
O herbicida Castle é uma solução eficaz para o controle de plantas infestantes em culturas como algodão, café, cana-de-açúcar e citros. Desenvolvido com ingredientes ativos como Diuron e MSMA, ele apresenta características que garantem alta performance aliada a rigorosas medidas de segurança e preservação ambiental. Neste post, abordaremos todas as informações essenciais para o uso correto do Castle, incluindo indicações, modo de aplicação, precauções, primeiros socorros, manejo da resistência e cuidados ambientais, promovendo uma aplicação responsável e eficiente.
Identificação do Produto
O produto denominado "Castle" é um herbicida registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sob o número 828604. O titular do registro é a empresa Adama Brasil S.A., sediada em Londrina/PR, com CNPJ 02.290.510/0001-76. Trata-se de um herbicida formulado no tipo suspensão concentrada (SC), que não apresenta inflamabilidade nem corrosividade. A aplicação do produto é realizada por técnica terrestre, utilizando pulverizadores tratorizados ou autopropelidos.
O Castle pertence ao grupo químico da uréia e do organoarsênico e é classificado toxicologicamente na categoria 5, o que indica que é improvável causar dano agudo. Em relação ao meio ambiente, o produto é classificado como Classe II, ou seja, muito perigoso ao ambiente.
O produto é destinado exclusivamente para uso agrícola e deve ser manuseado e aplicado respeitando as normas de segurança indicadas no rótulo e bula. A embalagem do produto contém informações detalhadas sobre composição, recomendações de uso, precauções e medidas de segurança.
Composição
O produto Castle é formulado como uma Suspensão Concentrada (SC) e contém os principais ingredientes ativos Diuron e MSMA. A concentração de Diuron na formulação é de 140 gramas por litro, correspondendo a 14,0% em massa/volume. A fórmula química do Diuron é C9H10Cl2N2O, também conhecido como 3-(3,4-Dicloro-fenil)-1,1-Dimetilureia, pertencente ao grupo químico ureia. O MSMA está presente na concentração de 360 gramas por litro, equivalente a 36,0% em massa/volume. Quimicamente, o MSMA é o Sodium Hydrogen Methylarsonate, um composto organoarsênico, cuja fórmula molecular é Ch4Asnao3. Além desses ingredientes ativos, o Castle contém outros ingredientes que totalizam 818 gramas por litro, representando 81,8% da composição, classificados como inertes. Essa composição robusta garante a eficácia do Castle como herbicida nas aplicações agrícolas indicadas.

Grupo Químico e Tipo de Formulação
O herbicida CASTLE pertence a dois grupos químicos distintos: o grupo da uréia e o grupo organoarsênico. Especificamente, ele contém Diuron, que é um inibidor da fotossíntese no fotossistema II, classificado no Grupo C2 segundo a classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas), e MSMA, que está classificado no Grupo Z.
Em relação ao tipo de formulação, o CASTLE é apresentado na forma de Suspensão Concentrada (SC). Esta formulação caracteriza-se por uma suspensão líquida concentrada que facilita a aplicação e a distribuição do herbicida nas plantas infestantes.
Registro e Titular do Produto
O produto Castle está registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sob o número 828604. O titular do registro é a empresa Adama Brasil S.A., localizada em Londrina, Paraná, com endereço na Rua Pedro Antônio de Souza, 400 - Parque Rui Barbosa, CEP 86031-610. A empresa possui inscrição estadual 601.07287-44 e registro estadual nº 003263 na ADAPAR/PR. Adama Brasil S.A. atua como importadora do produto formulado.
Além disso, o fabricante do produto técnico inclui a ADAMA AGAN LTD, situada em Ashdod, Israel, responsável pelo DIUREX AGRICUR TÉCNICO com registro MAPA nº 1768702, e a própria ADAMA BRASIL S/A, que fabrica o DIURON TÉCNICO 970 BR com registro MAPA nº 02194.
As informações contidas no registro também mencionam outros formuladores e produtores relacionados, garantindo a procedência e a conformidade do produto com as normas vigentes. O uso do produto deve seguir as recomendações específicas para garantir seu correto manuseio e aplicação.
Instruções de Uso do Produto - Culturas, Plantas Infestantes, Dosagem, Época, Número e Intervalo de Aplicação
O herbicida CASTLE é indicado para controle em pós-emergência das plantas infestantes em diversas culturas, incluindo algodão, café, cana-de-açúcar e citros. A seguir, são detalhadas as orientações específicas para cada cultura quanto às plantas infestantes controladas, doses, época, número e intervalo de aplicação.

Algodão
CASTLE controla um amplo espectro de plantas infestantes, como capim-braquiária, capim-colchão, capim-marmelada, capim-carrapicho, capim-pé-de-galinha, capim-rabo-de-raposa, capim-massambará, carrapicho-de-carneiro, caruru-roxo, caruru-de-mancha, trapoeraba, picão-preto, picão-branco, beldroega, poaia-branca, mentrasto, guanxuma, corda-de-viola, maria-pretinha, amendoim-bravo, apaga-fogo, falsa-serralha, tiririca, entre outras espécies indicadas na bula.
A dosagem recomendada para algodão é de 8 a 10 litros por hectare. A aplicação deve ser realizada em pós-emergência quando a cultura estiver aproximadamente entre 30 e 50 cm de altura, direcionada para as entrelinhas com cruzamento do jato no terço inferior do algodoeiro. Recomenda-se realizar uma aplicação por ano para esta cultura.
O intervalo de segurança, que é o período mínimo entre a última aplicação e a colheita, para algodão é de 120 dias.
Café
O produto controla as mesmas plantas infestantes indicadas para algodão. A dose recomendada é também de 8 a 10 litros por hectare.
A aplicação deve ser feita em pós-emergência após a esparramação das plantas infestantes, tomando cuidado para não aplicar em cafezais com menos de dois anos de idade. É importante evitar que as folhas da cultura sejam atingidas pela pulverização.
Para café, realiza-se uma aplicação anual, respeitando um intervalo de segurança de 45 dias entre a aplicação e a colheita.
Cana-de-Açúcar
CASTLE é eficaz contra as mesmas plantas infestantes listadas para algodão e café, aplicadas também na dose de 8 a 10 litros por hectare.
Para cana planta e cana-soca, a aplicação deve ser semi-dirigida em pós-emergência nas plantas infestantes, preferencialmente nas entrelinhas com cruzamento do jato no terço inferior da cultura. Na cana planta realiza-se uma aplicação pós-plantio; na cana soca, uma aplicação após cada corte.
O intervalo de segurança nesta cultura é de 150 dias.

Citros
O produto controla o mesmo amplo espectro de plantas infestantes já citadas nas culturas anteriores, aplicando-se na dosagem de 8 a 10 litros por hectare.
A aplicação pode ser realizada em faixas ao longo das linhas, em coroamento ao redor das plantas, ou com cobertura total do solo. Não deve ser aplicado em pomares com menos de dois anos.
Recomenda-se uma aplicação por ano nos citros. O intervalo de segurança para esta cultura é de 143 dias.
Considerações Gerais
O CASTLE pode ser aplicado desde o estádio inicial de pós-emergência até o estádio tardio das plantas infestantes, sendo ideal que a aplicação ocorra antes do florescimento para melhores resultados.
É fundamental seguir as doses, época, número e intervalos de aplicação recomendados para garantir a eficácia do controle e a segurança da cultura.
Instruções de Uso do Produto - Modo de Aplicação
O herbicida CASTLE deve ser aplicado por meio de pulverização terrestre. Para as culturas de algodão, café, cana-de-açúcar e citros, o produto pode ser aplicado utilizando pulverizadores tratorizados ou autopropelidos. É fundamental seguir as prescrições indicadas na receita agronômica e utilizar equipamentos adequados que promovam a redução da possibilidade de deriva, como pontas de pulverização que gerem gotas grossas (G) a extremamente grossas (XC).
Aplicação Terrestre
A aplicação com pulverizador terrestre deve respeitar as seguintes características técnicas para garantir eficiência e segurança:
- Diâmetro das gotas: usar gotas médias a grandes, com tamanho acima de 300 micra.
- Densidade das gotas: utilizar densidade mínima de 20 gotas por centímetro quadrado.
- Volume de calda: recomenda-se aplicar entre 300 a 400 litros por hectare.

Condições Climáticas
A aplicação deve ser realizada considerando condições climáticas ideais para evitar perdas por deriva e garantir a eficácia do produto:
- Temperatura ambiente inferior a 30ºC.
- Umidade relativa do ar superior a 55%.
- Velocidade do vento entre 3 e 10 km/h.
A aplicação não deve ser feita se a velocidade do vento for inferior a 3 km/h, devido ao risco de inversão térmica, especialmente nas primeiras horas do dia. Também é proibido aplicar se a velocidade do vento ultrapassar 10 km/h, pois aumenta o risco de deriva pelo vento. Além disso, não se deve aplicar o produto com vento direcionado para áreas cultivadas com culturas sensíveis.
Modo de Preparo da Calda
Para a preparação da calda, deve-se seguir o procedimento abaixo:
- Colocar água limpa até aproximadamente dois terços da capacidade do tanque de pulverização.
- Adicionar o herbicida CASTLE na dose recomendada.
- Completar o tanque com água, mantendo sempre a agitação da calda durante o preparo e aplicação.
- A aplicação deve ser feita imediatamente após o preparo da calda, mantendo o sistema de agitação ativo durante todo o processo.
Limpeza do Equipamento de Aplicação
A limpeza do pulverizador deve ser realizada imediatamente após o término das aplicações com CASTLE para evitar contaminação de culturas futuras ou que haja resíduos do produto:
- Resíduos remanescentes podem causar fitotoxicidade em culturas sensíveis e contaminar áreas vizinhas devido à deriva por vento.
- Recomenda-se fazer teste de fitotoxicidade em culturas sensíveis antes de utilizar o equipamento para outra aplicação de produtos diferentes.
- A manutenção e a higienização cuidadosa do equipamento garantem segurança e eficácia nas aplicações subsequentes.

Instruções de Uso do Produto - Intervalo de Segurança e Intervalo de Reentrada
O produto herbicida CASTLE possui especificações claras quanto ao intervalo de segurança, que é o período necessário entre a última aplicação do produto e a colheita da cultura, e ao intervalo de reentrada, que é o tempo mínimo para ingresso seguro na área tratada após a aplicação.
Para as diferentes culturas indicadas, os intervalos de segurança são os seguintes:
- Algodão: 120 dias;
- Café: 45 dias;
- Cana-de-açúcar: 150 dias;
- Citros: 143 dias.
O intervalo de reentrada estabelece que não se deve entrar na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda, o que corresponde a, no mínimo, 24 horas após a aplicação. Caso seja necessário entrar antes desse período, é obrigatório o uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação, garantindo assim a segurança do trabalhador.
Seguir rigorosamente estas orientações é fundamental para garantir a eficácia do tratamento, a segurança dos aplicadores e a qualidade da produção agrícola.
Precauções Durante a Preparação da Calda
Ao preparar a calda do herbicida Castle, é fundamental adotar diversas precauções para garantir a segurança do operador e evitar acidentes. Deve-se utilizar o Equipamento de Proteção Individual (EPI) recomendado, que inclui macacão com tratamento hidrorrepelente, cobrindo as mangas compridas por cima do punho das luvas e cobrindo as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.
É essencial manusear o produto em local aberto e ventilado, sempre utilizando os EPIs recomendados. Ao abrir a embalagem, deve-se fazê-lo de modo a evitar respingos para prevenir contato acidental com o produto. Se ocorrer contato da pessoa com o herbicida, as orientações descritas em primeiros socorros devem ser seguidas imediatamente, buscando rapidamente atendimento médico de emergência. Essas medidas visam minimizar riscos à saúde e garantir um ambiente seguro durante o preparo da calda.

Precauções Durante a Aplicação do Produto
Durante a aplicação do herbicida CASTLE, é fundamental adotar precauções rigorosas para garantir a segurança do aplicador e evitar contaminações indesejadas. Deve-se evitar, ao máximo, o contato direto com a área tratada. O produto deve ser aplicado apenas nas doses recomendadas e respeitando o intervalo de segurança, que é o tempo entre a última aplicação e a colheita. Além disso, é imprescindível não permitir a entrada de animais, crianças ou pessoas não autorizadas na área em que o produto está sendo aplicado.
Outro aspecto importante é evitar aplicar o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes do dia, respeitando as condições climáticas ideais para aplicação na região. O aplicador deve observar a direção do vento e aplicar o herbicida de forma a não permitir contato com pessoas ou culturas sensíveis na vizinhança, minimizando o risco de deriva de gotas.
Durante a aplicação, o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual (EPI) é recomendado, como macacão com mangas compridas com tratamento hidrorrepelente, botas de borracha, avental impermeável, máscara com filtro mecânico classe P2, óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas de nitrila. Esses equipamentos devem ser usados para proteger o aplicador da exposição direta ao produto e evitar possíveis reações adversas.

Precauções e Recomendações de Segurança - Recomendações para Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
O uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) é essencial para garantir a segurança durante o manuseio e a aplicação do herbicida CASTLE. É obrigatório vestir os EPIs recomendados na seguinte ordem: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas, passando por cima do punho das luvas, botas de borracha, avental impermeável, máscara com filtro mecânico classe P2, óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas de nitrila.
É importante seguir as orientações do fabricante do EPI quanto à forma de limpeza, conservação e descarte dos equipamentos danificados. Antes de retirar os EPIs, sempre lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
Além disso, a manutenção e a limpeza dos EPIs devem ser realizadas por pessoas treinadas e devidamente protegidas para evitar riscos à saúde. O objetivo do uso correto dos equipamentos é minimizar o contato direto do usuário com o produto, reduzir a exposição e prevenir intoxicações ou acidentes durante o preparo da calda, aplicação e após o uso do produto.
Precauções e Recomendações de Segurança

Precauções Gerais de Manuseio
O manuseio do produto herbicida CASTLE deve ser realizado com extremo cuidado, observando todas as recomendações para garantir a segurança do trabalhador e evitar riscos à saúde. Este produto é destinado exclusivamente ao uso agrícola e deve ser manipulado apenas por pessoas capacitadas. É fundamental não comer, beber ou fumar durante o manuseio e aplicação do produto, assim como evitar transportar o produto junto com alimentos, medicamentos, rações, animais ou pessoas.
O uso de equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados é obrigatório. O produto não deve ser manipulado ou aplicado sem esses equipamentos, e é importante assegurar que os EPIs não estejam danificados, úmidos, vencidos ou fora da especificação, seguindo as orientações dos fabricantes para limpeza, conservação e descarte. Equipamentos com vazamento ou defeitos também não devem ser utilizados.
Recomenda-se não aplicar o produto em locais próximos a escolas, residências, locais de permanência de pessoas ou áreas de criação de animais, e sempre seguir orientações técnicas específicas fornecidas por profissionais habilitados. Ao abrir a embalagem, é necessário fazê-lo cuidadosamente para evitar respingos.
Em caso de contato acidental com o produto, o procedimento indicado é seguir rigorosamente as orientações descritas nos primeiros socorros e procurar rapidamente um serviço médico de emergência. O produto deve ser mantido devidamente fechado em sua embalagem original, em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
Quanto à sequência para vestir os equipamentos de proteção individual, deve-se seguir a ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas. Para a retirada dos EPIs, a sequência recomendada é touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara. A manutenção e a limpeza dos EPIs precisam ser realizadas por pessoa treinada e devidamente protegida.
Essas precauções gerais são essenciais para garantir a segurança do trabalhador, prevenindo intoxicações e acidentes durante o manuseio e aplicação do herbicida CASTLE.

Manejo da Resistência a Herbicidas
O uso sucessivo de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação para o controle da mesma planta infestante pode contribuir para o aumento da população de plantas resistentes a esse mecanismo, resultando na perda da eficiência do produto e em prejuízos econômicos. Para evitar problemas relacionados à resistência, é fundamental adotar práticas de manejo adequadas.
As recomendações para o manejo da resistência incluem:
- Realizar a rotação de herbicidas com diferentes mecanismos de ação que não pertençam aos Grupos C2 (Uréia, como o Diuron) e Z (Organoarsênico, como o MSMA) para o controle do mesmo alvo, quando apropriado.
- Implementar outras técnicas de controle de plantas infestantes, seguindo as boas práticas agrícolas.
- Utilizar as doses recomendadas e respeitar o modo de aplicação conforme orientações descritas na bula do produto.
- Consultar sempre um engenheiro agrônomo para obter orientações técnicas regionais e direcionamento nas estratégias de manejo da resistência.
Além disso, informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultadas e/ou informadas às entidades especializadas, tais como a Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD), a Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR) e ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
É importante destacar que o herbicida CASTLE, objeto desta bula, é composto por Diuron e MSMA, que pertencem aos grupos químicos Uréia e Organoarsênico, e estão classificados no Grupo C2 e Grupo Z segundo a classificação internacional do Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas (HRAC). O manejo cuidadoso quanto ao uso desses grupos contribui para a sustentabilidade do produto no controle de plantas infestantes.

Primeiros Socorros - Contato com Pele
Em caso de contato do produto com a pele, é importante agir rapidamente para minimizar os efeitos adversos. O herbicida Castle pode provocar reações alérgicas na pele. Se ocorrer contato, deve-se retirar imediatamente as roupas e acessórios contaminados, como cinto, pulseira, óculos, relógio e anéis. Em seguida, lave a área afetada com muita água corrente e sabão neutro por pelo menos 15 minutos, garantindo a remoção adequada do produto da pele. É fundamental lavar também áreas como unhas e dobras cutâneas, para eliminar quaisquer resíduos da substância.
Além disso, é importante evitar a exposição ao sol após o contato, pois muitos agrotóxicos possuem efeitos corrosivos e irritantes que podem causar processos inflamatórios intensificados pela luz solar, podendo resultar em queimaduras químicas. Em caso de sintomas ou reações persistentes, procure assistência médica imediatamente.
Para os prestadores de primeiros socorros, recomenda-se o uso de luvas e avental impermeável para evitar contato cutâneo com o produto durante o atendimento.
Primeiros Socorros - Contato com Olhos
Em caso de contato do produto com os olhos, deve-se lavar com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos, evitando que a água de lavagem entre no outro olho. Caso a pessoa utilize lente de contato, esta deve ser removida antes da lavagem. Recomenda-se também o uso de colírio anestésico no início da descontaminação ocular para maior conforto. Após o procedimento de lavagem, é essencial realizar uma avaliação oftalmológica de urgência para verificar possíveis danos e realizar o tratamento adequado.

Primeiros Socorros - Inalação
Em caso de inalação do produto, a pessoa deve ser imediatamente levada para um local aberto e ventilado, para que possa respirar ar puro e evitar a continuidade da exposição. Durante esse processo, a pessoa que estiver prestando os primeiros socorros deve se proteger adequadamente para evitar a contaminação, utilizando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.
É importante estar atento para que não ocorram novos riscos durante o atendimento. O produto pode causar irritação das mucosas respiratórias, lesões pulmonares, como pneumonite e pneumonia química, devido à presença de solventes e outras substâncias irritantes.
Após a remoção da pessoa do ambiente contaminado, deve-se manter adequada ventilação e oferecer oxigênio, se necessário, para garantir a oxigenação e a perfusão adequadas dos tecidos. Em casos mais graves, pode ser necessária intubação e ventilação mecânica para auxiliar a respiração.
Não existe antídoto específico para este produto, portanto o tratamento é de suporte e deve ser conduzido por profissionais especializados. Em caso de sintomas severos, procurar imediatamente serviço médico de emergência, levando, se possível, a embalagem, bula e rótulo do produto para auxiliar no tratamento.

Primeiros Socorros - Ingestão
Em caso de ingestão do produto Castle, não se deve provocar vômito, exceto se houver indicação médica específica. Se o vômito ocorrer naturalmente, a pessoa deve ser deitada de lado para evitar aspiração do conteúdo. Não se deve fornecer qualquer tipo de alimento ou bebida ao paciente neste momento.
O tratamento geral consiste em suporte vital, monitorização dos sinais vitais e manutenção de vias aéreas patentes com adequada oxigenação. A lavagem gástrica deve ser considerada logo após a ingestão de quantidades elevadas do produto, idealmente dentro de uma hora da exposição, desde que não exista risco de aspiração.
Deve-se proteger as vias aéreas, utilizando tubo orogástrico em decúbito lateral esquerdo para evitar aspiração do conteúdo gástrico e realizar intubação endotraqueal com cuff se necessário. A administração de carvão ativado pode ser indicada para reduzir a absorção do tóxico, em doses específicas para adultos e crianças, e deve ser realizada com cuidado para evitar riscos de aspiração.
É fundamental o acompanhamento médico imediato, levando ao serviço de emergência a embalagem, rótulo, bula, folheto informativo ou receituário agronômico do produto para que o atendimento seja efetivo. É importante lembrar que nunca se deve induzir o vômito, pois há risco de aspiração, sendo esta uma contraindicação expressa.
Primeiros Socorros - Cuidados para Prestadores de Primeiros Socorros
Os prestadores de primeiros socorros devem estar devidamente protegidos durante o atendimento às pessoas intoxicadas com o produto. É fundamental que utilizem equipamentos de proteção individual adequados, como luvas, botas e avental impermeável, evitando assim o contato cutâneo, inalatório e ocular com o agente tóxico. A proteção adequada do socorrista previne a contaminação acidental durante os procedimentos de descontaminação e atendimento médico inicial. Além disso, é recomendado evitar aplicar respiração boca a boca em casos de ingestão do produto, utilizando preferencialmente dispositivos intermediários de reanimação manual, como o Ambu, para assegurar a segurança do prestador de socorro e da vítima.

Informações Toxicológicas - Toxicocinética e Toxicodinâmica
O produto CASTLE é composto pelos princípios ativos Diurom (Diuron) e MSMA, cada um com características próprias quanto à toxicocinética e toxicodinâmica.
Quanto ao Diurom, ele é absorvido tanto pela via gastrointestinal quanto pelo trato respiratório, embora não se saiba ao certo se é absorvido pela pele. Após a absorção, ele passa por metabolismo principalmente com hidroxilação e dealquilação, mantendo a estrutura da uréia, e seus metabolitos são excretados principalmente pela urina, após breve armazenamento nos tecidos corporais. Estudos realizados com ratos e cachorros indicam que a excreção dos metabolitos ocorre tanto nas fezes quanto na urina. Do ponto de vista toxicodinâmico, não são conhecidos mecanismos específicos de toxicidade do Diurom em humanos ou outros mamíferos.
Sobre o MSMA (Sodium Hydrogen Methylarsonate), a absorção pela respiração não é considerada preocupante, embora sob condições de exposição ocupacional possa haver aumento na excreção urinária de arsenicais orgânicos. Ele é absorvido pelo trato gastrointestinal, e não há dados que confirmem absorção dérmica em humanos. Após a ingestão, níveis de arsenicais orgânicos no plasma são significativamente maiores em relação aos eritrócitos, mas reduzem até níveis mínimos em 24 horas. A eliminação do MSMA ocorre predominantemente pela urina. Quanto à toxicodinâmica, os mecanismos específicos da toxicidade do MSMA não foram detalhados no material disponível.
Em suma, o Diurom apresenta rápida excreção via renal, enquanto o MSMA tem excreção urinária predominante, sendo a absorção respiratória deste último considerada baixa. Ambos atuam sem mecanismos específicos de toxicidade bem estabelecidos, o que caracteriza o perfil toxicológico do produto.
Informações Toxicológicas - Sintomas e Sinais Clínicos
O produto CASTLE é composto por Diuron e MSMA, cada um apresentando diferentes sintomas e sinais clínicos em casos de exposição.
Diuron
A exposição aguda ao Diuron possui baixa toxicidade sistêmica com sintomas que variam conforme a gravidade clínica observada. Pode ocorrer metemoglobinemia após ingestão de grandes quantidades, podendo levar a depressão do sistema nervoso central e hipóxia devido à oxigenação deficiente. Sintomas gastrointestinais como náusea, vômito e diarreia são comuns após ingestão. Metabolitos podem causar irritação do trato urinário. Na pele, pode provocar reações alérgicas e irritação após contato prolongado. A exposição ocular pode resultar em irritação local, e a mucosa respiratória pode ser afetada por contato prolongado.

MSMA
A intoxicação aguda por MSMA ocorre geralmente dentro de uma hora após ingestão, com sintomas gastrointestinais predominantes como vômito, dor abdominal e diarreia, além de odor característico de alho no hálito e nas fezes. O sistema nervoso central pode ser afetado, manifestando dor de cabeça, confusão, fraqueza muscular, espasmos, hipotermia, letargia, delírio, coma e convulsões. O comprometimento renal se manifesta por proteinúria, hematúria, glicosúria e oligúria. Manifestações cardiovasculares podem incluir cianose e arritmia cardíaca. Além disso, danos hepáticos são indicados por aumentos nas enzimas hepáticas. Alterações hematológicas como anemia, leucopenia e trombocitopenia também são relatadas. A intoxicação crônica pode provocar sintomas neurológicos, dérmicos e outras manifestações sistêmicas, incluindo hiperpigmentação, hiperqueratose, edema facial, estomatite, perda de unhas e cabelos, neuropatia periférica e encefalopatia em casos prolongados. Lesões hepáticas como hepatomegalia, icterícia, cirrose e hipertensão portal podem ocorrer. A toxicidade renal e hematológica também é relevante em exposições prolongadas.
Essas informações são essenciais para o correto diagnóstico e manejo toxicológico em casos de exposição ao produto, destacando a diversidade e gravidade dos sintomas relacionados aos seus componentes.

Informações Toxicológicas - Diagnóstico
O diagnóstico de intoxicação aguda pelo produto herbicida Castle é estabelecido pela confirmação da exposição ao produto e pela ocorrência do quadro clínico compatível com essa exposição. Para avaliação da toxicidade por seus componentes, principalmente o MSMA (metilarsenato de sódio), a dosagem da excreção urinária de arsenicais em 24 horas (μg/dia) é o método mais comum e preferido para confirmar a absorção excessiva e acompanhar os níveis séricos, permitindo avaliar a exposição crônica.
É possível utilizar a medida de arsenicais na urina para avaliação da exposição ocupacional, sendo que os métodos para determinação da concentração sanguínea de arsenicais estão disponíveis, embora a concentração sanguínea seja pouco correlacionada com a exposição, exceto em sua fase inicial aguda. Para avaliação da exposição crônica, o exame do cabelo pode ser utilizado como indicador, pois pessoas não expostas apresentam níveis de arsenicais abaixo de 1 mg/kg, enquanto indivíduos com exposição crônica apresentam níveis na faixa de 1 a 5 mg/kg.
Assim, o diagnóstico adequado envolve não só a observação dos sintomas e sinais clínicos típicos, mas também a utilização de exames laboratoriais específicos para determinar a presença e níveis dos componentes tóxicos no organismo, fornecendo suporte importante para o manejo e tratamento dos casos de intoxicação pelo produto.

Informações Toxicológicas - Tratamento
O tratamento para intoxicação pelo produto herbicida Castle deve ser direcionado à estabilização do paciente, com avaliação dos sinais vitais e do estado mental, garantindo via aérea patente e adequada oxigenação. É fundamental remover a fonte de exposição por meio da descontaminação do paciente e administrar medidas sintomáticas conforme as manifestações clínicas apresentadas.
Para estabilização, monitore pressão arterial, frequência cardíaca, respiratória e temperatura corporal. Atenção especial deve ser dada para parada cardiorrespiratória, hipotensão e arritmias cardíacas, utilizando vasopressores em casos de hipotensão severa, evitando adrenalina devido ao risco de fibrilação. O estado de consciência deve ser avaliado continuamente.
A proteção das vias aéreas deve ser assegurada, com sucção de secreções orais quando necessário, intubação e ventilação mecânica em casos de depressão respiratória ou comprometimento neurológico. A administração de oxigênio deve ser feita para manter adequada perfusão tecidual, e, em intoxicações severas, pode ser necessária ventilação pulmonar assistida.
As medidas de descontaminação incluem:
Exposição oral: tratamento de suporte vital com monitorização cardíaca e respiratória. A lavagem gástrica deve ser considerada dentro de 1 hora após ingestão de dose significativa do produto (acima de 40 mg/kg de ingrediente ativo em adultos), seguida de administração de carvão ativado para reduzir absorção sistêmica. A lavagem gástrica requer proteção das vias aéreas para evitar aspiração, especialmente se há alteração do nível de consciência. Contraindicações para lavagem gástrica incluem perda de reflexos protetores, alteração de consciência sem intubação, risco de hemorragia ou perfuração gastrointestinal, e ingestão pequena do produto. Nunca provoque vômito e evite a adminstração oral em pessoas inconscientes ou com dor abdominal severa.
Exposição ocular: lavar abundantemente os olhos com água ou solução salina a temperatura ambiente por 20 a 30 minutos, evitando contaminação do outro olho. O uso de colírio anestésico pode ser aplicado no início da descontaminação. Avaliação oftalmológica urgente é recomendada.
Exposição dérmica: remover roupas contaminadas e lavar a área exposta com água e sabão neutro por pelo menos 20 a 30 minutos, incluindo unhas e dobras cutâneas para remoção completa do produto. É importante considerar que muitos agrotóxicos causam irritação e processos inflamatórios que podem se agravar com exposição solar, podendo causar queimaduras químicas. Tratar os sintomas localmente conforme necessário.
Exposição inalatória: remover o paciente para ambiente aberto e ventilado, administrando oxigênio e suporte respiratório conforme necessário. Produtos com solventes petroquímicos e surfactantes podem agravar a irritação das mucosas e causar pneumonite ou pneumonia química; nestes casos, pode ser indicada terapia com corticoides, broncodilatadores, antagonistas H1 e antibioticoterapia conforme avaliação clínica.
Não existe antídoto específico conhecido para os componentes do Castle. O tratamento se baseia em medidas de suporte e sintomáticas conforme a gravidade do quadro clínico.
Os prestadores de primeiros socorros devem estar adequadamente protegidos, utilizando luvas, botas e avental impermeável, para evitar contato cutâneo, inalatório ou ocular com o produto. Deve-se evitar a técnica de respiração boca a boca no atendimento, recomendando o uso de aparelho intermediário (Ambu).
Para casos de intoxicação, recomenda-se contatar o Disque-Intoxicação (0800-722-6001) para obter informações especializadas sobre diagnóstico e tratamento, lembrando que intoxicações por agrotóxicos são notificação compulsória aos órgãos de saúde competentes.

Informações Toxicológicas - Efeitos das Interações Químicas
Não são conhecidos efeitos aditivos, sinérgicos e/ou potencializadores relacionados ao produto Castle. Isso indica que o produto, conforme as informações disponíveis, não apresenta interações químicas que possam aumentar ou modificar de forma relevante os seus efeitos tóxicos quando em contato com outras substâncias.
Informações Toxicológicas - Efeitos Agudos e Crônicos para Animais de Laboratório
O herbicida Castle apresenta dados toxicológicos para animais de laboratório que evidenciam seus efeitos agudos e crônicos. Em estudos de toxicidade aguda, o produto demonstrou baixa toxicidade sistêmica. A dose letal média (DLR50) para administração oral em ratos é superior a 3000 mg/kg de peso corporal, e para administração dérmica também em ratos, superior a 4000 mg/kg. Em testes de corrosão e irritação, coelhos apresentaram sinais reversíveis de edema e eritema na pele em 72 horas, e irritação conjuntival que reverteu em até 48 horas. Em cobaias, o produto demonstrou ser sensibilizante para a pele. Além disso, os estudos indicaram que o produto não é mutagênico.
Quanto aos efeitos crônicos, o diuron, um dos componentes do Castle, causou em ratos uma leve anemia, aumento do tamanho do baço e elevação da atividade eritrogênica na medula óssea. Em cães, observaram-se perda de peso, eritropenia, maior atividade eritrogênica na medula óssea, aumento do peso relativo do fígado e deposição de pigmentos nas células hepáticas. No que se refere ao MSMA, outro componente do produto, os órgãos-alvo após exposição oral são o trato gastrointestinal e os rins. Estudos de toxicidade para desenvolvimento e toxicidade reprodutiva indicaram que não há aumento da suscetibilidade do grupo testado em relação ao controle. MSMA é classificado como sem evidências de carcinogenicidade com base em estudos realizados em ratos e camundongos, embora animais pareçam menos sensíveis aos efeitos carcinogênicos dos arsenicais do que humanos.

Proteção do Meio Ambiente - Classificação do Produto quanto ao Risco Ambiental
O produto CASTLE está classificado como Classe II - Produto Muito Perigoso ao Meio Ambiente. Esta classificação indica que o produto é altamente tóxico para organismos aquáticos e requer cuidados especiais para evitar danos ambientais. Como medida preventiva, é fundamental evitar a contaminação ambiental, observando rigorasamente as recomendações de uso, inclusive o controle para que o produto não atinja corpos d’água como lagos, rios, fontes e demais ecossistemas aquáticos.
Além disso, o produto não é inflamável nem corrosivo, mas seu potencial de impacto ambiental exige que sejam tomadas precauções, como não utilizar equipamentos com vazamentos e aplicar o produto somente nas doses recomendadas e em condições climáticas adequadas para evitar deriva.
Portanto, o manejo correto do CASTLE, concomitantemente com o respeito às indicações de aplicação e às normas ambientais vigentes, é essencial para a preservação da fauna, flora e dos recursos naturais, evitando a contaminação do solo, da água e do ar.

Precauções para Proteção Ambiental
O produto CASTLE é classificado como Classe II, sendo considerado muito perigoso ao meio ambiente e altamente tóxico para organismos aquáticos. Por isso, diversas precauções devem ser observadas para evitar contaminação ambiental e preservar a natureza.
Deve-se evitar a contaminação do meio ambiente utilizando o produto de forma cuidadosa, garantindo que não haja vazamentos nos equipamentos aplicadores. A aplicação deve ser feita respeitando as condições climáticas ideais para minimizar a deriva e evitar que o produto atinja áreas não intencionais.
É fundamental não aplicar o produto na presença de ventos fortes ou durante as horas mais quentes do dia, pois essas condições aumentam o risco de dispersão para áreas adjacentes. Recomenda-se aplicar somente as doses indicadas na bula para reduzir impactos ambientais.
Após o uso, é proibido lavar as embalagens ou equipamentos aplicadores em lagos, fontes, rios e demais corpos d’água para evitar que o produto alcance esses ambientes. Além disso, a destinação inadequada de embalagens ou resíduos do produto pode resultar em contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
Portanto, o manejo ambientalmente responsável do produto CASTLE é essencial para garantir a proteção do meio ambiente e evitar danos causados por sua toxicidade.

Proteção do Meio Ambiente - Armazenamento do Produto visando Conservação e Prevenção de Acidentes
Para garantir a conservação do produto e prevenir acidentes ambientais, o armazenamento do herbicida Castle deve seguir importantes recomendações. O produto deve ser mantido em sua embalagem original, sempre devidamente fechada. O local de armazenamento deve ser exclusivo para produtos tóxicos, isolado de alimentos, bebidas, rações ou quaisquer outros materiais que possam sofrer contaminação.
É fundamental que o ambiente para armazenagem seja construído em alvenaria ou material não combustível, ventilado, coberto e possua piso impermeável. Além disso, deve conter placa de advertência com os dizeres "CUIDADO VENENO" para alertar sobre o perigo do conteúdo armazenado. O acesso ao local deve ser restrito e trancado, impedindo a entrada de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
É recomendável que sempre estejam disponíveis embalagens adequadas para conter embalagens rompidas ou para recolhimento de eventuais produtos vazados, garantindo segurança e controle do material. Em armazenamento em armazéns, devem ser seguidas as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (NBR 9843/ABNT) e as disposições legais estaduais e municipais relativas à manipulação de produtos tóxicos.
Seguindo estes cuidados, minimiza-se o risco de acidentes que possam causar contaminação do solo, da água e do ar, protegendo assim a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

Proteção do Meio Ambiente - Instruções em Caso de Acidentes Ambientais
Em caso de acidentes ambientais envolvendo o produto Castle, é fundamental seguir rigorosamente as orientações para minimizar os danos causados ao meio ambiente. Inicialmente, deve-se isolar e sinalizar a área contaminada para evitar riscos a pessoas e animais. É importante contatar imediatamente as autoridades locais competentes e a empresa fabricante, ADAMA BRASIL S/A, por meio do telefone 0800-400-7070.
Durante a intervenção, utilize equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados, como macacão impermeável, luvas, botas de borracha, óculos de proteção e máscara com filtros, para garantir a segurança do operador. Se ocorrer derramamento do produto, interrompa o escoamento para evitar que o herbicida entre em bueiros, drenos ou corpos d'água, prevenindo a contaminação hídrica.
No caso de derramamento em piso pavimentado, absorva o produto utilizando serragem ou areia, recolhendo o material com auxílio de uma pá e acondicionando-o em recipiente lacrado e devidamente identificado. Ressalta-se que o produto derramado não deve ser reutilizado e deve ser devolvido para destinação correta conforme orientação da empresa registrante.
Se o acidente ocorrer em solo, a recomendação é retirar as camadas contaminadas até alcançar solo não afetado, recolher o material contaminado em recipiente adequado, e também buscar orientação para destinação final junto à ADAMA BRASIL S/A. Em situações que envolvam corpos d'água, deve-se interromper imediatamente a captação de água para consumo humano ou animal e comunicar o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, pois as medidas a serem adotadas dependerão da extensão do acidente, das características do corpo hídrico e da quantidade de produto envolvido.
Em caso de incêndio, utilize extintores de água em forma de neblina, dióxido de carbono (CO2), pó químico, entre outros apropriados, sempre posicionando-se a favor do vento para evitar intoxicação.
Essas medidas são essenciais para proteger o meio ambiente, evitar contaminações graves e garantir a segurança das pessoas envolvidas no manejo de acidentes com o herbicida Castle.

Embalagens - Procedimentos de Lavagem (Tríplice Lavagem e Lavagem sob Pressão)
O procedimento adequado de lavagem das embalagens dos produtos é fundamental para garantir a segurança do manuseio, evitar contaminação ambiental e permitir a correta destinação das embalagens vazias.
Embalagem Rígida Lavável
Durante a lavagem, o operador deve usar os mesmos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados para o preparo da calda do produto, garantindo proteção durante o procedimento.
Tríplice Lavagem (Lavagem Manual)
A embalagem deve ser submetida à tríplice lavagem imediatamente após o seu esvaziamento, seguindo os seguintes passos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo a embalagem na posição vertical por 30 segundos.
- Adicione água limpa até atingir cerca de ¼ do volume da embalagem.
- Tampe bem a embalagem e agite por 30 segundos.
- Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador.
- Repita esse processo três vezes.
- Após a lavagem, inutilize a embalagem perfurando o fundo para evitar seu reuso inadequado.

Lavagem Sob Pressão
Para pulverizadores equipados com sistema de lavagem sob pressão, os procedimentos a seguir devem ser adotados:
- Encaixe a embalagem vazia no funil apropriado instalado no pulverizador.
- Acione o mecanismo que libera o jato de água.
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem por aproximadamente 30 segundos.
- A água proveniente da lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador.
- Inutilize a embalagem perfurando o fundo após o processo.
No caso de equipamentos independentes para lavagem sob pressão, recomenda-se:
- Imediatamente após esvaziar a embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, na posição vertical por 30 segundos.
- Introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão na embalagem, direcionando o jato para todas as paredes internas por 30 segundos.
- Transfira toda a água de lavagem para o tanque pulverizador.
- Perfure o fundo da embalagem para inutilizá-la.
Esses procedimentos garantem a limpeza eficiente da embalagem, evitando resíduos remanescentes que possam causar contaminação em aplicações futuras ou ambiental. A correta lavagem é um passo essencial para a manutenção da segurança no uso de agrotóxicos.

Embalagens - Armazenamento das Embalagens Vazias
O armazenamento das embalagens vazias do herbicida Castle deve ser realizado com atenção para garantir a segurança e a prevenção de acidentes ambientais. Após a realização da tríplice lavagem ou da lavagem sob pressão, as embalagens devem ser armazenadas com sua tampa, preferencialmente em caixa coletiva quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
Estas embalagens devem ser guardadas em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, podendo ser armazenadas no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias. É importante assegurar que o local de armazenamento seja adequado para evitar contaminação ambiental e facilitar a devolução das embalagens.
Para embalagens rígidas não laváveis, o armazenamento deve seguir os mesmos cuidados básicos: local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva, com piso impermeável, e em local separado das embalagens lavadas, mantendo a embalagem sempre com a tampa. Nesse caso, recomenda-se o uso de luvas durante o manuseio.
No caso das embalagens flexíveis, que também não podem ser lavadas, o armazenamento deve ocorrer em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no mesmo local das embalagens cheias, sendo necessário o uso de luvas no manuseio. Essas embalagens vazias devem ser mantidas separadas das lavadas, acondicionadas em saco plástico transparente (modelo ABNT), devidamente identificado e lacrado, cuja aquisição deve ser feita nos canais de distribuição.
Para embalagens secundárias não contaminadas, que também não podem ser lavadas, o armazenamento deve ocorrer em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
Em todas as situações, o armazenamento das embalagens vazias deve visar a conservação e segurança, preparando-as para a devolução obrigatória ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou aos locais indicados na nota fiscal, conforme as recomendações legais vigentes.

Embalagens - Devolução das Embalagens Vazias
A devolução das embalagens vazias do produto CASTLE é obrigatória e deve ser realizada no prazo de até um ano a partir da data da compra. O usuário deve devolver a embalagem vazia, com a tampa devidamente colocada, ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou em local indicado na nota fiscal emitida no momento da compra. Esta regra vale para embalagens rígidas laváveis e não laváveis, flexíveis e secundárias não contaminadas.
Caso o produto não tenha sido completamente utilizado dentro do prazo de validade e ainda esteja dentro deste prazo, o usuário pode realizar a devolução da embalagem em até 6 meses após o término da validade. É importante que o usuário guarde o comprovante de devolução da embalagem por pelo menos um ano após a devolução, para fins de fiscalização.
O armazenamento das embalagens vazias, após o processo de lavagem (quando aplicável) e até a devolução, deve ser feito em local coberto, ventilado, ao abrigo da chuva e com piso impermeável, preferencialmente no local onde são armazenadas as embalagens cheias. Para embalagens não laváveis e flexíveis é recomendado o uso de luvas durante o manuseio e armazenamento separado das embalagens lavadas.
Para transporte, as embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais ou pessoas. Embalagens flexíveis devem ser transportadas em sacos plásticos transparentes padronizados conforme modelo ABNT, devidamente identificados e lacrados, com o lacre adquirido nos canais de distribuição.
A correta devolução e destinação das embalagens vazias colaboram para evitar a contaminação do meio ambiente e garantir o cumprimento das normas legais vigentes.
Transporte das Embalagens Vazias
O transporte das embalagens vazias do produto Castle deve ser realizado com cuidados específicos para garantir a segurança e evitar contaminações. É expressamente proibido transportar essas embalagens juntamente com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. Esta precaução visa impedir qualquer risco de contaminação cruzada e proteger a saúde pública e ambiental durante o transporte das embalagens vazias. Além disso, as embalagens devem ser acondicionadas de forma adequada, respeitando sua natureza e tipo para assegurar sua integridade até o destino final.

Embalagens - Destinação Final das Embalagens Vazias
A destinação final das embalagens vazias do produto deve ser realizada exclusivamente pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes. É obrigatório que o usuário devolva as embalagens vazias ao estabelecimento onde adquiriu o produto ou ao local indicado na nota fiscal, observando os prazos estabelecidos para devolução. O correto manejo e a destinação adequada das embalagens são essenciais para prevenir a contaminação do solo, da água e do ar, protegendo assim a fauna, a flora e a saúde das pessoas. Portanto, o descarte deve obedecer às normas ambientais e regulatórias vigentes para garantir a segurança ambiental e a conformidade legal.
Restrições Legais e Normativas - Restrições Estabelecidas por Órgãos Competentes
O produto herbicida Castle possui restrições legais claras quanto ao seu uso e manejo, estabelecidas por órgãos competentes em nível estadual, distrital e municipal. É proibido ao usuário realizar a reutilização e a reciclagem da embalagem vazia do produto, assim como o fracionamento e a reembalagem do próprio produto. Essas medidas são fundamentais para garantir a segurança no manuseio e para evitar possíveis danos ambientais e riscos à saúde pública.
Além disso, é importante destacar que a destinação inadequada das embalagens vazias e dos restos de produtos pode causar sérios prejuízos ao meio ambiente, contaminando o solo, a água e o ar, além de prejudicar a fauna, a flora e a saúde das pessoas. Portanto, a devolução e o descarte devem seguir rigorosamente as orientações técnicas e legais previstas, assegurando a correta gestão dos resíduos gerados no uso do Castle.

Restrições para Reutilização, Reciclagem e Fracionamento
É proibido ao usuário a reutilização e a reciclagem da embalagem vazia do produto Castle, assim como é vedado o fracionamento e reembalagem do próprio produto. Essas restrições são estabelecidas por órgãos competentes para garantir a segurança no manuseio e evitar riscos à saúde humana e ao meio ambiente.
A destinação inadequada de embalagens vazias e restos de produtos pode causar contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas. Portanto, o correto descarte e devolução das embalagens vazias devem ser rigorosamente seguidos conforme as orientações do registrante do produto.
Caso o produto se torne impróprio para utilização ou esteja em desuso, o usuário deve consultar a empresa registrante, por meio do telefone indicado no rótulo, para a devolução e destinação final adequada. A desativação do produto deve ser realizada por meio de incineração em fornos próprios e equipados conforme regulamentação ambiental vigente.

Transporte de Agrotóxicos, Componentes e Afins
O transporte de agrotóxicos, componentes e produtos afins está sujeito a regras e procedimentos estabelecidos pela legislação específica. É imprescindível que, durante o transporte, seja acompanhada a ficha de emergência do produto para garantir a segurança e a correta manipulação em eventuais situações de risco.
Além disso, é terminantemente proibido transportar agrotóxicos juntamente com pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais que possam sofrer contaminação. Esta medida visa evitar acidentes e preservar a integridade dos envolvidos, bem como a qualidade dos demais produtos transportados.
Também é importante observar as restrições e disposições legais específicas que possam existir em âmbito estadual e/ou municipal referentes às atividades agrícolas, garantindo a conformidade com as normas vigentes e a segurança ambiental e humana.
| Marca comercial | Castle |
| Titular do registro | Adama Brasil S.A.- Londrina/Pr |
| Número do registro | 828604 |
| CNPJ | 02.290.510/0001-76 |
| Classificação ambiental | II - Produto Muito Perigoso Ao Meio Ambiente |
| Classificação toxicológica | 5 - Categoria 5 – Produto Improvável De Causar Dano Agudo |
| Modo de ação | |
| Técnica de aplicação | Terrestre |
| Compatibilidade | |
| Inflamável | Não |
| Corrosivo | Não |
| Formulação | Sc - Suspensão Concentrada |
| Observação |




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