
O Glifosato 480 Sumitomo é um herbicida sistêmico não seletivo amplamente utilizado no controle de plantas infestantes em diversas culturas agrícolas. Com uma formulação concentrada solúvel e eficácia comprovada, o produto oferece uma solução prática para o manejo integrado de plantas daninhas. Este guia completo apresenta informações detalhadas sobre a composição, modos de uso, precauções, manejo de resistência e aspectos ambientais, visando orientar o usuário para um emprego seguro e eficiente do produto.
Identificação do Produto
O produto comercial é denominado Glifosato 480 Sumitomo, registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sob o número 04095. O titular do registro é a empresa Sumitomo Chemical Brasil Indústria Química S.A., localizada na Avenida Wilson Camuça, 2138 – Distrito Industrial I, Maracanaú/CE, Brasil, com o CNPJ 07.467.822/0001-26. A empresa possui registro do estabelecimento no Estado de Ceará sob o número SEMACE 358/2021, órgão DICOP – GECON.
O produto é classificado como herbicida sistêmico não seletivo, com mecanismo de ação definido como não seletivo de ação sistêmica. Sua formulação é do tipo Concentrado Solúvel (SL). O produto não é inflamável, entretanto é corrosivo ao ferro e aço galvanizado, devendo-se ter cuidados específicos no armazenamento e manuseio. A técnica recomendada para aplicação é terrestre.
Em relação à compatibilidade, não são conhecidos casos de incompatibilidade para este produto. A classificação toxicológica identifica o produto na categoria 5, ou seja, é improvável que cause dano agudo. No quesito ambiental, está classificado como Classe III – Produto Perigoso ao Meio Ambiente, sendo altamente tóxico para algas.
As embalagens disponíveis para o Glifosato 480 Sumitomo variam em volumes, incluindo opções de 1, 5, 10, 20, 100, 200, 250 e 500 litros, todas feitas em material apropriado para o produto.
O contato com a empresa pode ser feito pelo telefone (85) 4011-1000, pela SAC 0800-725-4011, além do site oficial www.sumitomochemical.com e o e-mail sac@sumitomochemical.com. É importante ressaltar que o uso do produto exige o cumprimento das normas de segurança e proteção individual indicadas nas instruções, buscando sempre a proteção da saúde humana e do meio ambiente.

Composição
O produto GLIFOSATO 480 SUMITOMO é constituído principalmente pelo ingrediente ativo Glifosato, na forma de N-(phosphonomethyl) glycine, com uma concentração de 480 gramas por litro, correspondente a 48% m/v (massa/volume). Além disso, apresenta um equivalente ácido de glifosato de 360 gramas por litro, ou 36% m/v. A composição inclui também outros ingredientes que totalizam 692 gramas por litro, representando 69,2% m/v.
O glifosato é o componente não inerte responsável pela ação herbicida do produto, enquanto os outros ingredientes complementam a formulação, que é do tipo concentrado solúvel (SL). A formulação facilita a dissolução do produto em água para aplicação, garantindo eficácia no controle das plantas infestantes.
Esta composição garante o desempenho do herbicida como um produto sistêmico não seletivo, com mecanismo de ação pertencente ao grupo químico das glicinas substituídas.
Grupo Químico e Tipo de Formulação
O produto Glifosato 480 Sumitomo pertence ao grupo químico das Glicinas Substituídas. Essa classificação química caracteriza o ingrediente ativo do produto, o glifosato, que atua como herbicida sistêmico não seletivo. A formulação do produto é do tipo Concentrado Solúvel (SL), o que significa que é um concentrado que se dissolve facilmente em água formando uma solução homogênea para aplicação.
Essa formulação facilita a preparação da calda para pulverização e a aplicação eficiente do produto nas culturas indicadas, garantindo a ação eficaz do glifosato no controle das plantas infestantes.

Registro, Titular do Registro, Fabricante e Formulador
O produto comercial "Glifosato 480 Sumitomo" está registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sob o número 04095. O titular do registro é a empresa Sumitomo Chemical Brasil Indústria Química S.A., localizada na Avenida Wilson Camurça, 2138, Distrito Industrial I, Maracanaú/CE, CEP 61939-000. Para contato, telefone: (85) 4011-1000, SAC: 0800-725-4011, website: www.sumitomochemical.com, e-mail: sac@sumitomochemical.com. A empresa possui o CNPJ 07.467.822/0001-26 e o número de registro do estabelecimento junto ao órgão estadual SEMACE é 358/2021, sob a responsabilidade do DICOP – GECON.
Quanto aos fabricantes do produto técnico (matéria-prima), destacam-se diversos produtores reconhecidos com registros no MAPA, sendo eles:
Glifosato Técnico Monsanto – Registro MAPA nº 01998, com unidades fabris pertencentes à Bayer Agriculture BV (Antuérpia, Bélgica), Monsanto Argentina S.A. & S.R.L. (Zarate, Argentina), Bayer CropScience LP (plantas em Muscatine, Iowa e Luling, Louisiana, EUA), e Monsanto do Brasil Ltda. (São José dos Campos, SP, Brasil).
Glifosato Técnico Sumitomo 95% ID – Registro MAPA nº 03703, fabricado pela Coromandel International Limited (Índia) e Sinon Corporation (Taiwan).
Glifosato Técnico Wynca – Registro MAPA nº 38919, produzido por Zhenjiang Jiangnan Chemicals Co., Ltd. (China).
Glifosato XW Técnico – Registro MAPA nº 28118, fabricado por Hubei Trisun Chemicals Co., Ltd. e Inner Mongolia Xingfa Technology Co., Ltd. (China).
O formulador do produto comercial é a Monsanto do Brasil Ltda., situada na Av. Carlos Marcondes, 1200, Km 159,5, Bairro Limoeiro, São José dos Campos/SP, com CNPJ 64.858.525/0002-26 e registro de estabelecimento CDA 525. Esta empresa é responsável pelo desenvolvimento da formulação final "Concentrado Solúvel (SL)" do Glifosato 480 Sumitomo para comercialização no mercado brasileiro.
Instruções de Uso - Culturas Indicadas
O GLIFOSATO 480 SUMITOMO é um herbicida pós-emergente não seletivo, de ação sistêmica, indicado para o controle de plantas infestantes anuais e perenes, tanto monocotiledôneas quanto dicotiledôneas. As culturas para as quais o produto é recomendado incluem arroz irrigado, cana-de-açúcar, café, citros, eucalipto, maçã, milho, pastagens, pinus, seringueira, soja (plantio direto ou não), trigo (plantio direto) e uva.

Arroz irrigado
O produto pode ser aplicado antes do plantio da cultura para o controle das plantas infestantes que requerem até 4,0 L/ha de GLIFOSATO 480 SUMITOMO. Aplicação em jato dirigido protegido nas entrelinhas é permitida para soja e milho.
Cana-de-açúcar
Recomenda-se a aplicação nas entrelinhas, em manchas de plantas infestantes. Para a eliminação de soqueira, deve ser aplicada sobre as folhas em área total, usando dose entre 5,0 e 6,0 L/ha. A aplicação para eliminação de soqueira deve ser realizada quando a média das folhas estiver entre 0,6 m e 1,2 m de altura, medida a partir do chão, ou quando a última lígula visível estiver a 40 cm do solo, antes da formação de colmos na soqueira.
Café
O uso é indicado em faixas ou em área total da rua e carreadores, tomando cuidado para não atingir as folhas da cultura.
Citros, Eucalipto, Maçã, Pinus, Seringueira e Uva
Em plantações de maçã, uva e citros, o produto pode ser aplicado em área total, no coroamento ou apenas onde houver manchas com plantas infestantes. Nas culturas de eucalipto, pinus e seringueira, recomenda-se aplicação terrestre com tratorizado ou costal, conforme a densidade das infestantes. Para uva, recomenda-se observar o intervalo de segurança de 17 dias.
Milho, Soja (plantio direto ou não) e Trigo (plantio direto)
O GLIFOSATO 480 SUMITOMO deve ser aplicado antes do plantio da cultura. Na soja, o controle limitado às plantas infestantes que requerem até 5,0 L/ha é recomendado, enquanto no trigo o controle é direcionado para plantas infestantes que requerem até 4,0 L/ha.
Pastagens
A aplicação pode ser feita tanto por meio terrestre tratorizado como por costal, com volumes de calda ajustados conforme o método utilizado e a densidade das plantas infestantes.

Considerações gerais
O GLIFOSATO 480 SUMITOMO deve ser aplicado de forma dirigida, para não prejudicar as culturas. O volume de calda varia conforme a área efetivamente tratada, porte e densidade das invasoras, e o equipamento utilizado.
Para todas as culturas, a indicação é que o controle das plantas infestantes seja feito com uma única aplicação, aplicada no período inicial de floração para plantas perenes, ou na fase de desenvolvimento antes da formação das flores e sementes para as plantas anuais. O produto não possui ação sobre sementes existentes no solo e deve ser aplicado quando a planta infestante estiver em boas condições de desenvolvimento, sem estresse hídrico.
Estas recomendações visam o uso eficaz e seguro do herbicida, garantindo o controle eficiente das plantas daninhas sem prejudicar as culturas indicadas.
Instruções de Uso - Plantas Infestantes Controladas
O GLIFOSATO 480 SUMITOMO é um herbicida pós-emergente, não seletivo e sistêmico, indicado para o controle de plantas infestantes anuais e perenes, seja monocotiledôneas ou dicotiledôneas, em diversas culturas. As plantas infestantes controladas estão subdivididas em perenes e anuais, com categorização adicional quanto a folha larga ou estreita.
Plantas Infestantes Perenes
Folha Larga: Guanxuma (Sida rhombifolia) na dose de 3,0-4,0 L/ha, Trapoeraba (Commelina benghalensis) 2,0 L/ha, Trapoeraba (Murdannia nudiflora) 4,0-6,0 L/ha, Língua-de-vaca (Rumex obtusifolius) 1,0-3,0 L/ha, Maria-mole (Senecio brasiliensis) 2,0-3,0 L/ha, Falsa-dormideira (Chamaecrista nictitans) 4,0-6,0 L/ha, Assa-peixe (Vernonia ferruginea) 2,0-6,0 L/ha, Almeirão-do-campo (Hypochoeris radicata) 1,0-3,0 L/ha e Alecrim-de-vassoura (Baccharis dracunculifolia) 6,0 L/ha.
Folha Estreita: Capim-gengibre (Paspalum maritimum) 2,0-4,0 L/ha, Capim-colonião (Panicum maximum) 4,0-5,0 L/ha, Capim-kikuio (Pennisetum clandestinum) 3,0-5,0 L/ha, Tiriricão (Cyperus esculentus) 3,0-5,0 L/ha, Tiririca (Cyperus rotundus) 5,0-6,0 L/ha, Grama-seda (Cynodon dactylon) 5,0-6,0 L/ha, Capim-angola (Brachiaria mutica) 6,0 L/ha, Grama-batatais (Paspalum notatum) 5,0-6,0 L/ha e Junquinho (Cyperus ferax) 3,0-4,0 L/ha.

Plantas Infestantes Anuais
Folha Estreita: Capim-marmelada (Brachiaria plantaginea) 1,0 L/ha, Capim-carrapicho (Cenchrus echinatus) 1,5 L/ha, Capim-colchão (Digitaria sanguinalis) 3,0-6,0 L/ha, Capim-favorito (Rynchlitrum repens) 3,0-6,0 L/ha, Capim-pé-galinha (Eleusine indica) 2,0 L/ha, Arroz-vermelho (Oryza sativa) 3,0-6,0 L/ha, Capim-arroz (Echinocloa colona) 1,0-2,0 L/ha, Capim-rabo-de-raposa (Setaria geniculata) 2,0 L/ha e Capim-gordura (Melinis minutiflora) 6,0 L/ha.
Folha Larga: Picão-branco (Galinsoga parviflora) 1,0 L/ha, Picão-preto (Bidens pilosa) 1,0 L/ha, Beldroega (Portulaca oleracea) 2,0 L/ha, Carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum) 1,5-2,0 L/ha, Caruru-branco (Amaranthus hybridus) 1,5-3,0 L/ha, Caruru-de-mancha (Amaranthus viridis) 1,0-2,0 L/ha, Falsa-serralha (Emilia sonchifolia) 2,0 L/ha, Nabiça (Raphanus raphanistrum) 2,0 L/ha, Losna-branca (Parthenium hysterophorus) 1,5-2,0 L/ha, Amendoim-bravo (Euphorbia heterophylla) 3,0-4,0 L/ha, Tranchagem (Plantago tomentosa) 2,0-3,0 L/ha, Cravo-de-defunto (Tagetes minuta) 1,0-3,0 L/ha, Dente-de-leão (Taraxacum officinale) 1,0-3,0 L/ha, Azevém (Lolium multiflorum) 1,0-3,0 L/ha, Vassourinha (Malvastrum coromandelianum) 2,0-6,0 L/ha, Angiquinho (Aeschynomene rudis) 3,0-4,0 L/ha, Lanceta (Eclipta alba) 2,0-4,0 L/ha e Maria-pretinha (Solanum americanum) 1,0-6,0 L/ha.
A aplicação deve ser realizada em uma única vez, no período inicial de floração para plantas infestantes perenes ou na fase de desenvolvimento antes da formação das flores e sementes para plantas infestantes anuais. Em especial, o controle das plantas infestantes Digitaria sanguinalis deve ser feito desde plantas recém germinadas até plantas adultas para maior eficácia do herbicida.
Importante salientar que o GLIFOSATO 480 SUMITOMO não atua sobre sementes existentes no solo e recomenda-se aplicar o produto quando as plantas infestantes estiverem em boas condições de desenvolvimento, sem sofrer estresse hídrico.
Por fim, na cultura da cana-de-açúcar em caso de eliminação de soqueira, a recomendação é aplicação concentrada sobre as folhas em área total com dose entre 5,0 e 6,0 L/ha, sendo esta feita quando a média das folhas estiver entre 0,6m a 1,2m de altura a partir do chão, ou, alternativamente, quando a última lígula visível estiver a 40 cm do solo, antes da formação de colmos na soqueira.

Instruções de Uso - Doses Recomendadas por Planta Infestante
As doses recomendadas do produto herbicida GLIFOSATO 480 SUMITOMO variam conforme a planta infestante, seu tipo (perene ou anual) e sua classificação em folhas largas ou estreitas, visando um controle eficaz e seguro das plantas daninhas nas diversas culturas indicadas.
Plantas infestantes perenes
Folha larga:
- Guanxuma (Sida rhombifolia): 3,0 a 4,0 L/ha
- Trapoeraba (Commelina benghalensis): 2,0 L/ha
- Trapoeraba (Murdannia nudiflora): 4,0 a 6,0 L/ha
- Língua-de-vaca (Rumex obtusifolius): 1,0 a 3,0 L/ha
- Maria-mole (Senecio brasiliensis): 2,0 a 3,0 L/ha
- Falsa-dormideira (Chamaecrista nictitans): 4,0 a 6,0 L/ha
- Assa-peixe (Vernonia ferruginea): 2,0 a 6,0 L/ha
- Almeirão-do-campo (Hypochoeris radicata): 1,0 a 3,0 L/ha
- Alecrim-de-vassoura (Baccharis dracunculifolia): 6,0 L/ha
Folha estreita:
- Capim-gengibre (Paspalum maritimum): 2,0 a 4,0 L/ha
- Capim-colonião (Panicum maximum): 4,0 a 5,0 L/ha
- Capim-kikuio (Pennisetum clandestinum): 3,0 a 5,0 L/ha
- Tiriricão (Cyperus esculentus): 3,0 a 5,0 L/ha
- Tiririca (Cyperus rotundus): 5,0 a 6,0 L/ha
- Grama-seda (Cynodon dactylon): 5,0 a 6,0 L/ha
- Capim-angola (Brachiaria mutica): 6,0 L/ha
- Grama-batatais (Paspalum notatum): 5,0 a 6,0 L/ha
- Junquinho (Cyperus ferax): 3,0 a 4,0 L/ha
- Capim-braquiária (Brachiaria decumbens): 6,0 L/ha
- Capim-amargoso (Digitaria insularis): 2,0 a 6,0 L/ha

Plantas infestantes anuais
Folha estreita:
- Capim-marmelada (Brachiaria plantaginea): 1,0 L/ha
- Capim-carrapicho (Cenchrus echinatus): 1,5 L/ha
- Capim-colchão (Digitaria sanguinalis): 3,0 a 6,0 L/ha
- Capim-favorito (Rynchlitrum repens): 3,0 a 6,0 L/ha
- Capim-pé-galinha (Eleusine indica): 2,0 L/ha
- Arroz-vermelho (Oryza sativa): 3,0 a 6,0 L/ha
- Capim-arroz (Echinochloa colona): 1,0 a 2,0 L/ha
- Capim-rabo-de-raposa (Setaria geniculata): 2,0 L/ha
- Capim-gordura (Melinis minutiflora): 6,0 L/ha
Folha larga:
- Picão-branco (Galinsoga parviflora): 1,0 L/ha
- Picão-preto (Bidens pilosa): 1,0 L/ha
- Beldroega (Portulaca oleracea): 2,0 L/ha
- Carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum): 1,5 a 2,0 L/ha
- Caruru-branco (Amaranthus hybridus): 1,5 a 3,0 L/ha
- Caruru-de-mancha (Amaranthus viridis): 1,0 a 2,0 L/ha
- Falsa-serralha (Emilia sonchifolia): 2,0 L/ha
- Nabiça (Raphanus raphanistrum): 2,0 L/ha
- Losna-branca (Parthenium hysterophorus): 1,5 a 2,0 L/ha
- Amendoim-bravo (Euphorbia heterophylla): 3,0 a 4,0 L/ha
- Tranchagem (Plantago tomentosa): 2,0 a 3,0 L/ha
- Poaia-branca (Richardia brasiliensis): 1,0 a 3,0 L/ha
- Cravo-de-defunto (Tagetes minuta): 1,0 a 3,0 L/ha
- Dente-de-leão (Taraxacum officinale): 1,0 a 3,0 L/ha
- Azevém (Lolium multiflorum): 1,0 a 3,0 L/ha
- Vassourinha (Malvastrum coromandelianum): 2,0 a 6,0 L/ha
- Angiquinho (Aeschynomene rudis): 3,0 a 4,0 L/ha
- Lanceta (Eclipta alba): 2,0 a 4,0 L/ha
- Maria-pretinha (Solanum americanum): 1,0 a 6,0 L/ha
Especificidade para Cana-de-açúcar na eliminação de soqueira
Para eliminação de soqueira na cultura da cana-de-açúcar, utiliza-se uma dose de 5,0 a 6,0 L/ha do produto. A aplicação deve ser realizada quando a média da altura das folhas estiver entre 0,6 m e 1,2 m a partir do chão, ou quando a última lígula visível estiver a 40 cm do solo, antes da formação dos colmos na soqueira.

Observações importantes
Cada litro do GLIFOSATO 480 SUMITOMO contém 480 g de glifosato na forma de sal de isopropilamina, correspondente a 360 g do equivalente ácido. Para doses superiores a 1,8 kg/ha (equivalente ácido), é obrigatória a utilização de tecnologias que reduzam a deriva em até 50%, especialmente para aplicações costais, tratorizadas ou estacionárias, garantindo eficiência e segurança ambiental.
A aplicação para controle eficaz deve ocorrer na fase inicial de floração para plantas infestantes perenes ou na fase de desenvolvimento, antes da formação das flores e sementes para plantas anuais. O produto não age sobre sementes no solo, e a aplicação deve ser feita em plantas infestantes bem desenvolvidas e sem estresse hídrico.
Este controle varia ainda conforme a cultura em que se utiliza o produto, observando recomendações específicas para trato em áreas totais ou dirigidas, conforme compreendido nas instruções para cada cultura.

Instruções de Uso - Época e Número de Aplicações
O controle das plantas infestantes com o herbicida GLIFOSATO 480 SUMITOMO é realizado com uma única aplicação, desde que o produto seja aplicado no período correto para cada tipo de planta infestante. Para plantas infestantes perenes, a aplicação deve ocorrer no período inicial de floração, enquanto para plantas infestantes anuais, deve ser aplicada na fase de desenvolvimento, antes da formação das flores e sementes.
Para o controle específico de Digitaria sanguinalis, as aplicações podem ser feitas desde plantas recém-germinadas até plantas adultas. Vale destacar que o GLIFOSATO 480 SUMITOMO não atua sobre as sementes na superfície do solo, sendo necessário aplicá-lo quando a planta infestante estiver em boas condições de desenvolvimento e sem efeito de estresse hídrico.
Observações importantes para as culturas incluem:
- Em plantações de maçã, uva e citros, o herbicida pode ser aplicado em área total, coroamento ou somente nas manchas de plantas infestantes.
- Na cultura do café, a aplicação deve ser feita em faixas ou em área total da rua e carreadores, tomando cuidado para não atingir as folhas da cultura.
- Na cana-de-açúcar, aplicar nas entrelinhas nas manchas de plantas infestantes. No caso da eliminação de soqueira, a aplicação deve ser feita sobre as folhas, em área total, utilizando a dose de 5,0 a 6,0 L/ha.
- Para culturas como arroz, soja (plantio direto ou não) e trigo (plantio direto), a aplicação deve ser realizada antes do plantio da cultura. Pode também ser aplicada em jato dirigido protegido nas entrelinhas de soja e milho.
- Na soja, o controle deve ser promovido apenas para plantas infestantes que requerem até 5,0 L/ha do produto comercial.
- No trigo, recomenda-se realizar o controle somente para plantas infestantes que exigem até 4,0 L/ha do GLIFOSATO 480 SUMITOMO.
Dessa forma, a época correta e o número de aplicações (normalmente uma única aplicação) são essenciais para assegurar a eficiência do controle de plantas infestantes e a segurança das culturas tratadas.

Instruções de Uso - Modo e Equipamento de Aplicação
O produto Glifosato 480 Sumitomo deve ser aplicado de forma dirigida, visando evitar prejuízos às culturas. O volume de calda utilizado na aplicação pode variar conforme a área efetivamente tratada, o porte e a densidade das plantas invasoras, bem como em função do equipamento e tecnologia utilizados.
Aplicação Tratorizada
Na aplicação terrestre com trator, os volumes de calda indicados são:
- Para arroz irrigado, milho, soja e trigo: 50 a 200 litros por hectare.
- Para cana-de-açúcar na eliminação de soqueira: 200 a 400 litros por hectare.
- Para pastagens: 200 a 300 litros por hectare.
- Para café, citros, eucalipto, maçã, pinus, seringueira e uva: 100 a 200 litros por hectare.
As recomendações para a aplicação com equipamentos tratorizados incluem:
- Utilização de bicos que gerem gotas médias, grossas ou muito grossas para minimizar riscos de deriva.
- Vazão entre 50 e 400 litros por hectare.
- A pressão deve ser selecionada de acordo com o volume de calda e a classe de gotas pretendida.
- Preferência pelo uso de gotas médias (M), grossas (G) ou muito grossas (MG).
Aplicação com Costal Manual
Na aplicação com costal manual, o operador deve calibrar o equipamento individualmente, com uma velocidade aproximada de 1 metro por segundo. As recomendações técnicas são:
- Uso de bicos que produzam gotas médias, grossas ou muito grossas.
- Vazão entre 100 e 400 litros por hectare, sendo que o volume final depende do ritmo do operador, pois o equipamento não possui regulador de pressão.
- Adequação da pressão em função do volume de calda e da classe de gotas.
- Utilização de gotas médias (M), grossas (G) ou muito grossas (MG).

Condições Climáticas Ideais para Aplicação
Para garantir a eficácia e segurança da aplicação, devem ser observadas as condições climáticas, considerando médias durante o período de aplicação:
- Temperatura máxima de 28ºC.
- Umidade relativa mínima de 55%.
- Velocidade máxima do vento de 10 km/h (3 m/s).
- Recomenda-se observar as condições locais para minimizar perdas por volatilização ou deriva.
É fundamental que a deriva proveniente da aplicação não atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, corpos hídricos, criação de animais ou áreas de proteção ambiental. As condições de aplicação podem ser ajustadas de acordo com orientações técnicas específicas, mediante uso de tecnologia adequada. O aplicador deve sempre buscar orientações técnicas para garantir um uso responsável e eficiente do produto.

Instruções de Uso - Intervalo de Segurança por Cultura
O produto Glifosato 480 Sumitomo apresenta intervalos de segurança específicos para as diversas culturas em que é indicado seu uso. O intervalo de segurança é o período de tempo mínimo que deve transcorrer entre a última aplicação do produto e a colheita da cultura, garantindo assim a segurança alimentar e a eficácia no manejo.
Para as culturas de arroz irrigado, cana-de-açúcar, milho, pastagens e trigo, o intervalo de segurança não é determinado devido à modalidade de emprego do herbicida nessas culturas. Na cultura do café, o intervalo recomendado é de 15 dias, enquanto nos citros, o intervalo estabelecido é de 30 dias. Para a maçã, o intervalo de segurança também é de 15 dias.
Para as culturas de eucalipto, pinus e seringueira, que são classificadas como uso não alimentar (UNA), não há intervalo de segurança definido. Na cultura da soja, o intervalo de segurança é não determinado quando o produto é aplicado em pós-emergência das plantas infestantes e pré-emergência da cultura.
Na cultura da uva, o intervalo de segurança definido é de 17 dias. É fundamental respeitar esses prazos para garantir a qualidade do produto agrícola final e evitar riscos à saúde dos consumidores.
Essas recomendações são importantes para que o uso do Glifosato 480 Sumitomo seja realizado de forma segura e responsável, respeitando os períodos indicados para cada cultura.

Instruções de Uso - Intervalo de Reentrada de Pessoas em Áreas Tratadas
Após a aplicação do produto GLIFOSATO 480 SUMITOMO, é fundamental respeitar um intervalo mínimo de segurança para a reentrada de pessoas nas áreas tratadas. Recomenda-se que não se entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda, o que corresponde a um período mínimo de 24 horas após a aplicação.
Caso seja necessário o ingresso na área tratada antes do término deste período, é obrigatório o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados para aplicação do produto, a fim de garantir a proteção da saúde dos trabalhadores.
Além disso, deve-se evitar ao máximo o contato com a área tratada e impedir a permanência de animais, crianças ou pessoas não autorizadas durante esse intervalo. A sinalização da área com avisos claros, como “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA”, é recomendada para manter a segurança até o final do período de reentrada.
O cumprimento dessas orientações é essencial para minimizar riscos à saúde humana, garantir a segurança dos aplicadores e demais pessoas que possam acessar as áreas tratadas com GLIFOSATO 480 SUMITOMO.

Instruções de Uso - Limitações de Uso
As limitações de uso do Glifosato 480 Sumitomo são essenciais para garantir a eficiência do produto e a segurança das culturas tratadas. O uso do produto está restrito aos indicados no rótulo e bula, sendo proibida a aplicação fora dessas recomendações. Quando aplicado nas doses recomendadas, o produto não causa danos às culturas indicadas.
É importante observar que a ocorrência de chuva até 6 horas após a aplicação pode prejudicar a eficácia do herbicida. Além disso, não se deve armazenar a calda preparada em recipientes de ferro galvanizado, ferro ou aço comum, uma vez que o produto é corrosivo a esses materiais.
Para aplicações com doses acima de 1.800 g/ha de ingrediente ativo (considerando formulações SL/SC e WG/SG), é obrigatória a utilização de tecnologias de redução de deriva em 50%. Essa medida deve ser observada em aplicações com costal, nas aplicações estacionárias e semi-estacionárias, assim como nas aplicações tratorizadas, visando minimizar os riscos ambientais e maximizar a eficiência do tratamento.
O usuário deve ainda seguir rigorosamente as recomendações de dose, modo de aplicação e restrições para garantir a segurança e a qualidade do tratamento, respeitando as limitações especificadas.

Manejo de Resistência das Plantas Daninhas
O uso sucessivo de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação para o controle das mesmas plantas daninhas pode contribuir para o aumento da população de plantas resistentes, ocasionando perda de eficiência do produto e prejuízos ao cultivo. Para evitar esses problemas relacionados à resistência, recomenda-se seguir algumas práticas específicas de manejo:
- Realizar a rotação de herbicidas, utilizando produtos com mecanismos de ação distintos do Grupo G para o controle do mesmo alvo, sempre que apropriado.
- Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas, respeitando as boas práticas agrícolas.
- Utilizar as doses recomendadas e o modo de aplicação conforme as instruções da bula do produto.
- Consultar um engenheiro agrônomo para definição das principais estratégias regionais de manejo de resistência e para orientação técnica sobre a aplicação de herbicidas.
Além disso, informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser verificadas e comunicadas às seguintes entidades especializadas:
- Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD): www.sbcpd.org
- Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR): www.hrac-br.org
- Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA): www.agricultura.gov.br
Seguindo essas orientações, é possível promover um manejo eficaz e sustentável das plantas daninhas, evitando a resistência e garantindo a eficiência do herbicida Glifosato 480 Sumitomo.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Precauções Gerais
Antes de usar o produto é fundamental ler atentamente as instruções da bula para garantir a segurança durante seu manuseio. O Glifosato 480 Sumitomo é destinado exclusivamente para uso agrícola e deve ser manipulado apenas por trabalhadores capacitados. É importante evitar comer, beber ou fumar durante o manuseio e aplicação do produto para prevenir ingestões acidentais.
O transporte do produto deve ser feito isoladamente, não sendo permitido o transporte junto com alimentos, medicamentos, rações, animais ou pessoas. Durante toda a manipulação, o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados é obrigatório para evitar contato direto com o produto.
Não utilize equipamentos que apresentem vazamentos ou defeitos e nunca desentupa bicos, orifícios ou válvulas com a boca. Além disso, é rigorosamente proibido o uso de EPIs que estejam danificados, úmidos, vencidos ou que possuam vida útil fora da especificação determinada pelo fabricante.
Evite aplicar o produto próximo a escolas, residências e outros locais onde haja permanência de pessoas, bem como em áreas de criação animal, para minimizar riscos à saúde de terceiros. Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, é essencial seguir imediatamente as orientações de primeiros socorros e procurar serviço médico de emergência.
Mantenha o produto adequadamente fechado em sua embalagem original e guarde-o em local trancado, fora do alcance de crianças e animais. Para proteção durante o uso, recomenda-se vestir os EPIs na seguinte ordem: macacão ou calça e blusa com tratamento hidrorrepelente, botas de borracha, avental impermeável, máscara facial ou respirador, viseira facial ou óculos de segurança com proteção lateral, touca ou boné árabe e luvas de proteção química.
Por fim, siga sempre as recomendações do fabricante quanto à limpeza, conservação e descarte dos EPIs, garantindo sua manutenção adequada, e previna a contaminação tanto pessoal como ambiental.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Precauções Durante a Preparação da Calda
Durante a preparação da calda do herbicida Glifosato 480 Sumitomo, é fundamental que sejam adotadas medidas rigorosas de proteção para garantir a segurança do operador. É obrigatório o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) na seguinte ordem: macacão ou calça e blusa com tratamento hidrorrepelente, passando por cima dos punhos das luvas e pelas pernas da calça por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara facial ou respirador; viseira facial ou óculos de segurança com proteção lateral; touca ou boné árabe; e luvas de proteção contra produtos químicos.
O manuseio deve ser realizado em local aberto e ventilado para minimizar os riscos de exposição a vapores ou respingos. Ao abrir a embalagem do produto, recomenda-se adotar cuidados especiais para evitar respingos que possam causar contato com a pele ou olhos.
Além disso, podem ser adotadas recomendações adicionais de segurança pelo técnico responsável, considerando o método utilizado na preparação da calda ou a implementação de medidas coletivas de segurança, de modo a ampliar a proteção do trabalhador. O uso correto e completo dos EPIs, aliado a um ambiente adequado para a manipulação do produto, é essencial para prevenir acidentes e intoxicações durante esta etapa.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Precauções Durante a Aplicação do Produto
Durante a aplicação do produto GLIFOSATO 480 SUMITOMO, é fundamental adotar diversas precauções para garantir a segurança do aplicador e de terceiros. O contato direto com a área tratada deve ser evitado ao máximo. Deve-se aplicar o produto apenas nas doses recomendadas, respeitando o intervalo de segurança, que é o período entre a última aplicação e a colheita.
É imprescindível não permitir a entrada de animais, crianças ou quaisquer pessoas não autorizadas na área onde o produto está sendo aplicado. A aplicação não deve ocorrer na presença de ventos fortes ou durante as horas mais quentes do dia, devendo-se observar as condições climáticas ideais para minimizar riscos. A direção do vento deve ser verificada cuidadosamente para evitar contato ou que outras pessoas tenham contato com a névoa do produto.
O uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) indicados é obrigatório durante a aplicação. Estes devem ser colocados na seguinte ordem: macacão ou calça e blusa com tratamento hidrorrepelente (com os punhos das luvas passando por cima das mangas e as pernas da calça por cima das botas), botas de borracha, avental impermeável, máscara facial ou respirador, viseira facial ou óculos de segurança com proteção lateral, touca ou boné árabe e luvas de proteção contra produtos químicos. Recomenda-se ainda que medidas adicionais de segurança possam ser adotadas pelo técnico responsável, considerando o método usado na aplicação ou a adoção de medidas coletivas.
Ao seguir essas precauções durante a aplicação, busca-se minimizar os riscos de intoxicação e garantir a segurança do operador, pessoas próximas e meio ambiente.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Precauções Após a Aplicação do Produto
Após a aplicação do GLIFOSATO 480 SUMITOMO, é fundamental adotar diversas precauções para garantir a segurança das pessoas e minimizar riscos à saúde. Primeiramente, a área tratada deve ser sinalizada com avisos que contenham a frase “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA” e esses avisos devem ser mantidos até o término do período de reentrada recomendado.
É importante evitar o máximo possível o contato com a área onde o produto foi aplicado. Caso seja necessário entrar na área tratada antes do término do intervalo de reentrada, o uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para aplicação deve ser rigorosamente observado para garantir a proteção adequada.
Além disso, não se deve permitir que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada permaneça nas áreas tratadas imediatamente após a aplicação. É imprescindível que o produto seja aplicado exatamente nas doses recomendadas e que seja respeitado o intervalo de segurança entre a última aplicação e a colheita.
Antes de retirar os equipamentos de proteção individual, as luvas ainda vestidas devem ser lavadas para evitar contaminação. O restante do produto deve ser mantido adequadamente fechado em sua embalagem original, armazenado em local trancado e fora do alcance de crianças e animais.
Após a aplicação, recomenda-se tomar banho imediato e trocar as roupas usadas no procedimento. As roupas e os equipamentos de proteção utilizados devem ser lavados separadamente das demais roupas da família, utilizando luvas e avental impermeável durante a lavagem.
Também é importante realizar a manutenção e a lavagem dos equipamentos de aplicação após cada uso, garantindo sua correta higienização e funcionamento. A embalagem vazia não deve ser reutilizada. Para o descarte dessas embalagens, os EPIs recomendados, incluindo botas de borracha, avental impermeável, máscara ou respirador, viseira ou óculos de segurança e luvas químicas, devem ser utilizados.
Para garantir máxima segurança, os EPIs devem ser retirados em ordem específica: touca ou boné árabe, viseira facial ou óculos de segurança com proteção lateral, avental impermeável, blusa com tratamento hidrorrepelente, botas de borracha, calça com tratamento hidrorrepelente, luvas de proteção química e máscara facial ou respirador. A limpeza e manutenção dos EPIs devem ser realizadas por pessoas treinadas e devidamente protegidas. Em ambientes de trabalho, é proibido levar os EPIs para casa.
Além disso, recomendações adicionais de segurança podem ser adotadas pelo técnico responsável pela aplicação, especialmente dependendo do método utilizado ou quando forem necessárias medidas coletivas de segurança.
Em síntese, seguir rigorosamente essas precauções após a aplicação do GLIFOSATO 480 SUMITOMO é essencial para a proteção da saúde humana, prevenindo contatos indesejados, intoxicações e garantindo o uso seguro do produto.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
Para garantir a segurança durante o manuseio e aplicação do produto Glifosato 480 Sumitomo, o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) é obrigatório e deve seguir rigorosamente as recomendações descritas no rótulo e bula do produto. O equipamento recomendado deve ser vestido na ordem correta para aumentar a proteção do trabalhador.
Os EPIs indicados incluem:
- Macacão ou calça e blusa com tratamento hidrorrepelente, devendo a blusa ser colocada sobre a calça e passar por cima dos punhos das luvas, assim como a calça sobre as botas;
- Botas de borracha;
- Avental impermeável;
- Máscara facial ou respirador para proteção respiratória;
- Viseira facial ou óculos de segurança com proteção lateral para proteger os olhos;
- Touca ou boné árabe para proteção da cabeça;
- Luvas específicas para proteção contra produtos químicos.
O manuseio deve ocorrer em local aberto e ventilado, sempre utilizando os EPIs recomendados para minimizar a exposição ao produto. É fundamental inspecionar e não utilizar equipamentos que estejam danificados, úmidos, fora do prazo de validade ou com a vida útil excedida, seguindo também as recomendações do fabricante quanto à limpeza, conservação e descarte adequado dos EPIs.
Adicionalmente, o técnico responsável pelo manuseio ou aplicação pode adotar recomendações adicionais, dependendo do método utilizado ou de medidas coletivas de segurança adotadas no local de trabalho. Após o uso, os EPIs devem ser retirados na sequência correta para evitar a contaminação: primeiro touca ou boné, depois viseira ou óculos, avental, blusa hidrorrepelente, botas de borracha, calça hidrorrepelente, luvas químicas e, por fim, a máscara facial ou respirador.
A manutenção e limpeza do EPI devem ser feitas por pessoa treinada e devidamente protegida. Em ambientes de trabalho, é proibido que os trabalhadores levem os EPIs para casa.
O uso correto dos equipamentos de proteção individual é essencial para evitar intoxicações e garantir a saúde dos trabalhadores durante as fases de preparação da calda, aplicação e manejo do produto Glifosato 480 Sumitomo.

Primeiros Socorros - Ingestão
Em caso de ingestão do produto Glifosato 480 Sumitomo, é fundamental não provocar vômito, exceto quando indicado por um profissional médico. Caso o vômito ocorra naturalmente, a pessoa deve ser colocada de lado para evitar riscos de aspiração. Não se deve oferecer nada para beber ou comer à vítima. É imprescindível procurar imediatamente um serviço médico de emergência, levando a embalagem, o rótulo, a bula, o folheto informativo e/ou a receita agronômica do produto para auxiliar no atendimento.
O tratamento das intoxicações por Glifosato é basicamente sintomático e deve ser implementado em conjunto com as medidas de descontaminação que visam limitar a absorção e os efeitos locais. Não existe antídoto específico para este produto, e a administração de atropina não é indicada, pois o produto não é inibidor das colinesterases.
A descontaminação envolve sobretudo a remoção das roupas e acessórios contaminados e a lavagem cuidadosa da pele, incluindo pregas, cavidades e orifícios, assim como os cabelos, com água corrente abundante e sabão, para eliminar possíveis resíduos do produto.
Se a ingestão for recente, dentro de uma hora, deve-se avaliar a necessidade de lavagem gástrica e administrar carvão ativado para adsorção do produto. Nas doses para o carvão ativado, utilizam-se de 50 a 100 gramas para adultos, 25 a 50 gramas para crianças de 1 a 12 anos, e 1 grama por quilograma para menores de um ano, diluído em água na proporção de 30 gramas para 240 ml de água. Durante esse procedimento, é importante manter a consciência da vítima e proteger as vias aéreas para evitar risco de aspiração.
O suporte e o tratamento sintomático abrangem manter as vias aéreas desobstruídas, aspirar secreções e fornecer oxigênio a 100%. Deve-se monitorar possíveis insuficiências respiratórias, podendo ser necessária ventilação mecânica com pressão positiva ao final da expiração (PEEP) nos casos de edema pulmonar. Em caso de alterações tensionais e arritmias cardíacas, utilizar tratamento específico. A hidratação por via venosa deve ser mantida para casos de hipotensão, com associação de vasopressores se necessário. Para insuficiência renal, o tratamento inclui o uso de diuréticos como a furosemida, e a acidose metabólica deve ser corrigida com bicarbonato de sódio, recorrendo à hemodiálise em casos refratários. Lesões gastrointestinais e oculares devem receber tratamento local adequado, como o uso de anestésicos tópicos e bloqueadores de receptores H2 ou inibidores da bomba de prótons para úlceras gastroduodenais, além do acompanhamento de exames laboratoriais e observação médica por no mínimo 24 horas.
Contraindicações importantes incluem não induzir o vômito devido ao risco de aspiração, evitar diluição do produto que aumenta a área de contato e não utilizar morfina, pois pode comprometer a pressão arterial e a função cardiorrespiratória.
Em situação de emergência, recomenda-se contactar o serviço de Disque-Intoxicação (0800-722-6001) para orientação especializada, além de comunicar os casos aos sistemas oficiais de notificação como o SINAN/MS e Notivisa. O atendimento médico deve ser feito com proteção adequada para o prestador de socorro, incluindo uso de luvas e avental impermeável, para evitar contaminação.

Primeiros Socorros - Contato com os Olhos
Em caso de contato do produto Glifosato 480 Sumitomo com os olhos, é fundamental agir imediatamente para minimizar danos. O produto provoca lesões oculares graves, por isso, deve-se lavar os olhos com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. É importante evitar que a água utilizada para a lavagem entre no outro olho para não causar contaminação cruzada. Caso a pessoa utilize lentes de contato, estas devem ser retiradas para facilitar a enxágue adequado e prevenir maiores danos.
A rápida irrigação dos olhos é essencial, uma vez que o produto pode causar irritação, sensação de queimação ocular, visão turva, conjuntivite, edema palpebral e até ulceração com sequelas cicatriciais na córnea. Após a lavagem imediata, recomenda-se busca rápida por atendimento médico especializado, levando a embalagem, o rótulo ou outras informações do produto para orientação adequada do tratamento.
Além disso, quem prestar socorro ao intoxicado deve utilizar equipamentos de proteção individual, como luvas e avental impermeável, para evitar contaminação durante os procedimentos de descontaminação.
Primeiros Socorros - Contato com a Pele
Em caso de contato do produto GLIFOSATO 480 SUMITOMO com a pele, é importante agir rapidamente para evitar irritações e possíveis danos. O produto provoca irritação cutânea e pode causar reações alérgicas na pele.
A recomendação imediata é retirar todas as roupas e acessórios contaminados, como cintos, pulseiras, óculos, relógios e anéis. Em seguida, lavar a pele afetada com bastante água corrente e sabão neutro durante pelo menos 15 minutos. Essa ação ajuda a remover o produto e diminuir o efeito irritativo ou alérgico.
Após o procedimento de lavagem, caso apareçam sintomas persistentes, deve-se procurar atendimento médico especializado. É fundamental também que a pessoa que prestar os primeiros socorros esteja protegida com luvas e avental impermeável para evitar contaminação.

Primeiros Socorros - Inalação
Em caso de inalação do produto GLIFOSATO 480 SUMITOMO, deve-se levar a pessoa para um local aberto e ventilado imediatamente para minimizar a exposição. A inalação pode provocar sintomas alérgicos de asma ou dificuldades respiratórias. É importante que a pessoa que prestar atendimento ao intoxicado utilize equipamentos de proteção, como luvas e avental impermeável, para evitar a contaminação com o agente tóxico. Após retirar o indivíduo da área contaminada, deve-se buscar atendimento médico de emergência o mais rápido possível, levando a embalagem, rótulo, bula ou qualquer informação pertinente do produto para o serviço de saúde. O tratamento é sintomático e visa garantir a manutenção das vias respiratórias e o suporte respiratório necessário para o paciente.
Primeiros Socorros - Advertências ao Prestador de Socorro
Ao prestar atendimento a uma pessoa intoxicada pelo produto Glifosato 480 Sumitomo, é essencial que o socorrista utilize luvas e avental impermeável para evitar a contaminação pelo agente tóxico. Essa prevenção é fundamental durante a adoção das medidas de descontaminação, garantindo a segurança do atendente e evitando a exposição direta ao produto. O uso adequado destes equipamentos de proteção individual contribui para a prestação de um socorro eficaz e seguro tanto para o intoxicado quanto para o prestador de socorro.

Primeiros Socorros - Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico das intoxicações por Glifosato 480 Sumitomo é estabelecido pela confirmação da exposição ao produto e pela ocorrência de quadro clínico compatível. Nos casos de ingestão, o diagnóstico pode ser confirmado pela presença do composto no material de aspiração gástrica, quando esse procedimento é realizado.
O tratamento das intoxicações por Glifosato é basicamente sintomático e deve ser implementado paralelamente às medidas de descontaminação, que visam limitar a absorção do produto e os seus efeitos locais. Não existe antídoto específico para essa intoxicação e, porque o Glifosato não é um produto inibidor das colinesterases, não deve ser administrada atropina como antídoto.
A descontaminação inclui a remoção das roupas e acessórios contaminados, seguida de lavagem cuidadosa da pele, incluindo pregas, cavidades, orifícios e cabelos, com água corrente abundante e sabão. A vítima deve ser levada para um local ventilado.
Em caso de exposição ocular, deve-se irrigar abundantemente com soro fisiológico ou água limpa por no mínimo 15 minutos, cuidando para evitar que a água de lavagem atinja a pele e outras mucosas.
Se ocorrer ingestão recente do produto (menos de uma hora), deve-se avaliar a necessidade de lavagem gástrica e administrar carvão ativado na proporção de 50 a 100 gramas em adultos, 25 a 50 gramas em crianças de 1 a 12 anos, e 1 grama por quilograma em menores de 1 ano. O carvão ativado deve ser diluído na proporção de 30 gramas para 240 mililitros de água. Durante esse procedimento deve-se atentar ao nível de consciência da vítima para proteger as vias aéreas de risco de aspiração.
O suporte emergencial e tratamento sintomático envolvem manter vias aéreas desobstruídas, aspirar secreções e fornecer oxigênio (O2 a 100%). É necessário observar atentamente a ocorrência de insuficiência respiratória. Caso haja edema pulmonar, deve-se manter ventilação e oxigenação adequadas, com monitoramento gasométrico, e, se necessário, iniciar ventilação mecânica com pressão positiva final expiratória (PEEP).
Além disso, é importante monitorar flutuações da pressão arterial e arritmias cardíacas, tratando-as especificamente quando identificadas. Manter acesso venoso de bom calibre para infusão de fluidos em casos de hipotensão e associar vasopressores quando necessário. Para insuficiência renal, utilizar furosemida.
A acidose metabólica deve ser tratada com solução de bicarbonato de sódio e, em casos refratários, com hemodiálise. Lesões da mucosa oral podem ser tratadas com gel anestésico tópico, e úlceras gastroduodenais com bloqueadores H2 (como cimetidina, ranitidina e famotidina) ou bloqueadores da bomba de próton (omeprazol, lansoprazol, pantoprazol).
Lesões oculares necessitam de exame de urgência e tratamento por oftalmologista. É recomendada a avaliação dos níveis de enzimas hepáticas, amilasemia, gasometria, eletrólitos, elementos anormais e sedimentoscopia de urina, além da conveniência de realização de radiografia de tórax e endoscopia digestiva alta.
A observação da vítima deve ser mantida por no mínimo 24 horas após o desaparecimento dos sintomas.
Contraindicações importantes para o tratamento incluem a indução do vômito, devido ao risco potencial de aspiração, bem como a diluição do produto, que aumenta a superfície de contato. O uso de morfina deve ser evitado, pois pode comprometer a pressão arterial e deprimir a função cardiorrespiratória.
Em casos de emergência, recomenda-se ligar para o Disque-Intoxicação (0800-722-6001), que oferece informações especializadas sobre diagnóstico e tratamento, além de notificar os casos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/MS) e no Notivisa.

Efeitos Toxicológicos - Mecanismo de Ação
O produto GLIFOSATO 480 SUMITOMO é composto pelo ingrediente ativo glifosato, que pertence ao grupo químico das glicinas substituídas. Seu mecanismo de ação nas plantas consiste na inibição da enzima EPSPs (5-enolpiruvilshikimato-3-fosfato sintetase), interrompendo a síntese dos aminoácidos essenciais fenilalanina, tirosina e triptofano. Essa inibição impacta diretamente o metabolismo das plantas, levando-as à morte.
Em relação à toxicidade para seres humanos, o mecanismo específico de ação tóxica ainda não é completamente conhecido. Contudo, estudos indicam que o glifosato pode causar um desacoplamento da fosforilação oxidativa, uma via metabólica relacionada à produção de trifosfato de adenosina (ATP), a principal fonte de energia das células. Além disso, em concentrações baixas, o glifosato pode exercer um efeito de desregulação na enzima aromatase em células da placenta humana em estudos in vitro, reduzindo sua atividade e a expressão da proteína StAR, que é reguladora rápida da esteroidogênese, o que sugere um potencial efeito como desregulador endócrino.

Efeitos Toxicológicos - Toxicocinética
A toxicocinética do Glifosato, ingrediente ativo do produto GLIFOSATO 480 SUMITOMO, descreve como a substância é absorvida, metabolizada e excretada nos organismos. Em mamíferos, a absorção oral do glifosato é considerada pobre, o que significa que uma pequena quantidade da substância ingerida é realmente absorvida pelo organismo. O glifosato não sofre metabolismo significativo e é excretado principalmente de forma inalterada. Aproximadamente entre 70% a 80% da dose administrada é eliminada pelas fezes e de 20% a 30% pela urina, dentro das primeiras 72 horas após a exposição.
Além disso, o único metabólito identificado em pequenas quantidades é o ácido aminometílico fosfônico (AMPA). Cerca de menos de 1% da dose absorvida permanece no corpo, especialmente concentrada no fígado, intestino delgado e ossos. Estudos realizados em humanos sugerem que a meia-vida do glifosato no organismo é de aproximadamente 2 a 3 horas.
A absorção dérmica do glifosato também é baixa, com testes realizados in vitro em pele humana demonstrando uma taxa de absorção de apenas 2,3%. Esta baixa absorção foi confirmada também por estudos realizados em macacos. Importante destacar que o glifosato não possui potencial de acumulação no organismo e não foi detectado no leite de vacas ou em ovos de galinhas, afirmando sua rápida eliminação e baixa persistência biológica.
Efeitos Toxicológicos - Toxicodinâmica
O Glifosato, princípio ativo do produto GLIFOSATO 480 SUMITOMO, atua nas plantas interferindo na síntese dos aminoácidos fenilalanina, tirosina e triptofano. Esse mecanismo é responsável pela ação herbicida no controle das plantas infestantes. Embora ainda não se conheça um mecanismo específico de toxicidade para humanos, estudos indicam que o glifosato pode causar o desacoplamento da fosforilação oxidativa, uma via metabólica que utiliza energia liberada pela oxidação de nutrientes para a produção de trifosfato de adenosina (ATP).
Além disso, em concentrações baixas e não tóxicas, foi observado um efeito de desregulação da enzima aromatase em células da placenta humana in vitro. Esse efeito resulta na redução da atividade da aromatase e na diminuição da expressão da proteína StAR, que é uma proteína de regulação rápida da esteroidogênese. Esses dados sugerem um potencial efeito desregulador endócrino do glifosato, embora ainda seja necessária pesquisa adicional para confirmar esses aspectos em humanos.

Efeitos Toxicológicos - Sintomas e Sinais Clínicos de Intoxicação
As manifestações clínicas decorrentes da exposição ao produto GLIFOSATO 480 SUMITOMO são proporcionais à concentração da substância envolvida, à quantidade do produto manuseado e ao tempo de exposição da pessoa.
Na ingestão, podem ocorrer lesões corrosivas severas, como ulcerações, além de epigastralgia, vômitos, cólicas e diarreia. Em casos mais graves, podem surgir íleo paralítico, insuficiência hepática aguda, alterações tensionais, palpitações, choque hipovolêmico, pneumonite, edema pulmonar não cardiogênico, insuficiência renal causada por necrose tubular aguda, cefaleia, fadiga, agitação, sonolência, vertigem, alterações no controle motor, convulsões e coma, além de acidose metabólica.
No contato cutâneo, o produto pode provocar dermatite de contato, com sintomas como eritema, queimação e prurido, vesículas, além de eczema e queimaduras por fotossensibilização que variam conforme o tempo de exposição ao produto e à radiação solar.
A exposição ocular pode resultar em irritação, dor com sensação de queimação, visão turva, conjuntivite, edema palpebral e ulceração, podendo causar sequelas cicatriciais na córnea.
No caso de inalação do produto, podem ocorrer rinite, tosse, ulcerações da mucosa nasal, aumento da frequência respiratória, broncoespasmo e congestão vascular pulmonar com edema pulmonar.
Para formulações que contenham o componente amina graxa etoxilada, podem ocorrer irritações intensas oculares, cutâneas e gastrintestinais, acompanhadas de sensação de queimação ocular, eritema, edema e vesículas cutâneas, náusea e diarreia.
É importante que o diagnóstico da intoxicação seja fundamentado na confirmação da exposição e pela apresentação do quadro clínico compatível, sendo possível comprovar casos de ingestão pelo exame do material de aspiração gástrica.

Efeitos Toxicológicos - Efeitos Agudos
O produto GLIFOSATO 480 SUMITOMO apresenta, em relação aos efeitos agudos, as seguintes características toxicológicas:
- A dose letal mediana oral (DL50) em ratos é superior a 2000 mg/kg de peso corporal, indicando baixa toxicidade por ingestão;
- A DL50 cutânea em ratos é superior a 4000 mg/kg de peso corporal, mostrando baixa toxicidade por contato com a pele;
- A concentração letal inalatória (CL50) em ratos para inalação não foi determinada nas condições de teste disponíveis;
- Estudos de corrosão e irritação cutânea em coelhos indicam que o produto não é irritante para a pele desses animais;
- Em estudo de irritação ocular realizado em coelhos, foram observados efeitos conjuntivais como hiperemia e quemose, mas esses sinais foram completamente revertidos em até 24 horas, classificando o produto como não irritante aos olhos;
- Testes de sensibilização cutânea em cobaias também apontaram que o produto não é sensibilizante dérmico;
- Em testes de mutagenicidade, tanto in vitro em mutações genéticas bacterianas quanto in vivo em células da medula óssea de camundongos, não foram observados efeitos mutagênicos.
Dessa forma, GLIFOSATO 480 SUMITOMO é considerado um produto com baixa probabilidade de causar danos agudos significativos em humanos ou animais em exposições típicas, porém, como qualquer produto químico, deve ser manuseado com cuidado, respeitando as orientações de segurança para evitar riscos desnecessários.

Efeitos Toxicológicos - Efeitos Crônicos
O produto Glifosato 480 Sumitomo apresenta efeitos crônicos que foram estudados principalmente em animais de laboratório. Estudos indicam que a exposição prolongada ao glifosato pode provocar lesões pancreáticas em ratos, acompanhadas de aumento nos níveis plasmáticos de glicose, ureia, fosfatase alcalina, fósforo e potássio. Apesar dessas alterações, não foram detectados efeitos carcinogênicos ou mutagênicos.
Em termos de genotoxicidade, o glifosato apresentou resultados positivos em análise citogenética, induzindo intercâmbio de cromátides irmãs em linfócitos bovinos. Além disso, em filhotes de ratas que foram expostas a doses muito altas, foram observadas alterações esqueléticas e dilatação tubular focal nos rins.
Quanto aos efeitos reprodutivos, estudos realizados em coelhos indicaram diminuição da libido, do volume de ejaculação e alterações no esperma e sêmen. O glifosato também é suspeito de atuar como desregulador endócrino. Em estudos in vitro, foi demonstrado que o glifosato pode afetar a produção de progesterona em células de mamíferos e pode aumentar a mortalidade de células placentárias.
Essas informações ressaltam a importância da utilização adequada e segura do produto para minimizar potenciais riscos associados à exposição crônica.
Efeitos Toxicológicos - Contraindicações
O Glifosato 480 Sumitomo apresenta algumas contraindicações importantes para o seu uso seguro. Em casos de ingestão do produto, não se deve provocar vômito devido ao risco potencial de aspiração, que pode agravar ainda mais o quadro clínico. Também é contraindicada a diluição do produto, uma vez que isso aumenta a superfície de contato, podendo intensificar os efeitos tóxicos.
Além disso, o uso de morfina deve ser evitado, pois pode comprometer a pressão arterial e deprimir a função cardiorrespiratória, agravando o estado de saúde do indivíduo intoxicado.
Estas contraindicações são fundamentais para orientar o atendimento médico em casos de intoxicação por Glifosato 480 Sumitomo, visando evitar procedimentos que possam aumentar os riscos para o paciente.

Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente - Classificação de Periculosidade Ambiental
O produto GLIFOSATO 480 SUMITOMO está classificado como Classe III – Produto Perigoso ao Meio Ambiente. Essa classificação indica que ele apresenta risco significativo à natureza, sendo altamente tóxico para algas. Por isso, recomenda-se grande cuidado para evitar qualquer contaminação ambiental.
Para proteger o meio ambiente, é fundamental observar as seguintes precauções:
Evitar a contaminação de corpos d'água, como lagos, rios e fontes, bem como do solo e do ar, pois o produto pode prejudicar a fauna, a flora e a saúde humana.
Não aplicar o produto com ventos fortes ou durante as horas mais quentes do dia para reduzir o risco de deriva e volatilização.
Usar somente as doses recomendadas, evitando excessos que possam aumentar os impactos ambientais.
Não lavar as embalagens ou os equipamentos aplicadores em corpos d’água, protegendo assim a qualidade da água.
Essas medidas são essenciais para garantir o uso responsável do GLIFOSATO 480 SUMITOMO, minimizando os danos potenciais ao meio ambiente e contribuindo para a preservação da natureza.

Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente - Precauções para Proteção Ambiental
O produto Glifosato 480 Sumitomo é classificado como Classe III, ou seja, é um produto perigoso ao meio ambiente. Ele é altamente tóxico para algas, o que exige cuidados especiais para evitar a contaminação ambiental e preservar a natureza.
Para proteção ambiental, recomenda-se:
- Evitar a contaminação da água, aplicando o produto somente nas doses recomendadas.
- Não utilizar equipamentos com vazamentos durante a aplicação.
- Não aplicar o produto com ventos fortes ou nas horas mais quentes do dia.
- Evitar lavagem de embalagens e equipamentos aplicadores em lagos, fontes, rios e demais corpos d’água, prevenindo a contaminação hídrica.
- Realizar o descarte correto das embalagens e restos de produtos para evitar poluição do solo, água e do ar, que podem prejudicar a fauna, a flora e a saúde humana.
Essas medidas são essenciais para minimizar os impactos ambientais advindos do uso do herbicida e garantir o uso responsável da substância.

Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente - Armazenamento do Produto
O armazenamento do produto deve ser realizado com atenção para garantir sua conservação e prevenir acidentes ambientais e de segurança. O produto deve ser mantido em sua embalagem original, sempre fechada, para evitar contaminação e garantir a integridade do conteúdo.
O local de armazenamento deve ser exclusivo para produtos tóxicos, separado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais que possam ser contaminados. Idealmente, o ambiente deve ser construído com material de alvenaria ou outro não combustível, contando com boa ventilação, cobertura e piso impermeável para evitar vazamentos e infiltrações.
É fundamental que o local tenha uma placa de advertência com os dizeres "CUIDADO, VENENO" para alertar quanto ao risco do produto. Além disso, deve permanecer trancado, impedindo o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
Para lidar com eventuais acidentes, deve haver sempre embalagens apropriadas disponíveis para envolver recipientes rompidos ou recolher produtos vazados. Em armazéns maiores, devem ser observadas as normas técnicas vigentes, como a NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), além das disposições legais estaduais e municipais aplicáveis.

Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente - Instruções em Caso de Acidentes Ambientais
Em caso de acidentes ambientais envolvendo o produto Glifosato 480 Sumitomo, devem ser adotadas as seguintes medidas para minimizar os impactos e garantir a segurança ambiental:
Isole e sinalize imediatamente a área contaminada para evitar a exposição de pessoas e animais.
Contate as autoridades locais competentes e a empresa Sumitomo Chemical Brasil Indústria Química S.A. Para emergências, os telefones disponíveis são: da empresa (85) 4011-1000 e da AMBIPAR 0800-720-8000.
Utilize equipamentos de proteção individual (EPI), incluindo macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetor e máscara com filtros para garantir a segurança dos responsáveis pela contenção.
Em caso de derramamento sobre piso pavimentado, absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxílio de pá e coloque-o em recipiente lacrado e devidamente identificado. O produto derramado não deve ser reutilizado.
Caso o derrame ocorra no solo, retire as camadas de terra contaminada até atingir solo limpo, recolhendo o material contaminado para acondicionamento em recipiente lacrado e identificado, e notifique a empresa registrante conforme orientação.
Se o produto atingir corpos d’água, interrompa imediatamente a captação para consumo humano ou animal e contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, pois as medidas dependerão da extensão do acidente, características do corpo hídrico e volume do produto.
Em casos de incêndio, recomenda-se o uso de extintores de água em forma de névoa, CO₂ ou pó químico, sempre posicionando-se a favor do vento para evitar intoxicação.
Essas orientações são fundamentais para a contenção rápida e adequada de acidentes ambientais, protegendo o meio ambiente e a saúde pública.

Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente - Procedimentos de Descarte, Devolução e Destinação de Embalagens Vazias
Os procedimentos para o descarte, devolução e destinação das embalagens vazias do produto Glifosato 480 Sumitomo são fundamentais para garantir a proteção ambiental e a segurança dos usuários. As embalagens rígidas laváveis devem ser submetidas à tríplice lavagem imediatamente após seu esvaziamento, seguindo os passos: esvaziar completamente a embalagem no tanque do pulverizador e mantê-la na posição vertical por 30 segundos; adicionar água limpa até ¼ do volume da embalagem; tampar e agitar por 30 segundos; despejar a água de lavagem no tanque; repetir esta operação três vezes; e, finalmente, inutilizar a embalagem perfurando o seu fundo.
Na lavagem sob pressão, as embalagens devem ser encaixadas no local apropriado do funil do pulverizador para que o jato d'água atinja todas as paredes internas por 30 segundos, sendo a água de lavagem transferida ao tanque do pulverizador. Em caso de uso de equipamentos independentes para lavagem sob pressão, a embalagem deve ser mantida invertida por 30 segundos sobre a boca do tanque, com o jato d'água direcionado às paredes internas pelo mesmo período, seguido da perfuração do fundo da embalagem para inutilização.
O armazenamento das embalagens vazias, após a lavagem, deve ser feito com a tampa em caixa coletiva, em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuvas e com piso impermeável, separadamente das embalagens não lavadas. A devolução das embalagens vazias é obrigatória e deve ocorrer no prazo de até um ano após a compra, ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou no local indicado na nota fiscal. Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro do prazo de validade, a devolução poderá ser feita até 6 meses após o término da validade. É imprescindível que o usuário guarde o comprovante da devolução da embalagem por pelo menos um ano para fins de fiscalização.
O transporte das embalagens vazias não deve ser realizado junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas, visando evitar contaminações ou acidentes. Para embalagens rígidas não laváveis e embalagens secundárias não contaminadas, a lavagem não é permitida, devendo essas embalagens ser armazenadas em local apropriado e também devolvidas conforme as orientações já mencionadas.
A destinação final das embalagens vazias devolvidas por usuários deve ser realizada exclusivamente pela empresa registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes. É expressamente proibida a reutilização, reciclagem, fracionamento ou reembalagem das embalagens vazias por parte dos usuários, resguardando-se assim a segurança ambiental e a saúde pública.
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos pode causar contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas, o que reforça a importância do cumprimento rigoroso destas instruções para o correto descarte e reciclagem do material.

Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente - Produtos Impróprios para Utilização ou em Desuso
Caso o produto GLIFOSATO 480 SUMITOMO se torne impróprio para utilização ou esteja em desuso, é recomendado consultar o registrante através do telefone constante no rótulo para orientar sua devolução e destinação final. A desativação do produto deve ser feita mediante incineração em fornos específicos dessa finalidade, que estejam equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e que possuam aprovação do órgão ambiental competente, garantindo assim a minimização de impactos ambientais. Essa medida é crucial para evitar a contaminação do solo, da água e do ar, protegendo a fauna, a flora e a saúde das pessoas contra os efeitos decorrentes da destinação inadequada desses produtos.
Transporte de Agrotóxicos, Componentes e Afins
O transporte de agrotóxicos, seus componentes e produtos afins deve obedecer às regras e procedimentos estabelecidos pela legislação específica aplicável. É fundamental que durante o transporte, esses produtos não sejam transportados junto com pessoas, animais, alimentos, medicamentos, rações ou outros materiais que possam sofrer contaminação, garantindo assim a segurança e integridade tanto dos produtos quanto das pessoas e animais envolvidos. Essa medida visa precaver acidentes e evitar riscos à saúde pública e ao meio ambiente.

Restrições Estabelecidas por Órgãos Competentes Estaduais, do Distrito Federal ou Municipais
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis, é fundamental que o uso do produto seja efetuado observando rigorosamente as restrições e disposições constantes na legislação estadual e/ou municipal que são aplicáveis às atividades agrícolas. Essas restrições podem variar conforme as regulamentações locais vigentes e visam assegurar a proteção do meio ambiente, a saúde pública e a segurança durante a aplicação e manejo do produto.
Portanto, o usuário deve estar atento às normativas específicas de sua localidade e cumprir integralmente as exigências estabelecidas pelos órgãos competentes estaduais, do Distrito Federal e municipais, garantindo assim um uso seguro e legal do produto agroquímico. Essas orientações incluem, mas não se limitam a, limites de aplicação, períodos de carência, condições climáticas permitidas e medidas para evitar contaminação e exposição indevida.
| Marca comercial | Glifosato 480 Sumitomo |
| Titular do registro | Sumitomo Chemical Brasil Indústria Química S.A. - Maracanaú/Ce |
| Número do registro | 4095 |
| CNPJ | 07.467.822/0001-26 |
| Classificação ambiental | III - Produto Perigoso Ao Meio Ambiente |
| Classificação toxicológica | 5 - Categoria 5 – Produto Improvável De Causar Dano Agudo |
| Modo de ação | Não Seletivo, De Ação Sistêmica |
| Técnica de aplicação | Terrestre |
| Compatibilidade | Não Se Conhecem Casos De Incompatibilidade. |
| Inflamável | Não |
| Corrosivo | Sim |
| Formulação | Sl - Concentrado Solúvel |
| Observação | Corrosivo Ao Ferro E Aço Galvanizado. |




Comentários