
Conheça o herbicida Pacto, um produto formulado para o controle eficiente de plantas daninhas em lavouras de soja. Registrado oficialmente e desenvolvido com formulação avançada, o Pacto possui o princípio ativo cloransulam-metílico, que garante seletividade e eficácia no manejo agrícola. Este guia completo aborda desde a identificação do produto e suas características técnicas até as orientações de uso, segurança, manejo e cuidados ambientais, indispensáveis para um manejo responsável e sustentável.
Identificação do Produto
O produto comercial denominado "Pacto" é um herbicida seletivo destinado ao uso agrícola. Seu registro junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) está sob o número 7398. O titular do registro é a empresa CTVA Proteção De Cultivos Ltda, localizada em Barueri (Tamboré), com CNPJ 47.180.625/0001-46. Este produto possui formulação do tipo WG, ou seja, grânulos dispersíveis em água, o que facilita sua preparação e aplicação.
O herbicida Pacto não é inflamável nem corrosivo, classificando-se toxicamente como categoria 5, o que indica ser um produto improvável de causar dano agudo. No que tange à periculosidade ambiental, está classificado na categoria III, sendo considerado perigoso para o meio ambiente. É aplicado por via terrestre, e segundo as informações disponíveis, não há registros conhecidos de incompatibilidade com outros produtos.
O produto apresenta como ingrediente ativo principal o cloransulam-metílico, na concentração de 840 gramas por quilograma (84% m/m), pertencente ao grupo químico Sulfonanilida Triazolopirimidina. Seu mecanismo de ação está relacionado à inibição da enzima acetolactato sintase (ALS), característica típica dos herbicidas do Grupo B.
Essas informações são essenciais para a correta identificação do produto e sua manipulação segura, incluindo o reconhecimento do seu fabricante, formulador e titular do registro, assim como suas especificações químicas e toxicológicas básicas.

Composição
O produto Pacto é formulado com o princípio ativo cloransulam-metílico, que corresponde a 840 g/kg, representando 84,00% em massa/massa (m/m) do produto. Além do princípio ativo, a formulação contém outros ingredientes que perfazem 160 g/kg, equivalente a 16,00% m/m.
A substância cloransulam-metílico possui a fórmula molecular C15H13Cifn5O5S, e seu nome químico IUPAC é "Methyl 3-Chloro-2-(5-Ethoxy-7-Fluoro[1,2,4]Triazolo[1,5-C]Pyrimidin-2-Ylsulfonamido)Benzoate". Quimicamente, esta substância pertence ao grupo das sulfonanilidas triazolopirimidinas.
A formulação do Pacto é do tipo WG (grânulos dispersíveis em água), o que visa facilitar a dispersão do produto durante o preparo da calda para aplicação.
Grupo Químico e Tipo de Formulação
O produto Pacto é classificado como um herbicida do Grupo B, segundo a classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas). Esse grupo refere-se a herbicidas que atuam como inibidores da enzima acetolactato sintase (ALS). O princípio ativo do Pacto é o cloransulam-metílico, que pertence ao grupo químico das sulfonanilidas triazolopirimidinas.
Em relação ao tipo de formulação, o Pacto é formulado como grânulos dispersíveis em água (WG - Water Dispersible Granules), o que facilita sua diluição e aplicação na agricultura, garantindo uma distribuição eficiente do herbicida durante a pulverização.
Registro e Titular do Produto
O produto químico denominado "Pacto" possui registro oficial no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sob o número 7398. O titular do registro é a empresa CTVA Proteção de Cultivos Ltda, localizada em Barueri (Tamboré), São Paulo. O CNPJ da titular é 47.180.625/0001-46. Essa empresa é a responsável legal pelo registro e pela comercialização do produto no mercado, assegurando a conformidade com as regulamentações vigentes e respondendo pela eficácia e segurança do produto para os usuários.
Fabricante, Formulador e Manipulador
O produto Pacto é fabricado, formulado e manipulado por diversas empresas, com registro e atuação internacional e nacional.

Fabricante do Produto Técnico
O princípio ativo Cloransulam Metil Técnico é fabricado pela Corteva Agriscience LLC, localizada em Midland, Michigan, Estados Unidos, e também pela Deccan Fine Chemicals (India) Private Limited, situada em Vishakapatnam, Índia. Estas empresas são responsáveis pela produção da matéria-prima ativa do herbicida.
Formulador
A formulação final do produto é realizada pela Corteva Agriscience LLC, situada em Midland, Michigan, Estados Unidos da América. Esta empresa é responsável pelo processo de transformação do produto técnico em sua forma final para aplicação agrícola.
Manipulador
A manipulação do produto formulado ocorre no Brasil, pela empresa Alpha Pack Ltda., localizada na Rodovia Presidente Castelo Branco, 11210, Barueri, São Paulo. Esta empresa conta com registro estadual (nº 507 - CDA/SP) e CNPJ 04.359.230/0001-00.
Distribuição Nacional
Além disso, várias unidades da CTVA Proteção de Cultivos Ltda. estão envolvidas no processo, situadas em Paulínia/SP e Franco da Rocha/SP, com respectivos CNPJs e registros estaduais (CDA/SP). Outros formuladores e distribuidores internacionais e nacionais, como Corteva Agriscience Argentina S.R.L. (Argentina), BPS, Inc. (Estados Unidos), Ouro Fino Química S.A. (Uberaba/MG), e Tagma Brasil Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda. (Paulínia/SP), também participam da cadeia de produção e distribuição.
Estas informações demonstram que o produto Pacto conta com uma cadeia produtiva integrada envolvendo empresas internacionais e brasileiras, garantindo sua fabricação, formulação, manipulação e comercialização com rigor técnico e registro oficial.

Classificação Toxicológica e Periculosidade Ambiental
O produto Pacto é classificado toxicologicamente como pertencente à Categoria 5, o que significa que é um produto improvável de causar dano agudo. Essa classificação indica que a toxicidade do produto para seres humanos é baixa em casos de exposição oral, dérmica, inalatória e ocular.
Quanto à periculosidade ambiental, o Pacto é classificado na Categoria III - Produto Perigoso ao Meio Ambiente. Este produto é altamente tóxico para algas e exige cuidados rigorosos para evitar a contaminação ambiental. Recomenda-se não utilizar equipamentos com vazamentos, não aplicar o produto em ventos fortes ou nas horas mais quentes do dia, além de sempre seguir as doses recomendadas para minimizar riscos.
Assim, apesar do baixo risco toxicológico para humanos em contato ou exposição, é fundamental ficar atento às medidas de proteção ambiental para evitar danos à fauna, flora e aos recursos hídricos.
7. Instruções de Uso do Produto
7.1 Cultura: Soja
O produto Pacto é um herbicida seletivo, recomendado para o controle das plantas daninhas de folhas largas na cultura da soja, aplicado em pós-emergência da cultura.
7.1.1 Plantas Daninhas Controladas e Doses Recomendadas
Pacto é recomendado para aplicação pós-emergência no controle das seguintes plantas daninhas na soja, com as doses indicadas em gramas por hectare (g/ha):
- Picão-preto (Bidens pilosa): 23,8 g/ha
- Picão-grande (Blainvillea latifolia)
- Carrapicho-rasteiro (Acanthospermum australe)
- Corda-de-viola (Ipomoea grandifolia): 35,7 g/ha
- Nabo (Raphanus raphanistrum)
- Carrapichão (Xanthium strumarium)
- Buva (Conyza bonariensis): 35,7 a 47,6 g/ha
- Trapoeraba (Commelina benghalensis)
- Guanxuma (Sida rhombifolia): 47,6 g/ha
A dose deve ser ajustada conforme a planta daninha a ser controlada, conforme listado.
7.1.2 Época de Aplicação
A aplicação é recomendada em pós-emergência inicial da planta daninha, quando estas estiverem no estádio de 2 a 4 folhas (plantas com altura entre 1 e 10 cm), e entre 6 a 30 dias após a emergência da cultura de soja.

7.1.3 Número Máximo de Aplicações por Ciclo
O número máximo de aplicações do produto Pacto por ciclo da cultura da soja é de 1 aplicação.
7.1.4 Volume de Calda e Adjuvante
Para aplicação terrestre, o volume de calda recomendado varia de 100 a 300 litros por hectare (L/ha). Deve ser adicionado um adjuvante espalhante adesivo não iônico na proporção de 0,2% volume/volume (v/v) para melhorar a eficácia do produto.
Modo de Aplicação
O herbicida Pacto deve ser aplicado utilizando equipamento terrestre, especificamente por meio de pulverizador tratorizado de baixa pressão, com valores entre 35 a 50 lb/pol². O equipamento deve estar equipado com barras e bicos do tipo “leque” nas especificações 80.02 a 80.04 ou 110.015 a 110.04.
Para garantir a eficácia do controle das plantas daninhas, é fundamental que a altura da barra, a distância entre os bicos e a pressão utilizada sejam calculadas e ajustadas adequadamente, de modo a promover uma cobertura uniforme e eficiente da superfície tratada.
Uma boa cobertura sobre as plantas daninhas é essencial para o sucesso do controle, independentemente do tipo de equipamento utilizado. Por isso, é imprescindível calibrar corretamente o equipamento e estar atento às condições ambientais em que a aplicação será realizada.
Além disso, recomenda-se que o procedimento de aplicação seja realizado sob orientação de um engenheiro agrônomo, seguindo as boas práticas agrícolas locais para garantir a eficácia e minimizar riscos.

Limpeza do Tanque e Sistema de Pulverização
A limpeza do pulverizador deve ser realizada imediatamente após o término das aplicações do produto Pacto, para garantir a segurança e a eficiência na utilização dos equipamentos e evitar contaminações cruzadas. O processo de limpeza consiste em três etapas principais que devem ser seguidas rigorosamente:
Primeiramente, complete o tanque do pulverizador com pelo menos 50% da sua capacidade utilizando água limpa. Recircule a água no tanque por 20 minutos para remover resíduos do produto. Posteriormente, pulverize o conteúdo do tanque em local adequado, conforme orientações ambientais.
Em seguida, complete novamente o tanque com pelo menos 50% da sua capacidade, desta vez utilizando uma solução composta por água limpa e um agente de limpeza comercial na dosagem recomendada pelo fabricante. Recircule essa solução por 20 minutos, garantindo que o produto de limpeza percorra todas as partes do sistema. Durante esta etapa, deve-se passar água pelas mangueiras, barra, pontas e filtros. Depois, esgote completamente o tanque, esvaziando pela bomba e pelas pontas do pulverizador.
O terceiro passo consiste em completar o tanque mais uma vez com pelo menos 50% de sua capacidade usando água limpa. Recircule a água por mais 20 minutos para realizar a lavagem final, drenando a solução através do sistema para esgotar completamente o tanque.
Também é importante remover todas as pontas de pulverização, telas das pontas e o filtro em linha para proceder com a lavagem separadamente dessas partes, garantindo uma limpeza completa do sistema.
Esse procedimento detalhado assegura a manutenção adequada do equipamento, previne danos e prolonga sua vida útil, além de evitar problemas ambientais e garantir a segurança para as próximas aplicações. Sempre siga a legislação local, municipal, estadual e federal para o correto gerenciamento dos resíduos gerados na limpeza.

Intervalo de Segurança e Reentrada
O intervalo de segurança para a cultura da soja é de 48 dias, ou seja, deve-se respeitar esse período entre a última aplicação do produto e a colheita para garantir que os resíduos do herbicida estejam dentro dos limites de segurança.
Quanto à reentrada nas áreas tratadas, é recomendado que não se entre no local onde o produto foi aplicado antes da completa secagem da calda, o que geralmente ocorre após um mínimo de 24 horas da aplicação. Caso seja necessário acessá-la antes desse período, é obrigatório o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) indicados para o manuseio durante a aplicação do produto, a fim de garantir a segurança dos trabalhadores e evitar exposição tóxica.
Limitações de Uso
Nenhuma limitação de uso é conhecida para o produto Pacto. Entretanto, recomenda-se que para maiores informações seja consultado um Engenheiro Agrônomo, que poderá fornecer orientações específicas sobre as condições adequadas para a aplicação do produto. Essa recomendação visa garantir que o uso do herbicida seja realizado de forma segura e eficiente, respeitando as práticas agrícolas adequadas e evitando possíveis restrições não documentadas no material informativo.

Informações sobre o Manejo de Resistência
O manejo de resistência é uma prática essencial para garantir a eficácia contínua do herbicida Pacto no controle das plantas daninhas. O uso sucessivo de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode levar ao aumento da população da planta daninha resistente a esse mecanismo, resultando na perda de eficiência do produto e prejuízos ao cultivo.
Para prevenir e minimizar os problemas relacionados à resistência, recomenda-se adotar um procedimento sistemático que combina métodos preventivos de controle. Entre as principais recomendações para o manejo de resistência estão:
- Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo B (ao qual pertence o cloransulam-metílico, o princípio ativo do Pacto) para o controle do mesmo alvo, sempre que adequado.
- Adoção de outras práticas de controle de plantas daninhas, seguindo as boas práticas agrícolas.
- Utilização rigorosa das recomendações de dose e modo de aplicação indicadas na bula do produto.
- Consulta regular a um Engenheiro Agrônomo para orientações técnicas e estratégicas regionais específicas para o manejo de resistência.
- Acompanhamento de possíveis casos de resistência reportados por meio da Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD), da Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Dessa forma, o uso consciente e orientado do produto contribui para a sustentabilidade do seu uso e a proteção do sistema agrícola contra o desenvolvimento de resistência das plantas daninhas.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Precauções Gerais
O produto Pacto é destinado exclusivamente ao uso agrícola e deve ser manuseado apenas por trabalhadores capacitados, que estejam treinados para lidar com esse tipo de substância. Durante o manuseio e aplicação do produto, é fundamental não comer, beber ou fumar para evitar contaminações. Além disso, o transporte do produto deve ser feito de maneira que não fique junto com alimentos, medicamentos, rações, animais ou pessoas.
É indispensável utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados, abandonando o uso do produto caso os EPIs estejam danificados, úmidos, vencidos ou fora do prazo de validade. Equipamentos com vazamentos ou defeitos não devem ser utilizados, e é proibido desentupir bicos, orifícios ou válvulas com a boca.
Para garantir a segurança das pessoas que não estão utilizando o produto, é recomendado não aplicar o herbicida perto de escolas, residências, locais de permanência de pessoas ou áreas de criação de animais. Deve-se também seguir as orientações de um profissional habilitado quanto às condições técnicas de aplicação.
Em caso de contato acidental com o produto, as orientações de primeiros socorros devem ser seguidas imediatamente, procurando um serviço médico de emergência. O produto deve ser mantido sempre adequadamente fechado, em sua embalagem original, em local trancado e fora do alcance de crianças e animais.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Equipamentos de Proteção Individual (EPI) Recomendados
Para garantir a segurança do trabalhador durante o manuseio e aplicação do herbicida Pacto, é fundamental o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados, seguindo rigorosamente a ordem correta para vesti-los. Os EPIs indicados incluem calça e jaleco com tratamento hidrorrepelente, botas de borracha, avental impermeável, respirador com filtro mecânico classe P2, viseira, touca árabe e luvas de nitrila.
Durante a preparação da calda do produto, o trabalhador deve utilizar todos esses equipamentos para evitar contato com o produto, especialmente em ambientes abertos e bem ventilados; é importante abrir a embalagem cuidadosamente para evitar a dispersão de poeiras.
Além disso, recomenda-se seguir as orientações do fabricante dos EPIs quanto à forma adequada de limpeza, conservação e descarte dos equipamentos danificados ou vencidos, garantindo sua eficácia e proteção contínua.
Durante a aplicação e outras etapas do trabalho que envolvem contato com o herbicida, o uso dos EPIs é obrigatório, sendo o meio mais eficaz para minimizar os riscos à saúde decorrentes da exposição ao produto. Portanto, o comprometimento com o uso correto e constante dessas proteções é essencial para a segurança do trabalhador agrícola.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Precauções Durante a Preparação da Calda
Durante a preparação da calda do herbicida Pacto, é fundamental seguir rigorosas precauções para garantir a segurança do operador e evitar riscos à saúde. Caso ocorra contato acidental com o produto, deve-se seguir imediatamente as orientações de primeiros socorros e procurar rapidamente um serviço médico de emergência.
O uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) é obrigatório na preparação da calda. Recomenda-se utilizar calça e jaleco tratados com hidrorrepelência, botas de borracha, avental impermeável, respirador com filtro mecânico classe P2, viseira, touca árabe e luvas de nitrila. Além disso, o manuseio do produto deve ser realizado em local aberto e ventilado para minimizar a exposição a poeiras e vapores.
Ao abrir a embalagem, é importante fazê-lo de maneira a evitar a dispersão de poeiras, reduzindo a chance de inalação ou contato dérmico com o produto. Seguir essas precauções ajuda a prevenir acidentes e intoxicações durante a manipulação do herbicida.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Precauções Durante a Aplicação do Produto
Durante a aplicação do produto herbicida Pacto, é fundamental tomar diversas precauções para garantir a proteção da saúde humana. Deve-se evitar o máximo possível o contato com a área tratada para minimizar exposição desnecessária. A aplicação deve ser realizada estritamente nas doses recomendadas, respeitando o intervalo de segurança entre a última aplicação e a colheita da cultura.
Além disso, é proibido que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada entrem na área durante a aplicação do produto, prevenindo riscos de intoxicação. A aplicação também não deve ser realizada em condições climáticas adversas como ventos fortes e nas horas mais quentes do dia, buscando assim evitar dispersão indesejada e contaminação.
É imprescindível que o aplicador utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados, que incluem calça e jaleco com tratamento hidrorrepelente, botas de borracha, respirador com filtro mecânico classe P2, viseira, touca árabe e luvas de nitrila. A utilização correta desses equipamentos é essencial para proteger o aplicador contra exposição ao produto durante a manipulação e aplicação.
Estes cuidados e precauções refletem boas práticas agrícolas e são essenciais para garantir a segurança daqueles que trabalham com o produto, além de contribuir para a proteção da saúde pública.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Precauções Após a Aplicação do Produto
Após a aplicação do herbicida Pacto, diversas precauções são recomendadas para garantir a segurança das pessoas e evitar contaminações. Primeiramente, deve-se sinalizar a área tratada com avisos contendo os dizeres: “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA”, mantendo esses avisos até o final do período de reentrada. É fundamental evitar o máximo possível o contato com a área onde o produto foi aplicado. Caso seja necessário entrar na área tratada antes do término do intervalo de reentrada, é obrigatório o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados para a aplicação.
Além disso, não se deve permitir o acesso de animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada nas áreas recém tratadas. A aplicação deve ocorrer estritamente dentro das doses recomendadas, respeitando o intervalo de segurança, ou seja, o período entre a última aplicação e a colheita da cultura.
Antes de retirar os EPIs, recomenda-se lavar as botas e luvas ainda vestidas para evitar contaminação. Após o término da aplicação, é importante manter o restante do produto devidamente fechado em sua embalagem original, armazenado em local trancado e fora do alcance de crianças e animais. A higiene pessoal também deve ser uma prioridade: o aplicador deve tomar banho imediatamente após a aplicação, trocar de roupas e lavar os EPIs e as roupas utilizadas separadamente das demais vestimentas da família, utilizando luvas e avental impermeável durante a lavagem.
Por fim, recomenda-se realizar a manutenção e limpeza dos equipamentos de aplicação após cada uso, e nunca reutilizar a embalagem vazia do produto, sempre utilizando EPIs. Essas medidas são fundamentais para proteger a saúde humana após o uso do Pacto.

Primeiros Socorros - Exposição Oral
Em caso de exposição oral ao produto Pacto, é fundamental buscar imediatamente um serviço médico de emergência, levando consigo a embalagem, rótulo, bula, folheto informativo ou receituário agronômico do produto. Se o produto for ingerido, não deve ser provocado vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, a pessoa deve ser deitada de lado para evitar aspiração.
Não se deve oferecer alimentos ou bebidas durante este processo. Em casos de ingestão de grandes quantidades do produto, a lavagem gástrica pode ser considerada, geralmente dentro de uma hora após a ingestão, levando em conta fatores como quantidade ingerida, tempo desde a ingestão e estado geral do paciente. Durante a lavagem gástrica, é importante proteger as vias aéreas do paciente contra risco de aspiração, utilizando posições adequadas ou intubação, além de controlar convulsões previamente.
Contraindicações para lavagem gástrica incluem perda de reflexos protetores das vias respiratórias em pacientes não intubados, ingestão de compostos corrosivos, hidrocarbonetos com alto risco de aspiração, risco de hemorragia ou perfuração gastrointestinal e ingestão de quantidade não significativa do produto.
O uso de carvão ativado pode ser avaliado pelo médico, pois este pode diminuir a absorção sistêmica do produto se administrado dentro de uma hora após a ingestão. Os catárticos podem ser usados para reduzir o tempo de contato do produto nas paredes do trato gastrointestinal promovendo sua eliminação pelas fezes. Entretanto, o carvão ativado não deve ser usado em casos de ingestão de ácidos, bases fortes ou substâncias irritantes.
É importante não provocar vômito ativadamente, embora o vômito espontâneo não deva ser evitado. A pessoa deve permanecer deitada de lado para evitar aspiração de resíduos. Nunca se deve administrar qualquer substância por via oral a uma pessoa inconsciente.
Primeiros Socorros - Exposição Ocular
Em caso de exposição ocular ao produto Pacto, é fundamental lavar os olhos imediatamente com bastante água corrente durante pelo menos 15 minutos, mantendo as pálpebras abertas para garantir a limpeza adequada. Deve-se evitar que a água utilizada na lavagem de um olho contamine o outro. Se a pessoa estiver utilizando lentes de contato, estas devem ser retiradas para facilitar a lavagem e evitar danos adicionais. Essa medida visa a descontaminação eficaz da área ocular e a minimização de possíveis irritações ou danos provocados pelo contato direto com o produto.

Primeiros Socorros - Exposição Dérmica
Em caso de contato do produto Pacto com a pele, deve-se remover imediatamente as roupas e acessórios contaminados. Em seguida, deve-se proceder à descontaminação da pele, incluindo pregas, cavidades, orifícios e cabelos, lavando abundantemente com água corrente e sabão neutro por pelo menos 15 minutos. Essa medida é fundamental para minimizar os efeitos tóxicos decorrentes da exposição dérmica ao produto.
Primeiros Socorros - Exposição Inalatória
Em caso de exposição inalatória ao produto Pacto, a pessoa deve ser levada imediatamente para um local aberto e ventilado para facilitar a respiração. É importante que o prestador de socorro utilize equipamentos de proteção, como luvas e avental impermeável, para evitar contaminação durante o atendimento.
Durante a observação, deve-se monitorar o desconforto respiratório. Se houver desenvolvimento de tosse ou dificuldade para respirar, deve-se avaliar se há irritação das vias aéreas, bronquite ou pneumonite. Tratamentos complementares incluem a administração de oxigênio e, se necessário, ventilação assistida. Para casos de broncoespasmo, recomenda-se o uso de agonista beta2-adrenérgico inalatório, podendo considerar corticosteroides sistêmicos para pacientes com broncoespasmo significativo.
É fundamental estar atento a sinais de emergência como parada respiratória repentina, hipotensão e arritmias. O paciente deve permanecer internado por no mínimo 24 horas após o desaparecimento dos sintomas para garantir a segurança e observar possíveis complicações.
Em resumo, a exposição inalatória requer ação rápida, monitoramento cuidadoso e suporte respiratório eficaz para evitar consequências graves.
Primeiros Socorros - Atendimento a Prestadores de Socorro
Os prestadores de socorro devem tomar cuidados rigorosos ao atender pessoas expostas ao produto Pacto®. É fundamental que evitem aplicar respiração boca a boca caso o paciente tenha ingerido o produto, utilizando em seu lugar um equipamento intermediário de reanimação manual (Ambú) para realizar o procedimento.
Durante as medidas de descontaminação, os socorristas devem estar devidamente protegidos para não se contaminarem com o agente tóxico. Para isso, é recomendado o uso de luvas e avental impermeável como equipamentos de proteção individual. Dessa forma, o atendimento se realiza com segurança para ambas as partes, minimizando riscos adicionais de intoxicação.

Primeiros Socorros - Contraindicações e Tratamento
No caso de intoxicação pelo produto Pacto®, a indução do vômito é contraindicada devido ao risco de aspiração e pneumonite química. É fundamental evitar esse procedimento para proteger as vias respiratórias do paciente.
Quanto ao tratamento, não existem antídotos específicos conhecidos para o produto. As medidas gerais devem focar na remoção da fonte de exposição, descontaminação adequada do paciente, proteção das vias aéreas e tratamento sintomático e de suporte conforme necessário.
No que diz respeito à exposição oral, se houver ingestão de grandes quantidades, pode ser considerada a lavagem gástrica, normalmente dentro de uma hora após a ingestão, considerando riscos e condições específicas do paciente, como nível de consciência e proteção das vias aéreas. Carvão ativado pode ser usado para diminuir a absorção sistêmica do produto, se administrado logo após a ingestão, mas deve-se observar que não é indicado em casos envolvendo ácidos, bases fortes ou substâncias irritantes.
Em exposições dérmicas, recomenda-se remover as roupas contaminadas e descontaminar a pele com água corrente e sabão neutro por pelo menos 15 minutos.
No contato ocular, deve-se lavar os olhos com água corrente durante pelo menos 15 minutos, mantendo as pálpebras abertas e evitando que a água contaminada atinja o outro olho. Lentes de contato devem ser removidas quando aplicável.
Para exposição inalatória, a vítima deve ser levada para ambiente aberto e ventilado. Caso surjam sintomas como tosse ou dificuldade respiratória, deve-se avaliar a irritação das vias respiratórias e tratar possíveis complicações, como broncoespasmo, com medicamentos adequados, oxigênio e ventilação assistida, se necessário. Também é fundamental monitorar a vítima por no mínimo 24 horas após desaparecimento dos sintomas.
Os prestadores de socorro devem usar luvas e avental impermeável para evitar contaminação durante o atendimento e evitar respiração boca a boca, utilizando preferencialmente equipamentos intermediários, como Ambú.
De maneira geral, o atendimento médico deve ser emergencial, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto, para possibilitar o diagnóstico e orientações adequadas.

Primeiros Socorros - Notificação de Intoxicações e Contatos de Emergência
Em caso de intoxicação pelo produto Pacto®, é essencial procurar imediatamente um serviço médico de emergência, levando a embalagem, o rótulo, a bula, o folheto informativo ou o receituário agronômico do produto para melhor orientação e atendimento.
Para notificar casos de intoxicação e obter informações especializadas sobre diagnóstico e tratamento, recomenda-se ligar para o Disque-Intoxicação pelo número 0800-722-6001, que faz parte da Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (RENACIAT/ANVISA/MS).
Vale destacar que as intoxicações por agrotóxicos e afins são consideradas Doenças e Agravos de Notificação Compulsória. Assim, os casos devem ser comunicados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/MS) e também no Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária (Notivisa).
Em caso de emergência, o telefone de contato da empresa responsável pelo produto, CTVA Proteção de Cultivos Ltda., é 0800 772 2492, disponível para fornecer suporte e informações adicionais.

Informações Toxicológicas e Efeitos em Animais de Laboratório - Efeitos Agudos
O herbicida Pacto apresenta uma toxicidade aguda baixa, conforme demonstrado em estudos realizados com animais de laboratório. A dose letal mediana (DL50) por via oral em ratos é superior a 5000 mg/kg, indicando baixa toxicidade pela ingestão. Já a DL50 por via cutânea em coelhos é maior que 2000 mg/kg, evidenciando baixa toxicidade ao contato com a pele. A concentração letal mediana (CL50) por via inalatória em ratos não foi determinada.
Em testes específicos realizados em coelhos para avaliar a corrosão e irritação cutânea, o produto causou leve eritema em todos os animais observados na primeira hora, com reversão total em até 9 dias para a maioria deles (apenas um animal apresentou leve irritação residual). Não foram observados sinais de edema. Em relação à irritação ocular, também em coelhos, o produto provocou leve vermelhidão da conjuntiva e quemose em todos os animais na primeira hora, assim como leve irite em dois animais nas primeiras 24 horas; todos esses efeitos foram revertidos em até 48 horas, sem presença de opacidade da córnea.
Testes de sensibilização cutânea em camundongos indicaram que o produto não é sensibilizante à pele. Igualmente, não há evidência de sensibilização respiratória. Além disso, o produto não demonstrou potencial mutagênico nos estudos realizados.
Esses resultados confirmam que o Pacto é um produto com baixo potencial tóxico agudo e baixo risco de causar irritações severas ou sensibilizações em contato com animais de laboratório, o que reforça suas características de segurança relativa para uso agrícola quando manuseado conforme indicado nas instruções de segurança.

Informações Toxicológicas e Efeitos em Animais de Laboratório - Efeitos Crônicos
Estudos crônicos realizados com o produto Pacto, que contém o componente ativo cloransulam-metílico, revelaram alguns efeitos em animais de laboratório, principalmente em ratos. Foi observado um aumento significativo da hemoglobina, hematócrito e da contagem de células vermelhas nos machos. Além disso, as atividades de enzimas hepáticas foram reduzidas nos machos, e o colesterol e a gravidade específica da urina foram diminuídos nas fêmeas. Nos machos, houve uma maior incidência de hipertrofia do ducto coletor renal, enquanto nas fêmeas houve um aumento na vacuolização do rim.
Importante destacar que, em estudos crônicos, não foi encontrada evidência de carcinogenicidade para o cloransulam-metílico, indicando que o produto não apresenta potencial cancerígeno em testes com ratos e camundongos. Esses dados ajudam a caracterizar o perfil toxicológico do produto em exposições prolongadas, demonstrando que, embora ocorram algumas alterações fisiológicas e histopatológicas, o risco de efeitos cancerígenos é baixo.

Informações Toxicológicas e Efeitos em Animais de Laboratório - Mutagenicidade, Sensibilização e Corrosão/Irritação
O produto Pacto apresenta evidências de baixa toxicidade em testes realizados com animais de laboratório, especialmente no que diz respeito à mutagenicidade, sensibilização e corrosão/irritação.
Em relação à corrosão e irritação dérmica, estudos com coelhos mostraram a presença de leve eritema em todos os animais testados na primeira hora de observação, que foi completamente revertido em até 9 dias na maioria deles, com apenas um animal apresentando irritação residual leve. Não foi observado edema.
No que se refere à corrosão/irritação ocular, o produto causou leve vermelhidão da conjuntiva e quemose em todos os seis coelhos testados na primeira hora de observação, e leve irite em dois animais durante as primeiras 24 horas. Todos esses efeitos foram revertidos em até 48 horas, sem ocorrência de opacidade da córnea.
Quanto à sensibilização cutânea, os testes realizados em camundongos indicaram que Pacto não possui potencial sensibilizante à pele. Da mesma forma, não houve evidências de sensibilização respiratória.
No tocante à mutagenicidade, o produto não apresentou características mutagênicas, indicando que não causa danos ao material genético nos estudos realizados.
Essas informações reforçam que Pacto tem um perfil toxicológico favorável no que diz respeito a mutagenicidade, sensibilização e irritação, embora medidas de precaução continuem sendo recomendadas durante o seu manuseio e aplicação.
Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente

Precauções e Advertências Ambientais
O produto Pacto é classificado como Classe III, ou seja, é um produto perigoso ao meio ambiente. Além disso, apresenta alta toxicidade para algas, o que reforça a necessidade de cuidados específicos para evitar contaminações ambientais.
Para preservar a natureza e minimizar impactos ambientais, recomenda-se evitar a contaminação por meio da utilização adequada do produto, não aplicando-o em doses superiores às recomendadas. É fundamental não utilizar equipamentos que apresentem vazamentos durante a aplicação, bem como evitar a aplicação em condições de ventos fortes ou nas horas mais quentes do dia.
É igualmente importante não lavar embalagens ou equipamentos aplicadores em lagos, fontes, rios ou quaisquer outros corpos d’água, pois isso pode causar contaminação da água e danos à fauna e à flora locais.
A destinação inadequada de embalagens ou restos do produto pode acarretar contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando não somente o ambiente, mas também a saúde das pessoas. Portanto, o manejo e o descarte devem seguir rigorosamente as instruções indicadas para garantir a proteção do meio ambiente.
Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente - Instruções de Armazenamento do Produto
Para garantir a conservação do produto e prevenir acidentes, é essencial armazenar o herbicida Pacto em sua embalagem original sempre devidamente fechada. O local de armazenamento deve ser exclusivo para produtos tóxicos, isolado de alimentos, bebidas, rações ou quaisquer outros materiais que possam sofrer contaminação.
A construção do local deve ser feita em alvenaria ou materiais não combustíveis, com piso impermeável, ventilação adequada e cobertura para proteção contra intempéries. É necessário que o local possua sinalização evidente com placas de advertência contendo os dizeres: "CUIDADO, VENENO". Além disso, deve ser mantido trancado para impedir o acesso de pessoas não autorizadas, especialmente de crianças.
O ambiente deve sempre dispor de embalagens adequadas para envolver embalagens rompidas ou recolher produtos vazados, garantindo segurança e controle em situações de emergência. Caso de armazéns, recomenda-se seguir as instruções da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e observar rigorosamente as disposições previstas na legislação estadual e municipal.

Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente - Instruções em Caso de Acidentes Ambientais
Em caso de acidentes ambientais envolvendo o produto Pacto, é fundamental que seja imediatamente isolada e sinalizada a área contaminada para evitar a exposição de pessoas e animais. Deve-se entrar em contato com as autoridades locais competentes para que possam ser efetuadas as medidas cabíveis de controle e contenção da contaminação.
Além disso, é imprescindível comunicar a empresa CTVA Proteção de Cultivos Ltda., que disponibiliza o telefone 0800 772 2492 para orientações e suporte técnico. A utilização adequada do equipamento de proteção individual (EPI), incluindo macacão impermeável, luvas, botas de borracha, óculos protetores e máscara com filtros, é necessária para garantir a segurança no manuseio e limpeza da área afetada.
Para o recolhimento do produto derramado, no caso de piso pavimentado, deve-se utilizar uma pá para reunir o material e depositá-lo em um recipiente devidamente lacrado e identificado. Ressalta-se que o produto recolhido não deve ser reutilizado. Caso o acidente ocorra em solo, as camadas contaminadas devem ser removidas até atingir terra não contaminada, com o material recolhido armazenado e identificado corretamente, seguindo orientações da empresa responsável.
Se o produto contaminou corpos d’água, é necessário interromper imediatamente a captação para consumo humano ou animal e comunicar o órgão ambiental competente mais próximo, bem como o centro de emergência da empresa, pois as medidas necessárias irão variar conforme a extensão do acidente, as características do corpo hídrico e a quantidade envolvida.
Em caso de incêndio, recomenda-se o uso de extintores de água em forma de neblina, dióxido de carbono (CO2) ou pó químico, ajustando-se à direção do vento para evitar intoxicação dos operadores. Essas são as principais orientações para minimizar os impactos ambientais decorrentes de acidentes com o herbicida Pacto.
Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente - Procedimentos para Lavagem, Armazenamento, Devolução, Transporte e Destinação de Embalagens Vazias

Embalagem Rígida Lavável
Para a embalagem rígida lavável, é recomendado que a lavagem seja feita utilizando os mesmos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) indicados para o preparo da calda do produto. O procedimento envolve a tríplice lavagem manual, que deve ser realizada imediatamente após o esvaziamento da embalagem. Os passos são:
- Esvaziar completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical por 30 segundos.
- Adicionar água limpa à embalagem até completar ¼ do seu volume.
- Tampar bem a embalagem e agitá-la por 30 segundos.
- Despejar a água de lavagem no tanque do pulverizador.
- Repetir essas operações três vezes.
- Após a lavagem, inutilizar a embalagem perfurando o fundo, seja ela plástica ou metálica.
Há também a opção de lavagem sob pressão:
- Encaixar a embalagem no funil do pulverizador e acionar o jato d’água para lavar todas as paredes internas por 30 segundos.
- Transferir a água de lavagem para o tanque do pulverizador.
- Inutilizar a embalagem perfurando o fundo.
- Caso a lavagem sob pressão seja realizada em equipamento independente, manter a embalagem invertida sobre a boca do tanque durante 30 segundos, inserindo o jato d’água para limpeza interna e direcionando a água para o tanque.
Após a lavagem, a embalagem deve ser armazenada com a tampa, em local coberto, ventilado, protegido da chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde ficam as embalagens cheias, preferencialmente em caixa coletiva, separada das embalagens não lavadas.
A devolução da embalagem vazia é obrigatória em até um ano após a data da compra, com a embalagem tampada, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou local indicado na nota fiscal. Se o produto não foi totalmente utilizado dentro deste prazo, a devolução pode ocorrer em até seis meses após o término da validade. O usuário deve guardar o comprovante da devolução por pelo menos um ano para fins de fiscalização.
No transporte, as embalagens vazias não podem acompanhar alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais ou pessoas.

Embalagem Rígida Não Lavável
Para a embalagem rígida não lavável, esta não pode ser lavada. O armazenamento deve ser feito em local coberto, ventilado, protegido da chuva e com piso impermeável, ou onde ficam as embalagens cheias. O manuseio dessa embalagem exige o uso de luvas. Deve ser armazenada com tampa, em caixa coletiva, separada das embalagens lavadas.
A devolução segue os mesmos critérios da embalagem lavável: obrigatória em até um ano após a compra, podendo se estender a seis meses após o término da validade, se o produto não foi totalmente usado. O comprovante da devolução deve ser guardado por no mínimo um ano.
O transporte das embalagens vazias também é proibido junto a alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.
Embalagem Flexível
A embalagem flexível também não pode ser lavada. Seu armazenamento deve ocorrer em local coberto, ventilado, protegido da chuva e com piso impermeável, ou no local das embalagens cheias. O manuseio requer o uso de luvas. Deve ser armazenada separadamente das embalagens lavadas, acondicionada em saco plástico transparente, identificado e lacrado conforme modelo ABNT, adquirido nos canais de distribuição.
A devolução da embalagem vazia é obrigatória em até um ano após a compra, com possibilidades similares para embalagem não totalmente utilizada dentro do prazo de validade. O comprovante deve ser mantido pelo prazo mínimo de um ano.
No transporte, as embalagens vazias devem ser acondicionadas em saco plástico transparente e não podem ser transportadas com alimentos, medicamentos, rações, animais ou pessoas.
Embalagem Secundária (Não Contaminada)
Embalagens secundárias não contaminadas também não devem ser lavadas e devem ser armazenadas em local coberto, ventilado, protegido da chuva e com piso impermeável, preferencialmente no local de estocagem das embalagens cheias.
A devolução é obrigatória ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou local indicado na nota fiscal.
No transporte, as embalagens vazias devem ser removidas de contato com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

Destinação Final das Embalagens Vazias
A destinação final das embalagens vazias só pode ser feita pela empresa registrante ou por empresas autorizadas pelos órgãos competentes. É proibida a reutilização, reciclagem, fracionamento ou reembalagem pelo usuário.
A destinação inadequada das embalagens vazias e dos resíduos contamina o solo, a água e o ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde humana.
Produtos Impróprios para Utilização ou em Desuso
Produtos que se tornaram impróprios para uso ou em desuso devem ser devolvidos ao registrante, para correta destinação final. Este procedimento inclui a incineração em fornos apropriados, equipados com sistemas de lavagem de gases e aprovados por órgãos ambientais competentes.
Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente - Destinação Final das Embalagens Vazias
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, deve ser realizada exclusivamente pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes. É proibida ao usuário a reutilização, reciclagem, fracionamento ou reembalagem da embalagem vazia do produto.
O descarte inadequado das embalagens vazias e dos restos de produtos no meio ambiente pode causar contaminação do solo, da água e do ar, afetando negativamente a fauna, a flora e a saúde das pessoas. Por isso, é fundamental seguir as orientações corretas de devolução e destinação, garantindo assim a preservação ambiental e a segurança da comunidade.
Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente - Produtos Impróprios para Utilização ou em Desuso
Caso o produto venha a se tornar impróprio para utilização ou esteja em desuso, o usuário deve consultar o registrante pelo telefone indicado no rótulo para proceder com a devolução e destinação final adequada. A desativação do produto deve ser realizada por meio de incineração em fornos específicos para esse tipo de operação, que possuem câmaras de lavagem de gases efluentes e são aprovados por órgãos ambientais competentes. É fundamental seguir essas orientações para evitar danos ao meio ambiente e garantir o manejo seguro do produto.

Transporte de Agrotóxicos, Componentes e Afins
O transporte do agrotóxico Pacto, assim como de seus componentes e afins, deve seguir rigorosamente as regras e procedimentos estabelecidos na legislação específica vigente. É fundamental que durante o transporte, os agrotóxicos não sejam levados junto com pessoas, animais, alimentos, medicamentos, rações ou outros materiais. Essa medida visa garantir a segurança de todos, prevenindo contaminações e acidentes durante o trajeto. O cumprimento destas normas é imprescindível para a proteção da saúde pública e do meio ambiente.

Restrições Estabelecidas por Órgão Competente (Estado, Distrito Federal ou Municipal)
No estado do Paraná, existe uma restrição específica para o uso do herbicida Pacto, sendo proibida a aplicação do produto para o controle da planta daninha Xanthium strumarium na cultura da soja. É fundamental que o engenheiro agrônomo e demais profissionais responsáveis pela indicação e aplicação do produto estejam atentos às restrições determinadas pelas legislações estaduais, distritais e municipais vigentes. Antes de recomendar o uso do herbicida, é imprescindível verificar se o produto, a cultura, o alvo e o modo de aplicação estão permitidos pela regulamentação local para garantir a conformidade legal e a segurança ambiental e agrícola.
| Marca comercial | Pacto |
| Titular do registro | Ctva Proteção De Cultivos Ltda - Barueri (Tamboré) |
| Número do registro | 7398 |
| CNPJ | 47.180.625/0001-46 |
| Classificação ambiental | III - Produto Perigoso Ao Meio Ambiente |
| Classificação toxicológica | 5 - Categoria 5 – Produto Improvável De Causar Dano Agudo |
| Modo de ação | Seletivo |
| Técnica de aplicação | Terrestre |
| Compatibilidade | Não Se Conhecem Casos De Incompatibilidade. |
| Inflamável | Não |
| Corrosivo | Não |
| Formulação | Wg - Grânulos Dispersíveis Em Água |
| Observação |




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