
O DIURON 500 SC MILENIA é um herbicida altamente eficaz e seletivo, amplamente utilizado no controle de plantas infestantes em culturas como abacaxi, algodão e cana-de-açúcar. Com uma formulação concentrada à base de Diurom, ele atua inibindo a fotossíntese das plantas daninhas, garantindo maior produtividade e proteção das lavouras. Neste guia completo, abordaremos desde a composição e modo de aplicação até os cuidados essenciais para garantir a segurança do operador e do meio ambiente, além de dicas para manejo da resistência e descarte correto das embalagens. Conheça todas as informações fundamentais para um manejo responsável e eficiente deste importante produto agrícola.

Identificação do Produto
O produto comercial denominado DIURON 500 SC MILENIA é um herbicida destinado ao uso agrícola. Trata-se de uma formulação do tipo Suspensão Concentrada (SC), também conhecida como suspensão concentrada, que apresenta uma concentração de 500 gramas por litro (50%) do ingrediente ativo Diuron (Diurom), cuja fórmula química é C9H10Cl2N2O. O produto está classificado como pertencente ao grupo químico das uréias, caracterizando-o como herbicida seletivo.
Quanto à classificação toxicológica, o DIURON 500 SC MILENIA está enquadrado na categoria 5, o que indica ser um produto improvável de causar dano agudo. Do ponto de vista ambiental, o produto está classificado como Classe II, significando que é muito perigoso ao meio ambiente, principalmente devido à sua toxicidade elevada para organismos aquáticos.
O modo de aplicação do produto pode ser terrestre ou aérea, devendo ser observado o uso de equipamentos adequados para minimizar o risco de deriva e garantir a efetividade da aplicação.
A titularidade do registro do DIURON 500 SC MILENIA é da empresa Adama Brasil S.A., sediada em Londrina, Paraná, Brasil, com registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sob o número 0408905 e inscrita sob o CNPJ 02.290.510/0001-76. O local de fabricação do produto técnico inclui tanto a unidade da Adama Brasil S.A. no Brasil como fabricantes internacionais vinculados ao produto técnico que compõe a formulação, como a ADAMA AGAN LTD em Israel e FMC Química do Brasil Ltda.
O produto não é inflamável nem corrosivo, o que facilita o seu manuseio, porém todas as precauções de segurança e recomendações técnicas para aplicação e uso devem ser rigorosamente seguidas para garantir a segurança do operador e a proteção ambiental.

Composição
O produto DIURON 500 SC MILENIA é constituído principalmente pelo princípio ativo denominado diurom, cuja fórmula química é 3-(3,4-dichlorophenyl)-1,1-dimethylurea (DIUROM). A concentração deste ingrediente ativo é de 500,0 g/L, correspondendo a 50,0% m/v na formulação do produto. Além do diurom, o produto contém outros ingredientes que somam 674,0 g/L (67,4% m/v), que compõem o restante da formulação.
Esse conjunto garante a eficácia e a estabilidade do herbicida, cuja formulação é do tipo suspensão concentrada (SC), adequada para aplicações nas culturas indicadas. A composição foi registrada oficialmente junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA, conferindo segurança e regulamentação para o seu uso agrícola.
Grupo Químico e Tipo de Formulação
O produto DIURON 500 SC MILENIA pertence ao grupo químico das Uréias, sendo classificado como um herbicida seletivo. Ele apresenta uma formulação do tipo Suspensão Concentrada (SC), que consiste em uma suspensão homogênea de partículas em um líquido, facilitando sua aplicação e absorção pelas plantas infestantes. Essa classificação química e o tipo de formulação são essenciais para a correta utilização do produto, garantindo sua eficácia no controle de plantas infestantes em diferentes culturas agrícolas.

Registro e Titular do Produto
O produto DIURON 500 SC MILENIA está registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sob o número 0408905. O titular do registro é a empresa ADAMA BRASIL S/A, localizada na Rua Pedro Antônio de Souza, 400 – Parque Rui Barbosa, CEP 86031-610, Londrina/PR. Para contato, a empresa disponibiliza os telefones (43) 3371-9000 e fax (43) 3371-9017. Seu CNPJ é 02.290.510/0001-76, com inscrição estadual 601.07287-44 e registro estadual nº 003263 – ADAPAR/PR.
Além do titular, o produto técnico é fabricado por diferentes fabricantes associados ao registro, incluindo:
DIUREX AGRICUR TÉCNICO, registrado no MAPA sob nº 1768702, produzido pela ADAMA AGAN LTD, situada em Haashlag Street 3, P.O. Box 262, Northern Industrial Zone, Ashdod – Israel.
DIURON TÉCNICO 970 BR, registrado no MAPA sob nº 02194, produzido pela ADAMA BRASIL S/A, unidade em Londrina/PR.
FMC QUÍMICA DO BRASIL LTDA., localizada na Rodovia Presidente Dutra, km 280 A, Pombal - Barra Mansa/RJ, registro estadual LOR nº IN051696 – INEA/RJ.
DIURON TÉCNICO MILENIA, registrado no MAPA sob nº 0058902, também fabricado pela ADAMA AGAN LTD em Israel.
ADAMA BRASIL S/A (Unidade Taquari/RS), localizada na Avenida Júlio de Castilhos, 2085 – Taquari/RS, com registro estadual nº 00001047/99 – SEAPA/RS.
É importante destacar que o titular do registro é também o importador do produto técnico e formulado, conforme observação constante no registro.

Informações Gerais
O produto DIURON 500 SC MILENIA é um herbicida indicado para o uso em culturas agrícolas específicas, como abacaxi, algodão e cana-de-açúcar. Ele pode ser aplicado tanto em pré-emergência quanto em pós-emergência das plantas infestantes e da cultura. O herbicida pode ser aplicado no solo antes e depois da emergência das plantas infestantes, sendo necessária a umidade adequada no solo para ativar o produto e garantir sua eficácia. Quando a aplicação ocorre com solo seco e não há chuva em até 10 dias, a eficiência do produto pode ser reduzida.
Para aplicações em pré-emergência, o solo deve estar bem preparado, livre de torrões e restos vegetais, e com boas condições de umidade. Já nas aplicações em pós-emergência, o produto deve ser pulverizado no estádio inicial de desenvolvimento das plantas infestantes, com o jato direcionado para a base das plantas cultivadas, e requer um período de 6 horas sem chuva após a aplicação para assegurar a absorção adequada do herbicida pelas plantas-alvo.
O modo de aplicação da calda deve seguir as doses recomendadas, e é essencial manter a agitação constante do tanque de pulverização durante o preparo e aplicação. O produto pode ser aplicado via pulverização terrestre ou aérea, devendo ser adotadas técnicas e equipamentos adequados para reduzir a possibilidade de deriva. Em pulverização terrestre, sua aplicação deve ser realizada através de pulverizadores costais (manuais, pressurizados ou motorizados), enquanto na aplicação aérea, devem ser seguidos parâmetros técnicos para garantir a boa cobertura do alvo e a segurança operacional.
As condições climáticas ideais para a aplicação incluem temperatura ambiente até 30°C, umidade relativa do ar mínima de 55%, e velocidade do vento entre 3 e 10 km/h. Não se deve aplicar o produto quando o vento estiver abaixo de 3 km/h, para evitar inversão térmica, nem acima de 10 km/h, para evitar deriva. Também é importante não aplicar o produto quando o vento estiver direcionado para culturas sensíveis próximas.
Além disso, o DIURON 500 SC MILENIA está registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária sob o número 0408905, é classificado como Classe II, produto muito perigoso ao meio ambiente, e necessita do uso obrigatório de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) durante seu manuseio e aplicação, bem como da devolução das embalagens vazias conforme as normas vigentes.
Essas informações gerais garantem que o produto seja utilizado de forma segura, eficaz e em conformidade com as regulamentações, protegendo a cultura, o aplicador e o meio ambiente.

Indicação de Uso
DIURON 500 SC MILENIA é um herbicida indicado para uso nas culturas de abacaxi, algodão e cana-de-açúcar. Seu uso é direcionado para o controle de plantas infestantes nessas culturas, sendo aplicado para garantir um manejo eficiente das plantas daninhas que podem comprometer o desenvolvimento e a produtividade das culturas agrícolas mencionadas.
Culturas, Plantas Infestantes, Doses, Época, Número e Intervalo de Aplicação
O herbicida DIURON 500 SC MILENIA é indicado para uso nas culturas de abacaxi, algodão e cana-de-açúcar. A aplicação do produto deve considerar as plantas infestantes específicas, doses recomendadas, épocas adequadas para aplicação e o intervalo de segurança necessário para cada cultura, promovendo um controle eficiente e seguro.
7.1. Abacaxi
7.1.1. Plantas infestantes
As principais plantas infestantes controladas em abacaxi incluem:
- Carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum)
- Mentrasto (Ageratum conyzoides)
- Caruru-rasteiro (Amaranthus deflexus)
- Caruru-roxo (Amaranthus hybridus)
- Picão-preto (Bidens pilosa)
- Capim-braquiária (Brachiaria decumbens)
- Capim-marmelada (Brachiaria plantaginea)
- Capim-colchão (Digitaria horizontalis)
- Capim-carrapicho (Cenchrus echinatus)
- Capim-pé-de-galinha (Eleusine indica)
- Capim-colchão (Digitaria sanguinalis)
- Capim-amargoso (Digitaria insularis)
- Falsa-serralha (Emilia sonchifolia)
- Trapoeraba (Commelina benghalensis)
- Corda-de-viola (Ipomoea grandifolia)
- Beldroega (Portulaca oleracea)
- Poaia-branca (Richardia brasiliensis)
- Guanxuma (Sida rhombifolia)
7.1.2. Dose e modo de aplicação
A dose recomendada em abacaxi é de 5,0 a 6,0 litros por hectare, aplicada em pré-emergência das plantas infestantes.
7.1.3. Época e intervalo de aplicação
A aplicação deve ser realizada após o plantio, em pré-emergência das plantas infestantes, evitando o contato do produto com as folhas da cultura para prevenir danos. O intervalo de segurança para colheita é de 140 dias.
7.2. Algodão
7.2.1. Plantas infestantes
As plantas infestantes em algodão são os mesmos grupos de espécies citados para o abacaxi, incluindo capim-braquiária, capim-colchão, carrapicho-de-carneiro, entre outros.

7.2.2. Dose e modo de aplicação
- Pré-emergência: dose de 3,0 a 4,0 litros por hectare, aplicada logo após a semeadura, antes da emergência da cultura, em faixa sobre a linha do plantio (30 a 40 cm). A dose e operação devem ser ajustadas conforme o tipo de solo.
- Pós-emergência: dose de 2,0 litros por hectare, aplicada quando a cultura atingir 60 a 70 cm de altura, utilizando jato dirigido para evitar contato com as folhas de algodão a fim de minimizar danos.
7.2.3. Época e intervalo de aplicação
Na pré-emergência, a aplicação deve ser feita logo após a semeadura antes da emergência da cultura. Na pós-emergência, a aplicação ocorre quando o algodão atinge desenvolvimento suficiente para uso de jato dirigido. Após a última aplicação, é recomendado não plantar outras culturas até um ano depois. O intervalo de segurança para algodão é de 120 dias.
7.3. Cana-de-açúcar
7.3.1. Plantas infestantes
As plantas infestantes para cana-de-açúcar são os mesmos grupos das culturas de abacaxi e algodão, incluindo carrapicho-de-carneiro, mentrasto, capins variados e outras espécies mencionadas.
7.3.2. Dose e modo de aplicação
- Pré-emergência: dose de 3,0 a 5,0 litros por hectare, a ser aplicada após o plantio da cultura e antes da emergência das plantas infestantes. Em cana soca, a aplicação deve ocorrer após o corte e tratos culturais como enleiramento da palha e tríplice operação (subsolagem, adubação e cultivo).
- Pós-emergência: dose de 3,0 a 6,0 litros por hectare, realizada em pós-emergência inicial das plantas infestantes e da cultura, momento em que a cana-de-açúcar apresenta maior tolerância ao herbicida.

7.3.3. Época e intervalo de aplicação
A aplicação em pré-emergência deve acontecer após o plantio e antes da emergência das plantas infestantes. A aplicação em pós-emergência deve ocorrer no estágio inicial das plantas infestantes. O intervalo de segurança para a colheita é de 150 dias.
É importante destacar que o DIURON 500 SC MILENIA pode ser aplicado no solo antes e depois da emergência das plantas infestantes, sendo necessária umidade adequada para ativação do herbicida. Em casos de solo seco sem chuva por até 10 dias após aplicação, a eficácia do produto reduz-se. As aplicações em pré-emergência devem ocorrer em solo bem preparado, livre de torrões e restos vegetais, e as em pós-emergência devem ser realizadas no estágio inicial de desenvolvimento das plantas infestantes, preferencialmente com jato dirigido para a base das plantas e requerer período mínimo de 6 horas sem chuva para absorção adequada.
8. Modo de Aplicação
A aplicação do herbicida DIURON 500 SC MILENIA pode ser realizada por meio de pulverização terrestre ou aérea, oferecendo flexibilidade para diversos tipos de cultivo e condições de campo.
8.1. Aplicação terrestre
Para a pulverização terrestre, recomenda-se o uso de pulverizadores costais, que podem ser manuais, pressurizados ou motorizados. O equipamento deve estar corretamente regulado para garantir eficiência na aplicação e redução da deriva. As condições técnicas para a aplicação terrestre são:
- Pressão de trabalho entre 30 a 70 lbf/pol²;
- Uso de pontas de pulverização que gerem gotas grossas (G) a extremamente grossas (XC), com diâmetro acima de 350 micra, para minimizar a deriva;
- Altura da barra de pulverização e espaçamento entre os bicos de até 50 cm, assegurando boa sobreposição dos jatos e cobertura uniforme do alvo;
- Volume de calda recomendado entre 200 a 400 litros por hectare.

8.2. Aplicação aérea
Para a aplicação aérea, é necessário seguir as condições operacionais e técnicas específicas para garantir a eficiência e segurança do produto. As principais recomendações incluem:
- Altura de voo entre 3 a 4 metros em relação ao topo das plantas ou ao alvo desejado;
- Volume mínimo de calda de 50 litros por hectare para garantir cobertura adequada;
- Ajuste do equipamento visando distribuir a calda uniformemente, evitando falhas ou sobreposições entre as faixas de aplicação;
- Respeito a uma faixa de segurança para proteger culturas sensíveis próximas à área tratada.
Recomenda-se sempre que a aplicação aérea seja realizada por empresas certificadas pela Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS) para garantir a qualidade e segurança do serviço.
8.3. Parâmetros operacionais
É fundamental que os sistemas de pulverização utilizados estejam em perfeitas condições, sem desgaste ou vazamentos, para assegurar uniformidade na aplicação. Pontas de pulverização danificadas podem afetar a distribuição do produto e aumentar o risco de deriva. Deve-se evitar a formação de vórtices nas pontas das asas por meio de adequação da barra de pulverização e disposição dos bicos.
8.4. Preparo da calda
Para o preparo da calda, deve-se inicialmente encher o tanque de pulverização até cerca de 2/3 de sua capacidade com água limpa. Em seguida, adicionar a dose recomendada do DIURON 500 SC MILENIA e completar o volume com água, mantendo a agitação constante durante todo o processo para garantir uma mistura homogênea. A aplicação deve ser feita imediatamente após o preparo, mantendo a agitação durante a pulverização. Também é importante realizar a tríplice lavagem das embalagens durante o preparo da calda para segurança ambiental e pessoal.
Em todas as formas de aplicação, é essencial utilizar equipamentos calibrados e adequados às condições do terreno, seguindo as recomendações do fabricante dos equipamentos e dos profissionais responsáveis pela aplicação, como engenheiros agrônomos. Tais medidas asseguram a eficácia do herbicida e a minimização dos impactos ambientais.

9. Condições Climáticas para Aplicação
Para a aplicação do produto herbicida DIURON 500 SC MILENIA, é fundamental observar as condições climáticas ideais para garantir a eficácia do tratamento e reduzir riscos de deriva e danos a cultivos vizinhos. As recomendações são as seguintes:
- A temperatura ambiente deve ser de até 30ºC para a aplicação.
- A umidade relativa do ar mínima deve ser de 55%.
- A velocidade do vento recomendada para a aplicação está entre 3 e 10 km/h.
É importante ressaltar que não se deve aplicar o produto quando a velocidade do vento for inferior a 3 km/h, pois nessa condição pode ocorrer inversão térmica, especialmente nas primeiras horas do dia, o que aumenta o risco de deriva. Também não se deve aplicar quando o vento estiver acima de 10 km/h, devido ao maior potencial de deriva pelo movimento do ar.
Além disso, é indispensável evitar a aplicação com vento soprando na direção de culturas sensíveis, para impedir contaminações indesejadas.
Outros fatores relevantes para o potencial de deriva incluem o tamanho das gotas, características do equipamento de aplicação, relevo, altura da barra de pulverização no caso da aplicação terrestre, altura de voo na aplicação aérea, a cultura alvo e principalmente as condições climáticas.
Assim, o responsável pela aplicação deve considerar todos esses aspectos para decidir o momento mais adequado para aplicar o DIURON 500 SC MILENIA, evitando pulverizações fora das condições operacionais e meteorológicas adequadas, que podem resultar em deriva e atingir culturas vizinhas sensíveis, comprometendo a segurança e eficácia do tratamento.
Intervalos de Segurança
O herbicida DIURON 500 SC MILENIA deve ser utilizado respeitando os intervalos de segurança estabelecidos para cada cultura tratada, a fim de garantir a segurança na colheita e evitar resíduos indesejados no produto final.
Intervalo de segurança para abacaxi
Para a cultura do abacaxi, o intervalo de segurança recomendado é de 140 dias, ou seja, o período mínimo entre a última aplicação do produto e a colheita deve ser de 140 dias.

Intervalo de segurança para algodão
No cultivo do algodão, o intervalo de segurança indicado é de 120 dias, devendo-se aguardar esse prazo após a última aplicação antes da colheita.
Intervalo de segurança para cana-de-açúcar
Para a cana-de-açúcar, o intervalo de segurança estabelecido é de 150 dias entre a última aplicação do herbicida e a colheita.
Intervalo de reentrada de pessoas nas culturas e áreas tratadas
É fundamental que pessoas só entrem nas áreas tratadas pelo herbicida após a secagem completa da calda, o que ocorre no mínimo 24 horas após a aplicação. Caso seja necessário acessar a área antes desse período, o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para aplicação deve ser obrigatório, garantindo a proteção contra possíveis riscos.

Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
Para o manuseio, preparo da calda, aplicação e descarte do produto DIURON 500 SC MILENIA, é imprescindível o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI), conforme recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela saúde humana, a ANVISA/MS.
Os EPIs recomendados incluem: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas, botas de borracha, avental impermeável, máscara com filtro mecânico classe P2, óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas de nitrila. Esses equipamentos devem ser utilizados integralmente, especialmente durante a preparação da calda, que deve ser feita em local aberto e ventilado para garantir a segurança do operador.
Durante a aplicação do produto, é fundamental evitar contato direto com a área tratada, utilizar sempre os EPIs completos e seguir rigorosamente as doses indicadas na bula, respeitando os intervalos de segurança estabelecidos. Também é importante evitar a entrada de pessoas não autorizadas, crianças e animais na área enquanto o produto estiver sendo aplicado.
Após a aplicação, a área tratada deve ser devidamente sinalizada com avisos como "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA", que devem permanecer até o final do intervalo de reentrada.
Para o descarte das embalagens vazias, recomenda-se o uso de macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha. A retirada dos EPIs deve ser feita na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara. A manutenção e limpeza dos EPIs devem ser realizadas por pessoa treinada e devidamente protegida.
O uso adequado dos EPIs é uma medida fundamental para proteger a saúde do trabalhador, prevenindo intoxicações e acidentes relacionados à manipulação do herbicida DIURON 500 SC MILENIA.

Precauções no Manuseio, Preparo da Calda, Aplicação e Pós-aplicação
O manuseio do produto DIURON 500 SC MILENIA deve ser realizado exclusivamente por trabalhador capacitado, observando rigorosamente as medidas de segurança para proteção da saúde. Durante o manuseio, é fundamental não comer, beber ou fumar e evitar o transporte do produto junto a alimentos, medicamentos, rações, animais ou pessoas. O produto deve ser mantido adequadamente fechado, em sua embalagem original, em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
O uso obrigatório dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) é recomendado, sendo estes devem ser vestidas na seguinte sequência: macacão com tratamento hidrorepelente, botas de borracha, avental impermeável, máscara com filtro mecânico classe P2, óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas de nitrila. É importante seguir as recomendações do fabricante dos EPIs quanto à forma de limpeza, conservação e descarte, evitando o uso de EPIs danificados, úmidos, vencidos ou com vida útil fora da especificação.
Durante o preparo da calda, deve-se utilizar os EPIs completos e manusear o produto em local aberto e ventilado. A abertura da embalagem precisa ser feita com cuidado para evitar respingos. Caso ocorra contato acidental, deve-se seguir imediatamente as orientações de primeiros socorros.
Na aplicação, deve-se evitar ao máximo o contato direto com a área tratada, respeitar as doses recomendadas e o intervalo de segurança entre a última aplicação e a colheita. Animais, crianças ou pessoas não autorizadas não devem entrar nas áreas tratadas. A aplicação não deve ser realizada na presença de ventos fortes nem nas horas mais quentes do dia, e a direção do vento deve ser observada para evitar exposição de terceiros à névoa do produto. Durante a aplicação, o uso correto e completo dos EPIs é obrigatório conforme indicado.
Após a aplicação do DIURON 500 SC MILENIA, a área tratada deve ser sinalizada com avisos contendo “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA” e estas sinalizações devem ser mantidas até o término do período de reentrada determinado. Deve-se evitar ao máximo o contato com a área tratada; caso seja necessário entrar antes do intervalo de reentrada, o uso dos EPIs recomendados deve ser rigorosamente obedecido. Também é indicado lavar as luvas antes de retirá-las e tomar banho imediatamente após a aplicação, além de trocar e lavar as roupas de trabalho separadamente das demais roupas da família, utilizando luvas e avental impermeável para essa lavagem.
Por fim, deve-se garantir a manutenção e limpeza dos equipamentos de aplicação após cada uso e jamais reutilizar a embalagem vazia do produto. Ao descartar embalagens vazias, recomenda-se o uso dos EPIs: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha, seguindo as instruções de retirada e manutenção do EPI para evitar contaminação.

Primeiros Socorros
Em caso de exposição ao produto DIURON 500 SC MILENIA, é fundamental agir rapidamente e com segurança, seguindo orientações precisas para minimizar riscos à saúde. O atendimento de primeiros socorros deve ser procurado imediatamente em um serviço médico de emergência, levando sempre a embalagem, o rótulo, a bula, o folheto informativo e/ou a receita agronômica do produto.
Ingestão: Não provoque vômito, exceto quando houver indicação médica específica. Caso o vômito ocorra espontaneamente, deite a pessoa de lado para evitar aspiração. Não forneça nada para beber ou comer até que uma avaliação médica seja realizada.
Contato com os olhos: Lave os olhos com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos, tomando cuidado para que a água da lavagem não passe para o outro olho. Caso a pessoa utilize lentes de contato, deve-se retirá-las antes da lavagem.
Contato com a pele: Remova imediatamente as roupas e acessórios contaminados, como cintos, pulseiras, óculos, relógios e anéis. Lave a pele com bastante água corrente e sabão neutro por no mínimo 15 minutos para retirar resíduos do produto.
Inalação: Se o produto for inalado, leve a pessoa para um local aberto e ventilado para respirar ar fresco. A pessoa que ajudar deve utilizar luvas e avental impermeáveis para proteger-se da contaminação durante o atendimento.
Estas medidas preliminares são essenciais para a proteção de quem foi exposto e para minimizar os efeitos tóxicos do produto. A rápida procura por assistência médica especializada é indispensável para o adequado tratamento.
Informações Toxicológicas
Grupos químicos e classificação toxicológica
O herbicida DIURON 500 SC MILENIA pertence ao grupo químico das Uréias Substituídas. Classifica-se toxicologicamente na Categoria 5, ou seja, como um produto improvável de causar dano agudo.
Toxicocinética
O composto ativo principal, o Diurom, é absorvido pelo organismo através das vias gastrointestinal e respiratória. Embora não se saiba com certeza se ocorre absorção pela pele, o produto é rapidamente excretado pelos rins, tanto na forma original quanto na forma de metabólitos após breve armazenamento nos tecidos corporais. Esses metabólitos apresentam configuração semelhante à da uréia e resultam de processos de hidroxilação e dealquilação.

Toxicodinâmica
Não são conhecidos os mecanismos específicos pelo qual o Diurom atua tóxicamente em humanos ou em outras espécies de mamíferos.
Sintomas e sinais clínicos de intoxicação
A exposição aguda ao Diurom pode causar metemoglobinemia quando ingerida em grandes quantidades. Outros sintomas incluem irritação ocular, irritação das mucosas respiratórias, depressão do sistema nervoso central e hipoxemia. Sintomas gastrointestinais típicos são náuseas, vômitos e diarreia, enquanto que a irritação do trato urinário também pode ocorrer. Em estudos com animais, foi observada sulfohemoglobina no sangue, e a exposição intensa pode provocar cianose que não responde à terapia de oxigênio. Pode ocorrer ainda irritação da pele em contato prolongado.
Diagnóstico
O diagnóstico da intoxicação aguda é estabelecido pela confirmação da exposição ao produto associado a quadro clínico compatível com os sintomas descritos.
Tratamento
O tratamento geral envolve a estabilização do paciente com monitoramento de sinais vitais, avaliação do estado mental, manutenção das vias aéreas, adequada oxigenação e remoção da fonte de exposição por descontaminação. Nos casos de ingestão em dose elevada (acima de 40 mg/kg), recomenda-se a realização de lavagem gástrica com cuidados específicos para proteger as vias aéreas e evitar aspiração. O carvão ativado pode ser administrado para diminuir a absorção sistêmica do tóxico, desde que não haja contraindicações específicas. Para exposição ocular, deve-se lavar com água ou solução salina por no mínimo 20 a 30 minutos e realizar avaliação oftalmológica urgente. Exposição dérmica requer lavagem abundante da pele contaminada. Em caso de inalação, o paciente deve ser levado para local ventilado e receber oxigênio e tratamento sintomático. Não existe antídoto específico conhecido para o Diurom.
Além disso, os socorristas devem usar equipamentos de proteção individual para evitar contaminação, e a indução do vômito é contraindicada devido ao risco de aspiração. Protocolos de suporte vital e monitoramento clínico intensivo são essenciais em casos severos.

Efeitos Agudos e Crônicos para Animais de Laboratório
O produto herbicida DIURON 500 SC MILENIA apresenta um perfil toxicológico estudado em animais de laboratório, evidenciando seus efeitos agudos e crônicos.
Nos testes agudos, a dose letal mediana (DL50) oral em ratos foi superior a 2000 mg/kg de peso corporal, indicando baixa toxicidade sistêmica por essa via. A DL50 dérmica também demonstrou-se elevada, acima de 12000 mg/kg em ratos, e a concentração letal mediana (CL50) por inalação foi maior que 0,357 mg/L em um período de 4 horas, confirmando segurança relativa para essas vias de exposição. O produto causou eritema fraco, pouco perceptível, em testes de irritação cutânea em coelhos, sendo considerado não irritante para a pele. Para irritação ocular, observou-se efeito moderado na conjuntiva, com hiperemia e quemose, que foram reversíveis em até 72 horas, classificando o produto como não irritante para os olhos. Além disso, não é sensibilizante para a pele em testes com cobaias, e não apresenta mutagenicidade.
Em relação aos efeitos crônicos, estudos indicaram que a exposição prolongada em ratos ocasionou anemia leve, aumento do tamanho do baço (esplenomegalia) e elevação da atividade eritrogênica na medula óssea. Em cães, foi identificada perda de peso, eritropenia, atividade eritrogênica aumentada na medula óssea, incremento do peso relativo do fígado e deposição de pigmentos nas células hepáticas.
Esses dados são fundamentais para avaliação dos riscos do produto para a saúde animal, contribuindo para a adoção de práticas de manejo e uso responsáveis na agricultura.
16. Mecanismo de Ação
O herbicida DIURON 500 SC MILENIA atua por meio da inibição da fotossíntese no fotossistema II, o que caracteriza seu mecanismo de ação. Este modo de ação é classificado pelo Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas (HRAC) como pertencente ao Grupo C2. A substância ativa do produto é o Diurom, um composto químico que interfere diretamente nesse processo fotossintético essencial para o desenvolvimento das plantas infestantes. Para mais detalhes sobre a absorção e excreção do produto em organismos, recomenda-se consultar os itens referentes à toxicocinética e toxicodinâmica.

Manejo da Resistência a Herbicidas
O uso sucessivo de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação para o controle das plantas infestantes pode levar ao aumento de populações resistentes, resultando na perda da eficiência do produto e, consequentemente, prejuízos na lavoura. Para evitar o desenvolvimento de resistência e garantir a eficácia no controle das plantas daninhas, são recomendadas algumas práticas importantes.
Primeiramente, deve-se realizar a rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo C2 (ao qual o produto pertence), quando apropriado para o controle do mesmo alvo. Além disso, é fundamental adotar outras práticas de manejo, seguindo as boas práticas agrícolas, para contribuir no controle das plantas infestantes.
É imprescindível seguir rigorosamente as recomendações de dose e modo de aplicação indicadas na bula do produto para assegurar o uso correto. Por fim, recomenda-se consultar sempre um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais de manejo de resistência e para obter orientação técnica sobre a aplicação dos herbicidas.
Os casos de resistência devem ser relatados e consultados junto a entidades especializadas, como a Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD), a Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR) e ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), para o monitoramento e desenvolvimento de medidas eficazes no combate à resistência.

Cuidados Relacionados à Proteção do Meio Ambiente
O produto DIURON 500 SC MILENIA é classificado como Classe II, ou seja, muito perigoso ao meio ambiente, sendo altamente tóxico para organismos aquáticos. Por isso, é fundamental adotar diversas precauções para evitar a contaminação do solo, da água e proteger a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
Recomenda-se evitar o uso do produto em condições que possam resultar em deriva ou contaminação ambiental, tais como aplicação em ventos fortes ou durante as horas mais quentes do dia. Deve-se aplicar apenas as doses recomendadas na bula para garantir a eficácia do produto sem prejudicar o meio ambiente.
A lavagem das embalagens e dos equipamentos aplicadores não deve ser realizada em lagos, rios, fontes ou quaisquer corpos d’água para evitar a contaminação destes ambientes. Além disso, deve-se evitar o uso de equipamentos com vazamentos que possam provocar dispersão indevida do herbicida.
É imprescindível que o produto seja aplicado com responsabilidade ambiental, respeitando as boas práticas agrícolas, e qualquer resíduo ou embalagem vazia seja destinado de forma adequada, evitando impacto ambiental negativo.
Deve-se observar ainda que a aplicação aérea de agrotóxicos, incluindo o DIURON 500 SC MILENIA, é proibida em áreas situadas a menos de 500 metros de povoações, mananciais de captação de água para abastecimento público e a menos de 250 metros de mananciais de água, residências isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos, conforme regulamentações vigentes. O cumprimento dessas restrições é fundamental para proteger o meio ambiente e as comunidades locais.
Assim, o uso correto, a manipulação responsável e o cumprimento das normas ambientais garantem a proteção do meio ambiente ao utilizar o herbicida DIURON 500 SC MILENIA.

Armazenamento do Produto
Para garantir a conservação e prevenir acidentes, o produto deve ser mantido em sua embalagem original, sempre devidamente fechada. O local destinado deve ser exclusivo para produtos tóxicos, estando isolado de alimentos, bebidas, rações ou quaisquer outros materiais que possam gerar contaminação cruzada.
A construção do local de armazenamento deve ser de alvenaria ou outro material não combustível, proporcionando segurança estrutural. Além disso, o ambiente precisa ser ventilado, coberto e possuir piso impermeável, garantindo um manejo adequado em caso de eventual vazamento.
É obrigatória a colocação de uma placa de advertência com os dizeres "CUIDADO VENENO" para alertar sobre o risco. O local deve permanecer trancado, restringindo o acesso de pessoas não autorizadas, especialmente crianças.
Para situações emergenciais, recomenda-se que haja sempre à disposição embalagens adequadas para envolver produtos com embalagens rompidas ou para recolhimento de produtos vazados, prevenindo contaminação ambiental e riscos de intoxicação.
No caso de armazenamento em armazéns, devem ser observadas as instruções da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, bem como as disposições vigentes da legislação estadual e municipal.

Instruções em Caso de Acidentes
Em caso de acidentes envolvendo o produto DIURON 500 SC MILENIA, é fundamental seguir as instruções para garantir a segurança e minimizar os riscos. Primeiramente, deve-se isolar e sinalizar a área contaminada para evitar a exposição de outras pessoas e animais. É importante contatar as autoridades locais competentes, bem como a empresa ADAMA BRASIL S/A por meio do telefone de emergência 0800 400 7070.
Durante o manejo do acidente, deve-se utilizar os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados, como macacão impermeável, luvas, botas de borracha, óculos protetor e máscara com filtros para garantir segurança contra contaminação. Caso ocorra derramamento do produto, é preciso estancar o escoamento para impedir que o herbicida entre em bueiros, drenos ou corpos d’água. No caso de superfícies pavimentadas, o material deve ser recolhido com auxílio de pá e colocado em recipiente lacrado e devidamente identificado, observando que o produto recolhido não deve ser mais utilizado. Se o derramamento ocorrer no solo, deve-se remover as camadas contaminadas até alcançar solo não contaminado e armazenar o material em recipiente adequado. Para derrames em corpos d’água, é imprescindível interromper imediatamente a captação para consumo humano ou animal, contatar o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa para avaliações específicas do acidente.
Em situações de incêndio, recomendam-se o uso de extintores com água em forma de neblina, dióxido de carbono (CO₂) ou pó químico, sempre soprando a fumaça na direção contrária ao vento para evitar intoxicação por inalação dos gases. Essas medidas visam proporcionar segurança e controle eficiente do incidente, prevenindo maiores danos à saúde humana e ao meio ambiente.
Procedimentos para Lavagem, Armazenamento, Devolução, Transporte e Destinação de Embalagens Vazias
Para garantir a segurança ambiental e o manejo correto das embalagens vazias do produto herbicida DIURON 500 SC MILENIA, seguem-se procedimentos específicos conforme o tipo de embalagem.

21.1. Embalagem rígida lavável
21.1.1. Tríplice lavagem
A embalagem rígida lavável deve ser submetida ao processo de tríplice lavagem imediatamente após o esvaziamento, com os seguintes passos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a em posição vertical por 30 segundos.
- Adicione água limpa à embalagem até atingir ¼ do seu volume.
- Tampe bem a embalagem e agite por 30 segundos.
- Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador.
- Repita este procedimento três vezes.
- Por fim, inutilize a embalagem perfurando o fundo.
Outro método recomendado é a lavagem sob pressão, que pode ser feita diretamente no pulverizador ou em equipamento independente:
- Encaixe a embalagem vazia no funil do pulverizador equipado para lavagem sob pressão.
- Acione o mecanismo para liberar jato de água direcionado para todas as paredes internas da embalagem por 30 segundos.
- Transfira a água de lavagem para o tanque do pulverizador.
- Inutilize a embalagem perfurando o fundo.
21.1.2. Armazenamento e devolução
Após a lavagem, a embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva quando disponível, separada das embalagens não lavadas. O local de armazenamento deve ser coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, podendo ser o mesmo local onde são guardadas as embalagens cheias.
21.1.3. Transporte
As embalagens vazias, mesmo lavadas, não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais ou pessoas, assegurando a segurança e evitando contaminação cruzada.
21.2. Embalagem rígida não lavável
21.2.1. Armazenamento e devolução
Estas embalagens não devem ser lavadas. Devem ser armazenadas vazias, com a tampa, em local coberto, ventilado e ao abrigo de chuva, preferencialmente no mesmo local onde são guardadas as embalagens cheias. É necessário usar luvas ao manusear essas embalagens. A devolução deve ocorrer obrigatoriamente no estabelecimento onde o produto foi adquirido ou no local indicado na nota fiscal, dentro do prazo de até um ano da compra.

21.2.2. Transporte
O transporte das embalagens rígidas não laváveis deve seguir as mesmas precauções, ou seja, não podem ser transportadas junto com alimentos, medicamentos, rações, animais ou pessoas.
21.3. Embalagem flexível
21.3.1. Armazenamento e devolução
Assim como as rígidas não laváveis, as embalagens flexíveis não podem ser lavadas. Devem ser armazenadas em local coberto, ventilado e protegido da chuva. O manuseio requer o uso de luvas. A devolução deve acontecer no local da compra ou indicado na nota fiscal, respeitando o prazo mínimo de um ano após a compra.
21.3.2. Transporte
Para transporte, as embalagens flexíveis devem ser acondicionadas em sacos plásticos transparentes padronizados (modelo ABNT), identificados e lacrados, adquiridos nos canais de distribuição. Não devem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais ou pessoas.
21.4. Embalagem secundária (não contaminada)
21.4.1. Armazenamento e devolução
As embalagens secundárias não contaminadas não devem ser lavadas e precisam ser armazenadas em local coberto, ventilado e protegido da chuva. A devolução é obrigatória no estabelecimento de compra ou local indicado na nota fiscal.
21.4.2. Transporte
No transporte, as mesmas restrições aplicam-se: não transportar junto com alimentos, medicamentos, rações, animais ou pessoas.
21.5. Destinação final das embalagens vazias
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, deve ser realizada exclusivamente pela empresa registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes. É proibida a reutilização, reciclagem, fracionamento ou reembalagem dessas embalagens pelo usuário.
A destinação inadequada de embalagens vazias e restos de produtos pode causar contaminação do solo, água e ar, comprometendo a fauna, flora e a saúde humana. Portanto, o manejo adequado das embalagens vazias é essencial para a preservação ambiental e segurança pública.
Destinação e Manejo de Produtos Impróprios para Utilização ou em Desuso
Caso o produto DIURON 500 SC MILENIA venha a se tornar impróprio para utilização ou esteja em desuso, recomenda-se que o usuário consulte o registrante do produto por meio do telefone indicado no rótulo para obter informações específicas sobre a devolução e a destinação final adequada. A desativação do produto deve ser realizada preferencialmente através da incineração em fornos próprios para este tipo de operação, que possuam câmaras de lavagem de gases efluentes e estejam aprovados pelos órgãos ambientais competentes. Este procedimento de manejo é fundamental para evitar impactos ambientais e garantir a segurança na eliminação de produtos agrotóxicos.

Transporte de Agrotóxicos, Componentes e Afins
O transporte de agrotóxicos, componentes e produtos afins deve obedecer às regras e procedimentos estabelecidos na legislação específica vigente. É obrigatório o acompanhamento da ficha de emergência do produto durante o transporte, o que garante maior segurança em casos de acidentes ou vazamentos.
É importante destacar que agrotóxicos não podem ser transportados juntamente com pessoas, animais, alimentos, medicamentos, rações ou outros materiais, evitando assim riscos à saúde e contaminação cruzada durante o transporte. O cumprimento dessas normas é fundamental para a segurança do operador, da população e do meio ambiente.
Restrições Estabelecidas por Órgão Competente (Estaduais, Distrital ou Municipais)
No estado do Ceará, está vetada a pulverização aérea de agrotóxicos, conforme determina a Lei nº 16.820, de 08 de janeiro de 2019. Essa restrição tem como objetivo proteger a população e o meio ambiente local dos possíveis impactos decorrentes da aplicação aérea desses produtos. Portanto, para o uso do herbicida DIURON 500 SC MILENIA, a aplicação aérea está proibida nesse estado, respeitando a legislação vigente. É fundamental que os usuários estejam atentos às normas estaduais, distritais ou municipais específicas para garantir o uso responsável e conforme as exigências legais do local de aplicação.

Recomendações para Manejo da Resistência a Herbicidas
O uso sucessivo de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação para o controle das mesmas plantas infestantes pode contribuir para o aumento da população de plantas resistentes a esse mecanismo, levando à perda de eficácia do produto e a prejuízos na lavoura. Para prevenir e manejar a resistência a herbicidas, são recomendadas as seguintes práticas:
Rotação de herbicidas com mecanismos de ação diferentes do Grupo C2 para o controle do mesmo alvo, sempre que apropriado, para reduzir a pressão seletiva sobre as plantas infestantes.
Adoção de boas práticas agrícolas, incorporando outras técnicas de controle de plantas infestantes para diversificar os métodos de manejo.
Utilização das doses e modos de aplicação recomendados na bula do produto, garantindo a aplicação correta e eficaz do herbicida.
Consulta a engenheiros agrônomos para orientações técnicas específicas e direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo da resistência.
Comunicação e consulta de informações sobre possíveis casos de resistência em plantas infestantes junto a entidades especializadas como a Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD), a Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR), e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
O herbicida DIURON 500 SC MILENIA atua por inibição da fotossíntese no fotossistema II, mecanismo classificado no Grupo C2 segundo a classificação internacional do Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas (HRAC). Assim, a adoção das recomendações acima é essencial para preservar a eficácia do produto e garantir um manejo sustentável das plantas infestantes.

Classificação do Potencial de Periculosidade Ambiental
O produto Diuron 500 SC Milenia é classificado como Classe II, ou seja, é considerado "Muito Perigoso Ao Meio Ambiente". Essa classificação indica que o produto tem alta toxicidade para organismos aquáticos, exigindo cuidados especiais para evitar a contaminação ambiental.
Dentre as precauções de uso e advertências para a proteção do meio ambiente, destacam-se:
- Evitar a contaminação do solo e dos corpos d’água.
- Não utilizar equipamentos com vazamentos que possam causar derramamentos.
- Não realizar aplicações na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes do dia para diminuir o potencial de deriva e dispersão do produto.
- Utilizar somente as doses recomendadas pelo fabricante para evitar excesso do produto no ambiente.
- Não lavar as embalagens ou os equipamentos de aplicação enquadrados no produto em lagos, rios, fontes ou demais corpos de água, impedindo a contaminação direta desses ambientes.
- A destinação inadequada das embalagens e restos de produtos pode causar contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
Além disso, é fundamental respeitar as restrições de distância mínima para aplicações aéreas em relação a povoações, mananciais de água para abastecimento público, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação sensível, de modo a proteger esses ambientes de possíveis impactos.
Em resumo, o manejo correto e o cumprimento das orientações ambientais são essenciais para reduzir os riscos deste herbicida ao meio ambiente, preservando os ecossistemas e garantindo a segurança de todas as formas de vida.
| Marca comercial | Diuron 500 Sc Milenia |
| Titular do registro | Adama Brasil S.A.- Londrina/Pr |
| Número do registro | 408905 |
| CNPJ | 02.290.510/0001-76 |
| Classificação ambiental | II - Produto Muito Perigoso Ao Meio Ambiente |
| Classificação toxicológica | 5 - Categoria 5 – Produto Improvável De Causar Dano Agudo |
| Modo de ação | Seletivo |
| Técnica de aplicação | Terrestre/Aérea |
| Compatibilidade | |
| Inflamável | Não |
| Corrosivo | Não |
| Formulação | Sc - Suspensão Concentrada |
| Observação |





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