
O Basagran® 600 é um herbicida pós-emergente amplamente utilizado no controle de plantas daninhas em diversas culturas agrícolas como soja, milho, arroz e feijão. Com seu ingrediente ativo bentazona, este produto proporciona uma solução eficaz e seletiva para proteger o desenvolvimento das lavouras. Neste post, apresentamos uma visão completa sobre as características, indicações de uso, precauções e instruções para garantir a segurança e eficiência no manejo do Basagran® 600, assegurando um cultivo saudável e sustentável.
Identificação do Produto
O produto comercial denominado Basagran® 600 é um herbicida utilizado para o controle pós-emergente de plantas daninhas em diversas culturas agrícolas. Ele é registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sob o número 0594. O titular do registro é a empresa BASF S.A., sediada em São Paulo, com endereço na Av. das Nações Unidas, 14.171 - 10º ao 12º e 14º ao 17º andar, no Condomínio Rochaverá Corporate Towers, Torre C - Crystal Tower, Vila Gertrudes, CEP 04794-000, São Paulo/SP, inscrita no CNPJ sob o número 48.539.407/0001-18. A empresa disponibiliza também os telefones para emergência: 0800 011 2273, (12) 3128-1103 e (12) 3128-1357, além do SAC no número 0800 019 2500.
Basagran® 600 é classificado como um herbicida seletivo de ação não sistêmica, pertencente ao Grupo Químico C3, que é o grupo dos inibidores da fotossíntese no fotossistema II. Sua formulação é um concentrado solúvel (SL), o que facilita sua diluição para aplicação. O ingrediente ativo principal é a bentazona, presente na concentração de 600 g/L. O produto possui uma classificação toxicológica na categoria 4, o que indica ser pouco tóxico, e uma classificação ambiental na classe III, evidenciando ser perigoso ao meio ambiente. Ele não é inflamável nem corrosivo.
A compatibilidade do Basagran® 600 com outros produtos aponta que não se conhecem casos de incompatibilidade, facilitando seu uso em conjunto com outros insumos agrícolas. A aplicação pode ser realizada por métodos terrestres ou aéreos, utilizando equipamentos apropriados para garantir a eficácia e segurança do tratamento. A empresa responsável pelo produto reforça a obrigatoriedade do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) durante o manuseio e aplicação, bem como a necessidade da devolução das embalagens vazias para minimizar riscos ambientais e à saúde.

Composição
O produto Basagran® 600 é formulado com o ingrediente ativo Bentazona, presente na concentração de 600 g/L, o que corresponde a 60,0% m/v. A Bentazona, cujo nome químico é 3-isopropyl-1H-2,1,3-benzothiadiazin-4(3H)-one-2,2-dioxide, pertence ao grupo químico das benzotiadiazinonas. Além do ingrediente ativo, o produto contém outros ingredientes que totalizam 630 g/L (63,0% m/v).
A formulação do Basagran® 600 é do tipo Concentrado Solúvel (SL), caracterizando-se pela sua solubilidade em água, o que facilita o preparo da calda para aplicação.
Grupo Químico e Tipo de Formulação
O produto Basagran® 600 é classificado no grupo químico das Benzotiadiazinonas, com o ingrediente ativo Bentazona. A Bentazona é quimicamente conhecida como 3-isopropyl-1H-2,1,3-benzothiadiazin-4(3H)-one 2,2-dioxide e pertence ao Grupo C3 segundo a classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas). O Basagran® 600 é um herbicida seletivo de ação não sistêmica.
Quanto ao tipo de formulação, Basagran® 600 é apresentado como Concentrado Solúvel (SL), ou seja, um produto que se dissolve completamente em água para preparo da calda e aplicação.

Registro e Titular do Produto
O produto Basagran® 600 está registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sob o número 0594. O titular do registro é a empresa BASF S.A., que possui endereço na Avenida das Nações Unidas, 14.171 - 10º ao 12º e 14º ao 17º andar, no Condomínio Rochaverá Corporate Towers – Torre C – Crystal Tower, localizado na Vila Gertrudes, em São Paulo/SP, CEP 04794-000. O CNPJ da BASF S.A. é 48.539.407/0001-18, e os contatos telefônicos são (11) 2039-2273 e fax (11) 2039-2285. O estabelecimento também é registrado na CDA/SAA-SP sob o número 044.
O produto formulado é importado pela BASF S.A., que também atua como formadora e fabricante técnica, junto a outros estabelecimentos credenciados. Os produtos técnicos de Bentazon que constituem a base do Basagran® 600 são fabricados pela BASF SE, sediada na Carl-Bosch Strasse, 38, em Ludwigshafen, Alemanha, possui o registro MAPA nº 00808694 para Bentazon Técnico e nº 001294 para Bentazon Técnico BASF.
Além da BASF S.A., existem outros formuladores responsáveis pela fabricação do produto, como a Iharabras S.A. Indústrias Químicas, localizada em Sorocaba/SP, CNPJ 61.142.550/0001-30, com registro na CDA/SAA-SP nº 008, e a Ouro Fino Química S.A., situada em Uberaba/MG, CNPJ 09.100.671/0001-07, registrada no IMA/MG sob nº 8.764.
Para quaisquer emergências relacionadas ao produto, a BASF disponibiliza os telefones 0800 011 2273, (12) 3128-1103 e (12) 3128-1357, além de um serviço de atendimento ao consumidor pelo número 0800 019 2500. É fundamental que o usuário leia atentamente o rótulo, a bula e a receita antes do uso, mantendo esses documentos sempre em seu poder. Além disso, é obrigatório o uso de equipamentos de proteção individual durante o manuseio e a devolução da embalagem vazia.
Culturas, Plantas Daninhas e Dosagens
O Basagran® 600 é um herbicida seletivo indicado para o controle pós-emergente de plantas daninhas nas culturas de arroz, amendoim, feijão, milho, trigo, arroz irrigado, aveia, cevada e soja. Cada litro do produto comercial corresponde a 600 g do ingrediente ativo Bentazona.

5.1. Arroz, Amendoim, Feijão, Milho, Trigo (Pós-emergência)
Para essas culturas, o Basagran® 600 atua no controle das seguintes plantas daninhas, em estádios específicos, com as doses indicadas:
- Carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum): 2 a 6 folhas; dose de 1,2 L por hectare; volume de calda terrestre entre 150 a 250 L/ha e aérea entre 30 a 50 L/ha; máximo de 1 aplicação.
- Também controlam-se outras plantas daninhas como picão-preto (Bidens pilosa), mostarda (Brassica rapa), corda-de-viola (Ipomoea grandifolia e Ipomoea nil), joá-de-capote (Nicandra physalodes), nabiça (Raphanus raphanistrum), guanxuma (Sida cordifolia e Sida rhombifolia), gorga (Spergula arvensis) e carrapichão (Xanthium strumarium).
A aplicação do Basagran® 600 deve respeitar as doses recomendadas e ser realizada no estádio inicial das plantas daninhas para maior eficácia. Para a cultura do feijão, não é recomendado o acréscimo de adjuvante não iônico devido ao risco de fitotoxicidade. Na pulverização terrestre, recomenda-se um volume de calda entre 150 e 250 L/ha, e na aérea de 30 a 50 L/ha.
5.2. Arroz Irrigado (Pós-emergência)
No arroz irrigado, as principais plantas daninhas controladas são:
- Junquinho (Cyperus difformis): até 12 cm de altura; dose entre 1,5 e 2,0 L p.c./ha; duas aplicações permitidas por ciclo.
- Tiriricão (Cyperus esculentus), Junquinho (Cyperus ferax), Tiririca-do-brejo (Cyperus iria), Tiririca (Cyperus lanceolatus): com dose recomendada de 1,6 L p.c./ha para alguns casos.
- **Erva-de-bicho (Polygonum hydropiperoides), Carrapicho rasteiro (Acanthospermum australe), Mentrasto (Ageratum conyzoides), entre outras espécies mencionadas também são controladas.
Na aplicação, é importante retirar a água do cultivo antes da pulverização para expor melhor as folhas das plantas infestantes, retomando a irrigação após 48 horas, se necessário. O volume de calda terrestre é de 150 a 250 L/ha e o de calda aérea de 30 a 50 L/ha. São permitidas até duas aplicações por ciclo do arroz irrigado, com intervalos de 3 a 4 dias. Na primeira aplicação recomenda-se a dose de 0,7 L p.c./ha, na segunda, 0,5 L p.c./ha.

5.3. Aveia e Cevada (Pós-emergência)
No controle em aveia e cevada, o Basagran® 600 é utilizado para o manejo de plantas daninhas como:
- Nabıça (Raphanus raphanistrum): em estádio de 2 a 6 folhas, aplicando 1,2 L p.c./ha em volume de calda terrestre (150–250 L/ha) e aérea (30–50 L/ha).
- Nabo (Raphanus sativus) também pode ser controlado, seguindo recomendações similares.
A aplicação deve ser feita com adição de adjuvante não iônico (1,0 L/ha para terrestre e 0,3 L/ha para aérea), respeitando os estádios indicados e aumentando o volume de calda conforme o desenvolvimento das plantas para melhor cobertura.
5.4. Soja (Pós-emergência)
Para a cultura da soja, o Basagran® 600 controla plantas daninhas como:
- Carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum): 2 a 6 folhas; dose de 1,2 L p.c./ha; volume de calda terrestre entre 150 e 250 L/ha e aérea entre 30 e 50 L/ha; máxima de 1 aplicação.
- Diversas outras espécies, incluindo picão-preto (Bidens pilosa), mostarda (Brassica rapa), corda-de-viola (Ipomoea grandifolia e Ipomoea nil), joá-de-capote (Nicandra physalodes), nabiça (Raphanus raphanistrum), guanxuma (Sida cordifolia e Sida rhombifolia), gorga (Spergula arvensis), carrapichão (Xanthium strumarium), carrapicho rasteiro (Acanthospermum australe), mentrasto (Ageratum conyzoides), trapoeraba (Commelina benghalensis e erecta), entre outras.
Recomenda-se a adição de adjuvante não iônico nas doses indicadas para melhorar o controle e reduzir a evaporação da calda, mantendo atenção às condições de aplicação e estádio das plantas daninhas para evitar fitotoxicidade e garantir a eficácia do tratamento.
Instruções de Uso
Basagran® 600 é um herbicida seletivo à base do ingrediente ativo Bentazona, pertencente ao Grupo C3 do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas). É indicado para controle pós-emergente de plantas daninhas em diversas culturas, incluindo amendoim, arroz, arroz irrigado, aveia, cevada, feijão, milho, soja e trigo.
Este herbicida atua por contato, pertencendo à classe das nitrilas e agindo como inibidor do fluxo de elétrons no fotossistema II, interferindo diretamente na fotossíntese das plantas sensíveis. Sua ação é localizada, sem efeito sistêmico, causando paralisação na elaboração de carboidratos na área foliar tratada, o que leva à morte das plantas daninhas, sendo mais eficaz quando aplicado na fase inicial de desenvolvimento dessas plantas.

Número, Época e Intervalo de Aplicação
O produto deve ser aplicado em pós-emergência das plantas daninhas, observando-se o estádio inicial indicado para cada espécie e cultura, sem ultrapassar os estádios recomendados. Para melhorar o controle, é possível aumentar o volume de calda em estádios mais avançados do cultivo e das plantas daninhas, para garantir melhor cobertura. Evite sobreposições e deriva decorrentes de movimentos não planejados durante a aplicação.
Para as aplicações em cultivos de arroz irrigado, recomenda-se realizar até duas aplicações por ciclo, com intervalo de 3 a 4 dias entre elas. A primeira aplicação deve ser feita com dose de 0,7 L p.c./ha e a segunda com 0,5 L p.c./ha. Antes de aplicar o herbicida no arroz irrigado, a água deve ser retirada para expor as folhas das plantas infestantes, retornando à irrigação após 48 horas, se necessário. Nas demais culturas, é recomendada uma única aplicação por ciclo.
Além disso, para as culturas indicadas, é recomendado aplicar Basagran® 600 com adição de adjuvante não iônico — 1,0 L/ha em aplicações terrestres e 0,3 L/ha em aplicações aéreas —, exceto para a cultura do feijão, onde o acréscimo de adjuvante não iônico não é aconselhado devido ao risco de fitotoxicidade. A adição do adjuvante tende a melhorar o controle de algumas espécies invasoras e a reduzir a taxa de evaporação da calda, porém não permite redução da dose do herbicida.
Modo de Aplicação
Preparo da Calda
Utilize água de boa qualidade, limpa e livre de materiais em suspensão (como terra, argila ou matéria orgânica), pois esses elementos podem diminuir a eficácia do herbicida. O tanque do pulverizador deve estar limpo de resíduos de outros defensivos.
O preparo da calda começa com o preenchimento do tanque até metade de sua capacidade com água. Em seguida, adicionar a dose recomendada de Basagran® 600 e o adjuvante não iônico na proporção indicada para a cultura e alvo. Completar o tanque com água até a capacidade total, mantendo sempre o sistema de agitação e retorno ligados durante todo o preparo e aplicação, para manter a homogeneidade da calda. Recomenda-se preparar apenas a quantidade necessária para aplicação imediata, não deixando a calda pronta no tanque de um dia para outro. Em caso de interrupção da agitação, deve-se agitar vigorosamente a calda antes de reiniciar a aplicação.

Equipamento de Aplicação Terrestre
Pulverizadores de Barra: Devem ser tratorizados de barra ou autopropelidos, com pontas hidráulicas de pulverização. Ajuste o espaçamento e a altura da barra conforme recomendações do fabricante para garantir cobertura adequada e uniforme. O equipamento deve passar por regulagem e manutenção periódicas para assegurar a dose correta.
Equipamentos Costais (manuais ou motorizados): Utilize pulverizadores costais equipados com pontas do tipo leque (jato plano), calibrando para garantir boa cobertura do alvo. Evite sobreposições e deriva por movimentos do operador.
No que se refere à pressão de trabalho, siga as recomendações do fabricante das pontas, pois menores pressões tendem a gerar gotas maiores. Caso seja necessário aumentar o volume de aplicação, prefira utilizar pontas com maior vazão antes de aumentar a pressão. Se o equipamento possuir controle de aplicação, garanta que seus parâmetros estejam de acordo com as recomendações.
A velocidade de operação do equipamento deve ser adequada às condições do terreno, equipamento e cultura. Velocidades mais baixas geralmente proporcionam melhor cobertura e deposição da calda.

Equipamento de Aplicação Aérea
A aplicação aérea do produto é recomendada para todas as culturas indicadas na bula.
Equipamentos: Utilize aeronaves agrícolas equipadas com pontas rotativas ou barras com pontas hidráulicas, ajustando vazão, pressão, ângulo de inclinação e velocidade de voo para garantir uma densidade mínima de 40 gotas/cm² e cobertura uniforme, com gotas de classe média a grossa.
Altura de voo: Deve estar entre 3 e 6 metros acima da cultura, com faixas de aplicação de 15 a 18 metros, de acordo com a aeronave. Evite sobreposição ou falha entre as faixas. Marcadores humanos não são recomendados para demarcação, devido ao risco de exposição.
Aeronaves Remotamente Pilotadas (Drones): A aplicação com drones é permitida para a cultura de arroz, devendo o operador ser profissional habilitado e o equipamento regulamentado. A velocidade de trabalho recomendada é inferior a 5 m/s, a altura entre 2 e 6 metros, e volume mínimo de calda de 10 L/ha, com gotas médias a grossas para minimizar deriva. A aplicação deve respeitar as condições climáticas e as normativas vigentes, com assistência técnica especializada recomendada.
A seleção e o ajuste das pontas de pulverização são essenciais para garantir cobertura adequada e minimizar deriva. Utilize pontas recomendadas pelo fabricante e evite sistemas eletrostáticos.

Condições Meteorológicas para Aplicação
Velocidade do Vento: Recomenda-se aplicar com ventos entre 3 e 10 km/h, conforme o sistema de aplicação. Ventos nulos podem indicar inversão térmica e devem ser evitados. Ventos fortes e rajadas aumentam risco de deriva e contaminação. Deve-se reservar faixa de bordadura adequada para áreas sensíveis na direção do vento.
Temperatura e Umidade: Aplicar em condições ambientais favoráveis, evitando baixa umidade relativa (<60%) e altas temperaturas (>30°C), que podem aumentar a evaporação da calda e diminuir a eficácia do produto. Em regiões com baixa umidade, a aplicação deve ser feita preferencialmente nas primeiras horas da manhã. Evitar aplicações em temperaturas muito baixas e em condições de geada.
Período de Chuvas: Não aplicar se houver previsão de chuva nas duas horas seguintes à aplicação, pois pode comprometer a eficácia.

Limpeza de Tanque e Equipamentos
Após a aplicação, o tanque e os equipamentos devem ser imediatamente esvaziados e submetidos à tríplice lavagem para evitar contaminação residual.
O procedimento é o seguinte:
- Esgotar ao máximo a calda restante.
- Primeira lavagem: encher o tanque com água limpa até pelo menos 50% da capacidade, acionando o sistema de agitação e recirculação por no mínimo 15 minutos, enxaguando as paredes internas. Esgotar a água pelas pontas.
- Segunda lavagem: remover pontas e filtros, limpar separadamente em água e solução de limpeza comercial. Encher tanque novamente com água e solução de limpeza, agitando por pelo menos 15 minutos. Esgotar e reinstalar os componentes limpos. Evitar produtos com hipoclorito de sódio para limpeza.
- Terceira lavagem: repetir a primeira lavagem com água limpa.
Resíduos da lavagem devem ser descartados em área apropriada conforme legislação local. Atenção especial para limpeza de áreas de difícil acesso, como linhas terminais, mangueiras e válvulas.
Todas as condições podem ser ajustadas conforme orientação técnica local e recomendações de manejo integrado.
Este resumo das instruções de uso visa garantir eficácia no controle das plantas daninhas indicadas, segurança operacional e preservação ambiental durante a aplicação do herbicida Basagran® 600.

Intervalo de Segurança e Reentrada
O intervalo de segurança refere-se ao período mínimo entre a última aplicação do produto Basagran® 600 e a colheita das culturas tratadas. Este intervalo é fundamental para garantir que os resíduos do herbicida estejam dentro dos limites seguros para consumo e manipulação. Para as culturas tratadas com Basagran® 600, os intervalos de segurança recomendados são:
- Amendoim: 43 dias
- Arroz: 60 dias
- Aveia: 60 dias
- Cevada: 60 dias
- Feijão: 35 dias
- Milho: 110 dias
- Soja: 90 dias
- Trigo: 60 dias
Em relação ao intervalo de reentrada, recomenda-se que as pessoas não entrem nas áreas tratadas até que a calda aplicada esteja completamente seca, o que geralmente acontece no mínimo 24 horas após a aplicação. Caso seja necessário ingressar na área tratada antes da secagem completa, é obrigatório o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados para a aplicação, garantindo a segurança do trabalhador contra exposição ao produto.
É importante seguir rigorosamente essas recomendações para proteger a saúde dos aplicadores, trabalhadores rurais e demais pessoas que possam acessar as áreas tratadas, bem como para assegurar a qualidade e segurança dos produtos cultivados.

Limitações de Uso
Basagran® 600 é indicado para uso em culturas que estejam em estado normal de sanidade e desenvolvimento. É importante não aplicar o produto em plantas que estejam sofrendo efeitos adversos causados por condições climáticas desfavoráveis, ou que tenham sofrido danos por fatores como granizo, ataque de pragas ou doenças, ou que estejam afetadas por fitotoxicidade. Nessas situações, o tratamento com Basagran® 600 não é recomendado.
Além disso, durante períodos de seca, as plantas infestantes tendem a se tornar menos sensíveis a herbicidas, inclusive ao Basagran® 600, não sendo indicado o uso do produto nessas condições para garantir eficiência no controle.
Para obter o melhor controle das plantas daninhas, é fundamental considerar as condições meteorológicas no momento da aplicação. O produto é absorvido pelas folhas em poucas horas, portanto chuvas ocorrendo em até duas horas após a aplicação podem reduzir a eficácia do tratamento.
Outro aspecto importante é a umidade do solo, pois plantas que crescem sob baixa umidade apresentam crescimento aéreo mais lento e raízes mais profundas, acumulando substâncias de reserva que podem conferir resistência temporária à ação do herbicida. Em contraste, plantas em épocas chuvosas são mais sensíveis e podem ser controladas mesmo em estágios mais avançados.
A umidade relativa do ar também interfere no desempenho do produto. Alta umidade favorece a absorção rápida de Basagran® 600, diminuindo os riscos de lavagem pela chuva pouco tempo após a aplicação. Já em condições de baixa umidade, a absorção é mais lenta, e a evaporação da calda pulverizada é acelerada, reduzindo a eficácia do controle. Recomenda-se realizar as aplicações nas primeiras horas da manhã, quando a umidade tende a ser maior, especialmente na cultura do feijão, onde aplicar o produto com as folhas molhadas por orvalho ou neblina pode aumentar o risco de fitotoxicidade, recomendando-se esperar o secamento das folhas antes da aplicação.
Em temperaturas baixas, a eficiência da aplicação tende a diminuir. Durante épocas frias, deve-se utilizar a dose máxima recomendada e incluir o adjuvante oleoso Assist® EC na calda. Tratamentos não devem ser realizados com temperaturas iguais ou inferiores a 10°C, tampouco em condições de nuvens espessas ou falta de luz. Para a cultura do feijão, a aplicação de Basagran® 600 deve ser feita somente após o desenvolvimento do primeiro trifólio e antes do quarto trifólio.
Por fim, cabe lembrar que os limites máximos de resíduos para exportação podem variar conforme o país de destino. Caso existam divergências, recomenda-se consultar o exportador ou o fabricante para monitorar os níveis de resíduos e garantir conformidade às legislações locais, evitando assim problemas futuros na comercialização dos produtos tratados.

Manejo de Resistência de Plantas Daninhas
O uso sucessivo de herbicidas que atuam pelo mesmo mecanismo para o controle de uma mesma planta daninha pode favorecer o aumento da população de plantas resistentes a esse tipo de herbicida, o que resulta na perda de eficácia do produto e prejuízos ao manejo agrícola.
Para evitar ou minimizar problemas relacionados à resistência, recomenda-se adotar uma série de práticas de manejo, entre as quais se destacam:
- A rotação de herbicidas que possuam mecanismos de ação distintos do Grupo C3 para controlar o mesmo alvo, sempre que for adequado.
- A adoção de outras práticas de controle de plantas daninhas que sigam as boas práticas agrícolas.
- A utilização rigorosa das doses e modos de aplicação indicados na bula do produto.
- A consulta a engenheiros agrônomos para o direcionamento das principais estratégias regionais de manejo de resistência, bem como para obter orientação técnica sobre a aplicação correta de herbicidas.
Além disso, é importante informar possíveis casos de resistência em plantas daninhas às instituições responsáveis, tais como a Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD), a Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Essas medidas são fundamentais para garantir a eficiência contínua do herbicida Basagran® 600 e preservar a sustentabilidade do manejo de plantas daninhas nas culturas agrícolas.

Manejo Integrado de Plantas Daninhas
O manejo integrado de plantas daninhas é um procedimento sistemático adotado para minimizar a interferência dessas plantas e otimizar o uso do solo, por meio da combinação de métodos preventivos de controle. Essa integração abrange três principais métodos:
- Controle cultural, que envolve práticas como rotação de culturas, variação de espaçamento e uso de cobertura verde;
- Controle mecânico ou físico, que compreende práticas como a monda, capina manual, roçada, inundação, uso de cobertura não viva e cultivo mecânico;
- Controle químico, que utiliza herbicidas de forma estratégica.
O objetivo dessa combinação de métodos é mitigar o impacto causado pelas plantas daninhas, reduzindo os danos ao ambiente e ao sistema produtivo. Essa abordagem integrada visa um manejo eficiente que leva em consideração tanto a eficácia do controle quanto a preservação do meio ambiente.
Precauções e Segurança no Manuseio
O manuseio do herbicida Basagran® 600 deve ser feito com muita cautela, seguindo rigorosamente as precauções indicadas para garantir a segurança do aplicador e das pessoas ao redor, bem como preservar o meio ambiente.
Precauções Gerais
O produto é destinado exclusivamente para uso agrícola e deve ser manipulado apenas por trabalhadores capacitados. Durante o manuseio, é fundamental não comer, beber ou fumar. O transporte do produto deve ser feito separadamente de alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas. É imprescindível utilizar os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados e evitar o uso de equipamentos com vazamentos ou defeitos. Nunca desentupa bicos, orifícios ou válvulas com a boca. Os EPIs devem estar em bom estado de conservação, não podendo estar danificados, úmidos, vencidos ou fora da especificação. Além disso, o produto não deve ser aplicado próximo a escolas, residências, locais de permanência de pessoas e áreas de criação de animais, respeitando sempre as orientações de um profissional habilitado. Em caso de contato acidental com o produto, recomenda-se seguir imediatamente as orientações de primeiros socorros e buscar atendimento médico de emergência.

Precauções Durante a Preparação da Calda
Durante a preparação da calda, o uso dos EPIs é obrigatório. Utilize vestimenta com tratamento hidrorrepelente de corpo inteiro com nível de proteção 2 (calça, jaleco, touca árabe), respirador semifacial filtrante PFF2, viseira facial ou óculos com proteção lateral e respirador com filtro mecânico classe P2, botas de PVC ou sapato impermeável, avental com nível de proteção 3 (impermeável) e luvas de nitrila. O manuseio deve ocorrer em local aberto e ventilado, evitando respingos na abertura da embalagem.
Precauções Durante a Aplicação
Na aplicação do produto, evite ao máximo o contato com a área tratada. Respeite as doses recomendadas e o intervalo de segurança entre a última aplicação e a colheita. Não permita a entrada de pessoas não autorizadas, animais ou crianças na área durante a aplicação. A pulverização não deve ser feita na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes do dia, observando as melhores condições climáticas para a região. Verifique a direção do vento para evitar contaminar pessoas com a névoa do produto. Use os EPIs indicados, que incluem vestimenta hidrorrepelente de corpo inteiro, respirador com filtro mecânico classe P2, óculos com proteção lateral ou viseira facial, botas impermeáveis e luvas de nitrila.
Precauções Após a Aplicação
Após a aplicação, sinalize a área tratada com avisos como “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA” e mantenha-os até o término do intervalo de reentrada. Evite contato com a área tratada; se necessário entrar antes do término do intervalo, utilize os EPIs adequados. Animais, crianças e pessoas não autorizadas não devem acessar áreas tratadas logo após a aplicação. Lave as mãos e demais partes do corpo expostas imediatamente após a aplicação, tome banho e troque as roupas. As roupas e os EPIs utilizados na aplicação devem ser lavados separadamente das roupas domésticas, usando luvas e avental impermeável para esta tarefa. Sempre realize a manutenção e limpeza dos equipamentos após o uso. Nunca reutilize embalagens vazias e, para o descarte delas, utilize os EPIs recomendados, como macacão hidrorrepelente, luvas de nitrila e botas de borracha. Os EPIs devem ser retirados em ordem específica para evitar contaminação: touca árabe, viseira ou óculos, avental, jaleco, botas, calça, luvas e respirador. A limpeza e manutenção dos EPIs devem ser feitas por pessoa treinada e protegida adequadamente.

Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) Recomendados
Para o manuseio e aplicação do Basagran® 600, é obrigatório o uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) indicados para garantir a segurança do trabalhador. Os EPIs recomendados devem ser utilizados conforme as seguintes especificações:
- Vestimenta com tratamento hidrorrepelente de corpo inteiro, nível de proteção 2, que inclui calça, jaleco e touca árabe.
- Respirador semifacial filtrante PFF2, ou respirador com filtro mecânico classe P2, combinado com viseira facial ou óculos com proteção lateral.
- Botas de PVC ou calçado impermeável.
- Avental com nível de proteção 3, ou seja, impermeável.
- Luvas de nitrila.
É importante ressaltar que os equipamentos devem estar em condições adequadas, não apresentando danificações, umidade, ou estar com o prazo de validade expirado. O usuário deve seguir as orientações do fabricante dos EPIs no que tange à forma correta de limpeza, conservação e descarte de proteções danificadas.
Durante a preparação da calda, o uso dos EPIs é igualmente obrigatório, assim como durante a aplicação do produto e em qualquer momento em que haja risco de contato com o herbicida.
A correta utilização e manutenção dos EPIs é fundamental para evitar intoxicações, exposição a agentes químicos e garantir a integridade do trabalhador no campo.
Primeiros Socorros
Em caso de intoxicação ou contato acidental com o produto Basagran 600, é fundamental procurar imediatamente um serviço médico de emergência, levando a embalagem, rótulo, bula, folheto informativo ou receituário agronômico do produto para melhor avaliação e tratamento.
13.1. Em Caso de Contato com Olhos
O produto provoca lesões oculares graves. Se ocorrer contato com os olhos, lave-os imediatamente com muita água corrente por pelo menos 15 minutos, evitando que a água de lavagem entre no outro olho.
13.2. Em Caso de Contato com Pele
O contato com a pele pode provocar reações alérgicas. Em caso de contato, retire a roupa contaminada e lave a pele abundantemente com água corrente e sabão neutro.

13.3. Em Caso de Ingestão
Se o produto for ingerido, não provoque o vômito. Caso o vômito ocorra espontaneamente, coloque a pessoa deitada de lado. Não ofereça nada para beber ou comer.
13.4. Em Caso de Inalação
Se o produto for inalado, leve a pessoa para um local aberto e ventilado. A pessoa que prestar socorro deve utilizar equipamentos de proteção, como luvas e avental impermeável, para evitar contaminação.
Em todas as situações, o atendimento deve ser imediato e o tratamento pode ser sintomático e de suporte conforme o quadro clínico apresentado pela vítima. É importante manter a proteção do profissional que realiza o atendimento e seguir protocolos de atendimento para intoxicações, incluindo contato com a Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (RENACIAT).
Informações Médicas
As informações médicas apresentadas são voltadas para o uso exclusivo por profissionais de saúde, e os procedimentos recomendados devem ser executados em locais adequados, como hospitais ou centros de saúde.
14.1. Toxicocinética
Estudos em animais experimentais demonstraram que a Bentazona, ingrediente ativo do Basagran® 600, é rapidamente absorvida, apresentando alta biodisponibilidade (aproximadamente 90%) quando administrada por via oral. A eliminação ocorre principalmente pela via urinária, correspondendo a aproximadamente 90% da dose administrada, com quantidades menores excretadas pelas fezes e bile (1 a 2%). Não há evidências de bioacumulação do produto. Em altas doses, observa-se saturação da excreção em ratos. A biotransformação da substância é limitada, sendo encontrada principalmente na forma inalterada nas excretas. A administração repetida de doses não altera o padrão de absorção ou eliminação.
14.2. Toxicodinâmica
Os mecanismos específicos de toxicidade da Bentazona em humanos ainda não são completamente conhecidos.
14.3. Sintomas e Sinais Clínicos
Trabalhadores expostos incidentalmente ao ativo podem apresentar irritação dérmica e ocular. Estudos em ratos indicam toxicidade aguda moderada pela via oral e baixa toxicidade pelas vias dérmica e inalatória. Em coelhos, o produto não é irritante para a pele, porém é moderadamente irritante para os olhos e apresenta potencial para sensibilização cutânea em cobaias.

14.4. Diagnóstico
O diagnóstico da intoxicação é baseado na confirmação da exposição ao produto. Em presença de sinais e sintomas indicativos de intoxicação, o tratamento deve ser iniciado imediatamente, não devendo ser condicionado à confirmação laboratorial. Não existem exames laboratoriais específicos para detecção da toxicidade da Bentazona.
14.5. Tratamento
Não existe antídoto específico para intoxicação por Bentazona. O tratamento deve ser sintomático e de suporte, conforme o quadro clínico, para manutenção das funções vitais. O profissional de saúde deve utilizar luvas para proteção, e demais orientações devem seguir os protocolos para atendimento a intoxicados dos estabelecimentos de saúde e da Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (RENACIAT).
14.6. Contraindicações
A indução do vômito é contraindicada devido ao risco de aspiração e pneumonite química. Caso o vômito ocorra espontaneamente, não deve ser evitado.
14.7. Interações Químicas
Não são conhecidas interações químicas para este produto.
Contato em Caso de Intoxicação
Em casos de intoxicação, recomenda-se ligar para o Disque-Intoxicação pelo número 0800 722 6001 para obter informações especializadas sobre diagnóstico e tratamento. É importante notificar os casos nos sistemas oficiais de vigilância (Notivisa e SINAN/MS). Para emergências, o telefone da empresa BASF S.A. é 0800 011 2273 ou (12) 3128-1103 / (12) 3128-1357.

Efeitos Agudos e Crônicos em Animais de Laboratório
O produto formulado Basagran® 600 apresenta diferentes efeitos agudos e crônicos observados em estudos realizados com animais de laboratório. Em relação aos efeitos agudos, o produto mostrou-se moderadamente tóxico pela via oral em ratos, com uma DL50 de 1260 mg/kg de peso corporal. A toxicidade cutânea é considerada baixa, já que a DL50 cutânea em ratos é superior a 2000 mg/kg. A toxicidade por inalação não foi determinada nas condições do teste. Em coelhos, o produto irrita os olhos, causando opacidade da córnea, vermelhidão e edema da conjuntiva, efeitos que não foram revertidos no período de observação de 21 dias. Entretanto, não foi observado irritação para a pele nesta mesma espécie. O produto apresenta potencial sensibilizante dérmico, conforme demonstrado em cobaias. Quanto à mutagenicidade, o produto não causou mutação gênica ou aberrações cromossômicas nas condições dos testes realizados.
Em relação aos efeitos crônicos observados com o produto técnico, o principal órgão-alvo da toxicidade subcrônica da Bentazona foi o sistema de coagulação sanguínea em ratos, camundongos e cães, evidenciado pelo aumento do tempo de coagulação e consequentes hemorragias. Além disso, alterações secundárias foram observadas no fígado e nos rins, mas apenas em ratos e camundongos, manifestadas por mudanças no peso desses órgãos sem achados histopatológicos. Estudos demonstraram que o produto não é genotóxico, não apresentou potencial carcinogênico em ratos e camundongos, e não alterou parâmetros de fertilidade e reprodução em ratos. Efeitos sobre o desenvolvimento foram observados apenas em doses que causaram toxicidade materna em ratos e coelhos, sem indícios de teratogenicidade. Além disso, não foram evidenciados efeitos neurotóxicos em ratos.
Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente (IBAMA)

1. Precauções de Uso e Advertências Ambientais
O produto Basagran® 600 é classificado na Classe III, sendo considerado perigoso ao meio ambiente. Ele apresenta uma alta persistência e alta mobilidade no ambiente, o que significa que pode se deslocar facilmente no solo e atingir águas subterrâneas, aumentando os riscos de contaminação ambiental. Portanto, é fundamental adotar medidas preventivas para diminuir impactos negativos.
Deve-se evitar aplicações aéreas em áreas localizadas a menos de 500 metros de povoações, mananciais de captação para abastecimento público e a menos de 250 metros de mananciais de água, residências isoladas, agrupamentos de animais e vegetação sensível a danos.
Outras recomendações incluem evitar o uso de equipamentos com vazamentos, não aplicar o produto durante ventos fortes ou nas horas mais quentes do dia e seguir rigorosamente as doses recomendadas para aplicação. Também é proibido efetuar lavagem das embalagens e equipamentos aplicadores em corpos d'água como lagos, rios e fontes, a fim de evitar a contaminação hídrica.
Por fim, a destinação inadequada das embalagens vazias e restos do produto pode causar contaminação do solo, água e ar, prejudicando a fauna, flora e a saúde humana.
2. Instruções de Armazenamento
Para garantir a conservação do produto e prevenir acidentes ambientais, o Basagran® 600 deve ser mantido em sua embalagem original, sempre bem fechada. O local de armazenamento deve ser exclusivo para produtos tóxicos, isolado de alimentos, bebidas, rações ou quaisquer outros materiais.
Deve possuir construção adequada, preferencialmente em alvenaria ou material não combustível, ser ventilado, coberto e possuir piso impermeável. Também é necessário colocar placas de advertência com a inscrição "CUIDADO, VENENO" e restringir o acesso a pessoas não autorizadas, especialmente crianças.
Além disso, é essencial dispor de embalagens adequadas para recolhimento de eventuais embalagens rompidas ou produtos vazados. Em caso de armazéns, seguir a norma NBR 9843 da ABNT e atender às legislações estaduais e municipais vigentes.

3. Instruções em Caso de Acidentes Ambientais
Caso ocorra acidente ambiental envolvendo o produto, a área contaminada deve ser isolada e sinalizada imediatamente. É obrigatório contatar as autoridades locais competentes e a empresa registrante BASF S.A. pelos telefones de emergência.
Durante o manejo do acidente, deve-se utilizar equipamentos de proteção individual apropriados, como macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara com filtros.
Em caso de derramamento, é fundamental estancar escoamentos para impedir que o produto chegue a bueiros, drenos ou corpos d’água. Em superfícies pavimentadas, absorva o produto com serragem ou areia, recolhendo em recipientes devidamente lacrados e identificados para posterior devolução à empresa registrante.
No solo, deve-se remover a camada contaminada até atingir solo não contaminado, e recolher o material da mesma forma para destinação adequada.
Se o produto atingir corpos d’água, interrompa imediatamente a captação para consumo humano ou animal e contate o órgão ambiental responsável e o centro de emergência da empresa, pois as medidas a tomar dependerão da extensão do acidente, características do corpo hídrico e quantidade do material envolvido.
Em caso de incêndio, utilizam-se extintores de água em forma de neblina, CO2, pó químico, sempre protegendo-se contra intoxicação e permanecendo a favor do vento.
Procedimentos de Lavagem, Armazenamento, Devolução, Transporte e Destinação de Embalagens

Embalagem Rígida Lavável
Lavagem da Embalagem
Durante a lavagem da embalagem, o operador deve utilizar os mesmos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados para o preparo da calda do produto. A embalagem deve passar pelo processo de tríplice lavagem imediatamente após o seu esvaziamento, adotando os seguintes passos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical por 30 segundos.
- Adicione água limpa até preencher ¼ do volume da embalagem; tampe e agite por 30 segundos.
- Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador.
- Repita esta operação três vezes.
- Após a lavagem, inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.
Para lavagens sob pressão utilizando pulverizadores equipados com sistemas apropriados:
- Encaixe a embalagem no funil do pulverizador; acione o jato d’água por 30 segundos direcionando para todas as paredes internas.
- Transfira a água de lavagem para o tanque do pulverizador.
- Inutilize perfurando o fundo da embalagem.
Se utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão:
- Mantenha a embalagem invertida sobre a boca do tanque do pulverizador por 30 segundos após o esvaziamento.
- Introduza a ponta do equipamento de lavagem e direcione o jato d’água para as paredes internas por 30 segundos.
- A água de lavagem deve ser recolhida diretamente no tanque do pulverizador.
- Inutilize perfurando o fundo da embalagem.
Armazenamento da Embalagem
Após a lavagem, a embalagem deve ser armazenada tampada em caixa coletiva, se existente, separada das embalagens não lavadas. O local de armazenamento deve ser coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, podendo ser o mesmo local onde ficam as embalagens cheias.
Devolução da Embalagem
É obrigatória a devolução da embalagem vazia tampada ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou no local indicado na nota fiscal, dentro do prazo de até um ano da compra. Caso o produto ainda esteja dentro do prazo de validade e não totalmente utilizado, a devolução pode ser feita até seis meses após o término do prazo de validade. O usuário deve guardar o comprovante de devolução por pelo menos um ano para fins de fiscalização.
Transporte
As embalagens não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais ou pessoas, seguindo as normas de segurança.

Embalagem Rígida Não Lavável
Lavagem da Embalagem
Esta embalagem não deve ser lavada.
Armazenamento da Embalagem
O armazenamento deve ser feito em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, preferencialmente no local onde ficam as embalagens cheias. Ao manusear, recomenda-se usar luvas. As embalagens devem ser armazenadas tampadas e separadas das embalagens lavadas.
Devolução da Embalagem
A devolução deve ser feita dentro do prazo de até um ano da compra, com a embalagem tampada, ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou no local indicado na nota fiscal. Caso o produto esteja dentro do prazo de validade e não seja totalmente utilizado, a devolução pode ser efetuada até seis meses após o término do prazo. O comprovante deve ser guardado por no mínimo um ano.
Transporte
Não é permitido transportar as embalagens vazias juntamente com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais ou pessoas.
Embalagem Secundária (Não Contaminada)
Lavagem da Embalagem
Esta embalagem não deve ser lavada.
Armazenamento da Embalagem
Deve-se guardar em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, preferencialmente no local de armazenamento das embalagens cheias.
Devolução da Embalagem
A devolução é obrigatória ao estabelecimento comercial onde o produto foi adquirido ou no local indicado na nota fiscal.
Transporte
O transporte não deve ocorrer junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais ou pessoas.
Destinação Final das Embalagens Vazias
A destinação final das embalagens, após devolução pelos usuários, deve ser realizada exclusivamente pela empresa registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes. É proibida a reutilização, reciclagem, fracionamento ou reembalagem pelo usuário. A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos poderá causar contaminação do solo, água e ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde humana.
Produtos Impróprios para Utilização ou em Desuso
Caso o produto venha a se tornar impróprio para utilização ou esteja em desuso, recomenda-se consultar o registrante através do telefone indicado no rótulo para proceder à devolução e destinação final adequada do produto. A desativação do produto deve ser realizada por meio de incineração em fornos específicos para esse tipo de operação, que estejam equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgãos ambientais competentes. É essencial seguir essas orientações para garantir a segurança ambiental e evitar riscos à saúde pública.

Transporte de Agrotóxicos, Componentes e Afins
O transporte de agrotóxicos, componentes e afins está sujeito às regras e procedimentos estabelecidos na legislação específica vigente. É fundamental observar que esses produtos não podem ser transportados junto com pessoas, animais, alimentos, medicamentos, rações ou outros materiais, a fim de garantir a segurança durante o transporte e evitar contaminações. Essa medida é essencial para proteger a saúde pública, o meio ambiente e promover a adequada manipulação desses produtos durante o seu transporte.

20. Restrições Estabelecidas por Órgãos Competentes Estaduais, Federais ou Municipais
O produto Basagran 600 deve ser utilizado observando-se rigorosamente as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis em âmbito estadual, distrital, federal e municipal. Isso significa que qualquer restrição imposta pelas autoridades competentes nessas esferas deve ser respeitada para garantir a conformidade legal e a segurança no uso do herbicida. Portanto, antes e durante a aplicação do produto, é fundamental consultar e seguir as determinações específicas destes órgãos para evitar infrações e contribuir para o manejo responsável e sustentável do produto.
| Marca comercial | Basagran 600 |
| Titular do registro | Basf S.A. – São Paulo |
| Número do registro | 594 |
| CNPJ | 48.539.407/0001-18 |
| Classificação ambiental | III - Produto Perigoso Ao Meio Ambiente |
| Classificação toxicológica | 4 - Categoria 4 – Produto Pouco Tóxico |
| Modo de ação | Seletivo, De Ação Não Sistêmica |
| Técnica de aplicação | Terrestre/Aérea |
| Compatibilidade | Não Se Conhecem Casos De Incompatibilidade. |
| Inflamável | Não |
| Corrosivo | Não |
| Formulação | Sl - Concentrado Solúvel |
| Observação |




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