
O FLEX é um herbicida seletivo formulado com o princípio ativo Fomesafen, reconhecido por sua eficácia no controle de plantas daninhas em diversas culturas agrícolas, como algodão, feijão e soja. Com uma ação não sistêmica e modo de aplicação versátil, que inclui opções terrestre, aérea e via drones agrícolas, o FLEX apresenta alta performance e segurança quando utilizado conforme as orientações técnicas. Este post traz um panorama completo sobre as características, indicações de uso, precauções e procedimentos relacionados ao produto, auxiliando agricultores e técnicos na aplicação correta e sustentável deste herbicida.
Identificação do Produto
O produto denominado FLEX é um herbicida seletivo de ação não sistêmica, formulado como concentrado solúvel (SL). É registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sob o número 838590, tendo como titular do registro a empresa Syngenta Proteção de Cultivos Ltda., com sede em São Paulo/SP e CNPJ 60.744.463/0001-90.
O princípio ativo do FLEX é o Fomesafen, um composto químico pertencente ao grupo éter difenílico, com concentração de 250 gramas por litro. O produto não é inflamável nem corrosivo, é classificado toxicológica e ambientalmente como de categoria 2 (produto altamente tóxico) e classe II (produto muito perigoso ao meio ambiente), respectivamente.
O FLEX tem indicações para aplicação terrestre, e não se conhecem casos de incompatibilidade de uso com outros produtos. Trata-se de um herbicida com mecanismo de ação seletivo, inibindo especificamente a enzima protoporfirinogênio oxidase (PROTOX), conforme classificação internacional do HRAC no Grupo E.
A formulação e o registro indicam ainda que o produto deve ser manuseado com cuidado, utilizando os devidos equipamentos de proteção individual (EPI) obrigatórios, e que sua embalagem deve ser adequadamente devolvida após o uso.

Composição
O produto Flex é composto principalmente pelo ingrediente ativo Fomesafen, que está presente na concentração de 250 gramas por litro (25,0% m/v) na formulação. Quimicamente, o Fomesafen é identificado pelo nome IUPAC 5-(2-Chloro-Alpha,Alpha,Alpha-Trifluoro-P-Tolyloxy)-N-Methylsulfonyl-2-Nitrobenzamide, pertencente ao grupo químico dos Éteres Difenílicos. Sua fórmula molecular é C15H10ClF3N2O6S e seu número CAS é 72178-02-0.
Além do ingrediente ativo, o produto contém outros ingredientes que totalizam 870 gramas por litro, compondo a base da formulação concentrada solúvel (SL). Estes outros ingredientes são considerados inertes em relação à atividade herbicida.
Portanto, a composição do produto consiste de Fomesafen na proporção de 25% em peso por volume, e outros ingredientes na proporção de 87%, formando um concentrado solúvel adequado para aplicação agrícola.
Essa composição assegura a seletividade e eficiência do Flex como herbicida seletivo, por meio de seu mecanismo de ação não sistêmico.
Grupo Químico e Tipo de Formulação
O produto FLEX é classificado como um herbicida do grupo químico dos Éteres Difenílicos, com o princípio ativo Fomesafen. Este herbicida é seletivo e tem ação não sistêmica. Quanto ao tipo de formulação, FLEX é apresentado na forma de concentrado solúvel (SL), o que permite o seu preparo e aplicação de maneira eficiente nas culturas recomendadas. A combinação do grupo químico e da formulação garante uma ação específica para o controle das plantas infestantes descritas na bula do produto.

Registro e Titular do Produto
O produto FLEX é registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sob o número 838590. O titular do registro é a empresa Syngenta Proteção de Cultivos Ltda., localizada na Rua Doutor Rubens Gomes Bueno, 691, 11° e 13° andares, Torre Sigma, Bairro Várzea de Baixo, São Paulo/SP, CEP 04730-000. Para contato, a Syngenta disponibiliza o telefone (11) 5643-2322 e possui CNPJ nº 60.744.463/0001-90, sendo cadastrada na SAA/CDA/SP sob o nº 001.
O produto é fabricado a partir do ativo Fomesafen técnico, com registros MAPA para diversos fabricantes, entre eles:
- Jiangsu Changqing Agrochemical Co., Ltd., localizada na China.
- Jiangsu Changqing Agrochemical Nantong Co., Ltd., China.
- Jiangsu Lianhe Chemical Technology Co., Ltd., China.
- Shangyu Nutrichem Co., Ltd., China.
- Qingdao Hansen Biologic Science Co., Ltd., China.
A fabricação do produto formulado é realizada pelos seguintes formuladores:
- Syngenta Proteção de Cultivos Ltda., em Paulínia/SP.
- Fersol Indústria e Comércio Ltda., em Mairinque/SP.
- Iharabras S.A. Indústrias Químicas, em Sorocaba/SP.
- Ouro Fino Química S.A., em Uberaba/MG.
- Sipcam Nichino Brasil S.A., em Uberaba/MG.
Assim, o produto FLEX está devidamente registrado e sua titularidade é garantida pela Syngenta Proteção de Cultivos Ltda., com múltiplos fornecedores técnicos e formuladores responsáveis pela sua fabricação e comercialização.

Fabricantes e Formuladores
O produto FLEX é fabricado e formulado por diversas empresas especializadas reconhecidas no setor agroquímico. O fabricante do produto técnico FOMESAFEN, ativo no FLEX, inclui várias empresas localizadas principalmente na China, como a Jiangsu Changqing Agrochemical Co., Ltd., situada na Zona de Desenvolvimento Econômico de Jiangdu, Yangzhou, Jiangsu, além da Jiangsu Changqing Agrochemical Nantong Co., Ltd., e a Jiangsu Lianhe Chemical Technology Co., Ltd., localizada no Parque Químico de Chenjiagang, Xiangshui, também em Jiangsu. Outros fabricantes incluem a Shangyu Nutrichem Co., Ltd., na Área de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico de Hangzhou Bay Shangyu, Zhejiang, e a QINGDAO HANSEN BIOLOGIC SCIENCE CO., LTD., em Qingdao, Shandong.
Quanto à formulação do produto, o FLEX é formulado principalmente pela Syngenta Proteção de Cultivos Ltda., com sede na Rodovia Professor Zeferino Vaz, em Paulínia, São Paulo. Além da Syngenta, outras empresas formuladoras registradas para o produto FLEX são a Fersol Indústria e Comércio Ltda., localizada em Mairinque, São Paulo; a Iharabras S.A. Indústrias Químicas, com unidade em Sorocaba, São Paulo; a Ouro Fino Química S.A., sediada em Uberaba, Minas Gerais; e a Sipcam Nichino Brasil S.A., também situada em Uberaba, Minas Gerais.
Essas diversas empresas garantem a qualidade e a disponibilidade do produto no mercado nacional, cumprindo rigorosamente as regulamentações oficiais e os registros junto aos órgãos competentes, principalmente o MAPA e os órgãos estaduais de agricultura e defesa agropecuária.
6. Características do Produto
6.1 Classificação Toxicológica
O produto FLEX é classificado na categoria 2, ou seja, é um produto altamente tóxico. Essa classificação indica que o produto possui elevado potencial de toxicidade e requer cuidados rigorosos durante o manuseio e aplicação. Essa alta toxicidade reflete-se na necessidade do uso obrigatório de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados para evitar exposição acidental por vias oral, inalatória, dérmica e ocular. Estudos toxicológicos realizados com o princípio ativo Fomesafen mostraram que ele pode provocar lesões oculares graves, reações alérgicas na pele e toxicidade aguda em animais de laboratório, confirmando a importância da classificação e das precauções específicas para garantir a segurança dos operadores e das pessoas envolvidas no processo agrícola.

Características do Produto - Classificação do Potencial de Periculosidade Ambiental
O produto FLEX é classificado como Classe II, o que indica que é um Produto Muito Perigoso ao Meio Ambiente. Ele é altamente persistente no meio ambiente e apresenta alta mobilidade, com grande potencial de deslocamento no solo, podendo atingir principalmente águas subterrâneas. Além disso, é altamente tóxico para organismos aquáticos, especialmente algas. Devido a esses fatores, este produto requer cuidados especiais na aplicação para evitar contaminação ambiental, respeitando faixas de segurança e legislações vigentes, principalmente próximo a corpos d’água e áreas sensíveis.
Indicações de Uso - Controle de Plantas Infestantes
O produto FLEX é um herbicida seletivo indicado para o controle de plantas infestantes de folhas largas em diferentes culturas. Sua aplicação é recomendada em pré-emergência para a cultura do algodão (Gossypium hirsutum) e em pós-emergência para as culturas do feijão (Phaseolus vulgaris) e da soja (Glycine max).
Para garantir a eficácia no controle das plantas infestantes, é fundamental observar a espécie das plantas daninhas e o seu estádio de crescimento no momento da aplicação. O FLEX atua especificamente sobre essas plantas, proporcionando um controle eficiente quando utilizado conforme as recomendações de dose, estádio de aplicação e volume de calda indicados para cada cultura.

Recomendações de Uso - Algodão
Para a cultura do algodão (Gossypium hirsutum), o produto FLEX deve ser aplicado em pré-emergência das plantas daninhas e da cultura. A dose recomendada é de 1,5 L por hectare, em uma única aplicação. O volume de calda para aplicação terrestre deve variar entre 100 a 300 litros por hectare, garantindo uma boa cobertura foliar das plantas daninhas.
Quanto às plantas daninhas controladas, destacam-se principalmente espécies de folhas largas, como Caruru e Joá-de-capote (Amaranthus deflexus e Physalis angulata). A aplicação em pré-emergência é imprescindível para o sucesso do controle dessas plantas infestantes.
Cabe ressaltar que para a aplicação em algodão não é necessário adicionar espalhante adesivo, diferentemente das outras culturas tratadas com o produto. Além disso, para o melhor resultado, é indicado que a aplicação seja feita sobre plantas daninhas em pleno desenvolvimento vegetativo e em estádios iniciais, quando as ervas ainda apresentam porte menor.
É fundamental evitar aplicações em condições de solo excessivamente seco e baixa umidade relativa do ar para garantir a eficácia do produto. Também recomenda-se respeitar as faixas de segurança para distância de corpos d’água e áreas protegidas, aplicando o produto em no mínimo 30 metros de distância desses locais.
Por fim, o intervalo de segurança para colheita na cultura do algodão não é estabelecido, porque a aplicação se dá em pré-emergência da cultura.

Recomendações de Uso - Feijão (Phaseolus vulgaris)
Para a cultura do feijão (Phaseolus vulgaris), o herbicida FLEX é indicado para o controle de plantas infestantes na pós-emergência. As plantas daninhas que podem ser controladas incluem diversas espécies, como carrapicho rasteiro (Acanthospermum australe), amendoim bravo (Euphorbia heterophylla), corda de viola (Ipomoea aristolochiaefolia e Ipomoea purpurea), poaia branca (Richardia brasiliensis), trapoeraba (Commelina benghalensis), caruru roxo (Amaranthus hybridus), entre outras.
O estágio recomendado para a aplicação do produto é quando as plantas daninhas estiverem entre 2 a 4 folhas (aproximadamente 5 cm de altura). A dosagem indicada para o controle efetivo é de 1,0 litro do produto comercial por hectare, aplicado em uma única aplicação no pós-emergente.
Para o volume de calda, recomenda-se utilizar de 100 a 300 litros por hectare para aplicação terrestre e de 20 a 40 litros por hectare para aplicação aérea. O uso de espalhante adesivo não-iônico é indicado para melhorar a cobertura e eficácia do tratamento.
É importante destacar que as melhores respostas no controle das plantas invasoras são obtidas quando FLEX é aplicado sobre ervas em estádios menores de desenvolvimento, sob boas condições de umidade e sem estresse hídrico.
O uso correto da dosagem e aplicação segundo as recomendações contribui para o sucesso do manejo e para minimizar riscos à cultura do feijão e ao meio ambiente.
Recomendações de Uso - Soja (Glycine max)
O herbicida FLEX é indicado para o controle de plantas infestantes na cultura da soja (Glycine max) na modalidade pós-emergência. Para obter eficácia no controle das plantas daninhas, recomenda-se observar a espécie e o estádio de crescimento conforme as orientações específicas.

8.3.1 Plantas Daninhas Controladas
As principais plantas daninhas que podem ser controladas na soja com o uso do FLEX são:
- Caruru (Amaranthus palmeri),
- Carrapicho de carneiro (Acanthospermum hispidum),
- Erva quente/Poaia do campo (Spermacoce alata),
- Serralha (Emilia sonchifolia),
- Joá de capote (Nicandra physaloides),
- Joá/Maria Preta (Solanum americanum),
- Caruru (Amaranthus deflexus, Amaranthus viridis),
- Picão-preto e Picão branco/Fazendeiro (Bidens pilosa, Galinsoga parviflora),
- Beldoegra (Portulaca oleracea),
- Nabo (Raphanus raphanistrum),
- Mentrasto/Falso mentruz (Lepidium virginicum, Coronopus didymus).
8.3.2 Estágio de Aplicação
A aplicação em soja deve ocorrer no estádio de desenvolvimento das plantas daninhas entre 2 a 4 folhas para algumas espécies, e entre 4 a 6 folhas para outras, respeitando o tamanho recomendado das plantas para efeito eficiente do produto (até 8 cm de altura). É recomendado aplicar quando as plantas daninhas estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo e em condições favoráveis de umidade do solo e relativa do ar. O intervalo entre 20 e 30 dias após a emergência da cultura é o período ideal para a aplicação do produto.
8.3.3 Dosagem e Volume de Calda
Para o controle das plantas daninhas na soja, a dose recomendada do FLEX é de 0,5 a 1,0 L/ha, com uma única aplicação pós-emergente. A dosagem pode variar conforme o estágio das plantas daninhas, com menores doses indicadas para estádios menores. A concentração mínima de 0,9 L de produto comercial equivale a 225 g de ingrediente ativo por hectare, enquanto 1,0 L equivale a 250 g de ingrediente ativo por hectare.
O volume de calda para aplicação terrestre deve variar entre 100 e 300 litros por hectare, enquanto para aplicação aérea deve ser entre 20 e 40 litros por hectare. O uso de espalhante adesivo não-iônico é recomendado para garantir melhor eficácia da aplicação.

Observações Gerais
- Os melhores resultados são obtidos quando a aplicação é feita sobre plantas daninhas pequenas, que não estejam sob estresse hídrico.
- A aplicação deve ser realizada utilizando equipamentos calibrados para garantir boa cobertura foliar da área tratada.
- Atentar para as condições climáticas favoráveis, evitando aplicar em ambientes com temperatura elevada, baixa umidade e ventos fortes.
- Importante não ultrapassar as doses recomendadas e respeitar os intervalos de segurança indicados para garantir a eficiência do produto e segurança da cultura e do ambiente.

Modo de Aplicação - Aplicação Terrestre
A aplicação terrestre do produto FLEX deve ser realizada com o uso de pulverizadores convencionais, que podem ser manuais (costais) ou tratorizados, adequados para a cultura, modo de cultivo e topografia do terreno. Para garantir o sucesso no controle das plantas daninhas, é fundamental que a pulverização proporcione uma cobertura uniforme da parte aérea da cultura e das plantas infestantes.
O volume de calda recomendado para aplicação terrestre varia de 100 a 300 litros por hectare, utilizando pontas do tipo leque para garantir a distribuição homogênea sobre as folhas das plantas daninhas. Os tipos de bicos indicados podem ser jato cônico vazio ou jato plano (leque), que devem proporcionar um diâmetro mediano volumétrico (DMV) das gotas entre 150 a 400 micrômetros, e uma densidade mínima de 20 gotas por centímetro quadrado.
A velocidade do trator deve ser compatível com a topografia do terreno, e a pressão de trabalho recomendada varia de 100 a 1000 kPa (equivalente a 15 a 150 PSI), conforme especificações do fabricante dos bicos utilizados. É imprescindível ajustar o equipamento para que a cobertura seja uniforme na área tratada.
Quanto às condições climáticas para aplicação terrestre, recomenda-se que a temperatura ambiente seja inferior a 30°C, a umidade relativa do ar superior a 50% e a velocidade do vento esteja entre 3 a 10 km/h, a fim de minimizar perdas por deriva ou evaporação da calda.
Para reduzir o risco de deriva da pulverização, o aplicador deve evitar a pulverização em condições desfavoráveis, garantir o direcionamento correto do equipamento e respeitar áreas próximas com culturas sensíveis, pastagens, ou outras áreas não-alvo. É proibido drenar ou lavar o equipamento próximo a árvores, plantas não-alvo ou locais em que possa ocorrer a absorção do herbicida pelo solo.
Além disso, para todas as formas de aplicação, é indicado o uso de espalhante adesivo não-iônico ou aniônico na concentração de 0,2% v/v (200 mL para cada 100 litros de calda), exceto para a aplicação em pré-emergência no algodão, onde esse aditivo não é necessário. O produto deve ser aplicado em área total quando as plantas infestantes atingirem o estádio de desenvolvimento recomendado para cada cultura, garantindo a eficiência do controle.

Modo de Aplicação - Aplicação Aérea
A aplicação aérea do produto FLEX deve ser realizada visando assegurar uma boa cobertura foliar das culturas indicadas na bula. Para isso, recomenda-se a utilização de barra com um volume de calda entre 20 e 40 litros por hectare. Devem-se usar bicos apropriados para essa modalidade, como hidráulicos ou atomizadores que gerem gotas médias, garantindo assim a distribuição eficiente do produto.
Os parâmetros operacionais, como velocidade e largura da faixa de trabalho, devem ser escolhidos para produzir gotas médias, o que ajuda na efetividade da aplicação e na redução da deriva. O diâmetro das gotas deve ser ajustado conforme o volume de aplicação em litros por hectare para proporcionar a cobertura adequada e a densidade ideal de gotas.
É fundamental respeitar as condições climáticas recomendadas: ventos com velocidade média entre 3 e 10 km/h, temperatura inferior a 30°C e umidade relativa do ar acima de 50%, minimizando as perdas por deriva e evaporação. As aplicações aéreas não devem ser feitas a alturas inferiores a 2 metros ou superiores a 5 metros, garantindo a eficiência e segurança do procedimento.
O equipamento de aplicação aérea deve apresentar cobertura uniforme na área tratada. Caso sejam utilizados equipamentos diferentes dos bicos recomendados, deve-se procurar garantir uniformidade na cobertura da parte aérea das plantas.
Além disso, é obrigatório que somente empresas e pilotos de aplicação aérea devidamente registrados junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e que utilizem as boas práticas na aplicação de produtos fitossanitários, realizem essas aplicações. A utilização de empresas certificadas para aplicação aérea é recomendada, garantindo assim a segurança, eficiência e respeito às normas vigentes.
Essas orientações são essenciais para o sucesso do controle das plantas daninhas e para preservar a saúde das culturas tratadas, bem como para reduzir impactos ambientais e riscos associados à aplicação aérea do herbicida FLEX.

Modo de Aplicação - Aplicação via Drones Agrícolas
O produto FLEX pode ser aplicado através de drones agrícolas em todas as culturas recomendadas, desde que estes equipamentos sejam adequados para cada tipo de cultura e alvo. Os drones devem estar providos de pontas de pulverização com espaçamento, vazão e pressão de trabalho corretamente calibrados para proporcionar uma cobertura eficiente das plantas.
É fundamental que o equipamento de aplicação esteja em perfeitas condições de funcionamento, sem desgaste ou vazamentos, seguindo todas as orientações e normativas do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A altura de voo deve ser determinada conforme o tipo de drone utilizado, mantendo uma média de aproximadamente 2 metros acima do topo das plantas, reduzindo essa altura sempre que possível para melhorar a eficiência. A largura da faixa de deposição efetiva varia principalmente com a altura de voo, o porte da aeronave e o diâmetro das gotas, devendo ser determinada mediante testes com o equipamento a ser utilizado.
A utilização de gotas com diâmetro médio é recomendada, assim como o emprego de volume ou taxa mínima de aplicação de 20 litros por hectare para garantir a cobertura adequada das plantas. Durante a operação via drones, devem ser respeitadas as normas técnicas previstas no regulamento brasileiro de aviação civil especial (RBAC) nº 94, bem como as diretrizes do MAPA.
Para minimizar os riscos de deriva, recomenda-se adotar condições operacionais que possibilitem a redução da deriva, como diminuir a velocidade de voo e manter a pulverização a uma altura média de 2 metros compatível com o equipamento. Além disso, deve-se planejar a calda para não oferecer maior risco de deriva e adequar a distância da aplicação em relação às áreas que precisam ser protegidas, sempre respeitando as faixas de segurança definidas na legislação vigente.

Modo de Aplicação - Equipamentos de Aplicação
Para a aplicação do produto FLEX, devem ser utilizados equipamentos específicos que garantam uma boa cobertura das plantas infestantes e a eficácia do controle.
Para pulverização costal (manual ou motorizada), recomenda-se o uso de bicos leque da série 80 ou 110, operando com pressão entre 30 a 50 lb/pol² (206,8 a 344,7 kPa), aplicando de 200 a 300 litros de calda por hectare. É fundamental observar se está ocorrendo uma boa cobertura da área tratada.
No caso do pulverizador de barra tratorizado, a recomendação é idêntica à pulverização costal: utilizar bicos leque da série 80 ou 110, com pressão de trabalho entre 30 e 50 lb/pol², e volume de calda entre 200 a 300 litros por hectare. A cobertura uniforme sobre as plantas deve ser garantida.
Para a pulverização aérea, o volume de calda deve ser de 20 a 40 litros por hectare, utilizando bicos hidráulicos ou atomizadores que gerem gotas médias. A pressão recomendada é de 37 lb/pol² (255,1 kPa) para atomizadores tipo Micronair, com altura de voo entre 2 a 3 metros e faixa de deposição de 12 a 15 metros. No caso de barras aplicadoras acopladas ao avião, a pressão sugerida é de 25 lb/pol² (172,4 kPa) com bicos cônicos D6 a D12, providos de caracóis e placas com ângulo de 90º. Devem ser empregadas pontas "Reglojet" (laranja/marrom) ou bicos cônicos D6-10 com 46 espirais, operando entre 20 a 35 psi (137,9 a 241,3 kPa).
É imprescindível que o equipamento de aplicação apresente uma cobertura uniforme na parte tratada. Caso outro tipo de equipamento seja utilizado, deve-se buscar garantir uma cobertura uniforme na parte aérea da cultura.
Além disso, recomenda-se utilizar espalhantes adesivos não-iônicos ou aniônicos na concentração de 0,2% v/v (200 mL para cada 100 litros de calda) para todas as formas de aplicação, exceto para aplicações em pré-emergência no algodão onde não é necessária a adição do espalhante.
Para aplicações via drones agrícolas, o FLEX pode ser utilizado desde que os equipamentos sejam adequados para o tipo de cultura e alvo, estejam devidamente calibrados e em perfeito funcionamento. A altura de voo deve manter em média 2 metros acima do topo das plantas. A faixa de deposição varia com a altura do voo, porte da aeronave e diâmetro das gotas, devendo ser determinada por testes prévios. O volume mínimo de aplicação é de 20 litros por hectare, respeitando as normas técnicas da ANAC e orientações do MAPA.
Por fim, o tipo, calibração do equipamento, estágio de desenvolvimento da cultura e condições ambientais devem orientar o volume de calda, pressão de trabalho e diâmetro das gotas para otimizar a aplicação do produto.

Condições para Obtenção de Melhores Resultados - Estágio de Aplicação e Desenvolvimento das Plantas Daninhas
Para obter os melhores resultados no controle das plantas daninhas utilizando o produto FLEX, é fundamental aplicar o herbicida quando as plantas infestantes estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo. A eficácia do controle é maior quando a aplicação é realizada sobre ervas com tamanhos menores, que não estejam sofrendo efeito de estresse hídrico, e sob boas condições de umidade do solo e umidade relativa do ar, tanto antes quanto após a aplicação do produto.
Em resumo, a aplicação deve ser feita em estágios em que as plantas daninhas estejam ativas e em condições favoráveis para o herbicida agir, garantindo assim maior eficiência no controle e melhores resultados na proteção das culturas tratadas.
Condições para Obtenção de Melhores Resultados
10.2 Condições Climáticas Recomendadas
Para garantir a eficácia no controle das plantas infestantes utilizando o produto FLEX, é fundamental que a aplicação seja realizada em condições climáticas adequadas. Recomenda-se aplicar o herbicida com temperatura inferior a 30°C e umidade relativa do ar acima de 50%. Além disso, os ventos devem estar com velocidade entre 3 a 10 km/h para minimizar a deriva e garantir uma boa cobertura do produto sobre as plantas daninhas.
Durante a aplicação, é importante evitar condições climáticas adversas, como ventos fortes e horários muito quentes do dia, que podem comprometer a eficiência do controle e aumentar os riscos de contaminação de áreas vizinhas. O respeito a essas condições climáticas proporciona melhores resultados no controle das plantas infestantes e contribui para a segurança ambiental e do aplicador.
Intervalos de Segurança para Colheita por Cultura
O produto FLEX deve ser utilizado respeitando os intervalos de segurança para colheita estabelecidos para cada cultura, garantindo a segurança do consumidor e a conformidade com as regulamentações vigentes. Para a cultura do algodão, não há intervalo de segurança estabelecido devido à modalidade de emprego, que consiste na aplicação em pré-emergência da cultura. Já para as culturas de feijão (Phaseolus vulgaris) e soja (Glycine max), recomenda-se um intervalo de segurança de 60 dias entre a aplicação do produto e a colheita. Respeitar esses períodos é essencial para assegurar que os resíduos do herbicida estejam dentro dos limites permitidos, garantindo a qualidade dos produtos agrícolas e a proteção da saúde humana.

Intervalos de Segurança - Intervalo de Reentrada em Áreas Tratadas
É fundamental respeitar o intervalo de reentrada nas áreas tratadas com o produto FLEX para garantir a segurança dos aplicadores e demais pessoas. Recomenda-se que não se entre nessas áreas antes da secagem completa da calda aplicada, o que corresponde a um mínimo de 24 horas após a aplicação do produto. Caso seja necessário acessar a área antes desse período, é obrigatório o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados, conforme indicados para o manuseio e aplicação do FLEX. Essas precauções são essenciais para minimizar o risco de exposição direta ao herbicida e garantir a integridade da saúde dos trabalhadores rurais.

Precauções e Advertências - Uso Obrigatório de Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
O produto FLEX exige o uso obrigatório de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para garantir a segurança do trabalhador durante seu manuseio e aplicação. Os EPIs recomendados devem ser usados na seguinte ordem: macacão com tratamento hidrorrepelente e mangas e calças compridas, botas de borracha, avental impermeável, máscara com filtro mecânico classe P2 ou PFF2, óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas de proteção para produtos químicos.
É fundamental que o trabalhador utilize esses equipamentos em todas as etapas, desde a preparação da calda até a aplicação do produto. É proibido realizar qualquer manipulação do produto sem a utilização adequada dos EPIs. Além disso, os equipamentos não devem estar danificados, úmidos, vencidos ou fora do prazo de validade. Recomenda-se seguir as orientações do fabricante para limpeza, conservação e descarte dos EPIs usados.
Durante a preparação da calda, o manuseio deve ocorrer em local aberto e ventilado, evitando respingos no momento da abertura da embalagem. Após a aplicação, os trabalhadores devem tomar banho imediatamente e trocar as roupas usadas, que deverão ser lavadas separadamente das demais roupas da família, utilizando luvas e avental impermeável durante a lavagem.
Ao retirar os EPIs, é importante seguir a ordem correta para evitar contaminação: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara. A manutenção e limpeza dos EPIs devem ser realizadas por pessoa treinada e devidamente protegida.
Seguir rigorosamente essas medidas de precaução é essencial para evitar intoxicações, proteger a saúde dos trabalhadores e garantir a segurança no uso do produto FLEX.

Precauções e Advertências - Recomendações Durante o Manuseio, Preparação da Calda e Aplicação
Durante o manuseio, preparo da calda e aplicação do produto FLEX, é imprescindível adotar medidas rigorosas de segurança para proteger a saúde do trabalhador e evitar contaminações. O uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) é obrigatório e deve incluir macacão com tratamento hidrorrepelente, cobrindo mangas e calças, botas de borracha, avental impermeável, proteção respiratória com filtro mecânico classe P2 ou PFF2, touca árabe e luvas de proteção para produtos químicos.
Recomenda-se manusear o produto em local aberto e bem ventilado, evitando os respingos no momento da abertura da embalagem. É essencial que o operador esteja sempre com os EPIs adequados, não devendo utilizar equipamentos danificados ou que estejam fora da validade.
Durante a aplicação, o contato com a área tratada deve ser minimizado. A aplicação deve respeitar as doses recomendadas, o intervalo de segurança indicado e as condições climáticas adequadas, evitando a exposição a ventos fortes ou às horas mais quentes do dia. É fundamental que o operador esteja atento à direção do vento para evitar contato com a névoa do produto e utilizar os EPIs completos, incluindo máscara e óculos de segurança com proteção lateral. Também é importante não permitir que pessoas não autorizadas, animais ou crianças permaneçam na área em que o produto está sendo aplicado.
Além disso, recomenda-se seguir rigorosamente as orientações do fabricante e as normas técnicas específicas, garantindo que tanto a preparação da calda quanto a aplicação do produto sejam realizadas com segurança, de modo a prevenir riscos à saúde e ao meio ambiente.

Precauções e Advertências - Recomendações Após a Aplicação
Após a aplicação do produto FLEX, é fundamental adotar várias precauções para garantir a segurança dos trabalhadores, evitar contaminações e preservar a integridade do ambiente. Primeiramente, a área tratada deve ser devidamente sinalizada com avisos claros contendo a frase: “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA”. Esses avisos devem permanecer até o final do período de reentrada estabelecido.
É recomendado evitar o máximo possível o contato com a área tratada; caso seja necessário entrar na área antes do intervalo de reentrada, o trabalhador deve usar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação do produto.
Além disso, não se deve permitir que crianças, animais ou qualquer pessoa não autorizada permaneça nas áreas logo após a aplicação. O produto deve ser aplicado rigorosamente nas doses indicadas e deve-se respeitar o intervalo de segurança, que é o período entre a última aplicação e a colheita.
Antes de remover os EPIs, como luvas, é importante lavá-las ainda vestidas para evitar contaminação. O produto remanescente deve ser mantido fechado em sua embalagem original, armazenado em local trancado e fora do alcance de crianças e animais.
Finalmente, recomenda-se tomar banho imediatamente após a aplicação, trocar as roupas usadas e lavar as mesmas separadamente das demais peças da família, utilizando luvas e avental impermeável durante a lavagem. Para assegurar a manutenção da qualidade do equipamento e para evitar riscos futuros, após cada aplicação, é necessário realizar a manutenção e a lavagem dos equipamentos de aplicação.
Não reutilize a embalagem vazia do produto e, durante seu descarte, utilize os equipamentos de proteção individual indicados para evitar contaminação. A ordem correta para a retirada dos EPIs é: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara, e a manutenção e limpeza desses EPIs deve ser feita por pessoa treinada e devidamente protegida.
Recomendações adicionais de segurança poderão ser adotadas pelo técnico responsável pela aplicação, conforme o método utilizado ou pela necessidade de medidas coletivas de segurança, garantindo assim uma aplicação responsável e segura do FLEX.

Precauções com o Meio Ambiente
O produto FLEX apresenta risco ambiental significativo, sendo classificado como Classe II - Produto Muito Perigoso ao Meio Ambiente. É altamente persistente e móvel no meio ambiente, com elevado potencial de deslocamento no solo, o que pode acarretar contaminação das águas subterrâneas. Além disso, é altamente tóxico para organismos aquáticos, especialmente algas.
Para minimizar os impactos ambientais negativos, recomenda-se estrita observância das seguintes precauções:
Não realizar aplicação aérea do produto em áreas localizadas a menos de 500 metros de povoações, cidades, vilas, bairros ou mananciais de água destinados ao abastecimento público;
Manter uma distância mínima de 250 metros em relação a mananciais de água, residências isoladas, aglomerados de animais e áreas com vegetação sensível a danos;
Respeitar as legislações estaduais e municipais vigentes, especialmente as relacionadas a práticas aeroagrícolas;
Utilizar equipamentos sem vazamentos e aplicar as doses recomendadas, evitando o uso excessivo do produto;
Evitar a aplicação em horários de ventos fortes e temperaturas elevadas, para reduzir a dispersão e a deriva de pulverização;
Não realizar lavagem de embalagens ou equipamentos aplicadores em fontes naturais de água, como rios, lagos ou nascentes, para prevenir contaminação hídrica;
Destinar corretamente as embalagens vazias e restos do produto, evitando seu descarte inadequado que possa contaminar o solo, as águas e o ar, comprometendo a fauna, a flora e a saúde humana.
Observando estas recomendações, busca-se preservar a natureza e garantir o uso responsável do herbicida FLEX, minimizando os riscos ambientais associados à sua aplicação.

Manejo de Resistência - Rotação de Herbicidas
O uso sucessivo de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação para o controle das mesmas plantas daninhas pode levar ao aumento da população de plantas resistentes a esse mecanismo, resultando na perda de eficiência do produto e consequente prejuízo econômico. Para minimizar esse risco, é fundamental adotar a rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo E, ao qual pertence o fomesafen, princípio ativo do produto FLEX.
A SYNGENTA apoia práticas que assegurem o uso correto desses produtos, visando prolongar sua efetividade no controle das plantas infestantes. Assim, recomenda-se alternar herbicidas que atuem em diferentes sítios metabólicos quando apropriado, evitando a aplicação repetida do mesmo tipo de herbicida. Além disso, é importante seguir as dosagens e modos de aplicação indicados na bula do produto, e consultar regularmente um engenheiro agrônomo para orientações das estratégias técnicas regionais específicas para o manejo de resistência.
Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas podem ser consultadas e devem ser reportadas às entidades especializadas, como a Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD), a Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Desta forma, a rotação de herbicidas é uma estratégia essencial para manter a eficácia do controle químico, prevenindo o desenvolvimento de resistência e garantindo a sustentabilidade do manejo de plantas daninhas.

Manejo de Resistência - Práticas Integradas de Controle de Plantas Daninhas
Para assegurar a efetividade prolongada dos herbicidas e minimizar a ocorrência de resistência em plantas daninhas, é fundamental adotar práticas integradas de controle. O uso sucessivo de herbicidas que atuam pelo mesmo mecanismo de ação pode favorecer o desenvolvimento de populações resistentes, acarretando perda de eficiência do produto e prejuízos econômicos.
Dessa forma, recomenda-se a implementação das seguintes medidas como parte do manejo integrado:
Realizar a rotatividade de herbicidas com diferentes mecanismos de ação do Grupo E para o controle do mesmo alvo, sempre que adequado;
Adotar outras práticas agrícolas de controle de plantas daninhas, obedecendo às boas práticas agrícolas;
Utilizar sempre as doses e modos de aplicação indicados na bula do produto;
Consultar regularmente engenheiros agrônomos para direcionar estratégias regionais apropriadas e receber orientação técnica precisa na aplicação de herbicidas;
Manter-se informado sobre possíveis casos de resistência e reportá-los às entidades especializadas, como a Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD), a Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR) e ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
A Syngenta apoia essas ações para garantir uma utilização correta dos herbicidas, prolongando sua vida útil no controle das plantas infestantes indicadas na bula. A adoção dessas práticas integradas é crucial para evitar o desenvolvimento da resistência e conservar a eficácia dos herbicidas no longo prazo.
Informações sobre Fitotoxicidade
O produto FLEX, quando utilizado conforme as recomendações de uso estabelecidas, não apresenta fitotoxicidade para as culturas indicadas. Apesar de poder causar uma leve descoloração das folhas da cultura, esta condição é temporária e desaparece aproximadamente 15 dias após a aplicação. É importante evitar a aplicação do produto em condições de solo excessivamente seco e baixa umidade relativa do ar, pois tais condições podem afetar a resposta fitotóxica das plantas tratadas. Além disso, recomenda-se observar um intervalo mínimo de 150 dias entre a aplicação do FLEX e o plantio de culturas como milho ou sorgo, para evitar possíveis impactos fitotóxicos. Ressalta-se ainda que o produto não deve ser utilizado na cultura Feijão-corda (Phaseolus vigna), pois tal restrição visa minimizar riscos de fitotoxicidade ou outros problemas agronômicos. Em resumo, o uso adequado do FLEX assegura o controle das plantas infestantes sem comprometer a integridade e o desenvolvimento das culturas indicadas.

Informações Toxicológicas e Saúde Humana - Toxicocinética e Toxicodinâmica
O princípio ativo Fomesafem, presente no produto FLEX, apresenta características importantes no que se refere à toxicocinética e toxicodinâmica. Após administração oral em doses de 500 ou 5 mg/kg peso corporal em ratos, o fomesafem foi rapidamente absorvido (>90%) e eliminado entre 24 e 48 horas, com cerca de 94% da dose sendo eliminada no prazo de 168 horas. Após esse período, a radioatividade residual representou apenas 1,5% da dose administrada. A excreção ocorre principalmente pela urina (79,4%) e fezes (23%), com menos de 1% sendo eliminado pelo ar expirado.
Estudos mostraram que a excreção depende do sexo dos animais, sendo mais lenta em ratos fêmeas. Em camundongos e ratos, após 72 horas, detectou-se uma concentração maior do composto principalmente no fígado, e a metabolização do fomesafem foi limitada, com a maior parte da radioatividade sendo excretada na forma inalterada ou como ácido 5-(2-cloro-α,α,α-trifluoro-4-toliloxi) antranílico.
No âmbito da toxicodinâmica, o fomesafem atua como herbicida seletivo inibidor da enzima protoporfirinogênio oxidase (PROTOX). A inibição da PROTOX leva ao acúmulo de protoporfirinogênio no citoplasma, que, pela auto-oxidação, converte-se em protoporfirina IX. Essa substância, na presença de luz e oxigênio, gera a forma reativa do oxigênio (oxigênio singlet), promovendo a peroxidação dos lipídios da membrana celular. Essa oxidação resulta na perda de clorofila e carotenoides e no rompimento das membranas celulares das plantas. É importante destacar que este mecanismo de ação é pouco relevante para seres humanos, pois o fomesafem age especificamente nos cloroplastos, estruturas ausentes nas células de mamíferos.
Informações Toxicológicas e Saúde Humana - Exposição Oral, Inalatória, Cutânea e Ocular
O produto FLEX, cujo princípio ativo é o Fomesafen, apresenta diferentes vias de exposição toxicológica, cujos efeitos foram estudados principalmente em modelos animais, não havendo dados diretos em humanos.

Exposição Oral
Em estudos de toxicidade aguda oral realizados em ratos (5 machos e 5 fêmeas), administrou-se uma dose de 2000 mg/kg de peso corporal da substância teste. Apenas dois ratos machos apresentaram incontinência urinária no terceiro dia, não havendo mortalidade. Esta dose indica uma baixa toxicidade oral aguda do produto.
Exposição Inalatória
Estudos de toxicidade aguda inalatória foram realizados em ratos machos e fêmeas expostos às concentrações de 0,06 mg/L e 0,577 mg/L. Houve mortalidade na maior concentração testada, além da manifestação de sinais clínicos como anormalidades respiratórias, atividade diminuída do sistema nervoso central, sinais de debilidade geral e piloereção, especialmente na concentração mais alta. Em caso de inalação, recomenda-se levar a pessoa para local aberto e ventilado e garantir que o socorrista esteja protegido para evitar contaminação.
Exposição Cutânea
Em estudos de toxicidade aguda dérmica realizados em ratos, não foi observada mortalidade ou sinais clínicos de toxicidade após aplicação da substância em dose de 4000 mg/kg de peso corporal. Em testes de irritação cutânea em coelhos, o produto não causou sinais locais ou sistêmicos, sendo classificado como não irritante para a pele. Contudo, em estudos com cobaias, verificou-se que o produto é sensibilizante dérmico, podendo provocar reações alérgicas na pele.
Exposição Ocular
Nos estudos de irritação ocular em coelhos, após aplicação da substância, foram observados sinais de opacidade, irite, vermelhidão da conjuntiva e quemose, embora em níveis leves e com reversibilidade completa em sete dias. Assim, o produto é considerado leve irritante ocular. Em caso de contato ocular, recomenda-se lavar abundantemente com água corrente por pelo menos 15 minutos e buscar atendimento médico se persistir irritação ou dor.
Em resumo, o FLEX apresenta baixo risco de toxicidade oral e dérmica aguda, porém pode causar irritação leve aos olhos e sensibilização na pele, enquanto que a exposição inalatória em concentrações elevadas pode causar efeitos graves. É fundamental seguir as recomendações de uso e proteção para minimizar riscos à saúde humana durante o manuseio e aplicação do produto.

Informações Toxicológicas e Saúde Humana - Efeitos Agudos e Crônicos
O ingrediente ativo Fomesafem presente no produto Flex apresenta características específicas quanto à toxicidade evidenciadas por estudos com animais de laboratório. Os efeitos agudos revelam que a dose letal mediana (DL50) por via oral em ratos é superior a 2000 mg/kg de peso corporal, indicando baixa toxicidade aguda oral. Por via dérmica, a DL50 também é superior a 4000 mg/kg, e a concentração letal por via inalatória (CL50) em ratos, em um período de 4 horas, varia entre 0,06 mg/L e 0,577 mg/L.
Quanto à irritação, o produto não demonstrou irritação cutânea em coelhos, sendo classificado como não irritante para a pele. Entretanto, foi considerado sensibilizante dérmico em estudos com cobaias. Em relação à irritação ocular, o produto causou irritação leve e reversível em coelhos, apresentando opacidade, irite, vermelhidão da conjuntiva e quemose, com os sinais desaparecendo em até sete dias. A sensibilização respiratória não foi observada em ratos.
Em termos de mutagenicidade, o Fomesafem não apresentou efeitos mutagênicos, tanto em testes in vitro quanto in vivo. No que tange aos efeitos crônicos, foi observado que em ratos e camundongos houve toxicidade indicativa como diminuição do peso corporal, aumento do tamanho do fígado e alterações histológicas e bioquímicas hepáticas. Em camundongos, houve aumento de adenomas e carcinomas hepatocelulares decorrentes da ativação de receptor alfa ativado por proliferadores de peroxissomo (PPARα), um mecanismo considerado irrelevante para humanos, concluindo-se que o Fomesafem é improvável carcinogênico para o homem.
Estudos sobre reprodução indicaram que doses elevadas causaram diminuição do peso corporal e alterações hepáticas na geração parental, além de redução significativa no número de filhotes nascidos vivos e na taxa de sobrevivência até o 22º dia. Não foram observados efeitos histopatológicos nos órgãos reprodutivos em níveis mais baixos de exposição. Estudos de toxicidade para o desenvolvimento apontaram toxicidade materna apenas em doses elevadas, mas não indicaram efeitos fetais adversos.
Destaca-se que os efeitos hepáticos induzidos por proliferação de peroxissomos em camundongos são espécies-específicos e considerados de menor relevância para primatas e humanos, portanto o fígado não foi considerado órgão-alvo significativo em exposições repetidas.
Essas informações indicam que o uso do produto deve seguir rigorosamente as recomendações de segurança, manipulação e aplicação para minimizar riscos toxicológicos ao ser humano.

Informações Toxicológicas e Saúde Humana - Sintomas e Sinais Clínicos
O produto Flex, que tem como princípio ativo o Fomesafen, apresenta determinados sinais e sintomas clínicos relacionados à exposição que foram avaliados em estudos com animais, devido à ausência de dados específicos em seres humanos.
No que tange à toxicidade aguda, a exposição oral em ratos a uma dose de 2000 mg/kg de peso corporal resultou em poucos efeitos clínicos, como incontinência urinária observada em alguns animais, sem registros de mortalidade. Na exposição inalatória, foram observadas mortalidades em altas concentrações, além de sinais indicativos de atividade reduzida do sistema nervoso central, alterações respiratórias, fraqueza geral e piloereção. Já na exposição dérmica, em estudo com ratos, não houve mortalidade nem sinais clínicos de toxicidade sistêmica. Contudo, em testes realizados em coelhos, o produto foi considerado um sensibilizante dérmico.
Quando aplicado nos olhos de coelhos, o produto causou irritação leve e sinais como opacidade, irite, vermelhidão da conjuntiva e quemose, que foram reversíveis em até sete dias. Para a exposição crônica, o Fomesafen não foi considerado mutagênico, teratogênico, carcinogênico ou desregulador endócrino para humanos, o que sugere baixo risco a longo prazo sob condições regulares de uso.
Assim, os principais sinais clínicos relacionados ao produto incluem irritações oculares leves, potenciais reações alérgicas na pele e efeitos adversos respiratórios e neurológicos em exposições elevadas por via inalatória. Essas informações ressaltam a importância do uso correto dos equipamentos de proteção individual para evitar contato e exposição direta ao produto.

Informações Toxicológicas e Saúde Humana - Diagnóstico e Tratamento em Caso de Intoxicação
O diagnóstico da intoxicação pelo produto FLEX deve ser estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência dos sinais e sintomas clínicos compatíveis, que podem incluir manifestações relacionadas às vias de exposição: oral, inalatória, dérmica e ocular.
No tratamento, deve-se realizar atendimento geral sintomático e de suporte conforme o quadro clínico do paciente, com especial atenção ao suporte respiratório. É importante monitorar os sinais vitais, como pressão sanguínea, frequência cardíaca, frequência respiratória e temperatura corporal, e estabelecer via endovenosa para administração de fluidos, bem como observar possíveis casos de parada cardiorrespiratória, hipotensão e arritmias cardíacas. A avaliação do estado de consciência do indivíduo também é fundamental.
É essencial garantir a manutenção da via aérea patente, incluindo sucção de secreções orais se necessário, com intubação e ventilação conforme forem necessárias, especialmente em casos de depressão respiratória ou comprometimento neurológico. A administração de oxigênio deve ser realizada para manter a adequada perfusão tecidual, e em quadros severos de intoxicação pode ser requerida ventilação pulmonar assistida.
Para a descontaminação, devem ser adotadas medidas para limitar a absorção e os efeitos locais do produto. No caso de ingestão, recomenda-se o uso de carvão ativado na dose usual (25-100 g em adultos, 25-50 g em crianças de 1 a 12 anos e 1 g/kg em menores de 1 ano), diluído em água, preferencialmente dentro de uma hora após a ingestão. A lavagem gástrica pode ser considerada logo após a ingestão de grande quantidade, desde que haja proteção das vias aéreas e avaliação do nível de consciência do paciente. Não se deve provocar vômito, embora vômitos espontâneos possam ocorrer e não devem ser reprimidos; nestes casos, o paciente deve ser deitado de lado para evitar aspiração.
Para exposição inalatória, o paciente deve ser removido para ambiente aberto e ventilado, com monitoramento rigoroso de insuficiência respiratória. Oxigênio e ventilação mecânica devem ser providenciados conforme necessário.
No contato dérmico, é indicado remover roupas e acessórios contaminados, lavar cuidadosamente a pele com água corrente e sabão neutro por pelo menos 15 minutos e encaminhar para tratamento caso haja irritação ou dor. A vítima deve ser levada para local ventilado.
Em casos de contato ocular, recomenda-se irrigação abundante com solução salina 0,9% ou água por no mínimo 15 minutos, evitando contato com a pele e mucosas. Se persistirem sintomas como irritação, dor, lacrimejamento ou fotofobia, o paciente deve ser encaminhado para atendimento especializado.
Não existe antídoto específico para esta intoxicação. Os prestadores de primeiros socorros devem usar equipamentos de proteção, como luvas, avental impermeável, óculos e máscaras, para evitar contaminação durante as medidas de descontaminação. Deve-se evitar ressuscitação boca a boca em casos de ingestão do produto, sendo preferível o uso de equipamento intermediário de reanimação manual (Ambu).
Contraindica-se a indução de vômito devido ao risco de aspiração e pneumonite química.
Para notificação e obtenção de informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento, deve-se ligar para o Disque-Intoxicação: 0800 722 6001, da Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (RENACIAT/ANVISA/MS). Além disso, todas as intoxicações por agrotóxicos devem ser notificadas ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/MS) e ao Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária (Notivisa). O telefone de emergência da empresa fabricante é 0800 704 4304 (24 horas), e o contato eletrônico é disponibilizado via website oficial e e-mail.

Informações Toxicológicas e Saúde Humana - Cuidados para Prestadores de Socorro
Ao prestar socorro a vítimas de intoxicação com o produto FLEX, é fundamental que o prestador de atendimento adote medidas rigorosas de proteção para evitar sua própria contaminação. Deve-se utilizar equipamento de segurança adequado, que inclui luvas, avental impermeável, óculos de proteção e máscaras. Estes cuidados são essenciais durante a adoção das medidas de descontaminação, garantindo que o socorrista não seja exposto ao agente tóxico.
Além disso, é importante evitar a aplicação da respiração boca a boca em casos onde o paciente tenha ingerido o produto. Nesses casos, recomenda-se o uso de equipamento intermediário de reanimação manual (Ambu) para realizar a respiração assistida com segurança.
O uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) pelo prestador de socorro é imprescindível para garantir um atendimento seguro e eficaz, prevenindo acidentes e riscos adicionais à saúde do profissional.
Informações Toxicológicas e Saúde Humana - Contraindicações
A indução do vômito é contraindicada devido ao risco potencial de aspiração e pneumonite química. No entanto, se ocorrer vômito espontâneo, é importante manter a cabeça da pessoa abaixo do nível dos quadris ou em posição lateral caso esteja deitada, para evitar a aspiração do conteúdo gástrico. Nunca deve-se administrar qualquer substância por via oral a uma pessoa que esteja inconsciente, vomitando, com dor abdominal severa ou dificuldade de deglutição.

Informações Toxicológicas e Saúde Humana - Informações para Notificação de Intoxicações
O produto FLEX apresenta riscos toxicológicos importantes e deve ser usado com cautela para evitar casos de intoxicação. Em situações de intoxicação associadas ao uso deste produto, é fundamental notificar imediatamente os órgãos responsáveis para adoção das medidas apropriadas.
Para realizar a notificação de intoxicações causadas pelo FLEX, recomenda-se contatar a Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (RENACIAT/ANVISA/MS) por meio do telefone 0800 722 6001. Além disso, as intoxicações por agrotóxicos estão incluídas na lista de Doenças e Agravos de Notificação Compulsória, devendo ser comunicadas ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/MS) e ao Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária (Notivisa).
Também é possível buscar informações especializadas para diagnóstico e tratamento pelo telefone de emergência da empresa responsável, disponível 24 horas pelo número 0800 704 4304, ou pelo contato eletrônico no site www.syngenta.com.br ou pelo e-mail faleconosco.casa@syngenta.com.
A notificação precisa ser rápida e completa para garantir a saúde pública, visando o correto manejo dos casos de intoxicação pelo produto. Este procedimento ajuda no monitoramento do uso seguro do FLEX e na prevenção de futuros acidentes.
Proteção ao Meio Ambiente - Classificação de Periculosidade Ambiental
O produto FLEX é classificado como Classe II, ou seja, é um produto muito perigoso ao meio ambiente. Esta classificação indica que ele possui alta toxicidade para organismos ambientais e requer cuidados especiais em seu uso para evitar impactos ambientais negativos.
Além disso, o FLEX é considerado altamente persistente no meio ambiente, o que significa que ele permanece ativo por um longo período após a aplicação, aumentando o potencial de contaminação. Também apresenta alta mobilidade, o que possibilita seu deslocamento pelo solo e atinge especialmente as águas subterrâneas, tornando o seu manejo essencial para a preservação ambiental.
Diante dessa classificação, são recomendadas práticas específicas para minimizar os efeitos adversos, como a observância das restrições de distância para aplicações próximas a corpos d’água, protegendo mananciais, ecossistemas aquáticos e a biodiversidade local. A aplicação em áreas agrícolas deve seguir rigorosamente as normas ambientais vigentes para evitar contaminações e preservar a integridade do meio ambiente.

Proteção ao Meio Ambiente - Persistência e Mobilidade no Meio Ambiente
O produto herbicida Flex, cujo princípio ativo é o Fomesafen, é classificado como Classe II - Produto Muito Perigoso ao Meio Ambiente. Ele é altamente persistente no ambiente, o que significa que permanece por longos períodos no solo e pode ocasionar impactos prolongados nos ecossistemas. Além disso, apresenta alta mobilidade no meio ambiente, com elevado potencial de deslocamento pelo solo, o que pode facilitar seu transporte para águas subterrâneas, aumentando o risco de contaminação desses recursos hídricos.
Devido a essa característica, o produto requer cuidados rigorosos quanto ao manuseio, aplicação e descarte, para evitar a contaminação do solo, água e consequentemente a fauna e flora locais. A alta toxicidade para organismos aquáticos, especialmente algas, reforça a necessidade de respeitar as zonas de proteção e restrições quanto à distância mínima de aplicação próxima a corpos d'água, a fim de mitigar os riscos ambientais provocados pelo herbicida.

Proteção ao Meio Ambiente - Medidas para Redução de Impactos Ambientais
Para garantir a proteção ao meio ambiente durante o uso do produto FLEX, é fundamental adotar várias medidas destinadas a reduzir seus impactos ambientais negativos. O FLEX é classificado como um produto muito perigoso ao meio ambiente (Classe II) e altamente persistente, apresentando alta mobilidade no solo, o que pode levar ao deslocamento até águas subterrâneas, além de ser altamente tóxico para organismos aquáticos, como algas.
Diante dessas características, as seguintes precauções e práticas devem ser observadas:
Evitar a aplicação do produto em áreas próximas a corpos d’água, respeitando distâncias mínimas conforme a modalidade de aplicação: no mínimo 30 metros para aplicação terrestre e 250 metros para aplicação aérea.
Respeitar as leis federais, estaduais, bem como o Código Florestal, especialmente quanto à delimitação de Áreas de Preservação Permanente.
Utilizar equipamentos de aplicação em perfeitas condições, evitando vazamentos e garantindo a aplicação correta do volume de calda, pressão de trabalho e diâmetro das gotas, para assegurar a cobertura uniforme e evitar deriva.
Realizar as aplicações em condições climáticas favoráveis, evitando ventos fortes, temperaturas elevadas e baixa umidade do ar, que podem aumentar o risco de contaminação ambiental por deriva ou evaporação.
Não drenar ou lavar equipamentos próximos a árvores não-alvos ou outras plantas suscetíveis, onde as raízes possam ser contaminadas, nem em locais onde a absorção pelo solo possa ocorrer.
Realizar a destinação correta das embalagens vazias e resíduos do produto, evitando seu descarte inadequado que possa contaminar o solo, água e ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
Em caso de derramamento ou acidente, devem ser tomadas medidas imediatas para o isolamento da área contaminada e notificação das autoridades competentes, evitando a propagação da contaminação para o ambiente.
A adoção dessas medidas, em conjunto com as boas práticas agrícolas, permite minimizar os riscos ambientais relacionados ao uso do herbicida FLEX, contribuindo para a conservação do solo, da água e da biodiversidade local.

Proteção ao Meio Ambiente - Restrições para Aplicações em Áreas Próximas a Corpos d'Água e Povoados
Para garantir a proteção ambiental durante o uso do herbicida Flex, é imprescindível respeitar faixas de segurança em relação a corpos d'água e áreas povoadas. O produto não deve ser aplicado em áreas situadas a distâncias inferiores a 30 metros de corpos d'água no caso de aplicação terrestre. Para aplicações aéreas, essa distância mínima aumenta para 250 metros. Além disso, as aplicações não devem ocorrer em áreas com distância inferior a 500 metros de povoações, cidades, vilas, bairros e mananciais de captação de água para abastecimento público. Em relação a mananciais de água, moradias isoladas e agrupamentos de animais, o limite de distância mínima para aplicação é de 250 metros.
Essas restrições também abrangem as disposições constantes na legislação estadual e municipal, em especial aquelas relacionadas a atividades aeroagrícolas, sendo necessário observar e seguir tais legislações para todas as aplicações do produto.
O objetivo dessas medidas é evitar a contaminação de fontes hídricas e áreas residenciais, protegendo a fauna, a flora e a saúde das pessoas. Recomenda-se ainda não utilizar equipamentos com vazamentos e não aplicar o produto em condições que possam favorecer deriva, como ventos fortes ou temperaturas elevadas, para minimizar os riscos ambientais. Além disso, é fundamental não lavar equipamentos ou embalagens em lagos, rios, fontes ou outros corpos d’água, a fim de preservar a qualidade ambiental.

Armazenamento e Conservação do Produto
Para garantir a conservação adequada e prevenir acidentes, o produto deve ser mantido sempre em sua embalagem original, devidamente fechada. O local de armazenamento deve ser exclusivo para produtos tóxicos, isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais. Recomenda-se que o local possua construção em alvenaria ou material não combustível, seja ventilado, coberto e apresente piso impermeável.
É fundamental colocar uma placa de advertência com os dizeres: "CUIDADO, VENENO" e manter o local trancado para evitar o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. Além disso, devem estar disponíveis embalagens adequadas para envolver frascos rompidos ou recolher produtos vazados.
Quando o armazenamento ocorrer em armazéns, é necessário seguir as instruções da norma NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Também é importante observar as disposições constantes da legislação estadual e municipal pertinentes.

Procedimentos em Caso de Acidentes - Contenção de Derramamentos
Em caso de derramamento do produto FLEX, deve-se tomar medidas imediatas para conter e minimizar os impactos ambientais e riscos à saúde humana. O primeiro passo é isolar e sinalizar a área contaminada para garantir a segurança de pessoas e animais. É importante utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados, como macacão impermeável, luvas, botas de borracha, óculos de proteção e máscara com filtros.
Para derramamentos ocorridos em piso pavimentado, a recomendação é absorver o produto com serragem ou areia, recolher cuidadosamente o material com auxílio de uma pá e acondicioná-lo em recipiente lacrado e devidamente identificado. O produto derramado não deve mais ser utilizado, e é necessário entrar em contato com a empresa registrante para orientações de devolução e destinação final.
Se o derramamento ocorrer em solo, deve-se retirar as camadas de terra contaminada até alcançar o solo limpo, recolher o material contaminado e armazená-lo em recipiente lacrado e identificado. Novamente, deve-se contatar a empresa registrante para receber as instruções sobre devolução e descarte adequado.
Em casos de contaminação em corpos d’água, interrompa imediatamente a captação para consumo humano ou animal e contate o órgão ambiental competente e o centro de emergência da empresa para avaliação e adoção das medidas necessárias, considerando as proporções do acidente, as características do corpo hídrico e a quantidade do produto envolvido.
Seguir rigorosamente essas orientações é fundamental para garantir a segurança ambiental e a saúde pública em situações de acidentes com o produto FLEX.
Procedimentos em Caso de Acidentes - Medidas em Casos de Incêndio
Em situações de incêndio envolvendo o produto FLEX, recomenda-se o uso de extintores de água em forma de neblina, de dióxido de carbono (CO₂) ou de pó químico para combater as chamas. É fundamental posicionar-se a favor do vento durante o combate ao fogo para evitar intoxicação pelo produto. Essas medidas buscam garantir a segurança dos operadores e minimizar os riscos à saúde durante o atendimento a incêndios que envolvam este herbicida.

Procedimentos em Caso de Acidentes - Contato com Autoridades Competentes
Em caso de acidentes envolvendo o produto Flex, é essencial isolar e sinalizar a área contaminada para evitar exposição de pessoas e o agravamento da situação. O usuário deve entrar imediatamente em contato com as autoridades locais competentes para fornecer informações e receber orientações específicas sobre a conduta adequada. Além disso, é recomendável comunicar a empresa registrante, Syngenta Proteção de Cultivos Ltda., por meio do telefone de emergência disponibilizado: 0800 704 4304.
Durante todo o processo de contenção e limpeza do acidente, a utilização correta dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) é fundamental para garantir a segurança dos envolvidos. Manter a equipe protegida com macacão impermeável, luvas, botas de borracha, óculos protetor e máscara com filtros adequados previne riscos de intoxicação e contaminação.
No caso de derramamentos, o produto deve ser absorvido em pisos pavimentados com serragem ou areia e recolhido em recipiente lacrado e identificado para destinação correta. Em locais de solo, a remoção da camada contaminada até atingir solo não afetado é indicada, com o material recolhido igualmente acondicionado e identificado para descarte. Para acidentes que envolvam corpos d’água, a captação para consumo humano ou animal deve ser interrompida de imediato, e o órgão ambiental mais próximo deve ser acionado, em conjunto com o centro de emergência da empresa, pois as medidas apropriadas dependem do volume do acidente e das características do corpo hídrico afetado.
No caso de incêndio, recomenda-se o uso de extintores à base de água em forma de neblina, gás carbônico (CO2) ou pó químico, com a equipe posicionada a favor do vento para evitar intoxicações.
Essas medidas visam assegurar a minimização dos impactos ambientais e riscos à saúde humana, enfatizando a importância de agir com rapidez, segurança e responsabilidade.

Procedimentos para Lavagem, Devolução e Destinação de Embalagens - Embalagem Rígida Lavável
Durante o procedimento de lavagem das embalagens rígidas laváveis, o operador deve utilizar os mesmos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para o preparo da calda do produto, garantindo assim sua segurança.
Para a limpeza das embalagens, deve-se realizar a Tríplice Lavagem, imediatamente após o esvaziamento. Os passos para esse procedimento são os seguintes:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa até completar ¼ do volume total da embalagem;
- Tampe a embalagem e agite-a por 30 segundos para garantir a remoção dos resíduos;
- Despeje a água de lavagem no tanque pulverizador;
- Repita esta operação mais duas vezes, totalizando três lavagens;
- Após a limpeza, inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando seu fundo, para impedir seu reuso indevido.
No caso do uso de pulverizadores equipados com sistemas de lavagem sob pressão, o processo deve seguir estes passos:
- Encaixe a embalagem vazia no funil próprio do pulverizador;
- Acione o jato de água, direcionando-o para todas as paredes internas da embalagem por 30 segundos;
- Certifique-se de que a água utilizada na lavagem seja transferida para o tanque do pulverizador;
- Finalize inutilizando a embalagem perfurando o fundo, evitando reutilizações inadequadas.
Para equipamentos independentes de lavagem sob pressão, recomenda-se:
- Imediatamente após o esvaziamento, mantenha a embalagem invertida sobre a boca do tanque de pulverização em posição vertical por 30 segundos;
- Introduza a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato para todas as paredes internas da embalagem por 30 segundos;
- Garanta que toda a água de lavagem seja direcionada para o tanque do pulverizador;
- Proceda à inutilização da embalagem perfurando seu fundo.
Após a lavagem, a embalagem deve ser armazenada com a tampa colocada, preferencialmente em uma caixa coletiva quando disponível, separada das embalagens não lavadas. O local para armazenamento das embalagens vazias deve ser coberto, ventilado, ao abrigo da chuva e com piso impermeável, podendo ser o mesmo local onde são guardadas as embalagens cheias.
É obrigatória a devolução da embalagem vazia com tampa pelo usuário ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou ao local indicado na nota fiscal, no prazo máximo de até um ano após a compra. Caso o produto ainda esteja dentro do prazo de validade e não tenha sido totalmente utilizado, a devolução poderá ser realizada em até seis meses após o término da validade. O usuário deve conservar o comprovante de devolução para fins de fiscalização pelo prazo mínimo de um ano após a devolução.
Estes cuidados garantem a correta destinação das embalagens, prevenindo contaminação ambiental e a reutilização indevida do produto.

Procedimentos para Lavagem, Devolução e Destinação de Embalagens - Embalagem Rígida Não Lavável
As embalagens rígidas não laváveis devem seguir procedimentos específicos para garantir a segurança ambiental e a conformidade com as normas vigentes. Essas embalagens não podem ser submetidas a processo de lavagem, por isso é importante tomar cuidados no seu manuseio e armazenamento.
Para o armazenamento das embalagens vazias, deve-se manter o local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, podendo ser o mesmo local onde estão guardadas as embalagens cheias. É essencial que o usuário utilize luvas durante o manuseio dessas embalagens para garantir a proteção pessoal adequada.
Após o uso, essas embalagens vazias devem ser armazenadas com a tampa e em caixas coletivas, quando disponíveis, separadas das embalagens lavadas.
A devolução das embalagens vazias é obrigatória e deve ser feita no prazo de até um ano da data da compra, levando as embalagens, com as tampas, ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou no local indicado na nota fiscal emitida pelo estabelecimento comercial. Se o produto não estiver totalmente utilizado dentro do prazo de validade, poderá ser feita a devolução em até seis meses após o término do prazo de validade.
Durante o transporte, as embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais ou pessoas, assegurando-se a prevenção de contaminações cruzadas e acidentes.
É fundamental lembrar que a destinação final dessas embalagens, após a devolução pelos usuários, deverá ser realizada exclusivamente pela empresa registrante ou por organizações legalmente autorizadas pelos órgãos competentes. É proibida a reutilização, reciclagem, fracionamento ou reembalagem dessas embalagens vazias pelo usuário, para evitar riscos à saúde humana e ao meio ambiente.

Procedimentos para Lavagem, Devolução e Destinação de Embalagens - Embalagem Secundária (Não Contaminada)
A embalagem secundária que não está contaminada não deve ser lavada. Para o armazenamento das embalagens vazias, até a sua devolução pelo usuário, é recomendado que sejam guardadas em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, preferencialmente no próprio local onde são mantidas as embalagens cheias.
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou no local indicado na nota fiscal emitida pelo estabelecimento comercial.
Em relação ao transporte, as embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas, garantindo assim a segurança e evitando contaminações cruzadas.
Estes procedimentos são essenciais para garantir a correta destinação das embalagens e evitar impactos ambientais, preservando a fauna, flora e a saúde das pessoas.
Procedimentos para Lavagem, Devolução e Destinação de Embalagens
Destinação Final das Embalagens Vazias
A destinação final das embalagens vazias deve ser realizada exclusivamente pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes. É expressamente proibido ao usuário reutilizar, reciclar, fracionar ou reembalar essas embalagens vazias.
Destino inadequado dessas embalagens e dos restos de produtos pode provocar contaminação do solo, da água e do ar, causando prejuízos à fauna, à flora e à saúde das pessoas. Portanto, é fundamental que as embalagens vazias sejam devidamente encaminhadas para os locais específicos indicados para seu recolhimento e tratamento conforme legislação vigente e orientações da empresa registrante.
Em caso de dúvidas sobre a devolução e destinação final do produto ou das embalagens, recomenda-se consultar o registrante por meio do telefone indicado no rótulo do produto para obter orientações corretas. A desativação do produto impróprio ou em desuso é recomendada ser feita através da incineração em fornos apropriados, equipados com sistemas de lavagem de gases e aprovados pelos órgãos ambientais competentes.

Transporte de Agrotóxicos, Componentes e Afins
O transporte do produto deve seguir as regras e procedimentos estabelecidos na legislação específica vigente para agrotóxicos. É fundamental que, durante o transporte, os agrotóxicos não sejam transportados junto com alimentos, medicamentos, rações, animais ou pessoas, assegurando assim a segurança e prevenção de contaminações cruzadas. Essa separação contribui para minimizar riscos à saúde humana e ao meio ambiente durante o deslocamento desses produtos. Portanto, o transporte deve ser realizado de forma adequada, obedecendo a toda regulamentação pertinente para garantir a segurança dos envolvidos e a integridade do produto.
Restrições Estabelecidas por Órgãos Competentes Locais
Este produto deve ser utilizado respeitando todas as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis estaduais, distritais federais ou municipais. É fundamental observar e cumprir as disposições legais específicas estabelecidas por órgãos competentes locais, assegurando o uso correto e seguro do produto conforme a regulamentação vigente.

Informações Complementares - Manejo Integrado de Pragas
É fundamental incluir outros métodos de controle de pragas dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP), sempre que disponível e apropriado. Essa prática visa garantir um controle mais eficaz e sustentável das pragas, reduzindo a dependência exclusiva do uso de herbicidas químicos e contribuindo para a conservação do meio ambiente e a produção agrícola sustentável. O manejo integrado permite a combinação de estratégias químicas, culturais, biológicas e mecânicas, tornando o controle das pragas mais eficiente e prevenindo o desenvolvimento de resistência.
| Marca comercial | Flex |
| Titular do registro | Syngenta Proteção De Cultivos Ltda. – São Paulo/Sp |
| Número do registro | 838590 |
| CNPJ | 60.744.463/0001-90 |
| Classificação ambiental | II - Produto Muito Perigoso Ao Meio Ambiente |
| Classificação toxicológica | 2 - Categoria 2 – Produto Altamente Tóxico |
| Modo de ação | Seletivo, De Ação Não Sistêmica |
| Técnica de aplicação | Terrestre |
| Compatibilidade | Não Se Conhecem Casos De Incompatibilidade. |
| Inflamável | Não |
| Corrosivo | Não |
| Formulação | Sl - Concentrado Solúvel |
| Observação | Pt - Fomesafen Técnico Syn Reg. Nº 9006; |




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