiaria plantaginea), Capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), Capim-massambará (Sorghum halepense), Tiririca (Cyperus rotundus), Capim-rabo-de-raposa (Setaria geniculata) e Capim-brachiária (Brachiaria decumbens), a dose recomendada do produto é de 3,0 a 5,0 litros por hectare.
No controle das plantas infestantes de folhas largas, que incluem Carrapicho-de-carneiro (Acanthospermun hispidum), Caruru-roxo (Amaranthus hybridus), Caruru-de-mancha (Amaranthus viridis), Picão-preto (Bidens pilosa), Picão-branco (Galinsoga parviflora), Rubim (Leonurus sibiricus), Mastruz (Lepidium virginicum), Beldroega (Portulaca oleracea), Serralha (Sonchus oleraceus), Poaia-branca (Richardia brasiliensis), Guanxuma (Sida rhombifolia), Trapoeraba (Commelina benghalensis), Nabo-bravo (Raphanus raphanistrum), Mostarda (Brassica rapa) e Corda-de-viola (Ipomoea aristolochiaefolia), também deve ser aplicada dose entre 3,0 e 5,0 litros por hectare.
O produto pode ser aplicado até duas vezes por ciclo, com intervalo mínimo de 120 dias entre as aplicações, que normalmente ocorrem após a arruação e/ou após a esparramação em pós-emergência das plantas infestantes. É essencial que a aplicação seja feita de modo que o jato do produto não atinja as folhas da cultura do café para evitar danos.
Indicações de Uso - Cana-de-Açúcar
O herbicida Dessecan é indicado para o controle de plantas infestantes de folhas estreitas e largas na cultura da cana-de-açúcar.
Plantas infestantes de folhas estreitas
Entre as plantas de folhas estreitas que podem ser controladas pelo produto, estão: capim-carrapicho (Cenchrus echinatus), capim-colchão (Digitaria sanguinalis), capim-marmelada (Brachiaria plantaginea), capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), capim-massambará (Sorghum halepense), tiririca (Cyperus rotundus), capim-rabo-de-raposa (Setaria geniculata) e capim-brachiária (Brachiaria decumbens).
Plantas infestantes de folhas largas
Nas plantas de folhas largas controláveis estão: carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum), caruru-roxo (Amaranthus hybridus), caruru-de-mancha (Amaranthus viridis), picão-preto (Bidens pilosa), picão-branco (Galinsoga parviflora), rubim (Leonurus sibiricus), mastruz (Lepidium virginicum), beldroega (Portulaca oleracea), serralha (Sonchus oleraceus), poaia-branca (Richardia brasiliensis), guanxuma (Sida rhombifolia), trapoeraba (Commelina benghalensis), nabo-bravo (Raphanus raphanistrum), mostarda (Brassica rapa) e corda-de-viola (Ipomoea aristolochiaefolia).

Dose e época de aplicação
A aplicação deve ser realizada em pós-emergência das plantas infestantes com solo úmido, em jato dirigido, visando atingir as ervas o mais completamente possível. A dose recomendada é de 4,0 a 6,0 litros por hectare. Deve-se realizar uma única aplicação de pós-emergência das plantas infestantes.
6.1 Equipamentos recomendados
O produto Dessecan deve ser aplicado em pós-emergência das plantas infestantes, preferencialmente com solo úmido, utilizando equipamentos tratorizados equipados com bicos leque. Para garantir uma boa cobertura da pulverização nas plantas a serem controladas, é essencial que o equipamento esteja em condições adequadas. São indicados bicos do tipo leque, como os modelos 8004 e 11004, operando a uma pressão de 40 lb/pol², com velocidade de aplicação de 5 km/h, espaçamento entre bicos de 0,5 metros e volume de água de 360 litros por hectare. Caso sejam utilizados outros equipamentos, o usuário deve assegurar que a pulverização cubra as plantas infestantes de forma eficiente, sempre seguindo as recomendações técnicas adequadas para a região e cultura alvo.
Modo de Aplicação - Preparo da Calda
O preparo da calda do herbicida Dessecan deve ser realizado com cuidado para garantir a eficiência do produto e a segurança do operador. Primeiramente, deve-se colocar água limpa até aproximadamente 2/3 da capacidade do tanque do pulverizador. Em seguida, adiciona-se a quantidade recomendada de Dessecan, misturando com um pouco de água e mexendo para homogeneizar antes de completar o volume do tanque com água. Durante todo o processo de preparo e aplicação, é fundamental manter o sistema de agitação da calda em funcionamento para assegurar uma mistura homogênea.
Além disso, é obrigatório realizar o processo de tríplice lavagem das embalagens durante o preparo da calda, seguindo as recomendações para descontaminação das embalagens. Isso contribui para a segurança ambiental e evita a contaminação decorrente do resíduo do produto. Seguir rigorosamente essas etapas é essencial para garantir a eficácia do herbicida e a proteção ao aplicador e ao meio ambiente.

Condições Climáticas para Aplicação
Para garantir a eficácia e a segurança na aplicação do herbicida Dessecan, é fundamental observar as condições climáticas ideais durante o uso do produto. A aplicação deve ser feita em temperatura ambiente de até 30ºC, com umidade relativa do ar mínima de 60%. Além disso, a velocidade do vento deve estar entre 3 e 10 km/h para evitar dispersão inadequada da calda.
É importante não realizar a aplicação em ventos fortes ou durante as horas mais quentes do dia, respeitando sempre as condições climáticas recomendadas para a região de cultivo. Recomenda-se também seguir as orientações técnicas indicadas pela pesquisa e assistência técnica locais, preferencialmente sob a supervisão de um Engenheiro Agrônomo.
8. Intervalos de Segurança e Reentrada
8.1 Intervalo de segurança para algodão
O produto Dessecan deve respeitar um intervalo de segurança de 43 dias para a cultura do algodão. Isso significa que é necessário aguardar pelo menos 43 dias entre a última aplicação do herbicida e a colheita do algodão, garantindo assim que o produto tenha o tempo adequado para reduzir seus resíduos e evitar riscos à saúde humana e ao consumidor. Seguir esse intervalo é fundamental para o uso responsável e seguro do herbicida.
8. Intervalos de Segurança e Reentrada
8.2 Intervalo de segurança para café
O herbicida Dessecan apresenta um intervalo de segurança para a cultura do café de 45 dias. Isso significa que deve-se observar um período de, no mínimo, 45 dias entre a última aplicação do produto e a colheita dos frutos para garantir a segurança do consumidor e a eficácia do produto. Durante esse período, é importante seguir as recomendações de uso para garantir a proteção da cultura e a conformidade com as normas de segurança.
Intervalo de segurança para cana-de-açúcar
O produto Dessecan, utilizado na cultura da cana-de-açúcar para controle de plantas infestantes, não possui intervalo de segurança determinado devido à modalidade de emprego adotada nessa cultura. Isso significa que não há um período específico recomendado entre a última aplicação do herbicida e a colheita da cana-de-açúcar. Contudo, é importante seguir rigorosamente as orientações relacionadas às doses recomendadas e às condições de aplicação para garantir a segurança e eficácia do produto.

Intervalo de Segurança e Reentrada
Intervalo de Reentrada
O produto Dessecan exige que não se entre na área onde foi aplicado até que a calda esteja completamente seca, o que corresponde a um período mínimo de 24 horas após a aplicação. Caso seja necessário acessar a área tratada antes do término desse período, é obrigatório o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados para o manuseio e aplicação do produto. Esta medida visa garantir a segurança do trabalhador ao evitar o contato direto com o herbicida ainda ativo no ambiente. Assim, o intervalo de reentrada respeita o tempo necessário para minimizar riscos de intoxicação ou contato nocivo direto com a substância aplicada.
Limitações de Uso
O herbicida Dessecan possui algumas limitações importantes quanto ao seu uso que devem ser rigorosamente observadas para garantir a eficácia do produto e a segurança no manejo. É destinado exclusivamente para uso em culturas agrícolas, não devendo ser aplicado em outras situações. Sua aplicação não deve ser realizada quando a temperatura ambiente estiver inferior a 21ºC, nem em dias nublados que favoreçam a ocorrência de chuvas, pois essas condições podem comprometer a ação do produto.
É essencial evitar a deriva do produto para áreas vizinhas à área de aplicação, protegendo assim outras culturas, ambientes naturais e populações próximas. Para algumas espécies específicas, como Sorghum halepense, Cyperus rothundus, Sida rhombifolia e Richardia brasiliensis, recomenda-se o uso das doses maiores indicadas, respeitando as particularidades da cultura onde o herbicida está registrado.
Seguir as recomendações técnicas específicas para cada caso e as boas práticas de uso garantirão a máxima eficiência do Dessecan, além de preservar a saúde do aplicador, das culturas e do meio ambiente.

Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
O produto Dessecan exige o uso obrigatório de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) durante o manuseio e aplicação. Os EPIs recomendados devem ser utilizados para garantir a segurança do trabalhador e evitar a contaminação.
Deve-se vestir, na ordem correta, os seguintes equipamentos: macacão com tratamento hidrorrepelente de mangas compridas, que deve cobrir as luvas pelos punhos e as pernas das calças pelas botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.
Durante o preparo da calda, é fundamental o uso completo desse equipamento em locais abertos e ventilados. Ao abrir a embalagem, faça com cuidado para evitar respingos e, diante de contato acidental com o produto, siga as orientações de primeiros socorros e procure assistência médica imediatamente.
Durante a aplicação do produto, o operador deve evitar contato direto com a área tratada e impedir o acesso de pessoas não autorizadas, especialmente crianças e animais. É imprescindível usar os EPIs recomendados, respeitar as condições climáticas ideais e aplicar somente as doses recomendadas.
Após a aplicação, antes da retirada dos EPIs, recomenda-se lavar as luvas ainda vestidas para evitar contaminação. O operador deve tomar banho imediatamente após a aplicação e trocar as roupas, lavando as vestimentas e os EPIs separadamente das demais roupas da família, utilizando luvas e avental impermeável no processo de lavagem. Além disso, é importante realizar a manutenção e limpeza dos equipamentos após cada uso, não reutilizar embalagens vazias e utilizar EPIs adequados durante o descarte das embalagens.
A manutenção e conservação dos EPIs devem ser feitas por pessoa treinada, utilizando as recomendações do fabricante, e os equipamentos danificados ou com vida útil vencida não devem ser utilizados.
Essas medidas são essenciais para garantir a proteção do trabalhador contra os riscos associados ao uso do Dessecan, herbicida classificado como corrosivo e perigoso ao meio ambiente.

Precauções de Uso - Durante o preparo da calda
Durante o preparo da calda do herbicida Dessecan, é fundamental adotar rigorosas precauções para garantir a segurança do operador e evitar contaminações. O uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados é obrigatório. Esses equipamentos incluem macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas, que deve ser usado de forma que cubra as luvas nos punhos e as pernas das calças sobre as botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.
O manuseio do produto deve ocorrer em local aberto e ventilado, minimizando o risco de inalação de vapores ou contato direto com o produto. Ao abrir a embalagem, é necessário realizar esse procedimento de modo a evitar respingos que possam causar contaminação. Em caso de contato acidental da pessoa com o produto durante o preparo da calda, deve-se seguir imediatamente as orientações descritas em primeiros socorros e procurar um serviço médico de emergência.
Essas precauções visam reduzir qualquer risco de intoxicação e garantir a saúde do trabalhador durante o preparo do produto para aplicação.

Precauções de Uso - Durante a aplicação
Durante a aplicação do produto herbicida Dessecan, é fundamental tomar diversas precauções para garantir a segurança do aplicador e evitar riscos à saúde e ao meio ambiente. Deve-se evitar o máximo possível o contato direto com a área tratada, aplicando o produto somente nas doses recomendadas e respeitando o intervalo de segurança, que corresponde ao tempo entre a última aplicação e a colheita.
É importante impedir que animais, crianças ou pessoas não autorizadas entrem na área onde o produto estiver sendo aplicado. A aplicação não deve ser realizada na presença de ventos fortes ou durante as horas mais quentes do dia, considerando as melhores condições climáticas para a região.
Antes de aplicar, o aplicador deve verificar a direção do vento e certificar-se de que ele não levará a névoa do produto para pessoas ou áreas não destinadas. Também é obrigatório o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados, que incluem macacão com tratamento hidrorrepelente de mangas compridas, cobrindo corretamente os punhos das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe; e luvas de nitrila.
Essas medidas visam minimizar os riscos de exposição ao herbicida e proteger tanto o aplicador como o meio ambiente durante a aplicação do Dessecan.

Precauções de Uso - Após aplicação
Após a aplicação do produto herbicida Dessecan, é fundamental adotar diversas precauções para garantir a segurança das pessoas, animais e do meio ambiente. A área tratada deve ser sinalizada com os dizeres: “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA.”, mantendo essa sinalização até o final do período de reentrada. Deve-se evitar ao máximo o contato com a área tratada; caso seja necessário entrar antes do término do intervalo de reentrada, é obrigatório o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.
Além disso, deve-se impedir a entrada de animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada nas áreas tratadas logo após a aplicação. O produto deve ser aplicado somente nas doses recomendadas, respeitando o intervalo de segurança, que é o período entre a última aplicação e a colheita da cultura.
Antes de retirar os EPIs, recomenda-se lavar as luvas ainda vestidas para evitar contaminação e manter o restante do produto devidamente fechado em sua embalagem original, guardado em local trancado, longe do alcance de crianças e animais. É importante tomar banho imediatamente após a aplicação, trocar as roupas e lavar as vestimentas e os EPIs separadamente das demais roupas da família, utilizando luvas e avental impermeáveis durante a lavagem.
Após cada aplicação, é necessária a manutenção e limpeza dos equipamentos de aplicação para garantir seu bom funcionamento. Destaca-se que a embalagem vazia não deve ser reutilizada. No descarte das embalagens, recomenda-se o uso de EPIs, como macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha. A retirada dos EPIs deve seguir a ordem: touca árabe, óculos de segurança, avental, botas, macacão, luvas e máscara, e a manutenção e limpeza dos EPIs devem ser realizadas por pessoa treinada e devidamente protegida.

Primeiros Socorros - Em caso de ingestão
Em caso de ingestão do produto Dessecan, não provoque vômito, exceto quando houver indicação médica. Se o vômito ocorrer espontaneamente, deite a pessoa de lado para evitar aspiração do conteúdo gástrico. Não ofereça nada para beber ou comer à pessoa intoxicada. Procure imediatamente um serviço médico de emergência, levando consigo a embalagem do produto, rótulo, bula, folheto informativo e/ou receituário agronômico para auxiliar no atendimento. É importante que o atendente tenha acesso rápido a essas informações para assegurar um tratamento adequado e seguro.
Primeiros Socorros - Em caso de contato com os olhos
Em caso de contato do produto com os olhos, é fundamental lavar imediatamente com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Durante essa lavagem, é importante evitar que a água utilizada em um olho escorra para o outro, prevenindo a contaminação cruzada. Se a pessoa estiver usando lente de contato, ela deve ser removida para permitir uma limpeza adequada. Essa ação rápida ajuda a minimizar a irritação e possíveis danos oculares causados pelo produto.
Primeiros Socorros - Em caso de contato com a pele
Em caso de contato com a pele, é fundamental agir rapidamente para minimizar os efeitos nocivos do produto. Deve-se retirar imediatamente as roupas e acessórios contaminados, tais como cinto, pulseira, óculos, relógio e anéis. Em seguida, lave a pele afetada com muita água corrente e sabão neutro por pelo menos 15 minutos, garantindo que todas as áreas contaminadas, incluindo pregas, cavidades e pelos, sejam cuidadosamente limpas para evitar a permanência do produto na pele. Caso haja qualquer dúvida ou persistência de sintomas, procure atendimento médico de emergência levando a embalagem ou rótulo do produto para facilitar a identificação e o tratamento adequado.
Primeiros Socorros - Em caso de inalação
Se o produto for inalado (“respirado”), a pessoa afetada deve ser levada imediatamente para um local aberto e ventilado, onde possa respirar ar fresco. É fundamental que quem prestar ajuda proteja-se contra contaminação, utilizando equipamentos de proteção adequados, como luvas e avental impermeável, para evitar o contato direto com o agente químico tóxico. Essa medida preventiva é essencial para garantir a segurança tanto da vítima quanto do socorrista durante o atendimento emergencial.

Intoxicações por MSMA - Toxicocinética
A toxicocinética do MSMA (Sodium Hydrogen Methylarsonate) envolve a absorção, distribuição e eliminação do produto no organismo. A absorção pela via respiratória não é considerada preocupante, embora sob condições de exposição ocupacional possa ocorrer um aumento na excreção urinária de arsenicais orgânicos durante a semana de trabalho. O MSMA é absorvido principalmente pelo trato gastrointestinal, enquanto não foram encontrados dados que comprovem a absorção dérmica em humanos.
Após a ingestão de arsenicais orgânicos, os níveis no sangue são inicialmente mais elevados no plasma, aproximadamente 2,5 vezes maiores do que nos eritrócitos, em um período de 2 horas após a ingestão. Posteriormente, esses níveis decrescem até alcançar o mínimo detectável, cerca de 24 horas após a ingestão. A eliminação do MSMA ocorre predominantemente pela urina.
Intoxicações por MSMA - Toxicodinâmica
O mecanismo de toxicidade específico do MSMA em seres humanos não é completamente conhecido. Entretanto, sabe-se que o arsênio presente no produto reage com grupos sulfidrila de enzimas celulares, interferindo na ação das enzimas mitocondriais e comprometendo a respiração tecidual. Essa interação pode resultar em danos celulares significativos, afetando diversos sistemas do organismo.
Intoxicações por MSMA - Sintomas e sinais clínicos
A intoxicação por MSMA pode manifestar-se de forma aguda ou crônica, dependendo da concentração, quantidade e tempo de exposição ao produto.
Intoxicação aguda
Os sintomas e sinais clínicos geralmente aparecem dentro de 1 hora após a ingestão do produto. Um indicativo característico da intoxicação aguda é o hálito e as fezes com odor de alho, além de gosto metálico na boca. Os efeitos adversos gastrointestinais predominam e incluem vômito, dor abdominal e diarreia, decorrentes da ação do metabólito arsenical que provoca dilatação e aumento da permeabilidade capilar dos vasos sanguíneos.
O sistema nervoso central também pode ser afetado, apresentando sintomas como dor de cabeça e confusão, que podem evoluir para fraqueza muscular, espasmos, hipotermia, letargia, delírio, coma e convulsão. O comprometimento renal se manifesta por proteinúria, hematúria, glicosúria e oligúria. Cardiovascularmente, podem ocorrer cianose e arritmia cardíaca devido à toxicidade direta e distúrbios eletrolíticos. Também podem ser observados danos hepáticos pelo aumento das enzimas do fígado e alterações hematológicas como anemia, leucopenia e trombocitopenia. As mortes geralmente ocorrem nos primeiros 3 dias, principalmente por falência circulatória e, em alguns casos, por falência renal.

Intoxicação crônica
A intoxicação crônica decorre da absorção repetida de quantidades tóxicas de arsenicais e apresenta manifestações neurológicas, dérmicas e sinais inespecíficos, sendo esses sintomas mais pronunciados que os gastrointestinais típicos da fase aguda.
Entre os sintomas estão fraqueza muscular, fadiga, anorexia, perda de peso, hiperpigmentação e hiperqueratose da pele. Pode ocorrer edema subcutâneo da face, estomatite, linhas brancas estriadas nas unhas (linha de Mees), além de perda ocasional de unhas e cabelos. Anos após a exposição, podem surgir células escamosas e carcinomas de células basais como achados dermatológicos.
Sintomas neurológicos comuns incluem neuropatia periférica, manifestada por parestesia, dor e ataxia, e, em casos menos frequentes, encefalopatia causando distúrbios na fala e no intelecto.
Outros órgãos também podem ser afetados: o fígado pode apresentar hepatomegalia, icterícia e progressão para cirrose, hipertensão portal e ascite. A toxicidade renal envolve glomerulonefrite e nefrite tubular, levando a oligúria, proteinúria e hematúria. Distúrbios eletrocardiográficos e doenças vasculares periféricas também são relatados, assim como alterações hematológicas incluindo anemia, leucopenia e trombocitopenia.
Intoxicações por MSMA - Diagnóstico
O diagnóstico da intoxicação por MSMA é estabelecido pela confirmação da exposição ao produto e pela ocorrência de quadro clínico compatível. A forma mais comum de confirmar absorção excessiva e acompanhar os níveis séricos, assim como avaliar a exposição crônica, é a dosagem da excreção urinária de arsenicais em 24 horas (medida em μg/dia). Para avaliação da exposição ocupacional, a medida de arsenicais na urina é frequentemente utilizada.
Embora existam métodos disponíveis para determinar a concentração sanguínea de arsenicais, essa concentração pouco se correlaciona com a exposição, exceto na fase inicial aguda. Para avaliação da exposição crônica, o exame do cabelo pode ser utilizado, sendo que em pessoas não expostas, o nível de arsenicais é inferior a 1 mg/kg, enquanto em indivíduos com exposição crônica, o nível varia entre 1 a 5 mg/kg.

Intoxicações por MSMA - Tratamento
O tratamento das intoxicações causadas pelo MSMA é essencialmente sintomático e deve ser realizado em paralelo às medidas de descontaminação, que visam limitar a absorção do produto e seus efeitos locais. É fundamental que a pessoa que presta atendimento ao intoxicado utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas e avental impermeável, para evitar contaminação.
Descontaminação
- Cutânea: Remover roupas e acessórios contaminados, procedendo a descontaminação cuidadosa da pele, incluindo pregas, cavidades e pelos, com água fria corrente e abundante, juntamente com sabão.
- Ocular: Irrigar abundantemente os olhos com soro fisiológico ou água corrente por no mínimo 15 minutos, tomando cuidado para que a água de lavagem não alcance a pele e outras mucosas. Se a pessoa usar lentes de contato, estas devem ser removidas durante a lavagem.
- Ingestão: Avaliar o volume e concentração da solução ingerida, bem como o tempo desde a ingestão. Caso a ingestão tenha sido recente e não haja vômito espontâneo, realizar lavagem gástrica seguida de catarse salina utilizando sulfato de sódio.

Tratamento Médico de Emergência
O manejo clínico consiste em medidas sintomáticas e o uso de produtos quelantes específicos:
- Administração de líquidos intravenosos para manter adequada hidratação, fluxo urinário e equilíbrio eletrolítico correto. Em caso de falência renal aguda, é necessário monitoramento frequente dos eletrólitos sanguíneos.
- Transfusões sanguíneas e aplicação de oxigênio podem ser necessárias conforme o caso.
- Monitoramento cardíaco por eletrocardiograma (ECG), visando identificar arritmias ventriculares e miocardiopatia tóxica.
- Tratamento quelante com dimercaprol (BAL) é indicado para intoxicações sintomáticas por arsenicais. Quando disponível, o d-1,2,3-dimercaptopropanosulfonato de sódio (DMPS) pode ser um antídoto mais eficaz. É importante monitorar a excreção do MSMA pela urina durante o tratamento.
- A dosagem recomendada de BAL é: 5 mg/kg a cada 4 horas por 2 dias; 2,5 a 3 mg/kg a cada 6 horas por 2 dias; e 2,5 a 3 mg/kg a cada 12 horas por 5 dias, administrados por via intramuscular profunda.
- Deve-se estar atento aos efeitos colaterais da BAL, que incluem náuseas, dor de cabeça, dores abdominais, tremores, taquicardia, hipertensão, febre, e em doses elevadas, coma e convulsões. Além disso, BAL pode potencializar outros efeitos adversos e aumentar os níveis de arsênio no cérebro em coelhos.
Hemodiálise
Embora a hemodiálise extracorporal, especialmente combinada com BAL, tenha eficácia limitada na remoção do arsênio do sangue, ela é recomendada para aumentar a eliminação dos arsenicais e manter a composição líquida extracellular quando ocorre falência renal aguda.
Cuidados com a Função Renal
Em pacientes sem alterações renais, a alcalinização da urina com bicarbonato de sódio para manter o pH urinário em torno de 7,5 ajuda a proteger a função renal, tendo em vista que a hemólise pode ocorrer como parte da intoxicação aguda.
Contraindicações
A indução do vômito é contraindicado devido ao risco de aspiração. Caso o vômito ocorra espontaneamente, recomenda-se manter a cabeça abaixo do nível dos quadris ou em posição lateral se o paciente estiver deitado, para evitar aspiração do conteúdo gástrico.

Intoxicações por MSMA - Contraindicações
Na ocorrência de intoxicação por MSMA, a indução do vômito é contraindicada devido ao risco potencial de aspiração. Contudo, caso ocorra vômito espontâneo, é recomendado manter a cabeça do indivíduo abaixo do nível dos quadris ou em posição lateral, se ele estiver deitado, a fim de evitar a aspiração do conteúdo gástrico. Essas orientações são fundamentais para minimizar complicações durante o atendimento inicial da intoxicação.
Informações sobre Notificação de Intoxicações
As intoxicações por agrotóxicos e afins, incluindo o uso do produto Dessecan, estão enquadradas como Doenças e Agravos de Notificação Compulsória. Isso significa que qualquer caso de intoxicação deve ser devidamente registrado e comunicado às autoridades competentes para monitoramento e controle. A notificação deve ser feita ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN/MS) e também ao Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária (Notivisa).
Para facilitar o atendimento, o usuário pode contar com uma linha direta de emergência da empresa, cujo telefone é 0800-200 2345, para encaminhamento e orientação especializada em casos de intoxicação. Além disso, é possível obter informações especializadas e apoio para diagnóstico e tratamento por meio do Disque-Intoxicação: 0800-722-6001, que faz parte da Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (RENACIAT/ANVISA/MS). Esses canais garantem suporte técnico qualificado e coordenado para manejo adequado dos casos de intoxicação relacionados ao Dessecan.
Mecanismo de Ação do Produto
O produto herbicida Dessecan é composto por MSMA (sodium hydrogen methylarsonate), que apresenta mecanismo de ação do tipo contato e é seletivo. Pertence ao Grupo Z, segundo a classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas). O modo de ação do MSMA implica em interferir diretamente nas plantas-alvo através de seu efeito localizado no ponto de contato, proporcionando controle das plantas infestantes presentes nas culturas indicadas para uso do produto.
Esta seletividade e mecanismo particular de ação conferem ao Dessecan a capacidade de atuar eficazmente no controle de plantas de folhas estreitas e largas em pós-emergência, sem causar danos diretos às culturas tratadas, quando utilizado conforme as doses e recomendações indicadas no rótulo e bula do produto.

Dados Toxicológicos em Animais de Laboratório - Efeitos agudos
O produto herbicida DESSECAN, composto por MSMA, apresenta os seguintes dados toxicológicos em relação aos efeitos agudos observados em animais de laboratório:
- A dose letal média (DL50) oral para ratos é superior a 3000 mg/kg de peso corporal, indicando baixa toxicidade aguda por via oral.
- A dose letal média (DL50) dérmica em ratos é superior a 4000 mg/kg de peso corporal, demonstrando baixa toxicidade por contato dérmico.
- A concentração letal média (CL50) inalatória é superior a 26,20 mg/L, sugerindo baixa toxicidade por inalação.
- Em estudos com coelhos, o produto causou irritação ocular leve, que foi reversível em até 24 horas após a aplicação.
- Não foi observada irritação dérmica em coelhos, e o produto não apresenta potencial sensibilizante dérmico nas condições do estudo.
- Além disso, o produto não é mutagênico de acordo com os testes realizados.
Esses dados indicam que o produto possui baixa toxidade aguda para as principais vias de exposição e apresenta baixo potencial de irritação e sensibilização dérmica.
Dados Toxicológicos em Animais de Laboratório - Efeitos Crônicos
Os efeitos crônicos do MSMA em animais de laboratório têm como órgãos-alvo principais o trato gastrointestinal e os rins. Estudos realizados para avaliar a toxicidade no desenvolvimento e a toxicidade reprodutiva não indicaram aumento da susceptibilidade nos grupos testados em relação ao controle. O MSMA foi classificado como sem evidências de carcinogenicidade, com base em estudos conduzidos em ratos e camundongos. Entretanto, é importante observar que os animais parecem ser menos sensíveis aos efeitos carcinogênicos dos arsenicais em comparação aos humanos.

Proteção ao Meio Ambiente - Grau de periculosidade ambiental
O produto herbicida Dessecan é classificado como perigoso ao meio ambiente, enquadrando-se na Classe III de periculosidade ambiental. Este produto é altamente persistente no ambiente, o que exige cuidados especiais para evitar impactos negativos. A destinação incorreta do produto, assim como de suas embalagens vazias, pode resultar em contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
Devido ao seu grau de periculosidade, recomenda-se evitar a aplicação do produto em condições que possam favorecer a deriva, especialmente próximo a corpos d'água, áreas residenciais ou de criação animal. Também é importante não lavar as embalagens ou equipamentos aplicadores em rios, lagos ou fontes, para evitar a contaminação da água.
Essas medidas visam preservar a natureza e minimizar os riscos ambientais decorrentes do uso do Dessecan, garantindo que seu emprego seja responsável e sustentável.
Proteção ao Meio Ambiente
Precauções ambientais no uso
O produto Dessecan é classificado como perigoso ao meio ambiente (Classe III) e é altamente persistente no ambiente, o que exige cuidados especiais durante sua utilização para evitar danos ambientais. Para minimizar riscos, recomenda-se a aplicação correta das doses indicadas pelo fabricante, evitando o uso excessivo. É fundamental não utilizar equipamentos com vazamentos, e não aplicar o produto em condições de ventos fortes ou durante as horas mais quentes do dia, para reduzir a deriva e dispersão indesejada do herbicida.
Além disso, é expressamente proibido lavar embalagens ou equipamentos de aplicação em lagos, fontes, rios e outros corpos d'água, para prevenir contaminação da água. Preservar a natureza é essencial, envolvendo a proteção da fauna, flora e qualidade dos recursos hídricos. A destinação adequada das embalagens vazias e restos do produto é igualmente importante, pois o descarte inadequado pode causar contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando o meio ambiente e a saúde das pessoas.

Proteção ao Meio Ambiente - Cuidados para evitar contaminação
O produto Dessecan é classificado como perigoso ao meio ambiente (Classe III) e é altamente persistente no ambiente. Assim, para evitar contaminação ambiental e preservar a natureza, é fundamental tomar algumas precauções durante o uso deste herbicida. Deve-se evitar o uso de equipamentos com vazamentos, a aplicação na presença de ventos fortes e em horários de temperaturas elevadas. A aplicação deve ser feita somente nas doses recomendadas, respeitando as orientações técnicas.
É imprescindível não lavar as embalagens ou equipamentos aplicadores em lagos, fontes, rios e outros corpos d’água, para prevenir a contaminação das águas. A destinação inadequada das embalagens ou restos do produto pode provocar contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas. Portanto, é essencial seguir corretamente os procedimentos de manejo, armazenamento e descarte, conforme as recomendações ambientais vigentes, garantindo assim a proteção ao meio ambiente.
Armazenamento do Produto
Para garantir a conservação adequada do produto Dessecan e prevenir acidentes, o armazenamento deve obedecer a algumas orientações importantes. O produto deve ser mantido em sua embalagem original, sempre com a tampa bem fechada. O local destinado ao armazenamento deve ser exclusivo para produtos tóxicos, isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais. É recomendável que o local seja ventilado, coberto, com piso impermeável e construído em alvenaria ou material não combustível.
Além disso, é obrigatório colocar uma placa de advertência com os dizeres "CUIDADO VENENO" para alertar sobre o risco. O acesso ao local deve ser restrito e protegido por trancas, especialmente para impedir o contato de crianças e pessoas não autorizadas. É necessário dispor de embalagens adequadas para armazenar embalagens rompidas ou recolher produtos vazados, garantindo a segurança do ambiente. Para armazenamentos em armazéns, deve-se seguir as instruções da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e cumprir a legislação estadual e municipal vigente.

Instruções em Caso de Acidentes
Em caso de acidente envolvendo o produto herbicida Dessecan, é fundamental adotar medidas imediatas para minimizar os danos e garantir a segurança das pessoas e do meio ambiente. Primeiramente, a área contaminada deve ser isolada e devidamente sinalizada para evitar o acesso de pessoas não autorizadas.
É essencial contatar as autoridades locais competentes e entrar em contato com a empresa ADAMA BRASIL S/A, cujo telefone é 0800 400 7070, para orientação especializada sobre os procedimentos a serem adotados.
Durante o manejo do acidente, deve-se utilizar sempre os equipamentos de proteção individual (EPI) indicados, como macacão impermeável, luvas e botas de PVC, óculos protetores e máscara com filtros, para evitar contaminação.
No caso de derramamento do produto sobre piso pavimentado, o recomendado é absorver o líquido com serragem ou areia, recolher o material com auxílio de uma pá e acondicioná-lo em recipiente lacrado e devidamente identificado. O produto derramado desta forma não deve ser mais utilizado e deve-se consultar a empresa registrante para retorno e destinação final adequada.
Se ocorrer contaminação do solo, deve-se remover as camadas afetadas até atingir solo limpo, recolher esse material contaminado e acondicioná-lo de forma segura para posterior destinação. Em acidentes que atingirem corpos d’água, a captação para consumo humano e animal deve ser interrompida imediatamente, devendo-se contatar tanto o órgão ambiental mais próximo quanto a central de emergência da empresa, pois as medidas dependem da proporção do acidente e das características do ambiente afetado.
Em caso de incêndio, é indicado o uso de extintores de pó químico seco (PQS), dióxido de carbono (CO₂) ou neblina de água, aplicando-os a favor do vento para evitar intoxicação das pessoas envolvidas. Sempre mantenha a segurança própria e de terceiros durante as ações de combate e contenção.
Estas orientações visam garantir a correta contenção e minimizar os impactos ambientais e à saúde decorrentes de acidentes com o produto.

Procedimentos para Embalagens - Embalagem rígida lavável
As embalagens rígidas laváveis do produto Dessecan devem ser submetidas ao processo de tríplice lavagem imediatamente após o seu esvaziamento, com o operador usando os mesmos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para o preparo da calda do produto. A tríplice lavagem manual deve seguir os seguintes passos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo a embalagem na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa até 1/4 do volume da embalagem;
- Tampe bem a embalagem e agite por 30 segundos;
- Despeje a água de lavagem no tanque pulverizador;
- Repita este processo três vezes;
- Após a lavagem, inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.
Para pulverizadores dotados de equipamento de lavagem sob pressão, os procedimentos devem ser:
- Encaixar a embalagem vazia no funil do pulverizador;
- Acionar o mecanismo de liberação do jato de água direcionando-o para todas as paredes internas durante 30 segundos;
- Transferir a água de lavagem para o tanque do pulverizador;
- Inutilizar a embalagem perfurando o fundo.
No caso do uso de equipamento independente para lavagem sob pressão, os passos são:
- Após esvaziar o conteúdo, manter a embalagem invertida em posição vertical sobre a boca do tanque de pulverização por 30 segundos;
- Introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão e direcionar o jato para todas as paredes internas da embalagem por 30 segundos;
- Direcionar toda a água de lavagem para o tanque do pulverizador;
- Inutilizar a embalagem perfurando o fundo.
Após os procedimentos de lavagem, a embalagem deve ser armazenada com a tampa em caixa coletiva, se existir, separadamente das embalagens não lavadas. O local de armazenamento deve ser coberto, ventilado, protegido da chuva e de piso impermeável, podendo estar no mesmo local onde são guardadas as embalagens cheias. É obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou local indicado na nota fiscal, no prazo de até um ano após a compra. Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado e esteja dentro do prazo de validade, a devolução da embalagem pode ser feita em até seis meses após o término do prazo de validade. O usuário deve guardar o comprovante de devolução para fins de fiscalização por, no mínimo, um ano após a devolução. O transporte das embalagens vazias deve ser realizado separadamente de alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

Procedimentos para Embalagens - Embalagem rígida não lavável
As embalagens rígidas não laváveis devem receber cuidados específicos quanto ao seu armazenamento, devolução e transporte para garantir a segurança e a preservação ambiental. Após a utilização do produto, a embalagem vazia deve ser armazenada com a tampa, em local coberto e ventilado, protegido da chuva e com piso impermeável, preferencialmente no mesmo local onde são guardadas as embalagens cheias. É importante armazená-las separadamente das embalagens lavadas, em caixa coletiva quando houver.
Para a devolução, é obrigatória a entrega da embalagem vazia, acompanhada da tampa, ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou ao local indicado na nota fiscal, respeitando o prazo máximo de um ano a partir da data da compra. Caso o produto ainda não tenha sido totalmente utilizado nesse período e esteja dentro do prazo de validade, a devolução é permitida em até seis meses após a expiração do prazo de validade. O usuário deve guardar os comprovantes de devolução pelo prazo mínimo de um ano para fins de fiscalização.
No transporte, as embalagens vazias não devem ser transportadas juntamente com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais ou pessoas, para evitar qualquer tipo de contaminação ou risco à saúde pública. Durante o manuseio dessas embalagens, recomenda-se o uso de luvas para maior proteção do usuário.
É fundamental seguir essas orientações para garantir a correta destinação das embalagens, prevenindo contaminantes ambientais e seguindo as exigências legais estabelecidas pelos órgãos competentes.

Procedimentos para Embalagens - Embalagem secundária não contaminada
A embalagem secundária não contaminada deve ser armazenada em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, preferencialmente no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias. Essa embalagem não pode ser lavada.
É obrigatória a devolução da embalagem vazia pelo usuário ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou ao local indicado na nota fiscal emitida pelo estabelecimento comercial.
No transporte, as embalagens vazias não podem ser carregadas juntamente com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais ou pessoas, garantindo a segurança e evitando contaminações.
Procedimentos para Embalagens - Destinação final das embalagens
A destinação final das embalagens vazias do produto Dessecan deve ser realizada exclusivamente pela empresa registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes. É proibido ao usuário reutilizar, reciclar, fracionar ou reembalar estas embalagens vazias. A destinação inadequada das embalagens vazias e dos restos do produto no meio ambiente pode causar contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas. Portanto, é fundamental que as embalagens vazias sejam devolvidas e destinadas conforme as normas vigentes para evitar impactos ambientais negativos.
Procedimentos para Embalagens - Proibição de reutilização, fracionamento e reembalagem
É expressamente proibido ao usuário proceder com a reutilização, fracionamento ou reembalagem do produto. Essa medida visa garantir a segurança no uso e manipulação do produto, prevenindo riscos de contaminação, exposição inadequada e acidentes. A destinação correta das embalagens vazias deve seguir as orientações aprovadas pelos órgãos responsáveis pelo meio ambiente, sendo realizada pela empresa registrante ou por empresas legalmente autorizadas. A reutilização indevida pode resultar em sérios danos ao meio ambiente, contaminando solo, água, ar, fauna e flora, além de representar riscos à saúde das pessoas. Portanto, o descarte e o manejo das embalagens devem ser feitos conforme as normas específicas, assegurando a proteção ambiental e a segurança do usuário.

21. Destinação de Produtos Impróprios ou em Desuso
Caso o produto Dessecan venha a se tornar impróprio para utilização ou esteja em desuso, é fundamental que o usuário consulte a empresa registrante, Adama Brasil S.A., por meio do telefone indicado no rótulo, para instruções sobre a devolução e a destinação final adequada do produto. A desativação do produto deve ser realizada preferencialmente por incineração em fornos apropriados para esse tipo de operação, que possuam câmaras de lavagem de gases efluentes e sejam aprovados por órgãos ambientais competentes. Esse procedimento visa prevenir danos ambientais e riscos à saúde pública decorrentes do descarte inadequado.
Transporte de Agrotóxicos, Componentes e Afins
O transporte de agrotóxicos, seus componentes e produtos afins deve seguir rigorosamente as regras e procedimentos estabelecidos pela legislação específica vigente. É obrigatório que seja acompanhado da ficha de emergência do produto para garantir a segurança em caso de acidentes.
Além disso, é expressamente proibido transportar agrotóxicos junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais ou pessoas, a fim de evitar contaminações e garantir a segurança de todos os envolvidos no processo de transporte.

Restrições Estabelecidas por Órgãos Competentes estaduais, distritais ou municipais
Não há restrições estabelecidas por órgãos competentes do estado, distrito federal ou municipal para o uso do produto Dessecan.
| Marca comercial | Dessecan |
| Titular do registro | Adama Brasil S.A.- Londrina/Pr |
| Número do registro | 478507 |
| CNPJ | 02.290.510/0001-76 |
| Classificação ambiental | III - Produto Perigoso Ao Meio Ambiente |
| Classificação toxicológica | 5 - Categoria 5 – Produto Improvável De Causar Dano Agudo |
| Modo de ação | Sistêmico Pós-Emergente |
| Técnica de aplicação | Terrestre |
| Compatibilidade | |
| Inflamável | Não |
| Corrosivo | Sim |
| Formulação | Sl - Concentrado Solúvel |
| Observação |




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