
O Harpon WG é um fungicida inovador da Gowan Brasil, formulado com os ativos Cimoxanil e Zoxamida, projetado para controlar uma variedade de doenças fúngicas em diversas culturas. Neste guia, exploraremos a composição, modos de aplicação, doses recomendadas e precauções necessárias ao utilizar este produto, visando garantir a segurança do usuário e eficácia na proteção das lavouras.
Identificação do Produto
O produto em questão é o Harpon WG, um fungicida da marca Gowan Brasil. Sua formulação consiste em grânulos dispersíveis em água (WG), que contém como ingredientes ativos as substâncias Cimoxanil e Zoxamida, cada uma com uma concentração de 331 g/kg (33,1% m/m).
O registro do produto está sob o número 903, tendo como titular Gowan Produtos Agrícolas Ltda., cuja sede está localizada em Campinas, São Paulo. O CNPJ da empresa é 67.148.692/0001-90.
O modo de ação do Harpon WG é caracterizado como contato, o que o torna eficaz no controle de diversas doenças fúngicas em culturas agrícolas, sendo utilizado amplamente em lavouras de batata, tomate, uva, cebola, alho, pepino, abóbora, abobrinha, pimentão, berinjela, jiló e pimenta.
A classificação toxicológica do produto é Categoria 4, indicando que é pouco tóxico, enquanto sua classificação ambiental é Classe II, o que significa que é considerado muito perigoso ao meio ambiente.
Composição
O produto Harpon WG é composto por dois princípios ativos principais: Zoxamida e Cimoxanil. A concentração de cada um deles é de 331 g/kg, representando 33,1% m/m na formulação.
Ingredientes Ativos
Zoxamida
- Nome em português: Zoxamida
- CAS Number: 156052-68-5
- Grupo químico: Benzamida
- Fórmula bruta: C14H16Cl3N2O2
- IUPAC: (R,S)-3,5-Dicloro-N-(3-cloro-1-etil-1-metil-2-oxopropil)-p-toluamida
Cimoxanil
- Nome em português: Cimoxanil
- CAS Number: 57966-95-7
- Grupo químico: Acetamida
- Fórmula bruta: C7H10N4O3
- IUPAC: 1-(2-ciano-2-metóxiiminoacetil)-3-etiluréia
Além destes ativos, a composição do produto inclui outros ingredientes, totalizando 338 g/kg (33,8% m/m). A formulação do Harpon WG é na forma de grânulos dispersíveis em água (WG), o que facilita a aplicação em culturas agrícolas.

Grupo Químico e Tipo de Formulação
O produto Harpon WG é classificado dentro do grupo químico das Benzamidas, com seu ingrediente ativo Zoxamida, e das Acetamidas, onde se encontra a Cimoxanil. Essa combinação proporciona uma ação eficaz no controle de doenças fúngicas em diversas culturas.
A formulação do produto é apresentada na forma de grânulos dispersíveis em água (WG), o que facilita a aplicação em campo, permitindo que o produto seja facilmente misturado e utilizado nas práticas agrícolas. Com essa formulação, o Harpon WG pode ser utilizado de forma eficiente em várias técnicas de aplicação, garantindo uma cobertura uniforme nas plantas tratadas.
Essa combinação de grupos químicos e a forma de formulação contribuem significativamente para a eficácia do Harpon WG no manejo de doenças, oferecendo uma alternativa eficaz e segura para o agricultor.
Registro e Titular do Produto
O produto HARPON WG, um fungicida da empresa Gowan Produtos Agrícolas Ltda., está registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sob o número de registro 00903. A empresa Gowan Produtos Agrícolas Ltda. possui sua sede localizada na Avenida Mackenzie, 1835, salas 51 a 62, Vila Brandina, Campinas/SP. O CNPJ registrado da empresa é 67.148.692/0001-90, que a identifica formalmente no âmbito comercial e fiscal.
Este registro é essencial para assegurar que o produto atenda a todas as normas de segurança e eficácia estabelecidas pelas autoridades competentes, garantindo assim a proteção tanto do meio ambiente quanto da saúde dos usuários. O registro no MAPA também confere ao produto a legitimidade necessária para a sua comercialização e uso nas culturas agrícolas em que é indicado.
Instruções de Uso do Produto - Culturas
O produto Harpon WG é um fungicida indicado para o controle de doenças em diversas culturas, apresentando alta eficácia quando aplicado corretamente. As principais culturas recomendadas incluem batata, tomate, uva, cebola, alho, pepino, abóbora, abobrinha, pimentão, berinjela, jiló, e pimenta.

Doses e Tipos de Doenças Controladas
Batata
- Doença: Requeima (Phytophthora infestans)
- Dose: 300 a 400 g/ha (199 a 265 g i.a./ha)
- Volume de Calda: 650 L/ha
- Intervalo de Segurança: 7 dias
Tomate
- Doença: Requeima (Phytophthora infestans)
- Dose: 300 a 400 g/ha (199 a 265 g i.a./ha)
- Volume de Calda: 650 L/ha
- Intervalo de Segurança: 7 dias
Uva
- Doença: Míldio (Plasmopara viticola)
- Dose: 30 a 35 g/100 L de água (19,9 a 23,2 g i.a./100 L de água)
- Volume de Calda: 1.000 L/ha
- Intervalo de Segurança: 7 dias
Cebola
- Doença: Míldio (Peronospora destructor)
- Dose: 300 a 400 g/ha (199 a 265 g i.a./ha)
- Volume de Calda: 650 L/ha
- Intervalo de Segurança: 14 dias
Alho
- Doença: Míldio (Peronospora destructor)
- Dose: 300 a 400 g/ha (199 a 265 g i.a./ha)
- Volume de Calda: 650 L/ha
- Intervalo de Segurança: 14 dias
Pepino

Recomendações de Aplicação
A aplicação deve ser iniciada assim que as condições climáticas se tornarem favoráveis ao desenvolvimento das doenças, ou logo no aparecimento dos primeiros sintomas. Para melhores resultados, recomenda-se a re-aplicação com intervalos de 7 dias, utilizando as doses mais altas sob condições de alta pressão da doença. As aplicações devem sempre ser preventivas, assegurando o máximo controle das enfermidades nas culturas.
É fundamental que se atenda ao intervalo de segurança recomendado após a aplicação para garantir a segurança alimentar e a saúde do operador.
Doenças Controladas
O produto Harpon WG é um fungicida indicado para o controle de diversas doenças em diferentes culturas. Abaixo estão as principais doenças que o produto tem eficácia comprovada:
Batata
- Doença: Requeima
- Patógeno: Phytophthora infestans
Tomate
- Doença: Requeima
- Patógeno: Phytophthora infestans
Uva
- Doença: Míldio
- Patógeno: Plasmopara viticola
Cebola
- Doença: Míldio
- Patógeno: Peronospora destructor
Alho
- Doença: Míldio
- Patógeno: Peronospora destructor
Pepino
- Doença: Míldio
- Patógeno: Pseudoperonospora cubensis
Abóbora
- Doença: Míldio
- Patógeno: Pseudoperonospora cubensis
Abobrinha
- Doença: Míldio
- Patógeno: Pseudoperonospora cubensis
Pimenta
- Doença: Requeima
- Patógeno: Phytophthora capsici
Berinjela
- Doença: Requeima e Tombamento
- Patógeno: Phytophthora capsici
Jiló
- Doença: Requeima e Tombamento
- Patógeno: Phytophthora capsici
Melancia
- Doença: Míldio
- Patógeno: Pseudoperonospora cubensis
Melão
- Doença: Míldio
- Patógeno: Pseudoperonospora cubensis
Mostarda
- Doença: Míldio
- Patógeno: Peronospora parasitica
Repolho
- Doença: Míldio
- Patógeno: Peronospora parasitica
Rúcula
- Doença: Míldio
- Patógeno: Peronospora parasitica
Chicória
- Doença: Míldio
- Patógeno: Peronospora parasitica
Couve
- Doença: Míldio
- Patógeno: Peronospora parasitica
Couve-de-bruxelas
- Doença: Míldio
- Patógeno: Peronospora parasitica
Couve-flor
- Doença: Míldio
- Patógeno: Peronospora parasitica

Espinafre
- Doença: Míldio
- Patógeno: Peronospora effusa
Estévia
- Doença: Míldio
- Patógeno: Bremia lactucae
Almeirão
- Doença: Míldio
- Patógeno: Bremia lactucae
Essas informações destacam a eficácia do Harpon WG no manejo de doenças fúngicas, contribuindo para a proteção das culturas afetadas e a manutenção da produtividade agrícola.
Doses e Volume de Calda
As doses recomendadas para a aplicação do fungicida Harpon WG variam conforme a cultura e as doenças que se pretende controlar. Para cada cultura, é indicado um intervalo de aplicação, que deve ser seguido rigorosamente para garantir a eficácia do produto e a segurança das plantas.
Batata: Para o controle de requeima (Phytophthora infestans), a dose recomendada é de 300 a 400 g/ha, com um volume de calda de 650 L/ha e um intervalo de segurança de 7 dias. As aplicações devem ser preventivas.
Tomate: A dose para controle de requeima (Phytophthora infestans) deve ser de 300 a 400 g/ha, com um volume de 650 L/ha. O intervalo de segurança entre as aplicações deve ser de 7 dias.
Uva: Para o controle de míldio (Plasmopara viticola), recomenda-se uma dose de 30 a 35 g/100 L de água, utilizando um volume total de 1.000 L/ha, com um intervalo de segurança de 7 dias.
Cebola: A dose indicada para o controle de míldio (Peronospora destructor) é de 300 a 400 g/ha, aplicando 650 L/ha e com um intervalo de segurança de 14 dias.
Alho: O mesmo controle de míldio (Peronospora destructor) requer uma aplicação de 300 a 400 g/ha, com volume de calda de 650 L/ha e intervalo de 14 dias.
Essas informações são fundamentais no manejo adequado do fungicida, garantindo o controle eficaz das principais doenças que afetam as culturas mencionadas. É importante ressaltar a necessidade de se realizar as aplicações de forma preventiva, para evitar o desenvolvimento das doenças.

Modo de Aplicação - Aplicação Terrestre
O modo de aplicação do fungicida Harpon WG é realizado através de técnicas terrestres, podendo ser feita por meio de diversos equipamentos. As opções incluem pulverizadores costais manuais ou motorizados e tratores equipados com barras, turbo-atomizadores ou mangueiras. O objetivo principal é garantir uma cobertura completa e uniforme das partes aéreas das plantas.
Equipamento Costal
Para a aplicação com o equipamento costal, recomenda-se uma calibragem individual, visto que a dosagem a ser aplicada depende muito do operador. É aconselhável que o operador mantenha uma velocidade de movimento adequada, geralmente em torno de 1m/segundo.
Tratorizado
Quando se utiliza pulverizadores de barra acoplados a tratores, é importante observar os seguintes parâmetros:
- Velocidade do trator: Entre 6 a 8 km/h.
- Pressão do manômetro: Deve ser mantida entre 150 a 250 lb/pol².
- Tipo de bico: São recomendados bicos cônicos, podendo ser cheios ou vazios (séries D ou X).
- Volume de aplicação: O volume ideal de calda deve ser de 650 L/ha para as culturas indicadas.
Considerações Climáticas
As aplicações devem ser realizadas em condições climáticas favoráveis, evitando ventos superiores a 6 km/h para prevenir a deriva do produto. É fundamental que a barra de pulverização seja posicionada aproximadamente 20 cm acima da planta para otimizar a eficácia da aplicação.
Conclusão
Em suma, a aplicação terrestre do Harpon WG é uma prática estratégica que requer atenção aos detalhes para garantir a eficácia do controle de doenças nas culturas. Seguir as diretrizes sobre o tipo de equipamento, pressão, velocidade e condições climáticas é essencial para o sucesso do tratamento.

Modo de Aplicação - Intervalo de Segurança
O intervalo de segurança é um aspecto crucial na utilização do fungicida HARPON WG, pois refere-se ao período mínimo que deve ser respeitado entre a última aplicação do produto e a colheita da cultura tratada. Este intervalo garante que os resíduos do produto estejam dentro dos limites aceitáveis, assegurando a segurança do consumidor e a proteção do meio ambiente.
Para as culturas como batata, berinjela, jiló, melão, melancia, pepino, pimenta, pimentão, tomate e uva, o intervalo de segurança estabelecido é de 7 dias. Já para culturas de cebola e alho, o intervalo é de 14 dias. Para outras hortaliças como acelga, agrião, alface, almeirão, brócolis, chicória, couve, couve-chinesa, couve-de-bruxelas, couve-flor, espinafre, estêvia, mostarda, repolho e rúcula, o intervalo de segurança é de 3 dias.
Estas recomendações devem ser rigorosamente seguidas para garantir a eficácia do tratamento e a segurança alimentar, evitando a presença de resíduos de substâncias químicas nas culturas e respeitando as normas regulamentares vigentes.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana
O produto Harpon WG é classificado como um fungicida de contato e sistêmico local, pertencente à categoria 4 de toxicidade, o que o classifica como um produto pouco tóxico. Antes de utilizar o produto, é essencial que o usuário leia atentamente as instruções contidas no rótulo e na bula, bem como mantenha esses documentos em seu poder.
As precauções gerais para o manuseio do Harpon WG incluem que o produto deve ser manipulado exclusivamente por trabalhadores capacitados. É imperativo que durante o manuseio e a aplicação não se coma, beba ou fume. Além disso, a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é obrigatória. Os EPIs recomendados são: macacão, botas, avental, máscara com filtro, óculos de proteção, touca árabe e luvas.
Caso ocorra qualquer contato acidental com o produto, é imprescindível seguir algumas orientações de primeiros socorros conforme a via de exposição. No caso de ingestão, não se deve induzir o vômito, e a pessoa deve receber a devida assistência médica. Para exposição ocular, recomenda-se lavar os olhos com água corrente durante pelo menos 15 minutos. Já para a exposição dérmica, deve-se remover roupas contaminadas e lavar a pele com abundante água e sabão. Em situações de inalação, a pessoa deve ser levada para um local arejado.
Por último, casos de intoxicação devem ser reportados a um serviço médico de emergência, e é aconselhável que o individuo leve a embalagem, rótulo e bula do produto para que os profissionais possam ter informações detalhadas sobre o agente envolvido.
Essas diretrizes garantem não apenas a segurança dos usuários, mas também a conformidade com as normas que visam proteger a saúde humana durante o uso agrícola do Harpon WG.

Informações sobre Equipamentos de Proteção Individual
Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são essenciais para garantir a segurança dos trabalhadores durante a manipulação e aplicação de produtos químicos, especialmente em atividades relacionadas ao uso de agrotóxicos, como o fungicida Harpon WG.
É fundamental que os EPIs sejam utilizados corretamente, a fim de minimizar a exposição aos produtos tóxicos e prevenir acidentes. Abaixo estão listados os principais equipamentos recomendados:
Macacão de algodão: Deve ter tratamento hidrorrepelente com mangas compridas, devendo ser utilizado de forma que as mangas passem por cima do punho das luvas.
Luvas de nitrila: São necessárias para proteger as mãos e evitar o contato direto com o produto.
Botas de borracha: Proporcionam proteção para os pés e devem ser usadas sempre que o produto estiver sendo aplicado.
Avental impermeável: Adicional de proteção, deve ser utilizado sobre o macacão.
Máscara com filtro combinado: É recomendada para evitar a inalação de vapores e partículas do produto.
Óculos de proteção: Devem ser usados para prevenir irritações oculares e proteger os olhos de respingos.
Touca árabe: Ajuda a proteger a cabeça e o cabelo de contaminações.
Recomenda-se que todos os trabalhadores utilizem os EPIs na seguinte ordem durante a preparação e aplicação do produto: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara. Após a aplicação, os EPIs devem ser retirados de maneira que se evitem contaminações, começando pela touca e terminando pela máscara.
Fazer uso adequado dos EPIs não só protege o operador como também garante a eficácia da operação, pois minimiza o risco de acidentes e exposições indesejadas ao produto químico, contribuindo assim para um ambiente de trabalho mais seguro e eficiente.

Limitações de Uso - Fitotoxicidade
O produto HARPON WG não apresenta fitotoxicidade às culturas indicadas quando utilizado de acordo com as instruções de uso recomendadas na bula. É fundamental observar que o uso deve ser restrito às indicações do rótulo e bula para garantir a saúde das plantas tratadas.
Os agricultores devem evitar a aplicação do produto na presença de ventos fortes, pois isso pode causar deriva da calda aplicada. A deriva pode alcançar plantas e culturas adjacentes, causando danos indesejados. Quando utilizado nas doses recomendadas, HARPON WG não causará prejuízos às culturas indicadas.
Além disso, deve-se ter atenção em relação aos limites máximos e tolerâncias de resíduos para as culturas tratadas, que podem não ter sido estabelecidos em nível internacional, podendo também divergir nos valores com relação a outros países em comparação ao Brasil. Para culturas destinadas à exportação, é recomendado verificar essas informações antes da aplicação do produto.
Informações sobre Manejo Integrado de Doenças
O manejo integrado de doenças (MID) é uma abordagem que visa controlar os patógenos de maneira eficaz e sustentável, utilizando uma combinação de métodos e práticas. Este conceito envolve não apenas a aplicação de fungicidas, mas também a incorporação de estratégias complementares que favorecem a saúde das culturas e minimizam o risco de resistência de patógenos aos produtos químicos utilizados.

Práticas Recomendada
A implementação de um manejo integrado de doenças inclui as seguintes ações:
Uso de Sementes Sadias: A seleção de sementes livres de patógenos é fundamental para evitar a introdução de doenças nas plantações.
Cultivares Resistentes: Quando disponíveis, deve-se optar por variedades de plantas que apresentam resistência genética a determinadas doenças.
Rotação de Culturas: Essa prática tem como objetivo interromper o ciclo de vida dos patógenos, evitando que se proliferem continuamente no mesmo solo.
Época Adequada de Semeadura: Escolher a época certa para plantar pode ajudar a evitar épocas de alta incidência de doenças, que geralmente se relacionam a condições climáticas favoráveis.
Adubação Equilibrada: A nutrição adequada das plantas fortalece seu sistema imunológico natural, tornando-as mais capazes de resistir a infecções.
Uso de Fungicidas: A aplicação de fungicidas deve ser feita em conformidade com as recomendações, e é crucial que essas aplicações sejam preventivas, atuando antes do aparecimento dos sintomas. Isso ajuda a controlar as populações de patógenos antes que possam causar danos significativos.
Manejo da Irrigação: A irrigação deve ser gerenciada de forma a evitar o excesso de umidade, que pode favorecer o surgimento de doenças fúngicas.
A adopção dessas práticas, aliadas ao uso de produtos fitossanitários de maneira consciente, garante não apenas a produtividade das culturas, mas também a proteção ao meio ambiente e à saúde do consumidor.

Intoxicações por Zoxamida/Cimoxanil - Sintomas e Sinais Clínicos
As intoxicações por Zoxamida e Cimoxanil, compostos presentes no fungicida Harpon WG, podem levar a uma série de sintomas que merecem atenção. A classificação toxicológica indica que ambos os produtos são considerados pouco tóxicos, mas é crucial estar ciente das reações que podem ocorrer após a exposição.
Os sinais e sintomas clínicos associados à exposição a Cimoxanil incluem, mas não se limitam a:
- Exposição dérmica: Pode causar irritação leve na pele, mas não é sensibilizante.
- Exposição ocular: Também pode resultar em uma leve irritação.
- Exposição inalatória: A inalação do produto pode levar a irritação leve das vias respiratórias.
- Exposição oral: Os indivíduos podem experimentar náuseas, vômitos, cólicas e efeitos sistêmicos mais marcantes.
Além disso, a exposição sistêmica ao produto pode causar uma gama de sintomas mais graves, tais como:
- Cefaleia (dor de cabeça): Uma das queixas mais comuns.
- Nervosismo e visão borrada, que podem indicar reações adversas mais severas.
- Fraqueza, miose (contração da pupila), e uma série de dificuldades, como náuseas e vômitos.
- Cianose e papiledema, que são sinais de comprometimento respiratório e aumento da pressão intracraniana, respectivamente.
Casos de intoxicação severa podem levar a complicações mais graves, como convulsões, coma, arreflexia e arritmias cardíacas. É importante que, em casos de intoxicação ou inicial de qualquer sintoma indicado, a pessoa afetada procure imediatamente atendimento médico de emergência, levando a embalagem ou rótulo do produto para auxiliar no diagnóstico e tratamento adequados.
Intoxicações por Zoxamida/Cimoxanil - Primeiro Socorros
Em caso de intoxicação por Zoxamida ou Cimoxanil, é fundamental agir rapidamente e seguir as orientações adequadas para garantir a segurança e a saúde da pessoa afetada. Abaixo estão os procedimentos recomendados:
1. Inalação
Se a pessoa tiver inalado o produto, remova-a para um local arejado e mantenha-a em repouso. Essa medida visa facilitar a recuperação e minimizar os efeitos da exposição ao produto.

2. Ingestão
Caso a pessoa tenha ingerido o produto, não provoque vômito a menos que haja indicação médica. Deve-se lavar a boca da pessoa com água e procurar socorro médico imediatamente para uma avaliação adequada.
3. Contato com a Pele
Se houver contato com a pele, retire todas as roupas contaminadas e lave a pele afetada com água e sabão em abundância. Este procedimento é importante para remover o produto e evitar irritações cutâneas adicionais.
4. Contato com os Olhos
Em caso de contato com os olhos, enxágue-os com água corrente abundante por pelo menos 15 minutos. É essencial evitar que a água contaminada entre no outro olho e, se a irritação persistir, procurar ajuda médica.
5. Medidas de Controle
Os prestadores de primeiros socorros devem observar sinais vitais como frequência respiratória, cardíaca e estado de consciência do paciente. Garantir que as vias aéreas estejam desobstruídas e fornecer oxigênio conforme necessário são passos cruciais, especialmente em casos de intoxicação severa onde pode ser necessária ventilação assistida.
Seguir essas orientações é vital para garantir o tratamento adequado em situações de emergência provocadas pela intoxicação com Zoxamida ou Cimoxanil.
Intoxicações por Zoxamida/Cimoxanil - Tratamento
Em casos de intoxicação por Zoxamida ou Cimoxanil, é fundamental adotar medidas de tratamento que visem estabilizar o paciente e garantir a manutenção das funções vitais. O tratamento deve ser orientado conforme os sinais clínicos apresentados.
Medidas Gerais
As medidas gerais incluem a avaliação dos sinais vitais do paciente, como pressão sanguínea, frequência cardíaca, frequência respiratória e temperatura corporal. A estabilidade do paciente deve ser prioridade, com atenção especial a possíveis paradas cardiorrespiratórias, hipotensão e arritmias cardíacas.
Proteção das Vias Aéreas
Garantir uma via aérea patente é essencial. Caso necessário, a sucção de secreções orais pode ser realizada, e a administração de oxigênio deve ser feita para assegurar a adequada oxigenação.

Medidas de Descontaminação
No caso de exposição oral, a indução do vômito não é recomendada. É aconselhável lavar a boca com água em abundância e, se o vômito ocorrer espontaneamente, manter a cabeça do paciente em posição lateral ou abaixo do nível dos quadris. Lavagens gástricas devem ser evitadas devido ao risco potencial de aspiração.
Se a exposição for dérmica, é necessário retirar imediatamente as roupas contaminadas e proceder com a descontaminação cuidadosa da pele, utilizando água em abundância. Para a exposição ocular, os olhos devem ser lavados com grande quantidade de água ou soro fisiológico por, pelo menos, 15 minutos.
Exposição Inalatória
Se o produto for inalado, é crucial remover a pessoa da área afetada para um local ventilado. Problemas respiratórios ou perda de consciência devem ser monitorados, e a administração de oxigênio pode ser necessária.
Antídoto
Atualmente, não existe antídoto específico conhecido para intoxicações por Zoxamida ou Cimoxanil. Portanto, o tratamento deve ser sintomático e de suporte, de acordo com o quadro clínico do paciente.
É importante sempre buscar atenção médica imediata em situações de intoxicação e seguir as orientações específicas de profissionais de saúde devidamente capacitados.

Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente
O produto Harpon WG, registrado pela Gowan Produtos Agrícolas Ltda., possui classificações ambientais que demandam atenção especial. É classificado como muito perigoso ao meio ambiente (Classe II), apresentando altas chances de contaminação ambiental. Essa mesma classificação implica que o produto é altamente móvel, o que significa que ele pode se deslocar facilmente no solo e, assim, atingir águas subterrâneas.
O Harpon WG é altamente tóxico para organismos aquáticos, como as algas, o que reforça a necessidade de cautela durante o seu manuseio e aplicação. Para prevenir contaminações, várias medidas são recomendadas. É crucial evitar o uso do produto quando há ventos fortes ou intensas chuvas, pois isso pode aumentar a chance de deriva e contaminação de corpos d'água.
Adicionalmente, recomenda-se que embalagens e restos do produto sejam eliminados adequadamente, uma vez que sua destinação inadequada pode causar sérios danos ao solo, à água e ao ar, afetando a fauna, a flora e a saúde humana. Dessa forma, é essencial seguir as orientações de manuseio descritas na bula para assegurar que os impactos ambientais sejam minimizados e que a segurança ambiental seja mantida.

Instruções de Armazenamento do Produto
Para garantir a conservação eficiente e a segurança do fungicida Harpon WG, é importante seguir as instruções de armazenamento adequadas. O produto deve ser mantido em sua embalagem original e sempre fechada. O local de armazenamento deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações e outros materiais.
A construção do espaço deve ser de alvenaria ou de material não combustível, e o local deve ser ventilado, coberto e ter um piso impermeável. É recomendado colocar uma placa de advertência com os dizeres: "CUIDADO, VENENO". Além disso, o local deve ser trancado para evitar o acesso de pessoas não autorizadas, especialmente crianças.
Em caso de armazéns, recomenda-se seguir as instruções da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), além de observar as disposições constantes da legislação estadual e municipal. É crucial garantir essas condições para prevenir acidentes e manter a integridade do produto.

Instruções em Caso de Acidentes
Em caso de acidente com o produto HARPON WG, é fundamental seguir as instruções adequadas para garantir a segurança da pessoa envolvida e minimizar os riscos de contaminação.
Isolamento e Sinalização: Isolar a área onde ocorreu o acidente e sinalizar adequadamente, informando que se trata de uma área contaminada.
Contato com as Autoridades: Contatar as autoridades locais competentes e a empresa responsável, Gowan Produtos Agrícolas Ltda., através dos números fornecidos na embalagem.
Prevenção de Contaminação: O prestador de primeiros socorros deve tomar cuidado redobrado, utilizando Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas, botas e avental impermeáveis, para evitar a contaminação.
Medidas de Detoxicação:
- Exposição Oral: Se o produto foi ingerido, não se deve provocar vômito a menos que indicado por um profissional de saúde. Lave a boca da pessoa com água em abundância. Em caso de vômito espontâneo, mantenha a pessoa deitada de lado para evitar aspiração do conteúdo gástrico.
- Exposição Ocular: Lave os olhos atingidos com uma quantidade abundante de água ou solução salina por pelo menos 15 minutos. Se a irritação, dor ou desconforto persistirem, procure ajuda médica imediatamente.
- Exposição Dérmica: Caso ocorra contato com a pele, remova todas as roupas contaminadas e lave a área afetada com água e sabão por pelo menos 15 minutos. Se persistirem irritação ou dor, procure um médico.
- Inalação: Se a pessoa respirar o produto, imediatamente leve-a para um local arejado. Verifique se a pessoa apresenta dificuldades respiratórias ou se está consciente.
Monitoramento: É importante monitorar os sinais vitais da vítima, como pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória, além do estado de consciência. Manter a via aérea desobstruída e providenciar oxigênio se necessário.
Encaminhamento para atendimento médico: Em todos os casos de acidente, é essencial procurar atendimento médico de emergência e levar a embalagem, o rótulo e a bula do produto, para que o profissional possa ter informações completas sobre a substância envolvida.
Seguir estas diretrizes pode ajudar a minimizar os efeitos do acidente e garantir a segurança de todos os envolvidos.

Transporte de Agrotóxicos, Componentes e Afins
O transporte de agrotóxicos, componentes e materiais relacionados deve seguir rigorosamente as regras e procedimentos estabelecidos pela legislação específica. As normas determinam que esses produtos não podem ser transportados em conjunto com pessoas, alimentos, rações, medicamentos e demais materiais. É fundamental assegurar o cumprimento dessas diretrizes a fim de evitar contaminações e acidentes.
Durante o transporte, as embalagens de agrotóxicos devem ser mantidas em condições adequadas para garantir sua integridade e prevenir vazamentos. As embalagens não podem ser abertas durante o transporte e devem ser identificadas corretamente. Também é indispensável que as embalagens sejam adequadamente aterradas e mantidas em locais separados de outros produtos, como alimentos e suprimentos alimentares.
Além disso, os transportadores devem estar cientes dos riscos associados e utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados para manuseio e transporte de materiais químicos, assegurando uma maior proteção para a saúde e segurança do responsável pelo transporte.
Caso ocorra qualquer incidente durante o transporte, como o derramamento do produto, é necessário seguir as orientações de segurança e contatar as autoridades competentes para obter assistência imediata. A correta destinação e descarte das embalagens vazias também são essenciais para prevenir a contaminação ambiental, devendo seguir as orientações locais e regulatórias pertinentes.

Restrições Estabelecidas por Órgão Competente
As restrições relacionadas ao uso do produto Harpon WG são essenciais para garantir a segurança e a eficácia na aplicação dos fungicidas. É fundamental que os usuários respeitem as diretrizes estabelecidas pelos órgãos reguladores competentes para evitar contaminações e garantir a saúde pública e ambiental.
Todas as aplicações do produto devem ser realizadas de acordo com as recomendações contidas no rótulo e na bula, que fornecem orientações sobre as doses adequadas e as culturas permitidas. Além disso, é imperativo que o usuário esteja ciente de que qualquer desvio dessas orientações, como o uso em culturas não indicadas, pode resultar em restrições adicionais e até em penalidades.
O produto não deve ser utilizado em áreas onde há a possibilidade de contaminação de fontes de água ou de alimentos, nem em ambientes onde a presença de animais e pessoas não autorizadas possa ocorrer durante a aplicação. A conformidade com a legislação estadual e municipal também é crucial, e a não observância das recomendações podem levar a danos às culturas vizinhas e ao meio ambiente.
Por fim, os usuários devem manter registros de uso e estar prontos para apresentar estes documentos quando solicitados pelas autoridades competentes, garantindo assim a transparência e a responsabilidade no manejo dos produtos químicos agrícolas.
| Marca comercial | Harpon Wg |
| Titular do registro | Gowan Produtos Agrícolas Ltda. - Matriz Campinas/Sp |
| Número do registro | 903 |
| CNPJ | 67.148.692/0001-90 |
| Classificação ambiental | II - Produto Muito Perigoso Ao Meio Ambiente |
| Classificação toxicológica | 4 - Categoria 4 – Produto Pouco Tóxico |
| Modo de ação | Contato |
| Técnica de aplicação | Terrestre |
| Compatibilidade | Não Se Conhecem Casos De Incompatibilidade. |
| Inflamável | Não |
| Corrosivo | Não |
| Formulação | Wg - Grânulos Dispersíveis Em Água |
| Observação | Pt - Cymoxanil Técnico Br Registro Nº 10707; Cymoxanil Técnico Oxon Registro Nº 07704 |



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