
Neste post, vamos explorar o Alea®, um inseticida inovador que oferece soluções eficazes para o controle de pragas em culturas como algodão, milho e soja. Descreveremos suas características, usos, modos de aplicação, e precauções necessárias para garantir uma colheita segura e saudável. Além disso, abordaremos a importância do manejo integrado de pragas (MIP) e a proteção do meio ambiente. Acompanhe-nos para conhecer todos os detalhes sobre este produto essencial para a agricultura moderna.
Identificação do Produto
O produto apresentado é chamado Alea®, um inseticida registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sob o número 07898. Este inseticida é formulado a partir do ingrediente ativo Espinosade, que pertence ao grupo químico das Espinosinas.
A formulação do Alea® é na forma de Suspensão Concentrada (SC), com uma concentração de 480 g/L (48,00% m/v) de espinosade, em um total de 609,93 g/L (60,99% m/v) de outros ingredientes.
O produto é comercializado pela CTVA Proteção de Cultivos Ltda., que está situada na Avenida Tamboré, 267 – Edifício Canopus, Torre Sul, Bloco A, 8º andar, conjunto 81-A, Sala CTVA, Tamboré – Barueri/SP, e possui CNPJ 47.180.625/0001-46.
É classificado como um inseticida não sistêmico e de origem biológica, apresentando uma baixa toxicidade e sendo classificado na categoria 5 dentro da classificação toxicológica, o que significa que é improvável que cause dano agudo. Por outro lado, seu potencial de periculosidade ambiental é considerado como classe III, indicando que é perigoso para o meio ambiente.
Adicionalmente, o produto não é inflamável, nem corrosivo e não apresenta casos conhecidos de incompatibilidade com outros formulados. Assim, Alea® é uma opção que deve ser usada de acordo com as orientações especificadas no rótulo e bula do produto, garantindo segurança e eficácia no controle de pragas.

Composição
O produto Alea é uma suspensão concentrada que possui como ingrediente ativo a Espinosade, pertencente ao grupo das espinosinas. A composição do produto é uma mistura que contém 480 g/L (48% m/v) de Espinosade. Esta substância ativa é uma combinação de elementos químicos complexos, descritos pela fórmula estrutural como “mixture of (2R,3aR,5aR,5bS,9S,13S,14R,16aS,16bR)-2-(6-deoxy-2,3,4-tri-O-methyl-α-L-mannopyranosyloxy)-13-(4-dimethylamino-2,3,4,6-tetradeoxy-ß-D-erythropyranosyloxy)-9-ethyl-2,3,3a,5a,5b,6,7,9,10,11,12,13,14,15,16a,16b-hexadecahydro-14-methyl-1H-8-oxacyclododeca[b]as-indacene-7,15-dione” e “(2S,3aR,5aS,5bS,9S,13S,14R,16aS,16bR)-2-(6-deoxy-2,3,4-tri-O-methyl-α-L-mannopyranosyloxy)-13-(4-dimethylamino-2,3,4,6-tetradeoxy-ß-D-erythropyranosyloxy)-9-ethyl-2,3,3a,5a,5b,6,7,9,10,11,12,13,14,15,16a,16b-hexadecahydro-4,14-dimethyl-1H-8-oxacyclododeca[b]as-indacene-7,15-dione", em proporções que variam de 50–95% a 50–5%.
Além do ingrediente ativo, o produto contém 609,93 g/L (60,99% m/v) de outros ingredientes que compõem a formulação, totalizando a concentração necessária para a eficácia do inseticida.
Grupo Químico e Tipo de Formulação
O produto Alea é classificado dentro do grupo químico das "Espinosinas", sendo mais especificamente identificado como um inseticida do Grupo 5. Esse tipo de inseticida é conhecido por atuar como moduladores alostéricos de receptores nicotínicos da acetilcolina, resultando em um controle eficaz de pragas-alvo.
Quanto ao tipo de formulação, Alea apresenta-se na forma de "Suspensão Concentrada" (SC), o que facilita sua aplicação e distribuição em culturas agrícolas. Essa formulada não sistêmica é de origem biológica, destacando-se pela sua segurança em relação a impactos diretos nos organismos não-alvo, além de contribuir para práticas agrícolas mais sustentáveis.
Registro e Titular do Produto
O produto Alea® está devidamente registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sob o número 07898. O titular do registro do produto é a empresa CTVA Proteção de Cultivos Ltda., localizada na Avenida Tamboré, 267 - Edifício Canopus, Torre Sul, Bloco A, 8º andar, conjunto 81-A, na cidade de Barueri, estado de São Paulo. O CNPJ da empresa é 47.180.625/0001-46. Além disso, a empresa possui registro de produto técnico, que é Spinosad, com o número MAPA 07498, fabricado pela Corteva Agriscience LLC, localizada nos Estados Unidos. Essa informação garante aos usuários que o produto segue as regulamentações e padrões estabelecidos pelos órgãos competentes, assegurando a sua eficácia e segurança no manejo agrícola.

Instruções de uso do produto - Culturas e seus Alvos
O produto Alea é recomendado para o controle de insetos-praga nas culturas de Algodão, Milho e Soja, apresentando diferentes alvos para cada uma dessas culturas.
Algodão
Na cultura do Algodão, Alea é eficaz contra os seguintes alvos:
- Lagarta-das-maçãs (Heliothis virescens): A aplicação deve ser realizada na dose de 50 a 125 mL/ha, monitorando o cultivo/praga e aplicando o produto quando o nível de dano econômico for atingido.
- Tripes (Frankliniella schultzei): A dose recomendada é de 100 a 150 mL/ha, com um intervalo de aplicação de 10 dias.
- Curuquerê (Alabama argillacea): Para o controle dessa praga, a dose deve variar entre 25 a 50 mL/ha. O número máximo de aplicações permitidas por ciclo da cultura é quatro.
Milho
No caso do Milho, Alea é indicado para o controle da:
- Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda): A aplicação deve ser feita na dosagem de 37,5 a 100 mL/ha, com a recomendação de monitorar o cultivo e aplicar quando o nível de dano econômico for atingido. O número máximo de aplicações por ciclo é de três, e o intervalo de aplicação deve ser determinado conforme a reinfestação.
Soja
Para a Soja, o alvo de controle é a:
- Lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis): Para este caso, a dose indicada varia de 12,5 a 50 mL/ha. A aplicação deve ocorrer após a monitoração do cultivo/praga, sendo permitido um máximo de duas aplicações por ciclo, com o intervalo de aplicação a ser determinado em função da reinfestação.
Em resumo, é fundamental que o agricultor monitore as culturas e aplique Alea conforme as doses recomendadas e os intervalos de aplicação, assegurando uma gestão eficaz das pragas nessas culturas.

Modo e Equipamentos de Aplicação
O produto Alea pode ser aplicado em diferentes culturas através de diversos métodos, que incluem o uso de pulverizadores costais, seja manual ou motorizado, além de pulverizadores tratorizados. Para as culturas de Algodão e Soja, é permitido o emprego de aeronaves agrícolas equipadas com barras e pontas específicas, assegurando uma cobertura eficiente das plantas. Para a cultura do Milho, são recomendados equipamentos de irrigação tipo pivô central.
A quantidade de calda a ser utilizada durante a aplicação varia de acordo com a cultura e a técnica adotada. No caso de aplicações terrestres, deve-se utilizar entre 100 a 200 litros de calda por hectare para Algodão e Soja, enquanto para Milho, no estádio inicial de desenvolvimento, recomenda-se 200 litros por hectare, aumentando para 400 litros em fases posteriores do desenvolvimento da cultura.
As aplicações com aeronaves agrícolas devem ser realizadas com a supervisão de GPS e é imprescindível que sejam efetuadas por empresas certificadas pela Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS) ou que tenham recebido treinamento específico pela Corteva.
É fundamental seguir as recomendações do fabricante e do Engenheiro Agrônomo no que tange à calibração dos equipamentos, garantindo assim uma aplicação eficiente e segura do produto, enquanto se adotam as boas práticas agrícolas.

Condições Climáticas para Aplicação
As condições climáticas desempenham um papel crucial na eficácia da aplicação do produto Alea. Para garantir resultados ótimos, é essencial que os seguintes parâmetros climáticos sejam rigorosamente observados:
Temperatura ambiente: Deve ser igual ou inferior a 30ºC. Temperaturas acima desse limite podem afetar a eficiência do produto e até mesmo causar danos às culturas tratadas.
Umidade relativa do ar: É recomendado que a umidade esteja acima de 50%. Níveis adequados de umidade são importantes para promover uma boa absorção do produto pelas plantas.
Velocidade do vento: Deve ser considerada calma, situando-se entre 2 e 10 km/h. Ventos fortes podem causar deriva do produto, levando à aplicação inadequada e à contaminação de áreas indesejadas.
Seguir essas diretrizes climáticas não apenas maximiza a eficácia do controle de pragas, mas também minimiza os riscos ambientais associados à aplicação de defensivos agrícolas. É fundamental consultar as orientações de profissionais como engenheiros agrônomos para adequar a técnica de aplicação às condições climáticas específicas da região.
Intervalo de Segurança - Algodão
O intervalo de segurança para a cultura do algodão, ao utilizar o produto Alea, é de 7 dias. Isso significa que, após a aplicação do produto, é necessário aguardar esse período de tempo antes de realizar a colheita. Essa prática é essencial para garantir que o resíduo de agrotóxico esteja dentro dos limites seguros para o consumo e para a saúde humana, permitindo assim uma produção mais segura e consciente.
Durante esse intervalo, as práticas de manejo devem ser rigorosamente seguidas, evitando qualquer contato com o produto aplicado até que o tempo estipulado tenha sido cumprido. É importante também ficar atento às condições climáticas e às recomendações de uso para assegurar a eficácia do controle das pragas e minimizar os impactos ambientais.

Intervalo de Segurança - Milho
O intervalo de segurança é o período que deve ser respeitado entre a última aplicação do produto e a colheita da cultura, garantindo que não haja resíduos do agrotóxico nos produtos colhidos, a fim de proteger a saúde humana e o ambiente. Para a cultura do milho, o intervalo de segurança estabelecido é de 7 dias. Durante esse período, é importante não realizar a colheita das plantas tratadas, assegurando que o nível de resíduos esteja em conformidade com as normas de segurança alimentar.
Intervalo de Segurança - Soja
O intervalo de segurança para o uso do produto Alea na cultura da soja é de 9 dias. Isso significa que, após a última aplicação do produto, deve-se aguardar um período mínimo de nove dias antes de realizar a colheita. Esse intervalo é essencial para garantir que resíduos do produto não estejam presentes nos grãos, assegurando a segurança alimentar e a conformidade com as normas de controle de resíduos em produtos agrícolas.
É importante seguir rigorosamente esse intervalo para evitar riscos à saúde dos consumidores e garantir a efetividade do produto. Além disso, deve-se monitorar de perto as condições da cultura e respeitar as recomendações do fabricante, assim como consultar um engenheiro agrônomo caso haja dúvidas sobre a aplicação e os intervalos necessários.
Intervalo de Reentrada de Pessoas nas Culturas e Áreas Tratadas
O intervalo de reentrada é o período mínimo que deve ser respeitado antes que pessoas possam entrar nas áreas onde o produto foi aplicado. Para o produto Alea, este intervalo é de pelo menos 24 horas após a aplicação, necessitando que a calda aplicada seque completamente antes da entrada.
Caso seja necessário entrar na área tratada antes do término deste período, é obrigatório o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Essas medidas são fundamentais para garantir a segurança e saúde das pessoas que trabalham nas culturas e áreas afetadas pelo tratamento.

Limitações de Uso do Produto Alea
O produto Alea não possui restrições de uso, exceto a recomendação de que não deve ser aplicado através de aeronaves remotamente pilotadas (drones), pois não existem informações técnicas que respaldem essa modalidade de aplicação. É importante que os usuários consultem um Engenheiro Agrônomo para obter informações detalhadas sobre o uso seguro e eficaz do produto, de acordo com as normas e práticas recomendadas para cada cultivo. Além disso, deve-se sempre seguir as orientações da bula e as legislações locais pertinentes.
Equipamentos de Proteção Individual
Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) são essenciais para garantir a segurança do trabalhador durante o manuseio e aplicação de produtos como o Alea. É imperativo que os operários utilizem os EPIs recomendados a fim de minimizar os riscos de exposição a substâncias químicas e potenciais ocorrências de intoxicação.
Os EPIs recomendados incluem:
- Calça e Jaleco: Devem ser feitos de material resistente e, preferencialmente, com tratamento hidrorrepelente.
- Botas de Borracha: Para proteger os pés de possíveis respingos de produtos químicos.
- Avental Impermeável: Necessário especialmente para proteção em situações onde há uso de equipamentos costais.
- Respirador: De preferência, um modelo com filtro mecânico classe P2, para evitar inalação de partículas ou vapores perigosos.
- Visiera: Para proteger os olhos de possíveis respingos e a névoa de produto durante a aplicação.
- Touca Árabe: Utilizada para proteger os cabelos e evitar que o produto entre em contato com a pele.
- Luvas de Nitrila: Para proteger as mãos durante o manuseio do produto.
Além de usar os EPIs na aplicação de produtos, os usuários devem estar atentos a algumas precauções adicionais. É fundamental evitar o contato com a área tratada e não entrar em locais onde o produto foi aplicado antes do período de segurança estipulado na bula. Todos os EPIs devem ser verificados quanto a danos ou vencimentos antes do uso, e a lavagem e manutenção dos mesmos devem ser feitas de acordo com as orientações do fabricante.

Precauções após a Aplicação do Produto
Após a aplicação do produto Alea, é fundamental seguir algumas precauções para garantir a segurança das pessoas e a eficácia da aplicação. As principais orientações incluem:
Sinalização da Área Tratada: É importante sinalizar a área de aplicação com avisos que informem sobre a proibição de entrada, com as indicações “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA”. Manter esses avisos visíveis até o final do período de reentrada é crucial para alertar sobre o uso recente do produto.
Evitar Contato: Evite o contato com a área tratada na medida do possível. Caso haja a necessidade de entrar na área antes do término do intervalo de reentrada, recomenda-se que se utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados, como luvas e botas.
Proteção de Pessoas e Animais: Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada entrem em áreas que foram tratadas logo após a aplicação do produto.
Uso de Doses Recomendadas: Assegure-se de aplicar o produto somente nas doses recomendadas, respeitando o intervalo de segurança, que é o período entre a última aplicação e a colheita. Isso evita contaminações e danos aos produtos agrícolas.
Higiene Pessoal: Após a aplicação, recomenda-se tomar um banho imediatamente, além de trocar as roupas utilizadas durante o manuseio do produto. Isso ajuda a eliminar possíveis vestígios do agrotóxico no corpo.
Limpeza dos Equipamentos: Realize a manutenção e lavagem dos equipamentos de aplicação imediatamente após cada uso. Manter os equipamentos em boas condições é essencial para garantir uma aplicação segura e eficaz em futuras utilizações.
Descarte dos EPIs: Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) utilizados devem ser lavados separadamente das roupas comuns da família, para evitar contaminações.
Seguindo essas precauções, você contribuirá para a segurança de todos e a proteção ambiental, minimizando os riscos associados ao uso do produto Alea.

Dados Relativos à Proteção do Meio Ambiente - Precauções de Uso e Advertências
O produto Alea® é classificado como perigoso ao meio ambiente, sendo identificado na Classe III. Portanto, sua aplicação deve ser realizada com precauções rigorosas para evitar contaminações e danos ao ecossistema.
As seguintes advertências são essenciais para garantir a segurança ambiental durante o uso do produto:
Toxicidade para Abelhas: Alea® é altamente tóxico para abelhas e pode afetar outros insetos benéficos. É crucial evitar a aplicação do produto durante períodos de intensa visitação de abelhas.
Distâncias de Aplicação: Não é recomendado realizar a aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a menos de 500 metros de fontes de captação de água para abastecimento público e a menos de 250 metros de mananciais de água, moradias isoladas e áreas com potencial de impacto à fauna e flora susceptíveis a danos.
Respeito à Legislação: Deve-se atentar para as disposições constantes da legislação estadual e municipal, que regulamentam atividades aeroagrícolas e uso de produtos químicos no campo.
Prevenção da Contaminação Ambiental: É fundamental evitar qualquer contaminação ambiental durante a aplicação. Para isso, recomenda-se não utilizar equipamentos com vazamentos e evitar a aplicação em condições de vento forte, além de seguir sempre as doses recomendadas.
Essas diretrizes são vitais para garantir não apenas a eficácia do controle de pragas, mas também a preservação do meio ambiente e a proteção das espécies não-alvo.

Manejo de Resistência
O manejo de resistência é uma prática essencial no controle de pragas, especialmente para produtos do grupo químico ao qual o inseticida Alea pertence, especificamente os que contêm o ingrediente ativo Espinosade. O uso repetido desse inseticida ou de outros do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações de pragas resistentes, tornando o controle menos eficaz.
Para prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência, recomenda-se a adoção de várias estratégias:
- Rotacionar produtos: É crucial alternar entre inseticidas de mecanismos de ação distintos do Grupo 5 para evitar a seleção de pragas resistentes.
- Uso dentro de janelas de aplicação: Utilize Alea ou produtos do mesmo grupo apenas dentro de um intervalo de aproximadamente 30 dias.
- Limitação de exposições: As aplicações não devem exceder 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas para os inseticidas do grupo de Espinosinas.
- Aplicações direcionadas: Sempre que possível, conduza as aplicações em fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas.
- Integração ao Manejo Integrado de Pragas (MIP): Incluir outras táticas de controle, como rotação de culturas e controle biológico, sempre que disponível e apropriado.
- Atenção às recomendações: Siga as recomendações de dose e modalidade de aplicação estipuladas na bula do produto.
Consultas frequentes com um Engenheiro Agrônomo são recomendadas para diretrizes técnicas que garantam um manejo eficaz e adequado das pragas, além de relatar possíveis casos de resistência ao IRAC-BR ou ao Ministério da Agricultura e Pecuária. Este conjunto de práticas ajuda a manter a eficácia do Alea como uma ferramenta valiosa no manejo de pragas agrícolas.

Informações sobre Manejo Integrado de Pragas (MIP)
O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é uma abordagem que visa controlar as populações de pragas agrícolas de maneira sustentável e eficaz, utilizando uma combinação de métodos de controle, como o biológico, cultural, físico e químico. A sua implementação não só busca reduzir as infestações, mas também minimizar os impactos ambientais e aumentar a produtividade das culturas.
Dentro deste contexto, é fundamental incluir outros métodos de controle de insetos sempre que disponíveis e apropriados. Isso pode incluir a rotação de cultivos, o controle biológico (como a introdução de inimigos naturais das pragas), e práticas de controle por comportamento, que podem ajudar a reduzir a pressão das pragas nas lavouras.
A integração desses métodos visa não apenas o controle imediato das pragas mas também a manutenção da resistência e a melhoria na saúde do ambiente agrícola. Portanto, agricultores e profissionais da área são incentivados a aplicar as diretrizes do MIP em suas práticas diárias para assegurar um manejo mais sustentável e eficaz das pragas.

Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Precauções Gerais
O produto Alea é destinado exclusivamente para uso agrícola e seu manuseio deve ser realizado por trabalhadores capacitados para garantir a segurança durante a aplicação. É fundamental seguir uma série de precauções para evitar riscos à saúde.
Ao manusear o produto, é estritamente proibido comer, beber ou fumar, uma vez que isso pode resultar em contaminação. Além disso, é essencial que o transporte do produto seja feito separadamente de alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas, evitando qualquer possibilidade de mistura ou contaminação.
Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) são obrigatórios e devem ser utilizados antes, durante e após a aplicação do produto. A recomendação é que os trabalhadores usem um conjunto completo de EPIs, incluindo calça, jaleco com tratamento hidrorrepelente, botas de borracha, avental impermeável, respirador com filtro apropriado, viseira, touca árabe e luvas de nitrila.
Durante o manuseio, o uso de equipamentos em bom estado é crucial. Não é permitido utilizar equipamentos com vazamentos ou defeitos, e desobstruir bicos ou válvulas com a boca é totalmente desaconselhado. A observação rigorosa dessas medidas é vital para garantir não apenas a eficácia da aplicação do produto, mas também a saúde e a segurança dos trabalhadores envolvidos no processo.
Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana - Primeiros Socorros
O produto Alea é destinado ao uso agrícola e requer cuidados adequados durante seu manuseio e aplicação. Em caso de acidentes, são fundamentais as instruções de primeiros socorros, que devem ser seguidas rigorosamente para garantir a segurança e saúde do usuário.
Em Caso de Ingestão
- Não provoque vômito. Se ocorrerem vômitos espontâneos, coloque a pessoa de lado.
- Não ofereça nada para comer ou beber.
Em Caso de Contato com os Olhos
- Lave os olhos com água corrente por um período mínimo de 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.

Em Caso de Contato com a Pele
- Remova as roupas contaminadas e lave a pele afetada com água e sabão neutro.
Em Caso de Inalação
- Leve a pessoa para um local ventilado. Aquela que prestar assistência deve usar luvas e avental impermeáveis para evitar contaminação.
Nota Importante
- É essencial buscar atendimento médico imediatamente em qualquer um dos casos descritos, levando a embalagem, o rótulo, a bula ou outros documentos informativos do produto. A atenção cuidadosa às instruções de primeiros socorros ajuda a prevenir complicações graves e garantir uma resposta rápida e eficaz a incidentes relacionados ao uso do produto.

Efeitos Agudos e Crônicos para Animais de Laboratório
O produto Alea apresenta características específicas em relação à sua segurança e efeitos em animais de laboratório. Para avaliar a toxicidade aguda do produto, foram realizados ensaios com ratos e coelhos, onde se observou que a dose letal mediana (DL50) por via oral para ratos é superior a 5000 mg/kg. Isso indica um baixo potencial de toxicidade aguda através dessa via de exposição.
Da mesma forma, a DL50 cutânea também foi superior a 5000 mg/kg em coelhos, sugerindo que o produto não causa grandes danos por contato dérmico. Entretanto, a CL50 por inalação ainda não foi determinada nas condições do teste, o que significa que não existem dados consolidados sobre sua toxicidade via inalação.
Observou-se ainda que, em testes de irritação, o produto causou leve eritema (vermelhidão) na pele dos coelhos durante a primeira hora, mas esses efeitos foram totalmente reversíveis em 48 horas. Além disso, a toxicidade ocular revelou leve vermelhidão da conjuntiva, que também foi reversível em 24 horas. O produto não apresentou características de sensibilização dérmica e respiratória.
Em relação aos efeitos crônicos, estudos realizados durante dois anos com ratos mostraram que a administração diária do produto em doses superiores às máximas toleradas resultou em diminuição de peso e aumento na mortalidade. Esses resultados sugerem que, apesar da toxicidade aguda ser baixa, a exposição prolongada e em altas doses pode representar riscos à saúde dos animais de laboratório.
Essas informações são cruciais para assegurar o manejo seguro do produto e para entender os riscos potenciais que podem ocorrer com a exposição de seres vivos aos seus componentes.

Instruções em Caso de Acidentes
Em caso de acidentes envolvendo o produto Alea, é fundamental seguir algumas orientações para garantir a segurança e minimizar os riscos. As instruções são as seguintes:
Isolamento e Sinalização:
- Isole a área contaminada e sinalize-a adequadamente para evitar o acesso de pessoas não autorizadas.
Contato com Autoridades:
- Contate as autoridades locais competentes e a empresa CTVA Proteção de Cultivos Ltda. pelo telefone 0800 772 2492.
Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI):
- Durante a limpeza e contenção do produto, é imprescindível utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados, como macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetor e máscara com filtros.
Procedimentos para Derrames:
- Em caso de derrame, o escoamento deve ser estanque, evitando que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d’água.
- Para um piso pavimentado, absorva o produto com serragem ou areia, recolhendo o material com ajuda de uma pá e colocando-o em um recipiente lacrado e devidamente identificado. O produto derramado não pode ser reutilizado.
- No caso de solo contaminado, remova as camadas de terra afetadas até alcançar o solo não contaminado e coloque o material recolhido em um recipiente lacrado.
Em Corpos d’Água:
- Caso o produto entre em um corpo d’água, interrompa imediatamente a captação para consumo humano ou animal.
- Contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, pois as medidas a serem adotadas vão depender das proporções do acidente e das características do corpo hídrico em questão.
Caso de Incêndio:
- Em uma situação de incêndio, utilize extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico. Ao fazer isso, posicione-se a favor do vento para evitar intoxicação.
Seguir essas instruções pode ajudar a prevenir agravos à saúde e ao meio ambiente em casos de acidentes envolvendo o produto.

Procedimentos de Lavagem da Embalagem
A lavagem da embalagem é um procedimento essencial para garantir a segurança ambiental e a correta destinação das embalagens de produtos químicos agrícolas. Deve ser realizada imediatamente após o esvaziamento do produto, e deve seguir as diretrizes a seguir:
Esvaziamento Completo: O conteúdo da embalagem deve ser completamente esvaziado no tanque do pulverizador, mantendo a embalagem na posição vertical durante pelo menos 30 segundos. Isso assegura que o máximo possível de produto seja utilizado.
Adição de Água: Após o esvaziamento, adicione água limpa até ¼ do volume da embalagem. A quantidade de água é fundamental para a eficácia da lavagem.
Agitação: Tampe bem a embalagem e agite-a vigorosamente por 30 segundos. Esse passo é crucial para soltar qualquer resíduo que possa estar aderido nas paredes internas da embalagem.
Descarte da Água de Lavagem: Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador, onde será aplicada com o produto remanescente, evitando o desperdício.
Repetição do Processo: Este processo de lavagem deve ser repetido três vezes para garantir que todas as partes internas da embalagem sejam bem limpas e que não restem resíduos do produto.
Inutilização da Embalagem: Após a tríplice lavagem, a embalagem deve ser inutilizada, o que envolve a perfuração do fundo para impedir o reuso. A inutilização é um passo importante para garantir que a embalagem não seja utilizada indevidamente no futuro.
Esses procedimentos visam não apenas a segurança do aplicador e do meio ambiente, mas também a conformidade com as regulamentações que proíbem a contaminação do solo e da água. É fundamental que todos os operadores sigam estas instruções com rigor para minimizar os impactos ambientais adversos.

Armazenamento da Embalagem Vazia
O armazenamento das embalagens vazias de agrotóxicos, como o produto Alea, deve ser realizado com atenção às diretrizes específicas para garantir segurança e conformidade ambiental. Após a realização da tríplice lavagem ou lavagem sob pressão, a embalagem deve ser adequadamente armazenada. Aqui estão os procedimentos recomendados:
Local de Armazenamento: As embalagens vazias devem ser mantidas em um local coberto, ventilado e ao abrigo de chuva, com piso impermeável, para evitar contaminações no solo e água.
Tampas e Caixa Coletiva: As embalagens devem estar armazenadas com suas tampas, preferencialmente em caixas coletivas, quando existente, separadas das embalagens não lavadas. Isso minimiza o risco de contaminação e facilita a devolução.
Prazo de Armazenamento: É essencial que as embalagens vazias sejam devolvidas ao estabelecimento comercial onde foram adquiridas, dentro do prazo de até um ano a partir da data da compra. Caso não tenham sido completamente utilizadas nesse período e ainda estejam dentro da validade, a devolução pode ser feita em até seis meses após o término do prazo de validade.
Segurança: O local de armazenamento deve ser exclusivo para produtos tóxicos, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, especialmente crianças. Placas de advertência, como "CUIDADO, VENENO", devem ser afixadas para alertar sobre os perigos da área.
Seguindo estas orientações, é possível garantir a segurança no manuseio e armazenamento das embalagens vazias, protegendo a saúde humana e o meio ambiente.

Devolução da Embalagem Vazia
A devolução da embalagem vazia do produto Alea é obrigatória e deve ser realizada pelo usuário ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou em um local indicado na nota fiscal, emitida no momento da compra. O prazo para essa devolução é de até um ano a partir da data da compra, contanto que a embalagem esteja completa e tampada.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado dentro desse prazo e ainda esteja dentro do período de validade, a devolução da embalagem vazia poderá ser efetuada em até seis meses após o término do prazo de validade.
É imprescindível que o usuário guarde o comprovante de devolução, que deve ser mantido por um período mínimo de um ano após a devolução da embalagem, para fins de fiscalização.
Procedimentos de Lavagem, Armazenamento, Devolução, Transporte e Destinação de Embalagens Vazias - Transporte
As embalagens vazias de agrotóxicos, incluindo o produto Alea, devem ser transportadas seguindo regras específicas de segurança e higiene. É fundamental que as embalagens vazias não sejam transportadas juntamente com alimentos, bebidas, rações, animais ou pessoas. Este cuidado é essencial para prevenir contaminantes e assegurar a segurança de todos os envolvidos no manuseio e transporte.
Além disso, o transporte deve ser realizado de maneira que evite qualquer acidente que possa resultar em vazamento ou contaminação, respeitando todas as normas e regulamentos estabelecidos pelas autoridades competentes.
A observação rigorosa dessas diretrizes é vital para proteger o meio ambiente e a saúde pública, garantindo que as embalagens sejam adequadamente gerenciadas desde sua utilização até sua destinação final.

Restrições Estabelecidas por Órgão Competente do Estado, Distrito Federal ou Municipal
As restrições para o uso do produto Alea devem ser sempre observadas e respeitadas conforme as legislações locais. É imprescindível que o agrônomo verifique as normativas estabelecidas em sua região, sejam elas municipais, estaduais ou federais, antes de recomendar o uso do produto. Essa prática é fundamental para garantir a conformidade legal e evitar possíveis problemas que possam surgir devido à aplicação inadequada ou ao tratamento de culturas não autorizadas. Cada local pode ter suas próprias regras referentes a este tipo de produto, e a supervisão de um profissional qualificado é essencial para assegurar que as aplicações sigam todas as diretrizes pertinentes.
| Marca comercial | Alea |
| Titular do registro | Ctva Proteção De Cultivos Ltda - Barueri (Tamboré) |
| Número do registro | 7898 |
| CNPJ | 47.180.625/0001-46 |
| Classificação ambiental | III - Produto Perigoso Ao Meio Ambiente |
| Classificação toxicológica | 5 - Categoria 5 – Produto Improvável De Causar Dano Agudo |
| Modo de ação | Não Sistêmico |
| Técnica de aplicação | Terrestre/Aérea |
| Compatibilidade | Não Se Conhecem Casos De Incompatibilidade. |
| Inflamável | Não |
| Corrosivo | Não |
| Formulação | Sc - Suspensão Concentrada |
| Observação |





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