
O Garlon 480 BR é um herbicida sistêmico amplamente utilizado no controle de plantas daninhas em pastagens e culturas como o arroz irrigado. Com alta seletividade e eficácia, este produto se destaca pela sua formulação concentrada em emulsionável, garantindo praticidade e resultados consistentes. Neste post, você encontrará informações detalhadas sobre composição, modo de aplicação, precauções, manejo de resistência e cuidados ambientais para utilizar o Garlon 480 BR de forma segura e responsável, potencializando a produtividade e preservando o meio ambiente.
Identificação do Produto
O produto comercial denominado "Garlon 480 BR" é um herbicida seletivo, de ação sistêmica, formulado como concentrado emulsionável (EC). Seu principal ingrediente ativo é o Triclopyr-Butotyl (triclopir-butotílico), que está presente na concentração de 667 g/L, o que corresponde a 66,7% m/v. Em termos de equivalente ácido de triclopir, a concentração é de 480 g/L (48,00% m/v), complementado por outros ingredientes que totalizam 415 g/L (41,5% m/v).
O produto possui classificação toxicológica na Categoria 4, indicando que é pouco tóxico, e classificação ambiental na Categoria II, sendo considerado muito perigoso para o meio ambiente. Não é inflamável nem corrosivo, e não foram identificados casos de incompatibilidade na sua aplicação. O modo de ação do Garlon 480 BR é seletivo e sistêmico, pertencendo ao grupo químico dos ácidos piridiniloxialcanóicos.
O titular do registro do produto é a empresa CTVA Proteção De Cultivos Ltda., localizada em Barueri (Tamboré), com CNPJ 47.180.625/0001-46, e o produto está registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sob o número 319001. A formulação é realizada pela mesma empresa, enquanto o fabricante do produto técnico é a Corteva Agriscience LLC, sediada nos Estados Unidos.
O Garlon 480 BR é disponibilizado em diversas embalagens, incluindo frascos de polietileno, latas de aço carbono com revestimento epoxifenólico, bombonas plásticas e tambores metálicos e plásticos, com capacidades que variam de 1 litro até 1000 litros, atendendo diferentes demandas de uso. A aplicação do produto pode ser realizada por técnicas terrestres ou aéreas, dependendo da necessidade agrícola específica.

Composição
O produto Garlon 480 BR é formulado com o ingrediente ativo Triclopyr-Butotyl, conhecido em português como Triclopir-Butotílico, cuja concentração é de 667,0 gramas por litro, correspondendo a 66,7% m/v do produto. Equivale a um ácido Triclopir em concentração de 480,0 gramas por litro (48,0% m/v). Além disso, o produto contém 415,0 gramas por litro (41,5% m/v) de outros ingredientes, que não são especificados, mas complementam a formulação.
Quimicamente, o Triclopyr-Butotyl pertence ao grupo dos ácidos piridiniloxialcanóicos e sua fórmula molecular é C13H16Cl3NO4. O nome científico IUPAC do composto é Butoxyethyl 3,5,6-Trichloro-2-Pyridyloxyacetate, com o número CAS 64700-56-7 e registro Anvisa T28.1.
A formulação do Garlon 480 BR é do tipo Concentrado Emulsionável (EC), que permite a sua diluição em água para aplicação agrícola. O produto não apresenta características corrosivas nem inflamabilidade em suas propriedades físicas.
Grupo Químico e Tipo de Formulação
O produto Garlon 480 BR é classificado no grupo químico dos ácidos piridiniloxialcanóicos, sendo seu princípio ativo o Triclopyr-Butotyl (Triclopir-Butotílico), que tem como fórmula química o Butoxyethyl 3,5,6-Trichloro-2-Pyridyloxyacetate. Este princípio ativo pertence ao Grupo O de herbicidas, que caracteriza herbicidas mimetizadores das auxinas, segundo a classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas).
Em relação ao tipo de formulação, o Garlon 480 BR é apresentado como um Concentrado Emulsionável (EC). Esta formulação permite a dispersão do produto em água para a preparação da calda de pulverização, facilitando a aplicação terrestre e aérea do herbicida de forma eficiente e direcionada.

Registro e Titular do Produto
O produto Garlon 480 BR está registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sob o número 0319001. O titular do registro é a empresa CTVA Proteção de Cultivos Ltda., localizada em Barueri, na região do Tamboré, São Paulo. A sede da empresa está situada na Avenida Tamboré, 267 - Edifício Canopus, Torre Sul, Bloco A, 8° andar, Conjunto 81-A, Sala CTVA – Tamboré – CEP: 06460-000. O CNPJ da empresa é 47.180.625/0001-46, e o número de registro no Estado é 650 - CDA/SP.
A CTVA Proteção de Cultivos Ltda. atua como importadora do produto formulado. O fabricante do produto técnico, que é o Triclopir éster butoxi etílico técnico, é a Corteva Agriscience LLC, sediada em Midland, Michigan, Estados Unidos, cujo registro no MAPA é o nº 0528598. Além disso, a CTVA é também a formuladora do produto, com endereço em Franco da Rocha/SP e registro estadual nº 678 - CDA/SP. outras empresas vinculadas ao produto são Adama Brasil S/A, FMC Química do Brasil Ltda., Iharabras S.A. Indústrias Químicas, Nortox S.A., Ouro Fino Química S.A., e Sipcam Nichino Brasil S/A, todas com seus respectivos registros estaduais e sedes em diferentes estados brasileiros.
Essas informações garantem a rastreabilidade e responsabilidade pela comercialização, importação e fabricação do Garlon 480 BR no território nacional.
Indicações de Uso - Pastagem
O produto Garlon 480 BR é indicado para o controle de plantas infestantes em pastagens, oferecendo ação seletiva e sistêmica. Seu uso em pastagens é recomendado para combater uma série de plantas daninhas específicas que podem comprometer a qualidade e produtividade da área.

Plantas Daninhas Alvo em Pastagem
Entre as plantas daninhas que o Garlon 480 BR controla em pastagens destacam-se:
- Erva-quente (Spermacoce alata)
- Cambará, chumbinho (Lantana camara)
- Assa-peixe-branco (Vernonia polyantes)
- Espinheiro, aromita (Acacia farnesiana)
- Jurubeba (Solanum paniculatum)
- Pindoba (Orbignya phalerata)
Dose e Volume de Calda
Para o controle dessas plantas, recomenda-se uma dose de 1,5 a 2,0 litros do produto por hectare. No caso específico do controle de Pindoba, a aplicação deve ser feita com diluição de 5 litros de Garlon 480 BR em 95 litros de óleo diesel, aplicando-se 5 mL em plantas jovens e 10 mL em plantas adultas diretamente na gema apical de plantas sem caule emitido, utilizando pulverizador costal manual dosador.
O volume de calda recomendado para aplicação terrestre varia de 200 a 300 litros por hectare e para aplicação aérea entre 30 a 50 litros por hectare.
Época e Número de Aplicações
A aplicação deve ser realizada quando as plantas estiverem em intenso processo vegetativo, sendo permitida uma aplicação por ano. O produto deve ser aplicado em época adequada para garantir a maior eficiência no controle das daninhas.
Observações Importantes
- Após o tratamento da pastagem em área total, é fundamental permitir que o capim se recupere antes da abertura do pasto ao gado, de modo a evitar o consumo de plantas tóxicas que podem se tornar mais atrativas após a aplicação.
- O Garlon 480 BR deve ser aplicado evitando atingir diretamente ou por deriva as espécies úteis sensíveis ao herbicida, como diversas culturas dicotiledôneas.
- Recomenda-se utilizar o equipamento pulverizador costal manual ou motorizado para a aplicação específica no controle de Pindoba.
- O número máximo de aplicações permitidas na pastagem é de uma vez por ciclo da cultura, garantindo a segurança e a sustentabilidade do uso do produto.

Indicações de Uso - Arroz Irrigado
O herbicida Garlon 480 BR é recomendado para o controle de plantas infestantes na cultura do arroz irrigado, sendo eficaz principalmente contra o capim Angiquinho (Aeschynomene rudis). O produto deve ser aplicado na fase de pós-emergência das plantas daninhas e da cultura do arroz, até antes do início da fase de emborrachamento da planta.
Plantas Daninhas Alvo
O principal alvo na cultura do arroz irrigado é o Angiquinho (Aeschynomene rudis), uma planta daninha comumente encontrada nas áreas de cultivo.
Dose e Volume de Calda
A dose recomendada para aplicação em arroz irrigado varia de 0,375 a 0,5 litros do produto por hectare (L/ha). O volume de calda para aplicação terrestre deve estar entre 200 a 400 litros por hectare (L/ha). Para aplicação aérea, o volume recomendado é de 30 a 50 L/ha.
Época e Número de Aplicações
A aplicação deve ser feita na pós-emergência das plantas infestantes e da cultura, respeitando o limite máximo de 1 aplicação por ciclo da cultura. O tratamento deve ocorrer antes do início da fase de emborrachamento do arroz, período este adequado para maximizar a eficácia do herbicida.

Sistemas de Semeadura (Solo Seco e Solo Inundado)
No sistema de semeadura em solo seco, prática comum nos estados do Rio Grande do Sul, Goiás e outros, o produto é aplicado em pós-emergência, desde a emergência da cultura e plantas infestantes até antes da fase de emborrachamento. É imprescindível que a área não esteja inundada no momento da aplicação para garantir a eficiência do produto.
Já no sistema de semeadura em solo inundado, comum especialmente no estado de Santa Catarina e áreas como a faixa litorânea, Vale do Itajaí e Vale do Rio Araranguá, o produto deve ser aplicado também em pós-emergência, porém com a área devidamente drenada, sem presença de água acumulada, no momento da aplicação.
O uso correto do Garlon 480 BR no arroz irrigado, respeitando as doses, épocas e condições de aplicação, contribui para o controle eficiente das plantas daninhas, proporcionando melhores condições para o desenvolvimento da cultura.
Modo e Equipamento de Aplicação - Aplicação Terrestre
Para a aplicação terrestre do Garlon 480 BR, recomenda-se o uso de pulverizadores tratorizados ou pulverizadores costais (manuais ou motorizados), sempre seguindo as recomendações do fabricante do equipamento e as orientações de um engenheiro agrônomo, para garantir as boas práticas agrícolas.

Equipamento Tratorizado
A aplicação deve considerar parâmetros como ângulo da barra de pulverização, tipo e número de pontas, pressão de trabalho, largura da faixa de aplicação e velocidade do pulverizador. Em geral, recomenda-se a utilização de pulverizador tratorizado equipado com pontas tipo leque, por exemplo, modelos entre 110.02 e 110.04, espaçadas em 50 cm, anguladas a 90° em relação ao solo e posicionadas a 0,5 metro acima do alvo. A taxa de aplicação sugerida é de 200 a 300 litros de calda por hectare, pressão de trabalho de 40 a 60 psi, velocidade entre 2 a 10 km/h e gotas com Diâmetro Médio Volumétrico (DMV) entre 200 a 400 micras.
Para pulverizadores com barra curta, indica-se o uso de pontas sem barra, como XT020, XT010, MVI02 e MVI04, sob os mesmos parâmetros de volume, pressão e velocidade. As gotas devem variar de 200 a 800 micras de DMV.
Pulverizador Costal (Manual ou Motorizado)
Na aplicação com equipamento costal, as pontas de pulverização recomendadas são do tipo leque, como modelos 80.03 e 80.04, capazes de gerar gotas médias e grossas com dimensões entre 200 e 400 micras. O equipamento deve ser calibrado para aplicar volume suficiente de calda, garantindo uma cobertura adequada das plantas infestantes.
Condições Recomendadas Durante a Aplicação
As condições climáticas durante a aplicação terrestre devem favorecer a máxima interceptação da calda pelo alvo, minimizando a evaporação e a deriva. Recomenda-se aplicar o produto em dias com temperatura inferior a 30ºC, umidade relativa do ar acima de 60% e velocidade média do vento entre 3 e 10 km/h, evitando o orvalho e realizando a aplicação na presença de luz solar. Deve-se evitar períodos de chuva durante, e pelo menos quatro horas após, a aplicação.

Observações Importantes
Para evitar a deriva, deve-se buscar a produção de gotas maiores, sem prejudicar a cobertura das plantas daninhas, garantindo assim a eficácia do herbicida. O tamanho das gotas, associado ao clima e equipamento, são fatores críticos para este controle.
É fundamental manter os equipamentos em bom estado, evitando vazamentos, regulando adequadamente pressão e calibragem.
Deve-se seguir rigorosamente as instruções técnicas e recomendações locais com orientação de engenheiro agrônomo para garantir a precisão e segurança do manejo.
Essas orientações asseguram a eficácia do Garlon 480 BR na aplicação terrestre, promovendo o controle eficiente das plantas daninhas na pastagem e na cultura de arroz irrigado, quando aplicados com os cuidados técnicos indicados.

Modo e Equipamento de Aplicação - Aplicação Aérea
As aplicações aéreas do produto Garlon 480 BR devem seguir rigorosamente os cuidados e procedimentos padrão de boas práticas agrícolas próprios para essa modalidade. Antes de realizar a pulverização aérea, é fundamental fazer um estudo detalhado das áreas de entorno, utilizando tecnologias como DGPS para garantir precisão na aplicação. Além disso, deve-se ajustar os parâmetros operacionais adequados, como o ângulo de deflexão dos bicos nas barras de pulverização, o tipo e número de pontas, pressão de trabalho, largura da faixa de deposição, velocidade, e altura do voo, sempre sob a supervisão de um engenheiro agrônomo.
Recomenda-se o uso de empresas certificadas pela Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS - www.cas-online.org.br) ou que tenham sido capacitadas e treinadas pela Corteva Agriscience para realizar a aplicação aérea deste produto. Apesar disso, toda e qualquer aplicação aérea é de responsabilidade do aplicador, que deve seguir as recomendações contidas no rótulo e na bula do produto. A Corteva Agriscience não recomenda a aplicação via aeronaves remotamente pilotadas (drones), pois não possui informações técnicas que respaldem essa modalidade para o Garlon 480 BR.
A taxa de aplicação para a modalidade aérea deve ser entre 30 a 50 litros de calda por hectare, utilizando gotas das classes grossas (G) e extremamente grossas (EG), ou seja, com diâmetro mediano volumétrico (DMV) acima de 300 micras. Essa faixa visa garantir uma cobertura mínima suficiente para a eficácia do produto.
Quanto aos parâmetros operacionais, o sistema de pulverização deve estar em perfeitas condições de funcionamento, sem desgaste ou vazamentos, pois pontas danificadas prejudicam a uniformidade da aplicação. A altura de voo recomendada não deve ultrapassar 30 metros, conforme as características da aeronave, para minimizar o risco de deriva e proporcionar maior uniformidade na aplicação. Ao final de cada passada, deve-se fechar a válvula de 3 vias (by-pass) antes de subir a aeronave para evitar desperdícios. Deve-se também evitar a formação de vórtices nas pontas das asas, ajustando a barra de pulverização e a disposição dos bicos para evitar esse problema.
Para a seleção das pontas de pulverização, deve-se preferir pontas jato plano de impacto com o menor ângulo do defletor para obter gotas mais grossas, ou de jato plano simples com ângulo de abertura no leque menor ou igual a 40 graus, sempre com o bico voltado para trás, com zero graus de deflexão. Pontas de jato sólido voltadas para trás produzem as gotas mais grossas e apresentam menor potencial de deriva. Caso seja utilizada ponta de jato cônico, deve-se evitar o uso de core 45 e dar preferência ao uso de core 46 com discos de maior vazão, para minimizar a deriva. A escolha das pontas deve considerar as características operacionais específicas da aeronave para assegurar que a classe do espectro de gotas permaneça dentro do recomendado (gotas grossas e extremamente grossas).
Por fim, as condições climáticas para a aplicação aérea devem ser cuidadosamente observadas para garantir a melhor interceptação das gotas pelo alvo (plantas daninhas), com mínima evaporação e redução ao máximo do deslocamento horizontal (deriva), além de evitar condições de inversão térmica que provocam deslocamento vertical das gotas. Recomenda-se realizar as pulverizações em temperaturas inferiores a 30ºC, com umidade relativa do ar acima de 60% e velocidade média do vento entre 3 km/h e 10 km/h, sempre na ausência de orvalho e na presença de luz solar. Deve-se também evitar chuvas por no mínimo 4 horas após a aplicação para garantir a eficácia do produto. O potencial de deriva é influenciado pela interação de diversos fatores, tanto relativos ao equipamento quanto ao clima, e o aplicador deve considerar todos esses aspectos antes da aplicação para otimizar os resultados e evitar impactos indesejados.

Condições Climáticas para Aplicação
As condições climáticas no momento da aplicação do Garlon 480 BR devem ser adequadas para garantir a melhor interceptação das gotas de pulverização pelo alvo, que são as plantas daninhas, com a menor evaporação possível das gotas durante o trajeto entre a ponta de pulverização e o alvo biológico. Além disso, é importante minimizar o deslocamento horizontal das gotas (deriva) e evitar condições de inversão térmica, que causam deslocamento vertical das gotas.
Para alcançar esses objetivos, recomenda-se realizar pulverizações com temperatura ambiente inferior a 30°C, umidade relativa do ar acima de 60% e velocidade média do vento entre 3 km/h e 10 km/h. Essas condições devem ser verificadas antes do início da aplicação e monitoradas continuamente durante o processo. A aplicação também deve ser feita na ausência de orvalho, na presença de luz solar, evitando chuvas por pelo menos 4 horas após a aplicação.
O risco de deriva é influenciado por vários fatores relacionados ao equipamento de pulverização (com destaque para o tamanho das gotas) e pelas condições climáticas, como velocidade do vento, umidade e temperatura. O aplicador deve considerar todos esses aspectos no momento de decidir pela aplicação, buscando aplicar gotas do maior tamanho possível que não prejudiquem a cobertura do alvo, garantindo assim a eficiência do produto.
Portanto, para o uso seguro e eficaz do Garlon 480 BR, a definição dos equipamentos e parâmetros adequados para a pulverização deve ser feita considerando as condições locais específicas, sempre sob orientação técnica de um engenheiro agrônomo.
8. Intervalos

8.1 Intervalo de Segurança
O produto Garlon 480 BR possui recomendações específicas quanto ao intervalo de segurança, que corresponde ao período entre a última aplicação e a colheita, visando garantir a segurança alimentar e a eficácia do produto. Para as culturas indicadas, os intervalos de segurança são os seguintes:
- Pastagem: Não determinado.
- Arroz: Não determinado.
Isso significa que não há um período específico estabelecido para aguardar entre a aplicação do herbicida e a utilização das culturas mencionadas. Contudo, é fundamental seguir rigorosamente as doses recomendadas e outras orientações presentes na bula para evitar riscos à cultura, ao aplicador e ao meio ambiente.
Intervalos
Intervalo de Reentrada de Pessoas nas Culturas e Áreas Tratadas
Após a aplicação do produto Garlon 480 BR, recomenda-se não entrar na área tratada antes da secagem completa da calda, o que corresponde no mínimo a 24 horas após a aplicação. Caso haja necessidade de entrar na área antes desse período, é obrigatório o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados para uso durante a aplicação, garantindo a proteção do trabalhador. Além disso, é importante sinalizar a área tratada com avisos claros, como "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA", para evitar o acesso inadvertido e o contato acidental de pessoas não autorizadas. Essas precauções são fundamentais para a segurança dos trabalhadores e demais pessoas, minimizando riscos de exposição ao herbicida enquanto o produto ainda está ativo na área.

Limitações e Cuidados no Uso
O uso do herbicida Garlon 480 BR apresenta algumas limitações e cuidados importantes para garantir sua eficácia e segurança. A eficiência do produto pode ser reduzida se ocorrerem chuvas até o período de 2 a 3 horas após a aplicação, sendo recomendado interromper a aplicação caso haja previsão de precipitações pluviométricas antes desse período.
O Garlon 480 BR deve ser utilizado somente quando não houver perigo de que espécies úteis sensíveis, especialmente dicotiledôneas, sejam atingidas, pois culturas como algodão, tomate, batata, feijão, soja, café, eucalipto, hortaliças, flores e outras espécies sensíveis a herbicidas mimetizadores de auxina são suscetíveis ao produto. Deve-se evitar que o herbicida atinja diretamente ou por deriva essas espécies úteis.
Em caso de aplicação em pastagens totais, é fundamental permitir que o capim se recupere antes da abertura do pasto ao gado, para evitar que os animais consumam plantas tóxicas que possam estar mais atrativas após o tratamento.
O equipamento utilizado para a aplicação do Garlon 480 BR não deve ser empregado para aplicação de outros produtos em culturas suscetíveis, prevenindo contaminações cruzadas. Além disso, a calda de pulverização não deve ser armazenada em quaisquer recipientes para uso posterior.
Outro cuidado importante é evitar utilizar o esterco de curral proveniente de animais que pastaram em áreas tratadas por pelo menos 30 dias, para não contaminar plantas ou culturas sensíveis ao produto.
Por fim, a Corteva Agriscience não recomenda a aplicação por meio de aeronaves remotamente pilotadas (drones), devido à falta de informações técnicas que respaldem essa modalidade para o Garlon 480 BR.

Manejo de Resistência e Manejo Integrado de Pragas
O uso sucessivo de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação para o controle de uma mesma planta daninha pode levar ao aumento da população da planta resistente a esse mecanismo, resultando na perda de eficiência do produto e em prejuízos ao manejo agrícola.
Para prevenir e evitar problemas relacionados à resistência, algumas recomendações são importantes:
- Realizar a rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo O para o controle do mesmo alvo, quando apropriado.
- Implementar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas.
- Utilizar as doses e modos de aplicação recomendados conforme a bula do produto.
- Consultar sempre um engenheiro agrônomo para orientações técnicas e para direcionar estratégias regionais eficazes no manejo de resistência e na aplicação dos herbicidas.
- Informar e consultar a Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD), a Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas.
O produto Garlon 480 BR contém Triclopir-butotílico, que atua como mimetizador das auxinas e pertence ao Grupo O segundo a classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas). O manejo correto baseia-se na alternância e combinação adequada de herbicidas para minimizar os riscos de desenvolvimento de resistência, garantindo maior eficiência no controle das plantas infestantes.
Procedimentos Relacionados a Embalagens - Descrição dos Processos de Tríplice Lavagem da Embalagem
O procedimento de tríplice lavagem da embalagem deve ser realizado imediatamente após o esvaziamento completo do produto, utilizando sempre os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para o preparo da calda do produto. A lavagem pode ser feita manualmente, sob pressão com equipamentos acoplados ao pulverizador ou com equipamento independente, observando os seguintes passos:

Lavagem Manual (Tríplice Lavagem)
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo a embalagem na posição vertical por 30 segundos para garantir o escoamento total.
- Adicione água limpa à embalagem até atingir ¼ do seu volume.
- Tampe bem a embalagem e agite-a vigorosamente por 30 segundos para lavar as paredes internas.
- Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador.
- Repita essa operação três vezes para garantir a completa limpeza.
- Após o procedimento, inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo, tornando-a inutilizável para reutilização.
Lavagem Sob Pressão com Equipamento do Pulverizador
- Encaixe a embalagem vazia no suporte adequado do funil instalado no pulverizador.
- Acione o mecanismo para liberar o jato d’água.
- Direcione o jato para todas as paredes internas da embalagem por aproximadamente 30 segundos.
- Transfira a água resultante da lavagem para o tanque do pulverizador.
- Inutilize a embalagem perfurando o fundo após o procedimento.
Lavagem Sob Pressão com Equipamento Independente
- Imediatamente após esvaziar a embalagem, mantenha-a invertida sobre a boca do tanque de pulverização em posição vertical por 30 segundos.
- Introduza a ponta do equipamento de lavagem sob pressão dentro da embalagem, direcionando o jato de água para todas as paredes internas por 30 segundos.
- Toda água utilizada na lavagem deve ser direcionada para o tanque do pulverizador.
- Inutilize a embalagem perfurando o fundo para evitar reutilização.
A correta realização da tríplice lavagem além de garantir a destinação adequada da embalagem vazia, ajuda na preservação ambiental, evitando contaminação do solo, água e ar. É fundamental seguir essas etapas rigorosamente para segurança do usuário e do meio ambiente.
Procedimentos Relacionados a Embalagens

Armazenamento da Embalagem Vazia
O armazenamento das embalagens vazias do produto Garlon 480 BR deve ser realizado com cuidados específicos para garantir a segurança e evitar contaminações ambientais e riscos à saúde humana. Após a tríplice lavagem ou lavagem sob pressão, as embalagens devem ser armazenadas com a tampa, preferencialmente em caixas coletivas quando disponíveis, e separadamente das embalagens que ainda não foram lavadas.
O local destinado ao armazenamento deve ser coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e possuir piso impermeável. Pode-se armazenar as embalagens vazias no próprio local onde ficam guardadas as embalagens cheias, desde que respeitadas as condições mencionadas. Essa prática facilita o controle e a segurança no manuseio das embalagens.
É fundamental evitar o armazenamento das embalagens em locais sem isolamento adequado para prevenir o acesso de pessoas não autorizadas, especialmente crianças. Para embalagens rígidas não laváveis, recomenda-se o uso de luvas ao manuseá-las, e o armazenamento também deve seguir os mesmos critérios, garantindo a separação entre embalagens lavadas e não lavadas.
Assim, o correto armazenamento das embalagens vazias visa preservar o meio ambiente e a saúde pública, além de atender às normativas vigentes e às boas práticas agrícolas estabelecidas para o uso do Garlon 480 BR.

11.3 Devolução e Destinação Final das Embalagens Vazias
A devolução da embalagem vazia do produto Garlon 480 BR é obrigatória para o usuário. A embalagem deve ser devolvida, com a tampa, ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou no local indicado na nota fiscal emitida no ato da compra. O prazo para devolução é de até um ano a partir da data da compra. Caso o produto ainda não tenha sido totalmente utilizado dentro desse período e esteja dentro do prazo de validade, a devolução poderá ser realizada em até seis meses após o término do prazo de validade. É importante que o usuário guarde o comprovante da devolução para efeitos de fiscalização pelo prazo mínimo de um ano após a entrega da embalagem vazia.
Após a devolução, a destinação final das embalagens vazias somente pode ser realizada pela empresa registrante do produto ou por empresas autorizadas legalmente pelos órgãos competentes. É proibido ao usuário reutilizar, reciclar, fracionar ou reembalar a embalagem vazia ou o produto. A destinação inadequada destas embalagens vazias e restos de produto pode acarretar contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas. Portanto, o correto manejo das embalagens vazias visa a proteção ambiental e a saúde pública.

11.4 Transporte de Embalagens Vazias
O transporte das embalagens vazias do produto Garlon 480 BR deve observar rigorosos cuidados para garantir a segurança e evitar contaminação. Essas embalagens não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas, de modo a evitar riscos de contaminação e acidentes.
As embalagens devem ser transportadas acondicionadas em saco plástico transparente, conforme o modelo padronizado pela ABNT (modelo ABNT). Esses sacos devem estar devidamente identificados e lacrados, garantindo a integridade do conteúdo durante o transporte. O lacre deve ser adquirido nos canais de distribuição autorizados para esse fim.
Adicionalmente, cabe ressaltar que o armazenamento das embalagens vazias, até a sua devolução pelo usuário, deve ocorrer em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, preferencialmente no mesmo local onde são guardadas as embalagens cheias, assegurando as condições adequadas antes do transporte.
Em suma, todo o procedimento envolvendo o transporte de embalagens vazias do Garlon 480 BR deve seguir as boas práticas indicadas, minimizando riscos à saúde humana, ao meio ambiente e garantindo o cumprimento da legislação vigente.
Procedimentos Relacionados a Embalagens

Embalagem Rígida Lavável
As embalagens rígidas laváveis devem ser submetidas ao procedimento de tríplice lavagem imediatamente após o seu esvaziamento, seguindo os cuidados recomendados para a proteção do operador. Durante a lavagem, é fundamental que o operador utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) indicados para o preparo da calda do produto.
O processo de tríplice lavagem manual compreende os seguintes passos:
- Esvazie completamente a embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical por 30 segundos.
- Adicione água limpa até preencher ¼ do volume da embalagem.
- Tampe bem a embalagem e agite por 30 segundos.
- Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador.
- Repita essa operação três vezes.
- Após a lavagem, a embalagem plástica ou metálica deve ser inutilizada perfurando seu fundo.
Quando utilizado pulverizador com equipamento de lavagem sob pressão, devem ser observados os seguintes procedimentos:
- Encaixar a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador.
- Acionar o mecanismo para liberar o jato d’água e direcioná-lo para todas as paredes internas da embalagem por 30 segundos.
- Transferir a água de lavagem para o tanque do pulverizador.
- Inutilizar a embalagem perfurando seu fundo.
Caso o procedimento utilize equipamento independente para lavagem sob pressão, recomenda-se:
- Após esvaziar completamente a embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização por 30 segundos.
- Com a embalagem na posição vertical, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão e direcionar o jato d’água para todas as paredes internas por 30 segundos.
- Direcionar toda a água da lavagem diretamente para o tanque do pulverizador.
- Inutilizar a embalagem perfurando seu fundo.
Após a lavagem, a embalagem deve ser armazenada com a tampa em caixa coletiva, quando disponível, separada das embalagens não lavadas. O local para armazenamento da embalagem vazia deve ser coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, podendo estar no próprio local onde as embalagens cheias são guardadas.
É obrigatório devolver a embalagem vazia, com a tampa, ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou no local indicado na nota fiscal, no prazo máximo de um ano a partir da data da compra. Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse período e ainda esteja dentro do prazo de validade, a devolução pode ser feita em até seis meses após o vencimento. O usuário deve guardar o comprovante de devolução para fins de fiscalização pelo prazo mínimo de um ano.

Procedimentos Relacionados a Embalagens - Embalagem Rígida Não Lavável
As embalagens rígidas que não podem ser lavadas devem ser armazenadas até a sua devolução pelo usuário em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, podendo ser no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias. É importante utilizar luvas no manuseio dessas embalagens para garantir a segurança do operador.
Após o uso, a embalagem vazia deve ser armazenada com sua tampa, preferencialmente em caixa coletiva quando disponível, separada das embalagens que foram lavadas.
Quanto à devolução, é obrigatória a entrega da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário ao estabelecimento onde adquiriu o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra. O prazo para devolução é de até um ano a partir da data da compra. Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse período e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, também é facultada a devolução da embalagem em até seis meses após o término do prazo de validade. O usuário deve guardar o comprovante de devolução por no mínimo um ano para fins de fiscalização.
No que se refere ao transporte, as embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. Devem ser transportadas acondicionadas em saco plástico transparente (conforme modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, adquirido nos canais de distribuição. Também é recomendado inutilizar a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo, evitando assim a reutilização indevida da embalagem.

Precauções e Advertências Gerais - Cuidados na Manipulação e Manuseio
Ao manipular e manusear o produto Garlon 480 BR, é essencial seguir rigorosamente as precauções para garantir a segurança do usuário e evitar acidentes. O produto destina-se exclusivamente ao uso agrícola e deve ser manuseado apenas por trabalhadores capacitados. Durante o manuseio, é proibido comer, beber ou fumar, bem como transportar o produto junto com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.
É fundamental que o produto não seja manipulado ou aplicado sem o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados, que incluem calça, jaleco com tratamento hidrorrepelente, botas de borracha, avental impermeável, respirador com filtro classe P2, óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas de nitrila. A utilização de equipamentos com vazamentos ou defeitos deve ser evitada, e não se deve desentupir bicos, orifícios ou válvulas com a boca.
Os EPIs devem estar em bom estado, não devendo ser usados se estiverem danificados, úmidos, vencidos ou fora das especificações do fabricante. Seguir corretamente as recomendações do fabricante para limpeza, conservação e descarte dos EPIs é indispensável para garantir sua eficácia.
Deve-se evitar a aplicação do produto próximo a escolas, residências e locais de permanência de pessoas, assim como em áreas de criação de animais, sempre seguindo orientações técnicas específicas fornecidas por profissionais habilitados.
Em caso de contato acidental com o produto, o usuário deve seguir imediatamente as orientações dos procedimentos de primeiros socorros indicados na bula e procurar atendimento médico de emergência rapidamente.
O armazenamento do produto deve ser em sua embalagem original, devidamente fechada, em local trancado, protegido do alcance de crianças e animais, garantindo que as condições do ambiente sejam adequadas para segurança e conservação do material.

Precauções e Advertências Gerais - Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
O uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) é fundamental para garantir a segurança durante a manipulação e aplicação do herbicida Garlon 480 BR. Recomenda-se que os EPIs sejam usados de forma rigorosa, observando-se a sequência correta na colocação: calça, jaleco, botas, avental, respirador, óculos, touca árabe e luvas.
Os EPIs devem estar em perfeitas condições, sem danos, úmidos ou fora da validade. É importante seguir as recomendações do fabricante quanto à limpeza, conservação e descarte dos equipamentos danificados. Para a manipulação do produto, o trabalhador deve estar adequadamente protegido, utilizando equipamentos como calça e jaleco com tratamento hidrorrepelente, botas de borracha, avental impermeável, respirador com filtro combinado classe P2, óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas de nitrila.
Durante a preparação da calda e da aplicação, o uso dos EPIs é obrigatório para evitar contato com o produto, visto que ele pode causar irritação ocular grave, reações alérgicas na pele e outros riscos. Após a aplicação, o desvestimento dos EPIs deve seguir a ordem inversa, tomando cuidado para evitar contaminação. A manutenção e limpeza dos EPIs devem ser realizadas por pessoa treinada e devidamente protegida, e as roupas devem ser lavadas separadamente das demais roupas da família, utilizando luvas e avental impermeável durante esse processo.
Essas medidas são essenciais para minimizar os riscos à saúde do aplicador e garantir uma aplicação segura e responsável do herbicida.

Precauções e Advertências Gerais - Cuidados na Preparação da Calda
Durante a preparação da calda do produto Garlon 480 BR, é fundamental adotar precauções rigorosas para garantir a segurança do aplicador e a eficácia do herbicida. Em caso de contato acidental com o produto, deve-se seguir imediatamente as orientações descritas em Primeiros Socorros e procurar atendimento médico de emergência. É obrigatório o uso de equipamentos de proteção individual (EPI), incluindo calça e jaleco com tratamento hidrorrepelente, botas de borracha, avental impermeável, respirador com filtro combinado classe P2, óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas de nitrila.
O manuseio deve ser feito em local aberto e ventilado, reduzindo a exposição a vapores ou respingos do produto. Ao abrir a embalagem, é recomendável fazê-lo com cuidado para evitar respingos que possam causar acidentes. Essas medidas são essenciais para prevenir intoxicações e garantir a integridade física de quem prepara a calda do herbicida.

12.4 Cuidados Durante a Aplicação
Durante a aplicação do herbicida Garlon 480 BR, é fundamental adotar cuidados rigorosos para garantir a segurança do aplicador, a eficácia do produto e a proteção do ambiente. Recomenda-se evitar ao máximo o contato com a área tratada. O produto deve ser aplicado somente nas doses recomendadas, observando rigorosamente o intervalo de segurança estabelecido.
É imprescindível que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada não entrem na área enquanto a aplicação está sendo realizada. Também é aconselhável não aplicar o produto em condições de vento forte e nas horas mais quentes do dia, respeitando as melhores condições climáticas para cada região para evitar deriva e perda de eficiência.
Durante a aplicação, o aplicador deve verificar a direção do vento e aplicar de forma que ele próprio ou outras pessoas não entrem em contato com a névoa do produto. O uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados é obrigatório, incluindo calça e jaleco com tratamento hidrorrepelente, botas de borracha, avental impermeável, respirador com filtro combinado classe P2, óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas de nitrila.
Essas medidas são essenciais para minimizar os riscos de intoxicação e garantir a segurança durante o manuseio e aplicação do produto.

Precauções e Advertências Gerais - Cuidados Após a Aplicação
Após a aplicação do produto Garlon 480 BR, é essencial seguir algumas precauções para garantir a segurança do aplicador, das pessoas próximas e do meio ambiente. Deve-se sinalizar a área tratada com placas contendo os dizeres: “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA” e manter esses avisos até o término do período de reentrada. É importante evitar ao máximo o contato com a área tratada. Caso seja necessário entrar na área antes do término do intervalo de reentrada, o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados durante a aplicação é obrigatório.
Não permita a entrada de animais, crianças ou pessoas não autorizadas nas áreas tratadas imediatamente após a aplicação. Deve-se aplicar o produto apenas nas doses recomendadas e respeitar sempre o intervalo de segurança, ou seja, o tempo entre a última aplicação e a colheita da cultura. Antes de retirar os EPIs, recomenda-se lavar as botas e luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
Para garantir a segurança pessoal, o aplicador deve tomar banho imediatamente após a aplicação e trocar suas roupas. As roupas usadas na aplicação devem ser lavadas separadamente das demais roupas familiares, utilizando luvas e avental impermeável durante o processo de lavagem. Além disso, é fundamental realizar a manutenção e limpeza dos equipamentos de aplicação após cada uso.
Nunca reutilize a embalagem vazia do produto. Para o descarte de embalagens, deve-se utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como calça, jaleco, luvas de nitrila e botas de borracha. Os EPIs devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental impermeável, jaleco (com cuidado para não virar do avesso), botas, calça (desamarrar e deixar deslizar até o chão), luvas e respirador. A manutenção e limpeza dos EPIs devem ser feitas por pessoa treinada e devidamente protegida. Por fim, é importante estar atento ao tempo de uso dos filtros dos equipamentos, seguindo corretamente as especificações do fabricante.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Classificação Toxicológica
O produto Garlon 480 BR é classificado toxicológicamente na Categoria 4, o que significa que é considerado um produto pouco tóxico. Esta classificação indica que o herbicida apresenta um nível relativamente baixo de toxicidade para os seres humanos em comparação com produtos de categorias mais altas. Contudo, mesmo sendo pouco tóxico, o manuseio adequado e o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados são indispensáveis para garantir a segurança do aplicador e das pessoas envolvidas na manipulação do produto.
Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Toxicocinética e Toxicodinâmica
O ingrediente ativo triclopyr-butotílico presente no Garlon 480 BR possui características específicas em relação à toxicocinética e toxicodinâmica. Após a exposição, o triclopir é rapidamente e extensamente absorvido pelo organismo, com níveis de absorção variando de 75% a 94% dentro do período de 72 horas. Uma vez absorvido, o triclopir é distribuído principalmente nos rins, e em menor quantidade no fígado, no tecido adiposo e no plasma, conforme observado em estudos com diferentes espécies animais, como ratos, cães e macacos.
A excreção do triclopir ocorre majoritariamente na urina, em sua forma não modificada, correspondendo a mais de 80% da substância excretada, com uma parcela menor eliminada pelas fezes (1 a 3%). A maior parte da excreção urinária se dá nas primeiras 24 horas após a exposição. É importante destacar que apenas uma pequena fração (1 a 2%) da dose administrada é metabolizada, gerando o composto 3,5,6-tricloro-2-piridinol, encontrado na urina.
Em humanos, os níveis plasmáticos do triclopir atingem o pico entre 1 e 3 horas após a administração e, após 48 horas, o triclopir geralmente não é mais detectado no organismo. Mais de 80% da dose administrada, tanto em concentrações altas quanto baixas, é eliminada em até 72 horas.
Quanto à toxicodinâmica, os mecanismos exatos da toxicidade do triclopir em humanos ainda não são totalmente conhecidos. Contudo, sabe-se que a exposição pode provocar efeitos irritativos em diferentes sistemas, como pele e olhos, e manifestações clínicas que serão melhor detalhadas nos sintomas e sinais clínicos.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Sintomas e Sinais Clínicos
O produto Garlon 480 BR, cujo ingrediente ativo é o Triclopir-Butotílico, pode causar diversos sintomas e sinais clínicos em caso de exposição. A ingestão oral pode levar a náusea, vômito, cólica e diarreia. O contato dérmico pode causar irritação na pele, enquanto a exposição ocular pode provocar irritação ocular, com risco de lesões oculares graves.
Em estudos experimentais com animais, foram observados aumentos no peso do fígado, hipertrofia hepatocelular, necrose hepatocelular, icterícia colestática e leve aumento nas enzimas hepáticas. Além disso, foram constatadas alterações nos rins, como falência renal aguda, necrose tubular, aumento do peso renal e nefropatia.
Esses efeitos refletem reações inflamatórias e tóxicas que, se ocorrerem em humanos, requerem atenção imediata para prevenir complicações mais graves. Portanto, é fundamental adotar as medidas de segurança recomendadas para evitar a exposição ao produto.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Diagnóstico e Tratamento de Intoxicações
O diagnóstico de intoxicação por Garlon 480 BR é estabelecido pela confirmação da exposição ao produto e pela presença de quadro clínico compatível, devendo-se basear no exame clínico e nas informações disponíveis. Não existem antídotos específicos conhecidos para intoxicação por esse herbicida, sendo o tratamento recomendado o sintomático e de suporte.
Na exposição oral, a ingestão do produto geralmente provoca náusea, vômito, cólica e diarreia devido às propriedades irritantes do composto. Recomenda-se, sob avaliação médica, a descontaminação gastrointestinal, especialmente se a ingestão ocorreu há menos de uma hora. Deve-se ter cautela na indução do vômito devido ao risco de aspiração. A administração de carvão ativado pode ser considerada para adsorção, apesar da má absorção do querosene presente no produto por esse método.
Em caso de exposição dérmica, deve-se remover imediatamente as roupas contaminadas e lavar a pele com água corrente e sabão neutro por pelo menos 15 minutos, garantindo a descontaminação inclusive de pregas, cavidades e cabelos.
Se o contato for ocular, é fundamental realizar lavagem com água corrente por no mínimo 15 minutos, mantendo as pálpebras abertas durante o procedimento e evitando que a água de lavagem atinja o outro olho. A retirada das lentes de contato é recomendada, quando for o caso.
Na inalação do produto, a pessoa deve ser levada a local aberto e ventilado. O atendente deve utilizar equipamentos de proteção para evitar contaminação. É importante monitorar o desenvolvimento de sintomas como tosse, desconforto respiratório, bronquite ou pneumonite. Se necessário, devem ser administrados oxigênio e realizada ventilação assistida. Deve-se observar e tratar possíveis emergências como parada respiratória, hipotensão e arritmias, mantendo a internação por no mínimo 24 horas após o desaparecimento dos sintomas.
Por fim, recomenda-se que a pessoa que presta atendimento ao intoxicado esteja devidamente protegida com luvas e avental impermeável para evitar contaminação durante a descontaminação. É imprescindível buscar imediatamente um serviço médico de emergência, levando a embalagem, o rótulo, a bula, o folheto informativo ou a receita agronômica do produto para facilitar o diagnóstico e o tratamento eficaz.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Informações Médicas e Precauções
Antes de usar o produto Garlon 480 BR, é fundamental ler atentamente as instruções da bula e seguir todas as recomendações para garantir a segurança no manuseio e uso. O produto é destinado exclusivamente para uso agrícola e deve ser manipulado apenas por trabalhadores capacitados.
Durante o manuseio e aplicação, é proibido comer, beber ou fumar. O transporte do produto deve ser feito separadamente de alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas. É essencial não manipular ou aplicar o produto sem os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados e evitar o uso de equipamentos com vazamentos ou defeitos, bem como nunca desentupir bicos, orifícios e válvulas com a boca.
Os EPIs devem estar em condições adequadas, não podendo estar danificados, úmidos, vencidos ou fora da especificação. Recomenda-se vestir os EPIs na seguinte ordem: calça, jaleco, botas, avental, respirador, óculos, touca árabe e luvas. Além disso, deve-se seguir as recomendações do fabricante para limpeza, conservação e descarte dos EPIs danificados.
Na preparação da calda, se ocorrer contato acidental com o produto, deve-se seguir urgentemente as orientações descritas em primeiros socorros e buscar atendimento médico de emergência. O manuseio da calda deve ser realizado em local aberto e ventilado, usando todos os EPIs citados. Ao abrir a embalagem, deve-se evitar respingos.
Durante a aplicação, minimize o contato com a área tratada, aplicando o produto somente nas doses recomendadas e observando o intervalo de segurança. Não permita a entrada de animais, crianças ou pessoas não autorizadas na área durante a aplicação. As pulverizações devem evitar ventos fortes e os momentos mais quentes do dia, respeitando as melhores condições climáticas. Também é fundamental verificar a direção do vento para evitar contato ou exposição involuntária à névoa do produto.
Após a aplicação, deve-se sinalizar a área tratada com placas indicando "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA", mantendo os avisos até o término do período de reentrada. Sempre evite contato com a área tratada; caso seja necessário entrar antes do período definido, utilize os EPIs recomendados. Animais, crianças e outras pessoas não devem entrar nas áreas tratadas imediatamente após a aplicação.
Antes de remover os EPIs, recomenda-se lavar botas e luvas ainda vestidas para evitar contaminação. O restante do produto deve ser corretamente fechado, guardado em sua embalagem original e armazenado em local seguro, longe do alcance de crianças e animais. Após o uso, o aplicador deve tomar banho imediatamente e trocar de roupas, lavando-as separadamente das roupas comuns da família, usando luvas e avental impermeável para a lavagem. A manutenção e limpeza dos EPIs devem ser feitas por pessoa treinada e protegida adequadamente, observando o tempo de uso dos filtros conforme fabricante.
No manuseio das embalagens vazias, utilize EPIs adequados como calça, jaleco, luvas de nitrila e botas de borracha. É proibido reutilizar, reciclar, fracionar ou reembalar o produto, e as embalagens vazias devem ser inutilizadas perfurando o fundo.
Em caso de exposição acidental à substância, é imprescindível procurar imediatamente um serviço de emergência, levando a embalagem, rótulo, bula ou receita agronômica do produto para orientação do atendimento médico adequado.

Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente - Classificação do Potencial de Periculosidade Ambiental
O produto Garlon 480 BR é classificado como um agente muito perigoso ao meio ambiente, pertencendo à Classe II de periculosidade ambiental. Esta classificação indica que o produto possui alta mobilidade no solo, com significativo potencial para deslocamento, podendo atingir especialmente as águas subterrâneas.
Para garantir a proteção ambiental, algumas precauções devem ser observadas durante a manipulação e aplicação do produto. É proibida a aplicação aérea em áreas situadas a menos de 500 metros de povoações e mananciais de captação de água para abastecimento público, assim como a menos de 250 metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos.
Além disso, recomenda-se a observância das legislações estaduais e municipais relacionadas às atividades aeroagrícolas. É imprescindível evitar a contaminação ambiental, não utilizando equipamentos com vazamentos e não aplicando o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes do dia.
Também é fundamental aplicar somente as doses recomendadas, nunca realizar a lavagem de embalagens ou equipamentos aplicadores em corpos d’água, evitando assim a contaminação de rios, lagos e nascentes. A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos pode acarretar poluição do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde humana.
Portanto, o manejo responsável do Garlon 480 BR deve sempre priorizar a preservação ambiental, respeitando as normas vigentes e adotando práticas que minimizem os impactos sobre o meio ambiente.
Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente

14.2 Precauções de Uso para Proteção Ambiental
O produto Garlon 480 BR está classificado como um produto muito perigoso ao meio ambiente (classe II). Por ser altamente móvel, possui alto potencial de deslocamento no solo, podendo atingir principalmente águas subterrâneas. Portanto, é fundamental adotar diversas precauções para minimizar os impactos ambientais durante seu uso.
Recomenda-se evitar a aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a menos de 500 metros de povoações e de mananciais de captação de água para abastecimento público, assim como a menos de 250 metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação sensível a danos. É imprescindível também observar todas as legislações estaduais e municipais referentes às atividades aeroagrícolas.
Para preservar a natureza e evitar a contaminação ambiental, deve-se evitar o uso de equipamentos com vazamentos e não aplicar o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes do dia. A aplicação deve se limitar às doses recomendadas estritamente.
A lavagem de embalagens ou equipamentos aplicadores não deve ser feita em lagos, fontes, rios ou quaisquer outros corpos d'água, sob o risco de contaminar esses ambientes aquáticos. Além disso, a destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos pode causar contaminação de solo, água e ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
O cumprimento rigoroso destas precauções é essencial para proteger o meio ambiente e assegurar o uso responsável do herbicida Garlon 480 BR.

Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente - Instruções de Armazenamento do Produto para Prevenção de Acidentes Ambientais
Para garantir a conservação do produto e evitar acidentes ambientais, é fundamental seguir algumas instruções específicas no armazenamento do Garlon 480 BR. O produto deve ser mantido em sua embalagem original, sempre fechada, para evitar qualquer tipo de contaminação ou vazamento. O local utilizado para armazenagem deve ser exclusivo para produtos tóxicos, isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais que possam sofrer contaminação.
Além disso, a construção do ambiente de armazenamento deve ser feita com alvenaria ou materiais não combustíveis, garantindo a segurança contra incêndios. O local precisa ser ventilado, coberto e possuir piso impermeável, para impedir o contato do produto com o solo e a disseminação de resíduos tóxicos. É indispensável instalar placas de advertência com os dizeres: "CUIDADO, VENENO", para alertar sobre a presença do produto.
O acesso ao local deve permanecer trancado, evitando a entrada de pessoas não autorizadas, sobretudo crianças. É necessário dispor de embalagens adequadas para o recolhimento de produtos vazados ou embalagens rompidas, preservando a área contra possíveis contaminações. Para armazéns, é recomendada a observância das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), especialmente a NBR 9843, além de seguir as legislações estaduais e municipais vigentes que regulamentam este tipo de armazenamento.
Seguindo essas orientações, é possível minimizar riscos de acidentes ambientais, proteger o meio ambiente e assegurar o manuseio seguro do herbicida Garlon 480 BR.
Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente

Procedimentos em Caso de Acidentes Ambientais
Em caso de acidentes ambientais envolvendo o produto Garlon 480 BR, é fundamental adotar procedimentos imediatos para minimizar os danos ao meio ambiente. Inicialmente, deve-se isolar e sinalizar a área contaminada para impedir o acesso e evitar exposição a outras pessoas ou animais. É recomendado contatar as autoridades locais competentes, bem como a empresa registrante, CTVA Proteção de Cultivos Ltda., através do telefone 0800 772 2492, para orientações específicas.
Ao atuar na área contaminada, é imprescindível utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como macacão impermeável, luvas, botas de borracha, óculos de proteção e máscaras com filtros, garantindo a segurança dos profissionais envolvidos.
Se ocorrer derramamento do produto sobre piso pavimentado, deve-se recolher o material derramado com auxílio de pá e depositá-lo em recipiente lacrado e identificado, não sendo recomendada a reutilização do produto recolhido. Para derramamentos em solo, deve-se retirar as camadas de terra contaminada até atingir solo não afetado, coletar esse material e acondicioná-lo em recipiente adequado, também lacrado e identificado, e comunicar a empresa registrante para a destinação correta.
No caso de contaminação de corpos d’água, é essencial interromper imediatamente a captação para consumo humano ou animal e informar o órgão ambiental mais próximo, além de contatar o centro de emergência da empresa registrante. As medidas a serem adotadas dependerão da extensão do acidente, do corpo hídrico afetado e da quantidade do produto derramado.
Em situações de incêndio relacionadas ao produto, recomenda-se o uso de extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, mantendo-se a aplicação sempre a favor do vento para evitar intoxicação.
Estes procedimentos visam prevenir a contaminação do solo, da água e do ar, protegendo a fauna, a flora e a saúde pública, reduzindo os impactos ambientais decorrentes de eventuais acidentes com o produto.
Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente

Instruções para Destinação Inadequada da Embalagem e Restos de Produto
A destinação inadequada das embalagens vazias e dos restos de produtos pode causar contaminação do solo, da água e do ar, trazendo prejuízos à fauna, à flora e à saúde das pessoas. É fundamental que essas embalagens e resíduos sejam manejados corretamente para evitar impactos ambientais negativos. O uso indevido ou descarte incorreto pode resultar em graves danos ao meio ambiente, reforçando a importância de seguir rigorosamente as instruções de manejo, armazenamento, devolução e destinação final estabelecidas para garantir a preservação ambiental e a segurança das populações próximas.
Transporte de Agrotóxicos, Componentes e Afins
O transporte de agrotóxicos, componentes e afins deve obedecer às regras e procedimentos estabelecidos pela legislação específica vigente. É fundamental que a movimentação desses produtos seja realizada de maneira segura, garantindo a integridade do produto e prevenindo riscos à saúde pública e ao meio ambiente.
Além disso, a legislação determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto com pessoas, alimentos, medicamentos, rações, animais ou outros materiais que possam ser contaminados. Essa medida visa evitar acidentes e contaminações que possam representar riscos à saúde humana e animal, bem como prevenir a contaminação de alimentos e medicamentos durante o transporte.
Portanto, o transporte deve ser efetuado em condições adequadas e em veículos devidamente apropriados para esse fim, seguindo todas as normas regulamentares pertinentes, a fim de assegurar a segurança e cumprimento das boas práticas no manejo desses produtos.
Restrições Estabelecidas por Órgãos Competentes
No uso do produto Garlon 480 BR, é fundamental observar as restrições estabelecidas por órgãos competentes em níveis estadual, distrital ou municipal. Em especial, há restrição de uso para as plantas-alvo Lantana camara, Orbignya phalerata, Solanum paniculatum e Vernonia polyanthes quando o produto é aplicado em pastagem no Estado do Paraná.
Além dessas restrições específicas, recomenda-se que o engenheiro agrônomo ou responsável técnico esteja atento às legislações municipal, estadual e federal vigentes em sua localidade para garantir que o produto, seu modo de aplicação, as culturas e os alvos estejam devidamente autorizados e permitidos. Dessa forma, evita-se o uso inadequado e possíveis implicações legais e ambientais.

Informações Complementares - Número do Lote, Data de Fabricação e Validade
O número do lote ou partida, assim como a data de fabricação e a validade do produto Garlon 480 BR, podem ser encontrados na embalagem do produto. É fundamental que o usuário consulte essas informações antes do uso para garantir a qualidade e a eficácia do herbicida. Além disso, é importante observar estes dados para assegurar que o produto esteja dentro do período indicado para aplicação, evitando assim o uso de lotes vencidos ou impróprios, o que pode comprometer os resultados e a segurança no manuseio.

17.2 Avisos Obrigatórios e Recomendações Legais
Antes de usar o produto, é essencial ler atentamente as instruções da bula. O uso do Garlon 480 BR é para fins exclusivamente agrícolas e o manejo deve ser realizado apenas por trabalhadores capacitados. É proibido comer, beber ou fumar durante o manuseio e aplicação do produto. O transporte do produto deve ser feito de forma separada, não sendo permitido junto a alimentos, medicamentos, rações, animais ou pessoas.
O uso obrigatório de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) é fundamental para a segurança do aplicador. Deve-se evitar aplicar o produto perto de locais de permanência de pessoas, como escolas e residências, bem como áreas de criação de animais, seguindo as orientações técnicas específicas de um profissional habilitado.
É obrigatória a devolução da embalagem vazia pelo usuário ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal. A reutilização, fracionamento ou reembalagem da embalagem vazia são proibidos. A destinação inadequada das embalagens e restos do produto ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando o meio ambiente e a saúde pública.
O número do lote, data de fabricação e validade do produto encontram-se disponíveis na embalagem. É imprescindível conservar estes dados para fins de fiscalização. A Corteva Agriscience disponibiliza um telefone de emergência (0800 772 2492) para atendimento em casos de dúvidas ou acidentes relacionados ao produto.
A legislação estadual e municipal deve ser observada, e em casos de restrições específicas, como no Estado do Paraná, o agrônomo deve estar atento para evitar usos indevidos, principalmente para os alvos Lantana camara, Orbignya phalerata, Solanum paniculatum e Vernonia polyanthes em pastagem. O respeito a essas recomendações é vital para o uso seguro, eficaz e legal do produto.

Informações Complementares - Informações de Contato para Emergências
Em caso de intoxicação ou acidente envolvendo o produto Garlon 480 BR, recomenda-se procurar imediatamente um serviço médico de emergência, levando consigo a embalagem, o rótulo, a bula, o folheto informativo ou o receituário agronômico do produto para fornecer informações precisas sobre o agente envolvido.
Para auxílio especializado em casos de intoxicação, está disponível o Disque-Intoxicação pelo número 0800-722-6001, que faz parte da Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (RENACIAT/ANVISA/MS). As intoxicações por agrotóxicos e afins são incluídas entre as Doenças e Agravos de Notificação Compulsória, devendo ser notificadas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/MS) e no Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária (Notivisa).
Além disso, a empresa responsável pelo produto oferece atendimento emergencial através do telefone 0800 772 2492, para orientação rápida e suporte técnico em situações de emergência relacionadas ao uso do produto Garlon 480 BR.
| Marca comercial | Garlon 480 Br |
| Titular do registro | Ctva Proteção De Cultivos Ltda - Barueri (Tamboré) |
| Número do registro | 319001 |
| CNPJ | 47.180.625/0001-46 |
| Classificação ambiental | II - Produto Muito Perigoso Ao Meio Ambiente |
| Classificação toxicológica | 4 - Categoria 4 – Produto Pouco Tóxico |
| Modo de ação | Seletivo, De Ação Sistêmica |
| Técnica de aplicação | Terrestre/Aérea |
| Compatibilidade | Não Se Conhecem Casos De Incompatibilidade. |
| Inflamável | Não |
| Corrosivo | Não |
| Formulação | Ec - Concentrado Emulsionável |
| Observação |




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