
Descubra tudo sobre o GASTOXIN B57, um potente inseticida e cupinicida à base de Fosfeto de Alumínio. Este produto é amplamente utilizado para combater pragas que afetam a qualidade de grãos e sementes armazenados. Neste post, abordaremos suas características, modos de ação, cuidados durante a aplicação e informações cruciais de segurança para garantir a eficácia do produto e a proteção do meio ambiente.
Identificação do Produto
O produto comercializado sob a marca GASTOXIN B57 é um inseticida e cupinicida registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sob o número 00101. Este produto contém como ingrediente ativo o Fosfeto de Alumínio, com uma concentração de 570 g/kg (57% m/m), além de outros ingredientes que correspondem a 430 g/kg (43% m/m) da formulação.
O GASTOXIN B57 se classifica como um inseticida fumigante, pertencendo ao grupo químico inorgânico precursor de fosfina. Esse produto é especialmente formulado para o controle de insetos em sementes e grãos armazenados, sendo uma ferramenta eficaz para o tratamento pós-colheita contra diversas pragas.
O fabricante e titular do registro é a BEQUISA Indústria Química do Brasil Ltda, que tem sede localizada na Avenida Antônio Bernardo, 3950 - Gleba 37, Parque Industrial Imigrantes, em São Vicente, SP. O CNPJ da empresa é 58.133.703/0001-78.
Composição
O produto GASTOXIN® B57 é um inseticida e cupinicida formulado com 570 g/kg (57% m/m) de Fosfeto de Alumínio, conhecido no Brasil como FOSFETO DE ALUMÍNIO. Além deste ingrediente ativo, a formulação contém outros ingredientes, totalizando 430 g/kg (43% m/m) de componentes inertes. Este produto pertence ao grupo químico inorgânico precursor de fosfina e é classificado como um fumigante (tipo FU), sendo utilizado no controle de diversas pragas que atacam sementes e grãos armazenados.

Grupo Químico e Tipo de Formulação
GASTOXIN B57 é um inseticida e cupinicida que possui como ingrediente ativo o Fosfeto de Alumínio, com uma concentração de 570 g/kg na formulação fumigante. Ele é classificado dentro do grupo químico dos inorgânicos, especificamente como precursor de fosfina. Essa caracterização indica que o produto é capaz de liberar fosfina quando exposto a umidade, o que confere sua ação fumigante.
A fórmula do GASTOXIN B57 é do tipo "fumigante" (FU), revelando sua aplicação em ambientes limitados onde se requer a vaporização do princípio ativo para o controle de pragas em grãos e sementes armazenadas. O modo de ação deste produto se dá pela inibção de processos enzimáticos, atuando eficazmente contra uma variedade de insetos prejudiciais.
Registro e Titular do Produto
O produto GASTOXIN® B57 está registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sob o número 00101. O titular do registro é a Bequisa Indústria Química do Brasil Ltda., uma empresa responsável pela fabricação e formulação do produto, que está localizada na Avenida Antônio Bernardo, 3950 - Gleba 37 - Parque Industrial Imigrantes, Conjunto Residencial Humaitá, São Vicente, SP. O CNPJ da empresa é 58.133.703/0001-78.
Este registro garante que o produto atenda às normas estabelecidas para segurança, eficácia e qualidade, possibilitando seu uso no controle de pragas em diversas culturas agrícolas.

Instruções de Uso do Produto - Culturas
O GASTOXIN® B57 é um inseticida e cupinicida que utiliza como ingrediente ativo o Fosfeto de Alumínio, formulado para aplicação em fumigações de produtos armazenados. É indicado para o controle de insetos que atacam diversas culturas, incluindo, mas não se limitando a:
Algodão: Controla pragas como o bicudo (Anthonomus grandis) e a lagarta-rosada (Pectinophora gossypiella), com uma dose equivalente de 2 g/m³ de fosfina.
Amendoim: Ataca pragas como a traça (Corcyra cephalonica) e o caruncho-do-feijão (Acanthoscelides obtectus) usando doses de 2 a 3 g/m³.
Arroz: Regula diversas pragas como os besouros (Cryptolestes ferrugineus e Oryzaephilus surinamensis), o besourinho (Rhizopertha dominica), a traça-indiana-da-farinha (Plodia interpunctella) e a traça-dos-cereais (Sitotroga cerealella), com doses de 2 a 3 g/m³.
Aveia: Enfrenta pragas como o caruncho-dos-cereais (Sitophilus zeamais), com a mesma dosagem de 2 g/m³.
Cacau: Para a traça-do-cacau (Ephestia cautella), recomenda-se uma dose de 2 g/m³.
Café: O controle do caruncho-do-café (Araecerus fasciculatus) tem uma dose recomendada de 2 g/m³.
Canola, Castanha de Caju, Cevada, Farelo de Soja, Farinha, Fumo, Gergelim, Girassol, Linhaça, Mamona, Milho, Soja, Sorgo e Trigo: O produto é eficaz contra diversas pragas em todos esses cultivos, com dosagens que variam de 1 a 3 g/m³ conforme a espécie do inseto e o tipo de produto em fumigação.
As aplicações devem ser realizadas com cautela e seguindo a dosagem recomendada para cada cultura para garantir a eficácia do controle e minimizar riscos ao meio ambiente e à saúde.
Instruções de Uso do Produto - Pragas Controladas
O produto GASTOXIN® B57 é um inseticida e cupinicida indicado para tratamento pós-colheita (fumigação) no controle de uma variedade de insetos que atacam diferentes culturas e produtos armazenados. Este produto contém como ingrediente ativo o Fosfeto de Alumínio, um composto que libera gás fosfina e é eficaz contra diversas pragas.

Culturas e Pragas Controladas
O GASTOXIN® B57 é utilizado para o controle de pragas em uma variedade de sementes e grãos armazenados, incluindo:
- Algodão: controla pragas como o Bicudo (Anthonomus grandis) e a Lagarta-rosada (Pectinophora gossypiella).
- Amendoim: controla a Traça (Corcyra cephalonica) e o Caruncho (Acanthoscelides obtectus).
- Arroz: eficaz contra diversos percevejos, incluindo o Besouro (Cryptolestes ferrugineus), Besouro do Arroz (Oryzaephilus surinamensis), Besourinho (Rhizopertha dominica), Traça-indiana-da-farinha (Plodia interpunctella), Traça-dos-cereais (Sitotroga cerealella) e o Besouro-castanho (Tribolium castaneum).
- Aveia: controla pragas como o Caruncho-dos-cereais (Sitophilus zeamais) e o Besouro-castanho.
- Cacau: foco na Traça-do-cacau (Ephestia cautella).
- Café: o Caruncho (Araecerus fasciculatus) é a praga alvo.
- Canola, Castanha de Caju, Cevada, Farelo de Soja, Fumo (tabaco), Gergelim, Girassol, Linhaça e Mamona: todos têm controle específico contra o Bicho-do-fumo (Lasioderma serricorne).
- Milho: inclui controle de besouros como Cryptolestes ferrugineus, Oryzaephilus surinamensis, Tribolium castaneum, entre outros.
Dosagens
As dosagens do GASTOXIN® B57 são determinadas em função dos tipos de pragas e da cultura a ser tratada, sendo necessárias avaliações específicas e recomendações quanto ao uso eficaz em cada situação.
Instruções de Uso do Produto - Dosagem e Aplicação
As instruções de uso para o inseticida e cupinicida GASTOXIN B57, que contém Fosfeto de Alumínio como ingrediente ativo, são fundamentais para garantir a eficácia do produto no controle de pragas em diversas culturas. A sua aplicação deve ser feita de acordo com as dosagens e métodos recomendados, específicos para cada tipo de cultura e praga a ser controlada.

Dosagem e Aplicação
A dosagem do GASTOXIN B57 é expressa em equivalentes de fosfina por metro cúbico (g/m³). A seguir, são apresentadas as dosagens recomendadas para as principais culturas e as pragas que podem ser controladas:
- Algodão: Para o controle do Bicudo (Anthonomus grandis) e da Lagarta-rosada (Pectinophora gossypiella), a dosagem prevista é de 2 g de fosfina por m³.
- Amendoim: Para a Traça (Corcyra cephalonica) e o Caruncho (Acanthoscelides obtectus), devem ser aplicados de 2 a 3 g de fosfina por m³.
- Arroz: Para controlar os Besouros (Cryptolestes ferrugineus, Oryzaephilus surinamensis, Rhizopertha dominica), a dosagem recomendada é entre 2 a 3 g de fosfina por m³.
- Aveia: Para a Traça-dos-cereais (Sitotroga cerealella) e o Caruncho-dos-cereais (Sitophilus zeamais), deve-se aplicar 2 g de fosfina por m³.
- Milho: Para os Besouros (Cryptolestes ferrugineus, Oryzaephilus surinamensis, Tribolium castaneum) e a Traça-indiana-da-farinha (Plodia interpunctella), a dosagem deve ser de 2 a 3 g de fosfina por m³.
- Soja: O Bicho-do-fumo (Lasioderma serricorne) e o Cascudinho (Alphitobius diaperinus) requerem entre 2 a 3 g de fosfina por m³.
- Fumo: Para a Traça-do-fumo (Ephestia elutella) e o Bicho-do-fumo, a dosagem varia de 1 a 3 g de fosfina por m³.
Além da seleção adequada da dosagem, a técnica de aplicação é crucial. O produto pode ser aplicado em forma de pastilhas, comprimidos e sachês, conforme as instruções específicas que garantem a eficácia da fumigação. Para obter resultados ótimos, é essencial considerar a hermeticidade do local e as condições ambientais, como temperatura e umidade, que podem influenciar a eficiência do processo.

Observações
Conforme mencionado na bula, é importante que as aplicações sejam realizadas em áreas previamente inspecionadas, evitando locais com vazamentos que possam comprometer a fumigação. Ao término do tempo de exposição, recomenda-se a mera ventilação e exaustão forçada para remover o gás fosfina, garantindo a segurança dos trabalhadores e a eficácia da operação.
Em resumo, o uso adequado do GASTOXIN B57, com atenção às dosagens e métodos de aplicação, é fundamental para o sucesso no controle das pragas em sementes e grãos armazenados, proporcionando uma colheita de qualidade e segurança no armazenamento de produtos agrícolas.
Condicionantes de Fumigação
Para a eficaz utilização do produto GASTOXIN B57, que contém Fosfeto de Alumínio como ingrediente ativo, é imprescindível considerar alguns condicionantes durante o processo de fumigação.
Temperatura e Umidade
A temperatura do local de fumigação é um fator crucial; ela deve ser monitorada e mantida idealmente acima de 25 °C, uma vez que temperaturas mais baixas podem reduzir a eficácia do produto. Para fumigações em temperaturas acima de 25 °C, as doses e tempos de exposição devem ser seguidos conforme as orientações especificadas na bula.
Além disso, a umidade relativa do ar no ambiente de fumigação deve ser adequada, pois um nível insuficiente pode prejudicar a dispersão do gasoso fosfina, comprometendo o controle das pragas. É recomendado que a umidade relativa seja sempre superior a 50%.
Estruturas e Armazenamento
As estruturas utilizadas para a fumigação precisam ser herméticas para evitar qualquer vazamento do gás fosfina. Antes do processo, deve haver uma inspeção detalhada para detectar possíveis locais de fuga. Durante a fumigação, todas as entradas de aeração, válvulas de descarga e outros locais que possam permitir vazamento devem ser devidamente vedados.

Tiempos e Procedimentos
Os tempos de exposição também são fundamentais. O produto deve ser mantido em sua dose e pela duração recomendada para garantir a morte dos insetos em todas as fases de seu desenvolvimento (ovos, larvas, pupas e adultos). Após o processo de fumigação, é necessário realizar a aeração do ambiente para remover o gás fosfina existente, utilizando ventilação forçada ou natural.
Esses condicionantes visam assegurar não só a eficácia do produto, mas também a segurança dos operadores e a proteção do meio ambiente durante a aplicação e após o uso do GASTOXIN B57.

Tempo de Exposição - Temperaturas
O tempo de exposição do produto GASTOXIN B57 durante a fumigação é crítico para garantir a eficácia no controle de pragas, sendo fundamental considerar a temperatura do ambiente em que a fumigação é realizada. As recomendações específicas são as seguintes:
Temperaturas acima de 25°C:
- Para o tratamento do feijão, que inclui sementes e grãos, deve-se realizar a fumigação por 72 horas, caso o teor de umidade esteja acima de 14%. Para um teor de umidade de até 14%, o tempo de exposição deve ser estendido para 120 horas.
- Para as sementes das demais culturas registradas, o tempo de exposição recomendado é de 96 horas.
- No caso de culturas como algodão (plumas e caroços), amendoim, arroz, aveia, cacau, canola, castanha de caju, cevada, farelo de soja, farinha (preparada a partir dos grãos de diversas culturas), fumo (tabaco), gergelim, girassol, linhaça, mamona, milho, soja, sorgo e trigo, devem ser mantidas por um mínimo de 144 horas em contêineres e câmaras de lona. Para silos verticais, graneleiros horizontais e porões de navios, o tempo de exposição deve ser estendido para um mínimo de 240 horas.
- O café beneficiado requer um tempo de exposição de 96 horas, enquanto o café não beneficiado deve ser tratado por, no mínimo, 144 horas. A fumigação de madeira e seus subprodutos deve também ser por um mínimo de 240 horas.
Temperaturas entre 15°C e 25°C:
- Recomenda-se aumentar o tempo de exposição em 20% para garantir a eficácia da fumigação, exceto para o tratamento do feijão e das sementes das demais culturas, cuja duração permanece inalterada.
Temperaturas inferiores a 15°C:
- Nesses casos, a fumigação não é recomendada, pois a eficiência do tratamento pode ser comprometida.
Essas diretrizes asseguram que o GASTOXIN B57 atue de maneira eficaz no controle de pragas nos produtos armazenados. É imprescindível monitorar a temperatura para garantir um processo de fumigação bem-sucedido.

Intervalo de Segurança
O intervalo de segurança é um período crucial a ser respeitado entre a aplicação de um produto e a utilização do produto ou a reentrada de pessoas nas áreas tratadas. No caso do inseticida GASTOXIN B57, estabelece-se um intervalo de segurança de 3 dias para a cultura da soja e de 4 dias para todas as outras culturas.
É imperativo que, após o término do processo de fumigação, as pessoas não entrem na área até que o processo de aeração esteja completo e a concentração de fosfina (PH₃) esteja abaixo do limite de 0,23 ppm. Esse monitoramento deve ser realizado com um aparelho medidor específico de gás fosfina.
O não cumprimento dessas recomendações pode levar a riscos à saúde das pessoas que reentram na área antes de estar adequadamente ventilada e segura. Portanto, a observância rigorosa do intervalo de segurança é indispensável para assegurar a segurança dos trabalhadores e a eficácia do controle de pragas.

Intervals de Reentrada de Pessoas
A fumigação com GASTOXIN® B57 requer cuidados especiais em relação à reentrada de pessoas nas áreas tratadas. Após o término do processo de fumigação, é crucial que nenhuma pessoa entre na área até que o processo de aeração seja completamente finalizado. Isso se deve ao fato de que a concentração de fosfina (PH₃) deve estar abaixo do limite de 0,23 ppm, o que somente pode ser determinado através de um aparelho medidor de gás fosfina.
Caso haja a necessidade de entrada na área antes do término do intervalo de reentrada, tal intervenção deve ser realizada por um trabalhador capacitado. Este profissional deve estar munido dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação do produto. É também essencial garantir a presença de pelo menos um segundo trabalhador protegido como suporte, que possa auxiliar na retirada segura do operador em caso de um incidente.
Portanto, seguir rigorosamente essas instruções é vital para garantir a segurança de todos os envolvidos no processo e minimiza os riscos de exposição ao produto químico utilizado.

Limitações de Uso
O produto GASTOXIN® B57 possui algumas restrições e limitações importantes que devem ser observadas para garantir a segurança e eficácia do seu uso. As principais limitações incluem:
Nível de Concentração Máxima: As exposições ao gás fosfina não devem exceder 0,23 ppm para jornadas de trabalho de até 48 horas semanais. Isso é crucial para evitar a toxicidade elevada que pode causar problemas respiratórios e outros efeitos adversos à saúde.
Inflamabilidade: O produto é inflamável espontaneamente quando a concentração de gás fosfina atinge 26 g/m³. Portanto, deve-se tomar cuidado ao armazená-lo e utilizá-lo em ambientes que possam favorecer a ignição.
Corrosividade: A fosfina é corrosiva para a maioria dos metais, especialmente para o cobre. Equipamentos que contêm cobre, como motores elétricos e sistemas de alarme, podem sofrer danos em contato com o produto. É fundamental verificar a presença desses aparelhos e protegê-los adequadamente antes do início da fumigação.
Essas limitações destacam a necessidade de um uso criterioso e seguro do GASTOXIN® B57, além da importância do acompanhamento profissional durante a aplicação do produto.

Equipamentos de Proteção Individual
Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) são fundamentais para a segurança no manuseio e aplicação de produtos químicos, como o GASTOXIN® B57. É essencial que todos os operadores utilizem EPI adequados para minimizar os riscos de exposição a substâncias tóxicas.
Os equipamentos recomendados incluem:
- Vestimenta: A utilização de uma vestimenta em tecido de brim ou similar, com mangas compridas, é imprescindível para proteger a pele.
- Calçado: O uso de calçado de segurança ajuda a garantir a proteção dos pés contra possíveis quedas de materiais ou produtos químicos.
- Máscara Facial: Para proteção contra inalação de vapores tóxicos, é necessário utilizar uma máscara facial inteira ou semi-facial, equipada com um filtro adequado específico para gás fosfina. O filtro combinado ABEK é recomendado, pois oferece proteção contra gases ácidos e vapores orgânicos e inorgânicos.
- Óculos de Segurança: É aconselhável usar óculos de segurança, especialmente ao utilizar máscara semi-facial, para proteger os olhos de eventuais respingos ou vapores.
- Luvas de Segurança: Luvas impermeáveis ou não devem ser utilizadas durante o manuseio do produto para prevenir o contato direto com a pele.
É crucial que todos os operadores estejam cientes da importância do uso adequado dos EPIs e que as recomendações do fabricante sejam seguidas rigorosamente. A segurança durante a aplicação dos produtos químicos não é apenas uma obrigação legal, mas também uma responsabilidade ética para com a saúde individual e coletiva.
Primeiros Socorros
Em caso de acidente envolvendo o produto GASTOXIN B57, é crucial seguir alguns procedimentos de primeiros socorros para garantir a segurança da pessoa afetada. Abaixo estão as orientações específicas para diferentes situações de exposição:
Inalação
- ATENÇÃO! FATAL SE INALADO. Em caso de inalação, leve a pessoa imediatamente para um local aberto e ventilado. Verifique se a pessoa está respirando livremente. Se não houver respiração ou se estiver com dificuldade, realize a respiração artificial utilizando uma Unidade Manual de Respiração Artificial.

Ingestão
- ATENÇÃO! FATAL SE INGERIDO. Em caso de ingestão, não provoque o vômito, mas se a pessoa vomitar espontaneamente, coloque-a de lado para evitar a aspiração de resíduos. Não ofereça nada para beber ou comer.
Contato com a Pele
- ATENÇÃO! NOCIVO EM CONTATO COM A PELE. Caso haja contato com a pele, elimine a poeira com água corrente abundante por 3 a 5 minutos e, em seguida, lave com sabão neutro.
Contato com os Olhos
- Para contato com os olhos, lave com água corrente abundante por 15 minutos, mantendo as pálpebras abertas para garantir que os olhos sejam adequadamente enxaguados. É recomendado consultar um oftalmologista caso ocorra irritação.
Contato com o Cabelo
- Se houver contato com o cabelo, elimine a poeira com água corrente em abundância durante 3 a 5 minutos e, a seguir, lave com sabão neutro.
Intoxicação
- Em caso de intoxicação, remova a pessoa da área de contaminação, retire equipamentos, roupas e quaisquer adereços contaminados, colocando-os em sacos plásticos bem fechados para lavagem.
Observações Adicionais
- Mantenha a pessoa intoxicada aquecida, especialmente se for idosa ou criança. Para um atendimento mais adequado, leve a embalagem ou bula do produto ao serviço médico.
Essas orientações devem ser rigorosamente seguidas para proporcionar a assistência adequada e minimizar os riscos de complicações graves em função da exposição ao produto.
Informações sobre o Produto - Mecanismos de Ação, Absorção e Excreção
O produto GASTOXIN® B57, que contém Fosfeto de Alumínio como ingrediente ativo, atua principalmente como um veneno que bloqueia sistemas enzimáticos essenciais nas células, especificamente nas células cardíacas e pulmonares. A fosfina, resultante da reação do fosfeto com a umidade do ar, é a forma ativa que proporciona a eficácia do produto.
Mecanismo de Ação
A fosfina interfere no metabolismo celular ao inibir importantes enzimas, o que resulta em comprometimento das funções vitais, especialmente na respiração celular. Assim, a ação tóxica da fosfina é caracterizada pela sua habilidade de danificar o sistema respiratório, sistema nervoso central e outros órgãos, levando a quadros de intoxicação aguda que podem ser fatais.

Absorção
As intoxicações ocorrem por inalação e ingestão, enquanto a absorção cutânea é mínima, fazendo com que a fosfina não seja significativamente adsorvida pela pele. Uma quantidade letal de cerca de 300 mL/m³ de ar, se inalado por uma hora, pode ser fatal para humanos.
Excreção
Após a absorção pelo organismo, a fosfina é convertida em ácido fosfórico e outros fosfatos, sendo excretada principalmente pela urina. A eliminação também ocorre pela expiração, mas a via urinária é predominante.
Esses aspectos são fundamentais para entender os riscos associados ao manuseio e à aplicação do GASTOXIN® B57, e sublinham a importância de seguir rigorosamente as orientações de segurança e as medidas de proteção ao utilizar este tipo de fumigante.
Informações sobre o Produto - Efeitos Agudos e Crônicos
Os efeitos da exposição ao produto GASTOXIN B57, que contém fosfeto de alumínio como ingrediente ativo, podem ser classificados em agudos e crônicos.
Efeitos Agudos
A exposição aguda ao produto pode causar sérios problemas de saúde. Os sintomas incluem:
- Respiratório: Irritação pulmonar severa, tosse, cianose e edema pulmonar.
- Sistema Nervoso Central (SNC): Cefaleia, tontura, parestesias, fadiga, ataxia, letargia, torpor, convulsões, tremores, coma e até morte.
- Gastrointestinal: Náuseas, vômito, icterícia, necrose hepática centrolobular, hepatosplenomegalia e íleo paralítico.
- Cardiovascular: Arritmias, hipotensão, taquicardia e insuficiência cardíaca congestiva.
- Renal: Oligúria e anúria.
- Ocular: Diplopia (visão dupla).

Efeitos Crônicos
A exposição crônica também representa riscos importantes à saúde, incluindo:
- Aparelho respiratório: Desenvolvimento de bronquite.
- Sistema Nervoso Central: Distúrbios motores e da fala.
- Pele: Hiperemia e hipersensibilidade.
- Aparelho esquelético: Fraturas espontâneas e necrose mandibular.
- Sangue: Anemia e leucopenia.
Além disso, as condições gerais de saúde podem ser afetadas, levando a perda de peso, fraqueza e anorexia. Alterações laboratoriais podem incluir alterações nas funções hepáticas, acidose e efeitos nos níveis de ureia urinária e da bilirrubina.
É essencial que qualquer pessoa em contato com o GASTOXIN B57 siga as instruções de segurança e primeiros socorros estabelecidas para evitar essas consequências severas.

Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente - Precauções de Uso e Advertências
O produto GASTOXIN® B57 é classificado como perigoso ao meio ambiente, sendo da classe III, ou seja, é considerado perigoso e, portanto, exige precauções rigorosas durante seu manuseio e utilização. Para garantir uma aplicação segura e mitigar danos ao meio ambiente, é fundamental seguir algumas recomendações.
O produto é altamente tóxico para organismos aquáticos, incluindo microcrustáceos, algas e peixes. Assim, a contaminação ambiental deve ser evitada a todo custo, preservando a natureza e os ecossistemas locais. Para isso, recomenda-se aplicar somente as doses indicadas no rótulo e na bula, evitando qualquer quantidade excessiva que possa resultar em poluição.
Deve-se proteger equipamentos e terminais elétricos, pois a fosfina é corrosiva para a maioria dos metais, especialmente o cobre e metais nobres. Antes de iniciar a fumigação, é crucial verificar a presença de dispositivos elétricos nas proximidades e tomar as devidas providências para proteger esses equipamentos da ação da fosfina.
Um aspecto importante a ser considerado é que o produto pode inflamar espontaneamente quando atingir uma concentração de 26 gramas de gás fosfina por m³. Portanto, é imprescindível evitar o contato do produto com calor ou umidade, que podem causar a liberação de vapores inflamáveis.
A contaminação das águas é uma preocupação significativa, e recomenda-se que embalagens, equipamentos ou qualquer material contaminado não sejam lavados em corpos d'água, como lagos, rios ou fontes. A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos pode levar à contaminação do solo, da água e do ar, afetando negativamente a fauna, a flora e a saúde humana.
Seguir rigorosamente essas precauções é vital para assegurar não apenas a eficácia do produto em seu uso intendido, mas também para proteger o meio ambiente e a saúde das pessoas envolvidas diretamente ou indiretamente.

Instruções de Armazenamento do Produto
O armazenamento adequado do GASTOXIN B57 é fundamental para garantir sua eficácia e segurança. Para manter o produto em boas condições e evitar acidentes, é necessário seguir algumas diretrizes específicas:
Embalagem Original: O produto deve ser mantido em sua embalagem original e sempre fechada. Isso ajuda a prevenir contaminações e a preservação das propriedades do inseticida.
Condições de Umidade: É crucial evitar o armazenamento em condições úmidas, pois a umidade pode comprometer a integridade do produto, além de potencialmente liberar o gás fosfina, que é perigoso.
Local Exclusivo: O armazenamento deve ser realizado em um local exclusivo para produtos tóxicos. Este local deve ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais que possam ser contaminados acidentalmente.
Estruturas Seguras: A construção do local de armazenamento deve ser de alvenaria ou de material não combustível, garantindo a segurança e a proteção contra incêndios.
Ventilação: É importante que o local onde o produto é armazenado seja bem ventilado e tenha um piso impermeável para evitar a contaminação do solo em caso de vazamentos.
Avisos de Advertência: Placas de advertência devem estar visíveis no local, com os dizeres “CUIDADO VENENO", para alertar sobre os riscos associados ao produto.
Acesso Controlado: O local de armazenamento deve ser trancado, impedindo o acesso de pessoas não autorizadas, especialmente crianças e animais.
Validade do Produto: É necessário respeitar o prazo de validade do produto, realizando inspeções regulares para assegurar que ele permanece seguro para uso até o final de sua validade.
Seguir essas orientações ajuda não apenas a preservar a qualidade do GASTOXIN B57, mas também a proteger o meio ambiente e a saúde pública de riscos associados ao manuseio inadequado de produtos químicos.

Instruções em Caso de Acidentes
Em caso de acidentes envolvendo o produto GASTOXIN B57, é crucial adotar medidas rápidas e eficazes para garantir a segurança e a proteção do meio ambiente. As seguintes diretrizes devem ser seguidas:
Isolamento e Sinalização: A primeira ação ao descobrir um vazamento ou acidente é isolar a área contaminada. É importante sinalizar adequadamente a zona afetada para evitar o acesso de pessoas não autorizadas e garantir a segurança de todos.
Contatar Autoridades Competentes: Uma vez que a área está isolada, deve-se contatar as autoridades locais competentes para relatar o incidente. Além disso, é aconselhável entrar em contato com a empresa BEQUISA INDÚSTRIA QUÍMICA DO BRASIL LTDA, pelos telefones indicados na embalagem do produto, para obter orientação sobre os próximos passos a serem tomados.
Equipamentos de Segurança: Sempre use equipamentos de proteção individual (EPI) durante os procedimentos de limpeza ou mitigação. É importante estar equipado com vestimenta adequada, máscara facial, luvas e outros dispositivos de proteção que ajudem a minimizar a exposição ao produto químico.
Tratamento de Derrames: Se ocorrer um derrame do produto, as medidas de contenção devem ser implementadas imediatamente:
- Para pisos pavimentados, o material deve ser recolhido com uma pá e armazenado em recipiente hermético e devidamente identificado.
- No caso de solo, as camadas contaminadas devem ser removidas até que se atinja o solo não afetado, que também deve ser armazenado de maneira segura.
Cuidados com Corpos D'Água: Se o produto derramado entrar em contato com corpos d'água, é fundamental interromper imediatamente a captação de água para consumo humano e animal. O contato com corpos hídricos deve ser relatado às autoridades ambientais relevantes.
Ações em Caso de Incêndio: Em situações de incêndio, isolar a área e utilizar extintores de pó químico ou areia seca para conter o fogo é imperativo. É proibido combater o fogo com água, pois isso pode exacerbar a situação.
Essas instruções são essenciais para minimizar os impactos de um acidente ambiental e garantir uma resposta eficaz. O cumprimento das diretrizes de segurança não apenas protege a saúde humana, mas também contribui para a preservação do meio ambiente.

Procedimentos para Devolução e Descarte de Embalagens - Armazenamento das Embalagens Vazias
O armazenamento das embalagens vazias do produto GASTOXIN B57 deve ser realizado com rigor para garantir a segurança e a eficiência no manejo do produto. As embalagens devem ser mantidas destampadas e armazenadas em um local coberto e ventilado, ao abrigo de chuva, com piso impermeável. Este local deve ser exclusivo para produtos tóxicos e deve ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
É imprescindível que as embalagens sejam armazenadas separadamente das demais embalagens vazias ou que contenham produto, por um período mínimo de 10 dias. Este prazo é necessário para permitir que o gás fosfina residual se desprenda e disperse. A medição da concentração de gás fosfina deve ser realizada para garantir a inexistência do mesmo, utilizando equipamento próprio de medição.
Após este período, as embalagens vazias poderão ser armazenadas até a devolução pelo usuário, no local onde são guardadas as embalagens cheias. Durante o manuseio das embalagens, é crucial utilizar luvas para garantir a segurança.
É importante ressaltar que estas ações visam prevenir a contaminação do meio ambiente e garantir a segurança das pessoas envolvidas no processo de manejo das embalagens.

Procedimentos para Devolução e Descarte de Embalagens - Transporte
A devolução das embalagens vazias do produto GASTOXIN B57 deve ser realizada em conformidade com as normas estabelecidas, a fim de garantir a segurança e a proteção do meio ambiente. As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas, devendo ser mantidas separadas dessas categorias.
Para o transporte das embalagens vazias, é imprescindível que elas sejam armazenadas em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e em piso impermeável. O manejo adequado evita a contaminação e a exposição a riscos. Durante o transporte, as embalagens devem ser mantidas com suas tampas e, se possível, agrupadas em caixa coletiva, quando disponível, ou nas caixas de papelão originais, evitando qualquer contato com outros produtos ou substâncias.
É vital observar o prazo de segurança para o desprendimento total do gás fosfina antes de enviar as embalagens para a devolução. Esse prazo deve ser verificado através da medição da emissão de gás fosfina, que deve ser igual a zero, utilizando um equipamento próprio para essa finalidade. Esse procedimento ajuda a evitar contaminar mais locais e assegura que as embalagens estejam em condições seguras para serem devolvidas.
Assim, os usuários devem seguir rigorosamente essas orientações, garantindo que o descarte e a devolução das embalagens sejam realizados de maneira segura e responsável, contribuindo para a proteção da saúde pública e do meio ambiente.

Restrições Estabelecidas por Órgão Competente
As restrições estabelecidas por órgãos competentes visam à segurança no uso de produtos químicos e à proteção do meio ambiente. No caso do inseticida GASTOXIN B57, as seguintes restrições foram impostas:
Restrição temporária de uso para madeira e seus subprodutos: Essa limitação se aplica especificamente nos Estados de Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Roraima e Tocantins. Essa medida é importante para evitar qualquer impacto negativo à saúde humana e ao ecossistema local que possa ocorrer devido ao uso inadequado do produto.
Restrição temporária de uso para castanha de caju: Além da madeira, o uso de GASTOXIN B57 foi temporariamente restringido na cultura da castanha de caju no Estado de Mato Grosso. Essa restrição também tem o objetivo de proteger a cultura e garantir a segurança alimentar da população.
Essas restrições são essenciais para o manejo responsável dos agrotóxicos e devem ser seguidas rigorosamente pelos aplicadores e proprietários de culturas. É crucial que os usuários do produto estejam cientes dessas limitações para evitar problemas legais e de segurança, assim como para garantir que as práticas agrícolas sejam sustentáveis e seguras.
| Marca comercial | Gastoxin B57 |
| Titular do registro | Bequisa Indústria Química Do Brasil Ltda. |
| Número do registro | 101 |
| CNPJ | 58.133.703/0001-78 |
| Classificação ambiental | III - Produto Perigoso Ao Meio Ambiente |
| Classificação toxicológica | 1 - Categoria 1 – Produto Extremamente Tóxico |
| Modo de ação | Inorgânico Fumigante Da Fosfina |
| Técnica de aplicação | Terrestre |
| Compatibilidade | |
| Inflamável | Sim |
| Corrosivo | Sim |
| Formulação | Fu - Fumigante |
| Observação | Corrosivo Para Metais, Especialmente O Cobre. Inflamável Espontaneamente A Partir De 27,1G De Fosfina/M³. |




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