
O fungicida Condor EC, formulado à base de Bromuconazole, destaca-se como uma solução eficaz no combate à Sigatoka-amarela, uma das principais doenças que afetam a cultura da banana. Neste post, vamos explorar as características, modo de aplicação, cuidados de segurança e impacto ambiental do Condor EC, fornecendo informações essenciais para um manejo responsável e eficiente.
Identificação do Produto
O produto conhecido como CONDOR EC é um fungicida sistêmico registrado sob o número 03396 no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). É fabricado pela Sumitomo Chemical Brasil Indústria Química S.A., localizada na Avenida Wilson Camurça, 2138 - Distrito Industrial I, Maracanaú/CE. O telefone de contato da empresa é (85) 4011-1000 e o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) pode ser alcançado pelo número 0800-725-4011.
O produto é formulado como um concentrado emulsionável (EC) e sua composição ativa inclui Bromuconazole, um ingrediente ativo do grupo químico Triazol, com uma concentração de 200,0 g/L (equivalente a 20,00% m/v). Além disso, outros ingredientes correspondem a 896,6 g/L (89,66% m/v), totalizando a formulação.
O CONDOR EC é classificado como um fungicida de contato e sistêmico, destinado ao controle de doenças em diversas culturas, com destaque para a aplicação na cultura da banana, especialmente contra a doença conhecida como Sigatoka-amarela (Mycosphaerella musicola).

Composição
O produto Condor EC é um fungicida sistêmico cuja composição é baseada no ingrediente ativo Bromuconazole. Este composto possui uma concentração de 200,0 g/L, o que representa 20,00% em relação ao volume do produto. Além do ingrediente ativo, a formulação contém outros ingredientes que totalizam 896,6 g/L, equivalente a 89,66% do volume.
O Bromuconazole, que pertence ao grupo químico dos triazóis, é um componente reconhecido por sua eficácia no controle de fungos. A fórmula é classificada como um Concentrado Emulsionável (EC), o que facilita sua aplicação em diluição com óleo mineral para garantir a melhor eficácia durante o tratamento das culturas, especialmente na cultura da banana, onde é utilizado para o combate à Sigatoka-amarela (Mycosphaerella musicola).
O produto é registrado sob o número 03396 no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e é considerado um fungicida de contato devido à sua forma de ação.
Grupo Químico e Tipo de Formulação
O produto Condor EC é classificado no grupo químico dos Triazóis, que são conhecidos por sua eficácia no controle de várias doenças fúngicas em plantações. A sua formulação é do tipo Concentrado Emulsionável (EC), o que significa que o produto é disponibilizado em uma forma que pode ser facilmente diluída em água para a aplicação.
Os Triazóis, como o Bromuconazole, atuam de maneira sistêmica e de contato, proporcionando um controle efetivo contra fungos, incluindo a Sigatoka-amarela (Mycosphaerella musicola), uma das principais doenças que afetam a cultura da banana. A escolha dessa formulação permite uma melhor dispersão do ingrediente ativo, favorecendo fenômenos como a penetração nas folhas e uma cobertura uniforme nas plantas tratadas.

Registro e Titular do Produto
O produto Condor EC está devidamente registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sob o número 03396. A empresa responsável pela titularidade do registro é a Sumitomo Chemical Brasil Indústria Química S.A., localizada na Avenida Wilson Camurça, nº 2138, Distrito Industrial I, Maracanaú/CE. Para mais informações ou suporte ao cliente, a empresa disponibiliza os contatos telefônicos (85) 4011-1000 e o SAC (0800-725-4011). O CNPJ da empresa, que serve para sua identificação fiscal, é 07.467.822/0001-26.
Além disso, o produto técnico é fabricado pelo Condor Técnico, que opera sob o registro MAPA nº 00996, sendo vinculado à Bayer CropScience Limited, situada em Norwich, Inglaterra.
Instruções de Uso do Produto - Cultura da Banana
O CONDOR EC é um fungicida sistêmico recomendado especificamente para a cultura da banana, visando o controle da doença conhecida como Sigatoka-amarela, causada pelo patógeno Mycosphaerella musicola.
5.1.1 Doença: Sigatoka-amarela (Mycosphaerella musicola)
A Sigatoka-amarela é uma das principais doenças que afetam a produção de bananas. O produto deve ser utilizado em doses adequadas para garantir a eficácia no combate a essa enfermidade, que compromete a produtividade das plantações.
5.1.2 Doses e Volume de Calda
Para o controle da Sigatoka-amarela, a dose recomendada é de 0,625 L do produto por hectare, com a aplicação de um volume de calda variando entre 30 a 40 litros por hectare quando aplicado por via terrestre, e entre 12 a 15 litros por hectare para aplicações aéreas. O número máximo de aplicações recomendadas ao longo do ano é de 5.
É importante ressaltar que as aplicações devem ser iniciadas nos meses de setembro ou outubro e concluídas entre abril e maio, dependendo das condições climáticas. As reavaliações e possíveis reaplicações do produto devem ser realizadas a cada 30 a 35 dias.
Para assegurar uma emulsão homogênea, recomenda-se diluir o produto em óleo mineral com um índice de sulfonação mínima de 90%. Além disso, a calda deve ser preparada no mesmo dia da aplicação e deve ser utilizada imediatamente, evitando a sua permanência no tanque de aplicação para o dia seguinte.

Considerações Finais
A aplicação do CONDOR EC deve ser feita com atenção às condições climáticas, buscando evitar ventos fortes e temperaturas elevadas, a fim de maximizar a eficiência do tratamento e minimizar riscos à saúde humana e ao meio ambiente.
Intervalo de Segurança para Banana
O intervalo de segurança é um aspecto crucial na aplicação de agrotóxicos, pois determina o tempo necessário entre a última aplicação do produto e a colheita da cultura, garantindo a segurança dos consumidores e a qualidade dos alimentos. Para o produto CONDOR EC, utilizado no combate à doença Sigatoka-amarela (Mycosphaerella musicola) na cultura da banana, o intervalo de segurança estabelecido é de 3 dias.
Isso significa que os agricultores devem aguardar um período mínimo de 3 dias após a aplicação do produto antes de realizar a colheita das bananas. Essa medida é fundamental para assegurar que a quantidade de resíduos do agrotóxico nas frutas não ultrapasse os limites seguros para consumo. Além disso, é essencial que os aplicadores respeitem esse intervalo para proteger a saúde pública e garantir a comercialização de um produto seguro e livre de contaminações.

Modo de Aplicação
O CONDOR EC é um fungicida sistêmico recomendado para a cultura da banana e deve ser aplicado de maneira cuidadosa para maximizar sua eficácia e segurança. Para a aplicação do produto, a dose recomendada deve ser diluída em óleo mineral com um índice de sulfonação mínima de 90%, seguindo as especificações exigidas para uso agrícola. A preparação da calda deve ser realizada no mesmo dia em que a aplicação for feita, evitando que a mistura permaneça no tanque para aplicação no dia seguinte.
Os equipamentos adequados para a aplicação incluem terrestres, como atomizadores ou pulverizadores motorizados, bem como tratorizados, que devem proporcionar uma cobertura uniforme da cultura. Para a aplicação aérea, é recomendado o uso de aeronaves agrícolas, principalmente utilizando o modelo micronair AU-3000, onde deve-se aplicar entre 12 a 15 litros da mistura por hectare.
Além disso, deve-se respeitar as condições climáticas na hora da aplicação. O produto não deve ser aplicado em ventos fortes, durante as horas mais quentes do dia, e é essencial monitorar a umidade relativa do ar, a temperatura e a velocidade do vento para garantir a maior eficiência e segurança do manejo. O volume de aplicação varia de 30 a 40 litros de calda por hectare, dependendo do tipo de equipamento utilizado.
Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) são fundamentais para garantir a segurança dos trabalhadores que manuseiam o produto Condor EC. A utilização adequada dos EPIs ajuda a prevenir a exposição a substâncias químicas perigosas e a evitar acidentes durante a aplicação do fungicida.

Recomendação de Uso
Os EPIs recomendados para o manuseio e aplicação do Condor EC devem ser utilizados na seguinte ordem:
- Macacão ou calça e blusa com tratamento hidro-repelente, que devem ser ajustados de forma a passar por cima dos punhos das luvas e das pernas da calça por cima das botas.
- Botas de borracha para proteção dos pés.
- Máscara facial ou respirador, proporcionando proteção respiratória contra vapores e partículas.
- Viseira facial ou óculos de segurança com proteção lateral, assegurando proteção aos olhos.
- Touca ou boné árabe para proteção da cabeça.
- Luvas de proteção contra produtos químicos, que devem ser adequadas para evitar o contato da pele com o produto.
Cuidados Adicionais
É importante seguir as orientações do fabricante em relação à limpeza, conservação e descarte dos EPIs. Durante a preparação da calda e a aplicação do produto, recomenda-se que o manuseio ocorra em local aberto e ventilado, e ao abrir a embalagem do produto, deve-se tomar cuidado para evitar respingos.
Além disso, é fundamental que as recomendações adicionais de segurança sejam adotadas pelo técnico responsável pela aplicação, de acordo com os métodos utilizados.
Considerações Finais
O correto uso dos EPIs, aliado a boas práticas de segurança, é essencial para a proteção da saúde dos trabalhadores e para a eficácia na aplicação do produto.

Precauções Após a Aplicação do Produto
Após a aplicação do produto, é fundamental seguir algumas recomendações para garantir a segurança e a proteção ambiental. Primeiramente, deve-se sinalizar a área tratada com os avisos “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA” e manter essas sinalizações até o final do período de reentrada. Essa medida é necessária para evitar o acesso não autorizado, especialmente de pessoas e animais.
Além disso, é essencial evitar o contato com a área tratada durante o máximo possível. Se for necessário entrar na área antes do término do intervalo de reentrada, recomenda-se o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) apropriados, que devem ser os mesmos usados durante a aplicação.
Devem ser observadas as seguintes práticas adicionais:
- Aplicar o produto apenas nas doses recomendadas.
- Manter o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original e trancada, longe do alcance de crianças e animais.
- Caso ocorra qualquer contato com a área tratada, deve-se evitar o contato com a névoa do produto.
- Tomar um banho imediato após a aplicação e trocar de roupa para garantir que não há resíduos do produto na pele.
Por fim, as roupas e os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) usados devem ser lavados separadamente das demais roupas da família, utilizando luvas e avental impermeáveis durante a lavagem. Essas precauções são essenciais para minimizar riscos à saúde humana e ao meio ambiente após o uso do produto.

Cuidados de Proteção ao Meio Ambiente
A utilização do produto Condor EC demanda uma especial atenção à proteção ambiental, considerando sua elevada persistência no meio ambiente e a classificação como "Muito Perigoso ao Meio Ambiente" (Classe II). É imprescindível adotar uma série de práticas para evitar contaminações e manter a integridade dos ecossistemas.
Para prevenir impactos negativos sobre o meio ambiente, é recomendado evitar a contaminação ambiental, preservando assim a natureza. Medidas rigorosas devem ser seguidas, incluindo:
- Não utilizar equipamentos que apresentem vazamentos, garantindo a integridade da aplicação.
- Evitar a aplicação do produto em condições climáticas adversas, como ventos fortes e temperaturas extremas, que podem resultar na dispersão indesejada do produto.
- Aplicar somente as doses recomendadas, uma vez que a sobredosagem não apenas compromete a eficácia do produto, mas também aumenta o risco de contaminação.
- É crucial não lavar as embalagens ou os equipamentos aplicadores em corpos d'água, como lagos, rios e fontes, para prevenir a poluição desses recursos hídricos.
- A destinação inadequada de embalagens e restos de produtos é um exemplo clássico de como práticas imprudentes podem causar contaminação do solo, da água e do ar, afetando diretamente a fauna e a flora, assim como a saúde das pessoas.
Além disso, deve-se observar as legislações específicas, tanto estaduais quanto municipais, que regulam o uso de agrotóxicos e as práticas agrícolas em geral, para garantir que todas as atividades estejam em conformidade com as normas ambientais vigentes. É fundamental que o usuário esteja sempre informado e em conformidade para proteger tanto a sua saúde quanto a do meio ambiente.
Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente - Destinação de Embalagens e Restos de Produtos
A correta destinação de embalagens e restos de produtos químicos é fundamental para a preservação do meio ambiente. A destinação inadequada pode causar contaminação do solo, água e ar, prejudicando a fauna, flora e a saúde das pessoas.

Embalagens Vazias
As embalagens vazias de produtos químicos devem ser tratadas com cuidado. Após a utilização, é obrigatório realizar a tríplice lavagem das embalagens. Este processo envolve esvaziar completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, adicionar água limpa até ¼ do volume da embalagem, agitar e descartar a água de lavagem no tanque do pulverizador. Essa operação deve ser repetida três vezes antes de inutilizar a embalagem, que deve ser perfurada para evitar reutilização.
Após a tríplice lavagem, as embalagens devem ser armazenadas em local coberto, ventilado e protegido da chuva, com piso impermeável, até sua devolução. A devolução da embalagem vazia e devidamente lavada é obrigatória e deve ser feita no prazo de até um ano da data de compra ou até 6 meses após o término do prazo de validade, quando a embalagem contiver produto não utilizado.
Restos de Produtos
Os restos de produtos que se tornarem impróprios para utilização devem ser devolvidos ao registrante, que é responsável pela destinação final segura. A desativação do produto deve ser feita por incineração em fornos especializados, que possuem câmaras de lavagem de gases efluentes, seguindo as normas estabelecidas pelos órgãos ambientais competentes.
É importante ressaltar que a reutilização, reciclagem ou reembalagem das embalagens vazias é proibida. A correta destinação desses materiais não somente evita a contaminação ambiental, mas também protege a saúde pública e contribui para a sustentabilidade do meio ambiente.

Instruções de Armazenamento do Produto
Para garantir a conservação e segurança do Condor EC, é fundamental seguir as instruções de armazenamento adequadas. O produto deve ser mantido em sua embalagem original e sempre fechada. É recomendado que o local de armazenamento seja exclusivo para produtos tóxicos, isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais que possam ser contaminados.
A estrutura onde o produto é guardado deve ser de alvenaria ou materiais não combustíveis, rigorosamente ventilada, coberta e com piso impermeável. Também é importante a colocação de uma placa de advertência com as palavras "CUIDADO VENENO", além de trancar o local para evitar o acesso de pessoas não autorizadas, especialmente crianças.
Além disso, deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis para envolver quaisquer embalagens que possam ter sido rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados. Essas medidas visam não apenas a conservação do produto, mas também a mitigação de riscos para a saúde e para o meio ambiente.
Classificação Toxicológica
A classificação toxicológica do produto CONDOR EC é categorizada como Categoria 5. Isso indica que o produto é considerado "improvável de causar dano agudo" à saúde humana. Esta classificação foi estabelecida com base em estudos realizados que avaliaram a toxicidade do ingrediente ativo presente na formulação, o Bromuconazol, que pertence ao grupo químico Triazol.
A avaliação da toxicidade do produto sugere que sua manipulação, desde que sejam seguidas as orientações e precauções indicadas na bula, representa um risco relativamente baixo de causar intoxicações agudas. Contudo, é fundamental que o usuário adote todas as medidas de segurança, como o uso de equipamentos de proteção individual (EPI), para evitar quaisquer incidentes durante seu manuseio e aplicação.

Efeitos da Intoxicação - Sintomas e Sinais Clínicos
A intoxicação pelo produto Condor EC, que tem como princípio ativo o bromuconazol, pode ocasionar sintomas variados em casos de exposição. Embora as informações sobre intoxicações em humanos sejam limitadas, estudos realizados em animais revelaram que o produto não causou lesões dérmicas significativas e não foi considerado um agente sensibilizante.
Entre os sinais clínicos observados em situações de intoxicação, destacam-se a irritação ocular, que pode levar à opacidade da córnea, vascularização e inflamação conjuntival. Além disso, a ocorrência de hemorragia da membrana conjuntival foi notada em um dos olhos tratados logo após a exposição ao produto.
É crucial que qualquer eventual caso de intoxicação seja tratado com precisão, levando-se em conta a natureza do agente químico e buscando orientação médica imediatamente. É importante que a pessoa que presta atendimento à vítima utilize equipamentos de proteção adequados para evitar contaminação.

Efeitos da Intoxicação - Tratamento
Em caso de intoxicação pelo produto Condor EC, é fundamental seguir algumas orientações de tratamento. Não há um antídoto específico para a intoxicação causada pelo bromuconazol, componente ativo do produto, mas o tratamento envolve ações básicas de suporte e remoção da fonte de exposição.
O procedimento inicial é a remoção da fonte de exposição, que pode incluir o descarte seguro do produto ou a retirada do indivíduo da área contaminada. A descontaminação é um passo essencial, podendo incluir a lavagem da pele com água e sabão neutro em caso de contato dérmico.
Adicionalmente, é importante proteger as vias respiratórias do indivíduo intoxicado, já que a inalação do produto também pode ocorrer. O tratamento deve ser sintomático, ou seja, focar na alívio dos sintomas apresentados e fornecer suporte médico necessário.
É essencial que o atendimento médico seja procurado rapidamente, e que a embalagem, rótulo, bula ou qualquer informação pertinente sobre o produto sejam levados junto ao paciente, pois isso ajudará na avaliação mais rápida e adequada do tratamento a ser realizado.
Por fim, deve-se evitar que a pessoa intoxicada provoque vômito, exceto quando há instrução médica, devido ao risco potencial de aspiração. Em situações em que a saúde da pessoa está comprometida, a atenção especializada se faz imprescindível para garantir a recuperação segura e eficaz.

Manejo de Resistência
O manejo de resistência é crucial na utilização de fungicidas, sendo particularmente relevante para o produto CONDOR EC. O uso contínuo e sucessivo de fungicidas pertencentes ao mesmo grupo químico, ou que operam sob o mesmo mecanismo de ação, pode resultar no aumento da população de fungos patogênicos que se tornam resistentes, o que, por sua vez, compromete a eficácia do produto e incita prejuízos nas colheitas.
Para evitar a resistência de fungos, recomenda-se adotar algumas práticas de manejo:
Alternância de Fungicidas: Utilize diferentes fungicidas que possuem mecanismos de ação distintos, sempre que possível. Isso ajudará a controlar a população de fungos patogênicos e reduzir o risco de resistência.
Práticas Culturais: A rotação de culturas e a implementação de controle cultural são métodos eficazes para minimizar a pressão sobre os fungos patogênicos, além de permitir que o ambiente de cultivo se mantenha saudável.
Cultivares Resistentes: Quando disponíveis, a escolha por cultivares que possuam genes de resistência pode ser uma estratégia eficaz para o manejo da resistência, bem como para a proteção das lavouras.
Seguir Recomendações de Uso: É fundamental observar as orientações sobre doses e modos de aplicação conforme descrito na bula do produto, o que ajuda a garantir a eficácia e segurança na utilização do fungicida.
Consultar Profissionais: É aconselhável procurar a orientação de um engenheiro agrônomo para determinar as melhores práticas regionais para o uso de fungicidas e o manejo integrado de doenças.
Além disso, o monitoramento de possíveis casos de resistência e o compartilhamento dessas informações com instituições como a Sociedade Brasileira de Fitopatologia e o Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR) são ações recomendadas para um manejo mais eficaz e sustentável.

Instruções em Caso de Acidentes
Em caso de acidentes envolvendo o produto Condor EC, é fundamental seguir algumas instruções para garantir a segurança de todos. As primeiras ações a serem tomadas incluem isolar e sinalizar a área contaminada, evitando o acesso de pessoas não autorizadas. É importante entrar em contato com as autoridades locais competentes e notificar a empresa Sumitomo Chemical Brasil Indústria Química S.A. pelo telefone (85) 4011-1000 ou com a AMBIPAR, através do 0800-720-8000.
Caso ocorra um derrame do produto, é necessário tomar medidas específicas conforme o tipo de superfície afetada. Para pisos pavimentados, absorva o produto com serragem ou areia e recolha o material com uma pá, colocando-o em um recipiente lacrado e devidamente identificado. No caso do solo, retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado e faça o recolhimento, também colocando em um recipiente lacrado. Para corpos d’água, interrompa imediatamente a captação de água para consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e informe o centro de emergência da empresa.
Em situações de incêndio, recomenda-se usar extintores com água em forma de neblina, CO₂ ou pó químico, sempre ficando a favor do vento para evitar intoxicação. Estas precauções visam minimizar os riscos à saúde humana e ao meio ambiente, garantindo uma resposta adequada a qualquer incidente relacionado ao uso do produto.
Procedimentos de Lavagem e Descarte de Embalagens
Os cuidados com a lavagem e o descarte de embalagens de agrotóxicos são essenciais para a proteção do meio ambiente e a saúde pública. Abaixo, seguem as orientações específicas para realizar esses procedimentos adequadamente.

Lavagem da Embalagem
A embalagem rígida lavável deve ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após seu esvaziamento, seguindo os seguintes passos:
- Esvaziamento: Despeje completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos.
- Adição de Água: Adicione água limpa à embalagem até ¼ do seu volume.
- Agitação: Tampe a embalagem e agite-a vigorosamente por 30 segundos.
- Despejo da Água de Lavagem: Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador.
- Repetição do Processo: Repita esse procedimento três vezes e, ao final, a embalagem deve ser inutilizada, perfurando o fundo.
A lavagem sob pressão também pode ser realizada:
- Encaixe a embalagem: Coloque a embalagem vazia no local apropriado do funil do pulverizador.
- Ative o jato: Acione o mecanismo para liberar jato de água, direcionando-o para todas as paredes internas da embalagem por 30 segundos.
Armazenamento da Embalagem Vazia
Após a lavagem, as embalagens devem ser armazenadas com a tampa, em caixa coletiva, quando disponível, separadamente das embalagens não lavadas. O armazenamento deve ser feito em local coberto, ventilado, protegido da chuva e com piso impermeável.
Devolução da Embalagem Vazia
A devolução da embalagem vazia é obrigatória, devendo ser realizada no prazo de até um ano após a compra, com a tampa e a nota fiscal. Caso a embalagem ainda esteja dentro do prazo de validade, o usuário poderá devolvê-la em até 6 meses após o término desse prazo. É importante guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização.
Destinação Final das Embalagens Vazias
Após a devolução pelas partes usuárias, a destinação final das embalagens vazias só poderá ser feita pela empresa registrante ou por empresas autorizadas pelos órgãos competentes. É proibido ao usuário reutilizar ou reciclar a embalagem vazia, assim como fracionar ou reembalar o produto.

Impacto Ambiental
A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos pode causar contaminação do solo, água e ar, prejudicando a fauna, flora e a saúde das pessoas. Portanto, todo o procedimento de lavagem e descarte deve ser seguido rigorosamente para minimizar esses riscos.
Transporte de Agrotóxicos
O transporte de agrotóxicos, componentes e produtos afins é regido por regras e procedimentos estabelecidos pela legislação específica. É fundamental que durante o transporte, os agrotóxicos não sejam transportados em conjunto com seres humanos, animais, rações, medicamentos ou qualquer outro material que possa ser contaminado.
É imprescindível que as embalagens usadas para o transporte estejam devidamente identificadas e acompanhadas pela ficha de emergência do produto. Essa ficha contém informações críticas sobre o manejo seguro do produto em caso de acidentes. Observando estas normas, podemos garantir não apenas a segurança dos envolvidos no transporte, mas também a prevenção de danos ao meio ambiente e à saúde pública.

Restrições Estabelecidas por Órgão Competente
As restrições estabelecidas por órgãos competentes, como as autoridades estaduais, do Distrito Federal ou municipais, devem ser observadas para garantir a aplicação segura e eficaz de agrotóxicos na atividade agrícola. É fundamental que os agricultores se atentem e respeitem as disposições contidas na legislação vigente, pois elas regulam diversos aspectos do uso de produtos químicos na agricultura.
As normas incluem, entre outros, a definição de áreas que não podem receber aplicação de agrotóxicos, especialmente nas proximidades de áreas residenciais, mananciais de captação de água e locais de permanência de pessoas e animais. Além disso, é necessário evitar a aplicação de produtos químicos em condições climáticas desfavoráveis, que possam aumentar os riscos de exposição e contaminação.
Os usuários devem sempre consultar a regulamentação específica do seu estado ou município, a fim de evitar problemas legais e garantir a proteção do meio ambiente e da saúde pública. Respeitar as normas estabelecidas é essencial para a sustentabilidade da agricultura e para a segurança de todos os envolvidos nas atividades agrárias.
Marca comercial | Condor Ec |
Titular do registro | Sumitomo Chemical Brasil Indústria Química S.A. - Maracanaú/Ce |
Número do registro | 3396 |
CNPJ | 07.467.822/0001-26 |
Classificação ambiental | II - Produto Muito Perigoso Ao Meio Ambiente |
Classificação toxicológica | 5 - Categoria 5 – Produto Improvável De Causar Dano Agudo |
Modo de ação | Sistêmico E De Contato |
Técnica de aplicação | Terrestre/Aérea |
Compatibilidade | Não Se Conhecem Casos De Incompatibilidade. |
Inflamável | Não |
Corrosivo | Não |
Formulação | Ec - Concentrado Emulsionável |
Observação |
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