
No cenário agrícola atual, a segurança alimentar e a saúde das plantas são fundamentais para garantir a produtividade das lavouras. O fungicida ORIUS 250 EC é uma ferramenta essencial no combate a diversas doenças que afetam culturas como banana, batata, cebola e trigo. Neste post, vamos explorar as características, usos e instruções de aplicação deste produto, destacando a importância do manejo integrado e responsável em suas utilizações.
Identificação do Produto
O produto fungicida identificado como ORIUS 250 EC é registrado sob o número 02599 no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) do Brasil. Este fungicida é formulado com o ingrediente ativo Tebuconazol, que possui uma concentração de 250 g/L (25% m/v).
A formulação do ORIUS 250 EC é do tipo Concentrado Emulsionável (EC) e pertence ao grupo químico dos triazóis, classificado como fungicida sistêmico. A classificação toxicológica deste produto é Categoria 5, o que significa que é improvável que cause dano agudo. Adicionalmente, o produto é classificado quanto ao seu potencial ambiental como Classe III, sendo considerado perigoso ao meio ambiente.
O titular do registro do produto é a ADAMA Brasil S/A, localizada em Londrina-PR, com CNPJ 02.290.510/0001-76.
Este fungicida é amplamente utilizado em diversas culturas, como banana, batata, cebola, cevada, feijão, maçã, soja, tomate e trigo, visando o controle eficaz de várias doenças agrícolas.
Composição
O produto ORIUS 250 EC é formulado principalmente com o ingrediente ativo Tebuconazol, que é um fungicida sistêmico pertencente ao grupo químico dos triazóis. A concentração deste ingrediente ativo na formulação é de 250,0 g/L, o que corresponde a 25,0% m/v. Além do Tebuconazol, a composição do produto inclui outros ingredientes que totalizam uma concentração de 709,0 g/L ou 70,9% m/v.
Este fungicida é amplamente utilizado no controle de diversas doenças em culturas agrícolas, apresentando um modo de ação que inibe a biossíntese de ergosterol nas membranas celulares dos fungos, ajudando assim a combater infecções fúngicas de maneira eficaz.

Grupo Químico e Tipo de Formulação
O produto ORIUS 250 EC pertence ao grupo químico dos triazóis, sendo classificado como um fungicida sistêmico. Essa classe de compostos é conhecida por sua eficácia no controle de patógenos, pois inibe a biossíntese de ergosterol em membranas celulares dos fungos, essencial para a sua sobrevivência e reprodução.
Em relação ao tipo de formulação, ORIUS 250 EC apresenta-se na forma de concentrado emulsionável (EC). Este tipo de formulação permite uma boa dispersão do ingrediente ativo em água, facilitando a aplicação e assegurando uma cobertura uniforme nas superfícies das plantas tratadas. A combinação da estrutura química do triazol com a formulação em concentrado emulsionável torna ORIUS 250 EC uma opção eficaz para o manejo de doenças em diversas culturas agrícolas.
Registro e Titular do Produto
O fungicida ORIUS 250 EC é registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sob o número 02599. O titular do registro é a ADAMA Brasil S.A., uma empresa com sede em Londrina, Paraná. O CNPJ da ADAMA Brasil S.A. é 02.290.510/0001-76, e a empresa é responsável pela comercialização e fornecimento deste produto no mercado brasileiro. Para informações adicionais, a empresa pode ser contatada através do telefone (43) 3371-9000 ou pelo fax (43) 3371-9017.
Este registro é essencial para garantir que o produto cumpre com as regulamentações necessárias, assegurando sua eficácia e segurança para uso agrícola.
Instruções de Uso do Produto - Culturas
O fungicida ORIUS 250 EC é recomendado para o controle de diversas doenças em uma variedade de culturas agrícolas. A tabela abaixo apresenta as culturas, as respectivas doenças que o produto combate, as doses recomendadas e as instruções específicas para aplicação:

Culturas, Doenças, Doses e Instruções de Aplicação
Banana
- Doença: Sigatoka-negra (Mycosphaerella fijiensis)
- Dose: 0,4 L/ha
- Instruções: Diluir o produto com óleo mineral na proporção de 14,6 L de óleo + 0,4 L de Orius 250 EC, aplicado em ultra baixo volume. Em aplicação aérea, utilizar pontas do tipo micronair ou bicos com limite de 15 L/ha. Aplicar preventivamente antes do aparecimento dos sintomas, focando nas folhas mais novas, com intervalos de 14 dias em alta pressão.
Batata
- Doença: Pinta-preta (Alternaria solani)
- Dose: 0,8 L/ha
- Instruções: Pulverizações devem ser realizadas quando as folhas estiverem em fase de fechamento das linhas, com 3 a 4 aplicações a partir do surgimento dos primeiros sintomas.
Cebola
- Doença: Mancha-púrpura (Alternaria porri)
- Dose: 0,8 L/ha
- Instruções: As pulverizações devem começar assim que os primeiros sintomas das doenças forem notados, com até 4 aplicações em intervalos quinzenais.
Feijão
- Doenças:
- Ferrugem (Uromyces appendiculatus) - Dose: 0,6 L/ha
- Mancha-angular (Phaeoisariopsis griseola) - Dose: 0,8 L/ha
- Instruções: As pulverizações devem iniciar no começo da floração com até 4 aplicações em intervalos quinzenais, ao observar os primeiros sintomas.
- Doenças:
Maçã
- Doença: Sarna-da-macieira (Venturia inaequalis)
- : 30 a 50 mL/100 L de água
Essas instruções visam garantir a eficácia do controle das doenças nas culturas e é essencial seguir as recomendações para evitar danos e resistências.

Modo de Aplicação - Aplicação Terrestre
A aplicação do fungicida ORIUS 250 EC deve ser realizada na parte aérea das plantas utilizando equipamentos terrestres. É essencial garantir uma boa cobertura de todos os tecidos da parte aérea para assegurar a eficácia no controle das doenças. Os equipamentos recomendados incluem pulverizadores costais manuais, pressurizados ou motorizados, tratorizados ou autopropelidos, os quais precisam estar equipados com pontas de pulverização do tipo cônico ou leque.
Para a aplicação, as seguintes especificações devem ser observadas:
- Diâmetro de gotas: Deve ser de 150 a 300 micrômetros (μm) VMD.
Densidade de gotas: Mínimo de 40 gotas por centímetro quadrado (cm²).
O volume de calda a ser utilizado varia conforme a cultura:
- Banana: 15 L/ha de óleo mineral aplicado em ultra baixo volume através de atomizadores costais e tratorizados.
- Batata, cebola e tomate: 1000 L/ha.
- Cevada, feijão, soja e trigo: 200 L/ha.
- Maçã: 800 a 1200 L/ha.
A calibração dos equipamentos, o estágio de desenvolvimento da cultura e as condições ambientais devem influenciar o volume de calda, a pressão de trabalho e o diâmetro das gotas. Dessa forma, a aplicação terrestre deve ser meticulosamente planejada para maximizar a absorção do produto e a proteção das culturas contra doenças, contribuindo assim para uma produção agrícola saudável e eficaz.
Modo de Aplicação - Aplicação Aérea
A aplicação do fungicida ORIUS 250 EC via aérea é um método recomendado para culturas como banana, cevada, feijão, soja e trigo. Para garantir a eficácia desse tipo de aplicação, é essencial que as aeronaves agrícolas estejam equipadas com um bar da barra contendo bicos hidráulicos apropriados, como os da marca Spraying Systems D8, ou usar atomizadores rotativos, como o Micronair AU 5000 ou similares.

Considerações para a Aplicação Aérea
Altura de Voo: A altura do voo deve ser ajustada de acordo com as características da aeronave, as condições da área-alvo e a altura da vegetação, variando geralmente entre 2 a 4 metros acima da cultura. Quanto maior o porte da aeronave, maior deverá ser essa altura.
Largura da Faixa de Deposição: A largura da faixa de deposição deve ser determinada através de testes que verifiquem a deposição desejada e poderá variar entre 12 a 15 metros.
Diâmetro das Gotículas: O diâmetro das gotículas (VMD) deve estar entre 150 a 300 micrômetros, devendo-se usar o diâmetro maior em condições criticas de evaporação e/ou deriva.
Densidade de Gotículas: É necessário garantir uma densidade mínima de 40 gotas por centímetro quadrado, ajustando conforme o tamanho da gota e o volume de aplicação.
Volume de Aplicação
O volume de aplicação deve ser estabelecido de acordo com o tipo de cultura e as condições climáticas. Para a banana, o limite máximo é de 15 L/ha, enquanto para as culturas de cevada, feijão, soja e trigo, a orientação é de aplicar entre 20 a 40 L/ha. As condições ideais de temperatura e umidade, assim como a velocidade do vento, também devem ser monitoradas para garantir a eficácia do tratamento.
Por fim, é fundamental respeitar as distâncias mínimas de segurança na aplicação, seguindo todas as diretrizes técnicas pertinentes para garantir um manejo eficaz e responsável na utilização de produtos químicos nas culturas.

Condições Climáticas
Para a aplicação do fungicida ORIUS 250 EC, é fundamental observar as condições climáticas ideais, que são essenciais para garantir a eficácia do produto e a segurança da aplicação. As recomendações específicas incluem:
- Temperatura ambiente: Deve ser mantida até 30ºC.
- Umidade relativa do ar: O mínimo recomendado é de 50%.
- Velocidade do vento: É aconselhável que a velocidade do vento varie entre 3 e 10 km/h.
Essas condições ajudam a assegurar uma boa cobertura da parte aérea das plantas e minimizam o risco de deriva do produto durante a aplicação, contribuindo para um controle efetivo das doenças em diversas culturas. É imperativo seguir estas diretrizes para otimizar os resultados e evitar possíveis danos ao meio ambiente e às culturas tratadas.
Intervalo de Segurança - Banana
O intervalo de segurança para o fungicida ORIUS 250 EC na cultura da banana, especificamente para o controle da doença Sigatoka-negra (Micosphaerella fijiensis), é de 5 dias. Isso significa que após a aplicação do produto, deve-se aguardar um período de pelo menos 5 dias antes de realizar a colheita das bananas, garantindo assim a segurança do consumidor em relação à presença de resíduos do fungicida no fruto. É importante seguir essa recomendação para assegurar a qualidade e segurança alimentar dos produtos agrícolas.

Intervalo de Segurança - Batata
O intervalo de segurança é um aspecto crucial no uso de produtos fitossanitários, especialmente em culturas como a batata. No caso do fungicida ORIUS 250 EC, registrado para o controle de diversas doenças, é estabelecido um intervalo de segurança de 30 dias. Isso significa que, após a última aplicação do produto, deve-se esperar 30 dias antes da colheita das batatas.
Este período é fundamental para garantir que o resíduo do fungicida não impacte a saúde dos consumidores. Portanto, os agricultores devem atentar-se a essa recomendação, programando suas aplicações de forma a otimizar a eficiência do controle de doenças enquanto asseguram a segurança alimentar.
É vital sempre seguir as orientações da bula e as práticas recomendadas para o uso seguro e responsável de agrotóxicos.
Intervalo de Segurança - Cebola
O intervalo de segurança para a cultura da cebola, ao utilizar o fungicida ORIUS 250 EC, é de 14 dias. Isso significa que após a aplicação do produto, deve-se aguardar um período de 14 dias antes da colheita das cebolas. Este prazo é essencial para garantir que os resíduos do fungicida estejam em níveis seguros para o consumo, minimizando os riscos à saúde humana. Portanto, é crucial que os agricultores sigam rigorosamente essa recomendação para assegurar a qualidade dos produtos colhidos e a segurança dos consumidores.
Intervalo de Segurança - Cevada
O intervalo de segurança é um aspecto fundamental no uso de defensivos agrícolas, pois determina o tempo necessário entre a última aplicação do produto e a colheita da cultura, garantindo a segurança do consumidor em relação a resíduos de agroquímicos. Para a cultura da cevada, o intervalo de segurança estabelecido é de 35 dias. Isso significa que, após a aplicação do fungicida ORIUS 250 EC, deve-se aguardar esse período antes de realizar a colheita, a fim de assegurar que os níveis de resíduos do produto não excedam os limites permitidos, mantendo assim a qualidade e a segurança alimentar. É crucial seguir rigorosamente essas orientações para garantir tanto a saúde humana quanto a proteção ao meio ambiente.

Intervalo de Segurança - Feijão
O intervalo de segurança é um período crucial que deve ser respeitado entre a última aplicação do produto e a colheita das culturas. Para a cultura do feijão, o intervalo de segurança estabelecido é de 14 dias. Isso significa que os agricultores devem aguardar pelo menos duas semanas após a aplicação do fungicida ORIUS 250 EC antes de realizar a colheita dos grãos.
Essa medida é essencial para garantir que os níveis de resíduo do produto sejam reduzidos a limites considerados seguros para o consumo humano, evitando potenciais riscos à saúde. Portanto, é fundamental que os produtores e trabalhadores sigam rigorosamente essa recomendação, além de estar cientes das instruções de aplicação e do uso seguro do produto durante todo o ciclo agrícola.
Intervalo de Segurança - Maçã
O intervalo de segurança para a cultura da maçã, no uso do fungicida ORIUS 250 EC, é de 20 dias. Este intervalo é o período necessário entre a última aplicação do produto e a colheita dos frutos, assegurando que os resíduos do fungicida no fruto estejam dentro dos limites permitidos de segurança para consumo. É essencial respeitar esse intervalo para garantir a segurança alimentar e a proteção da saúde dos consumidores. A aplicação deve ser feita com atenção às recomendações do fabricante, incluindo a época e o método de aplicação, para maximizar a eficácia do controle das doenças sem comprometer a segurança dos produtos colhidos.

Intervalo de Segurança - Soja
O intervalo de segurança para a cultura da soja ao utilizar o fungicida ORIUS 250 EC é de 30 dias. Isso significa que, após a última aplicação do produto, devem se passar 30 dias antes que a soja possa ser colhida ou consumida, garantindo assim a segurança e a saúde do consumidor ao evitar a presença de resíduos do fungicida nas sementes ou nos grãos.
Esse intervalo é uma medida importante a ser considerada no manejo agrícola, assegurando que as práticas de aplicação respeitem as normas de segurança estabelecidas para a proteção do consumidor e do meio ambiente. É fundamental que os agricultores sigam essas diretrizes para maximizar a eficácia do produto e minimizar possíveis riscos associados ao uso de defensivos agrícolas.
Intervalo de Segurança - Tomate
O intervalo de segurança para o uso do fungicida ORIUS 250 EC nas culturas de tomate é de 7 dias. Esse período refere-se ao tempo necessário entre a última aplicação do produto e a colheita, garantindo que o alimento esteja livre de resíduos de agrotóxicos em níveis que possam causar riscos à saúde humana.
É fundamental respeitar esse intervalo para assegurar a segurança do consumidor e a qualidade do produto final. Durante esses 7 dias, recomenda-se que os agricultores evitem a reentrada na área tratada para proteger a saúde de trabalhadores e minimizar a exposição ao produto.
Além disso, é importante seguir as instruções de manejo e aplicação adequadas para o fungicida, a fim de otimizar a eficácia do controle da doença e garantir a segurança alimentar.

Intervalo de Segurança - Trigo
O intervalo de segurança é um aspecto crítico a ser considerado na aplicação do fungicida ORIUS 250 EC nas plantações de trigo. Para esta cultura específica, o intervalo de segurança estabelecido é de 35 dias. Isso significa que, após a aplicação do produto, deve-se aguardar esse período antes de realizar a colheita do trigo, garantindo assim que os resíduos do produto não atinjam níveis que possam ser prejudiciais ao consumidor.
A observância desse intervalo é essencial para a proteção da saúde pública, assegurando que os produtos colhidos estejam livres de contaminantes químicos em níveis que possam trazer riscos à saúde dos consumidores. Portanto, é fundamental que os agricultores e aplicadores estejam cientes dessa informação e realizem o manejo correto, respeitando o tempo de segurança indicado, para que a integridade do produto final e a saúde dos consumidores sejam asseguradas.
Intervalo de Reentrada de Pessoas nas Culturas e Áreas Tratadas
O intervalo de reentrada de pessoas nas culturas e áreas tratadas com o fungicida ORIUS 250 EC deve ser respeitado para garantir a segurança de todos os envolvidos nas atividades agrícolas. Após a aplicação do produto, um período de 48 horas deve ser aguardado antes que qualquer pessoa possa reentrar nas áreas que foram tratadas. Durante este período, é fundamental que se evitem práticas que possam resultar em exposição ao produto.
Caso seja absolutamente necessário reentrar na área tratada antes do término desse intervalo de segurança, é obrigatório o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Os EPIs recomendados incluem macacão de mangas compridas, chapéu impermeável de aba larga, luvas e botas de borracha, assegurando assim uma proteção efetiva contra possíveis efeitos adversos à saúde humana.
A adoção dessas precauções é essencial para garantir a saúde e segurança dos trabalhadores e a integridade das práticas agrícolas.

Limitações de Uso
O fungicida ORIUS 250 EC é destinado exclusivamente para uso agrícola. É importante ressaltar que a aplicação do produto deve ser realizada apenas por trabalhadores capacitados, garantindo que todas as precauções sejam seguidas de maneira adequada. Além disso, durante o manuseio e aplicação, é imperativo não comer, beber ou fumar, a fim de evitar contaminações.
O produto não deve ser transportado junto com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas. Também é essencial que o manuseio do fungicida seja feito com os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para garantir a segurança do operador.
A aplicação deve ser evitada em áreas próximas a escolas, residências e locais com pessoas ou criação de animais, visando prevenir qualquer risco de exposição indevida. Essas limitações são cruciais para assegurar a segurança humana e ambiental durante o uso do fungicida.

Equipamentos de Proteção Individual
Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) são fundamentais para assegurar a segurança e a saúde do trabalhador durante o manuseio e a aplicação do fungicida ORIUS 250 EC. A utilização correta desses equipamentos é obrigatória e deve seguir as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana, que é a ANVISA/MS.
Antes de manusear o produto, é essencial que o operador esteja equipado com os seguintes EPIs:
- Macacão: Deve ser impermeável e ter mangas compridas que cubram completamente a pele.
- Botas: Impermeáveis, para proteger os pés de possíveis respingos do produto.
- Avental: Adicionalmente impermeável, que deve ser utilizado sobre o macacão.
- Máscara: Com filtro mecânico de classe P2, para evitar a inalação de partículas prejudiciais.
- Óculos de segurança: Com proteção lateral, para proteger os olhos contra respingos e poeira.
- Touca árabe: Que cobre a cabeça, evitando que o produto tenha contato com os cabelos e pele do rosto.
- Luvas: Preferencialmente de nitrila, para proteger as mãos de possíveis contaminações.
O trabalhador deve seguir uma ordem específica para vestir os EPIs, começando pelo macacão, seguido pelas botas, avental, máscara, óculos, touca e, por último, as luvas. O uso desses equipamentos não apenas protege o usuário durante a aplicação do fungicida, mas também é uma prática recomendada que minimiza os riscos de intoxicação e danos à saúde.
Além disso, durante as atividades, o operador deve tomar precauções adicionais, como evitar o contato com a área tratada logo após a aplicação, e seguir as diretrizes de manuseio e descarte de embalagens e produtos impróprios para utilização, conforme orientações regulamentadas.

Informações sobre Manejo Integrado de Doenças
O Manejo Integrado de Doenças é uma abordagem que envolve diversos princípios e medidas disponíveis para o controle eficaz das enfermidades que afetam as culturas agrícolas. Essa estratégia visa promover a saúde das plantas e minimizar as perdas causadas por doenças.
As práticas recomendadas incluem o uso de sementes sadias, que são fundamentais para evitar a introdução de patógenos nas lavouras. A escolha de variedades resistentes é outro aspecto crucial, pois essas cultivares apresentam maior tolerância às agressões causadas por doenças específicas. A rotação de culturas é uma prática agrícola que ajuda a interromper o ciclo de vida dos patógenos, reduzindo sua incidência e eficácia.
Além disso, é importante realizar a semeadura em épocas adequadas, garantindo que as condições climáticas e fitossanitárias sejam favoráveis ao desenvolvimento das plantas e desfavoráveis para os patógenos. A adubação equilibrada também é essencial, pois um solo bem nutrido contribui para a resistência das plantas a doenças.
O manejo de irrigação deve ser monitorado para evitar excessos ou déficits que possam estressar as plantas, tornando-as mais suscetíveis a infecções. A utilização de inseticidas e fungicidas deve ser pautada em práticas integradas, priorizando o controle cultural e preventivo, reduzindo a dependência de produtos químicos.
Seguindo essas diretrizes, o manejo integrado de doenças visa não apenas o controle das doenças, mas também a sustentabilidade da produção agrícola, promovendo um equilíbrio saudável no ecossistema.

Recomendações sobre Manejo de Resistência
O manejo de resistência é uma prática essencial para garantir a eficácia dos fungicidas no controle de doenças agrícolas. O uso sucessivo de fungicidas com o mesmo mecanismo de ação pode contribuir para o aumento da população de fungos que se tornam resistentes, levando à perda de eficiência do produto e, consequentemente, a prejuízos significativos nas lavouras.
Para evitar problemas relacionados à resistência dos fungicidas, as seguintes recomendações devem ser seguidas:
Alternância de fungicidas: Utilize fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo G1 para o controle do mesmo alvo sempre que possível. Isso ajuda a reduzir a pressão sobre o patógeno, evitando que ele desenvolva resistência.
Práticas de redução de patógenos: Adote práticas culturais que promovam a redução da população de patógenos. Isso inclui a rotação de culturas, o controle cultural, e o uso de cultivares com genes de resistência quando disponíveis.
Seguir as recomendações da bula: É fundamental utilizar as doses e o modo de aplicação conforme as recomendações contidas na bula do produto, garantindo que a aplicação seja feita de maneira eficaz e segura.
Consulta a profissionais: Sempre consulte um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre a tecnologia de aplicação e a manutenção da eficácia dos fungicidas. Isso assegura que as recomendações sejam adaptadas às condições específicas da lavoura.
Informar sobre resistência: É importante que os agricultores informem sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos. Isso deve ser feito para a Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF) e para o Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR), além do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Seguir essas orientações não só contribui para a sustentabilidade do manejo agrícola, mas também para a proteção da saúde humana e ambiental. A integração de diversas táticas no manejo de doenças é essencial para manter as culturas produtivas e saudáveis.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana
O produto fungicida ORIUS 250 EC deve ser utilizado exclusivamente para fins agrícolas e requer precauções rigorosas para garantir a segurança do usuário. Somente trabalhadores capacitados devem manusear este produto, evitando a ingestão, inalação ou contato com a pele e os olhos durante o processo de aplicação.
Precauções Gerais
É imprescindível não comer, beber ou fumar durante o manuseio do ORIUS 250 EC. O transporte do produto deve ser feito de forma a não ficar próximo a alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas para evitar qualquer risco de contaminação. O uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é obrigatória, e não se deve operar equipamentos com vazamentos ou defeitos.
Procedimentos em Caso de Contato
Em caso de contato acidental, o usuário deve seguir os procedimentos de primeiros socorros. Para ingestão do produto, não se deve provocar vômito; é recomendável buscar atendimento médico imediatamente. Se ocorrer contato com os olhos, é necessário lavar imediatamente com água corrente por pelo menos 15 minutos e procurar assistência oftalmológica. Em casos de contato com a pele, deve-se retirar roupas contaminadas e lavar a área afetada com água corrente e sabão neutro por 15 minutos. Se o produto for inalado, a pessoa deve ser levada para um local arejado e receber oxigênio, se necessário.
Informação de Intoxicação
O tebuconazol, ingrediente ativo do ORIUS 250 EC, é classificado na categoria 5, significando que é improvável que cause dano agudo. No entanto, a exposição ao produto pode levar a irritações dérmicas e oculares leves, assim como distúrbios respiratórios. O diagnóstico de intoxicação deve ser feito com base na confirmação da exposição e na observação de sinais clínicos compatíveis.
Cuidados com a Aplicação
Antes da aplicação, os usuários devem garantir que todas as medidas de segurança estão sendo seguidas, incluindo a utilização adequada dos EPIs. Após a aplicação, é fundamental lavar as roupas e os EPIs separadamente e tomar banho imediatamente para evitar qualquer tipo de contaminação residual.

Contato para Emergências
Para obter informações adicionais sobre intoxicações, o cidadão pode entrar em contato com a Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (RENACIAT) através do Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 ou com a emergência da empresa registrante: 0800-200-2345.
Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente
O produto ORIUS 250 EC é classificado como "Perigoso ao meio ambiente" na Classe III, o que indica que, embora não seja o mais tóxico, sua utilização deve ser cuidadosa para evitar impactos negativos no ecossistema. Este produto é altamente persistente no meio ambiente e apresenta alta toxicidade para microcrustáceos.
Para minimizar os riscos ambientais, é imperativo seguir algumas precauções durante o uso. Os usuários devem evitar a contaminação ambiental, o que envolve não aplicar o produto em condições de ventos fortes, assim como evitar que o mesmo entre em contato com corpos d'água. As aplicações devem respeitar distâncias mínimas de 500 metros de áreas habitadas e 250 metros de mananciais de água que são utilizados para abastecimento público. Além disso, é necessário seguir a legislação estadual e municipal que rege o uso de agrotóxicos.
Essas medidas visam proteger não apenas o meio ambiente, mas também a saúde da fauna e flora locais, demonstrando o compromisso com a preservação dos ecossistemas em que o produto é utilizado. Assim, a utilização consciente e responsável do ORIUS 250 EC é essencial para garantir a segurança ambiental.

Instruções de Armazenamento do Produto
Para garantir a conservação e segurança do fungicida ORIUS 250 EC, é essencial seguir rigorosamente as instruções de armazenamento conforme especificado:
- Embalagem Original: Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- Local de Armazenagem: O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, deve ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais. A construção deve ser de alvenaria ou material não combustível.
- Ventilação e Piso: O local deve ser ventilado e coberto, apresentando piso impermeável. É recomendado usar, ainda, uma placa de advertência com os dizeres: "CUIDADO VENENO".
- Acesso Restrito: Tranque o local para evitar o acesso de pessoas não autorizadas, especialmente crianças.
- Embalagens Contaminadas: Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
- Legislação: Siga as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT e observe as disposições da legislação estadual e municipal.
Seguir essas diretrizes é fundamental para evitar acidentes e garantir a integridade do produto durante o armazenamento.

Instruções em Caso de Acidentes com ORIUS 250 EC
Em caso de acidentes envolvendo o fungicida ORIUS 250 EC, é fundamental seguir uma série de procedimentos de segurança para garantir a proteção das pessoas envolvidas e do meio ambiente. Aqui estão as diretrizes a serem seguidas:
Isolamento da Área Contaminada: A primeira ação a ser realizada é isolar e sinalizar a área afetada pelo derrame do produto. Isso evitará que mais pessoas se aproximem da zona de risco.
Contato com Autoridades: É necessário contatar as autoridades locais competentes, bem como a empresa responsável, que neste caso é a ADAMA BRASIL S/A. O telefone indicado para esse tipo de emergência é 0800-400-7070.
Equipamento de Proteção Individual (EPI): A utilização de EPI é obrigatória durante o manejo do produto. Para manipuladores e atendentes de primeiros socorros, é recomendado o uso de um macacão impermeável, luvas, botas de borracha, óculos de proteção e máscara com filtro.
Procedimentos em Caso de Derrame:
- Piso Pavimentado: Para derrames em superfícies pavimentadas, utilize materiais absorventes como serragem ou areia para neutralizar o produto. Depois, recolha o material com o auxílio de uma pá e coloque-o em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Este produto não deverá ser utilizado novamente e deve ser devolvido à empresa registrante.
- Solo: Se o derrame ocorrer no solo, é necessário retirar camadas de terra contaminada até atingir solo não contaminado. O material retirado também deve ser armazenado em um recipiente adequado.
- Corpos d'água: Em caso de contato do produto com corpos d'água, deve-se interromper imediatamente a captação de água para consumo humano e animal, além de notificar o órgão ambiental e o centro de emergência da empresa.
Em Caso de Incêndio: Utilize extintores de água em forma de neblina, CO₂ ou pó químico. Durante a luta contra o fogo, posicione-se de forma a evitar a inalação de fumos ou gases tóxicos provenientes do incêndio.
Seguir essas instruções com rigor ajuda a minimizar riscos e proteger tanto a saúde das pessoas quanto o meio ambiente. É sempre recomendável que todos os operadores e envolvidos no manejo do produto sejam treinados e conheçam os procedimentos adequados em caso de emergência.

Procedimento de Lavagem, Armazenamento, Devolução, Transporte e Destinação de Embalagens Vazias e Restos de Produtos Impróprios para Utilização ou em Desuso
O gerenciamento correto de embalagens vazias e restos de produtos químicos é essencial para garantir a segurança ambiental e a saúde pública. A seguir estão as diretrizes a serem seguidas para a lavagem, armazenamento, devolução, transporte e destinação final dessas embalagens.
Lavagem da Embalagem
Embalagem Rígida Lavável:
Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos.
- Adicione água limpa à embalagem até ¼ do seu volume, tampe bem e agite por 30 segundos.
- Despeje a água da lavagem no tanque do pulverizador.
- Repita essa operação três vezes.
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.
Lavagem sob Pressão:
- Utilize pulverizadores equipados com um sistema de lavagem sob pressão, direcionando um jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos.
- Transferir a água da lavagem para o tanque do pulverizador.
- Inutilize a embalagem conforme descrito acima.
Armazenamento da Embalagem Vazias
Após realizar a tríplice lavagem ou a lavagem sob pressão, as embalagens devem ser armazenadas de maneira adequada. O armazenamento deve ocorrer em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva, com piso impermeável, e preferencialmente na mesma área onde são guardadas as embalagens cheias.
Devolução da Embalagem Vazias
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal. O prazo para devolução é de até um ano da data da compra, ou até 6 meses após o término do prazo de validade se o produto não tiver sido totalmente utilizado.
Transporte de Embalagens Vazias
As embalagens vazias não devem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais ou pessoas.

Destinação Final de Embalagens Vazias
A destinação final das embalagens vazias deve ser feita somente pela Empresa Registrante ou por empresas autorizadas pelos órgãos competentes.
Proibições:
- Reutilização e reciclagem das embalagens vazias são estritamente proibidas.
- O fracionamento e reembalagem do produto também são proibidos.
Seguir essas recomendações é fundamental para prevenir a contaminação do solo, da água e do ar, protegendo assim a saúde pública e a biodiversidade.

Restrições Estabelecidas por Órgão Competente do Estado, Distrito Federal ou Municipal
As restrições para a aplicação do fungicida ORIUS 250 EC incluem medidas específicas que visam garantir a segurança e a saúde pública, bem como a proteção ambiental. Entre as proibições estabelecidas, destaca-se a legislação do Estado do Ceará, que veda expressamente a pulverização aérea de agrotóxicos. Essa restrição, de acordo com a Lei nº 16.820 de 08 de janeiro de 2019, é uma ação preventiva para evitar contaminações e danos ao meio ambiente, além de cuidar da saúde das populações que habitam nas proximidades das áreas agrícolas.
É fundamental que os agricultores e profissionais da área estejam cientes dessas restrições e cumpram rigorosamente a legislação vigente, assegurando um manejo sustentável e responsável dos produtos fitossanitários. A observância dessas normas não apenas minimiza os riscos para a saúde humana e ambiental, mas também contribui para a conservação dos recursos naturais e a preservação da biodiversidade local.
| Marca comercial | Orius 250 Ec |
| Titular do registro | Adama Brasil S.A.- Londrina/Pr |
| Número do registro | 2599 |
| CNPJ | 02.290.510/0001-76 |
| Classificação ambiental | III - Produto Perigoso Ao Meio Ambiente |
| Classificação toxicológica | 5 - Categoria 5 – Produto Improvável De Causar Dano Agudo |
| Modo de ação | Sistêmico |
| Técnica de aplicação | Terrestre/Aérea |
| Compatibilidade | |
| Inflamável | Não |
| Corrosivo | Sim |
| Formulação | Ec - Concentrado Emulsionável |
| Observação |





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