
O Garant BR é um fungicida-bactericida cúprico amplamente utilizado nas culturas agrícolas para o controle de pragas e doenças. Neste post, vamos explorar suas características, modos de aplicação, e cuidados necessários para garantir a eficácia e a segurança do produto, tanto para o agricultor quanto para o meio ambiente.
Identificação do Produto
O produto identificado como Garant BR é um fungicida-bactericida cúprico, registrando-se no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sob o número 4701. Sua composição principal inclui o Hidróxido de Cobre, que representa 691 g/kg, correspondendo a 69,1% em peso. Esse ingrediente ativo é equivalente a 450 g/kg de cobre metálico, enquanto outros ingredientes compõem 309 g/kg (30,9% m/m) da formulação.
Garant BR pertence ao grupo químico dos inorgânicos e é classificado sob o grupo M01, especificamente como um fungicida. A sua formulação é apresentada na forma de pó molhável (WP). É um produto classificado como muito perigoso ao meio ambiente (Classe II) e enquadra-se na categoria 4 da classificação toxicológica, sendo considerado pouco tóxico para a saúde humana.
O titular do registro do Garant BR é a empresa Mitsui & Co (Brasil) S.A., localizada em São Paulo, com CNPJ 61.139.697/0001-70. Este produto é utilizado de forma terrestre e é incompatível com Ziram, Dicloran e carbamatos. Notavelmente, ressalta-se que o produto não é inflamável, mas é corrosivo, exigindo precauções especiais durante sua manipulação e aplicação.

Composição do Produto
O produto Garant BR é composto principalmente por Hidróxido de Cobre, que está presente em uma concentração de 691 g/kg, correspondendo a 69,1% do total da formulação. Este ingrediente ativo, que é classificado como um composto inorgânico, é responsável por sua eficácia como fungicida e bactericida.
Além do Hidróxido de Cobre, a formulação inclui outros ingredientes que totalizam 309 g/kg (30,9% m/m). O Hidróxido de Cobre é equivalente a 450 g/kg de cobre metálico, sendo essencial para o funcionamento e a ação do produto.
Esta composição torna Garant BR um importante recurso no controle de diversas doenças em cultivos agrícolas, garantindo uma ação eficiente contra patógenos por meio de suas propriedades químicas.
Grupo Químico e Tipo de Formulação
O produto Garant BR é classificado como um fungicida e bactericida cúprico, pertencente ao grupo químico inorgânico. A sua composição inclui Hidróxido de Cobre, com uma concentração de 691 g/kg (equivalente a 69,1% em massa), que fornece uma ação efetiva contra diversas doenças em culturas agrícolas.
A formulação deste produto é do tipo Pó Molhável (WP), o que permite uma aplicação eficiente nas superfícies das plantas, garantindo que o ingrediente ativo seja distribuído de maneira uniforme para o combate às pragas. Essa característica de formulação é fundamental para maximizar a eficácia do produto, garantindo que as culturas protegidas apresentem melhores resultados em saúde e produtividade.
O uso adequado de Garant BR, respeitando as dosagens indicadas e as práticas recomendadas, contribui para um manejo seguro e eficaz das culturas.
Registro e Titular do Produto
O produto Garant BR está registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sob o número 4701. A titularidade do registro é atribuída à empresa Mitsui & Co (Brasil) S.A., que possui o CNPJ 61.139.697/0001-70. Esta empresa é responsável por garantir a conformidade e a legalidade do uso do produto dentro das diretrizes estabelecidas pelo órgão regulamentador. Assim, o usuário pode ter a segurança de que o produto atende às exigências técnicas e legais para sua atuação no controle de pragas em culturas agrícolas.

Fabricantes
O produto Garant BR, um fungicida-bactericida cúprico de ação de contato, possui fabricantes renomados que garantem a qualidade da sua formulação. Entre os fabricantes do produto estão:
Cosaco LLC: Localizada em Houston, Texas, USA, a Cosaco é uma empresa que se destaca na produção de produtos químicos para a agricultura.
FMC Química do Brasil Ltda: Com sede na Rodovia Presidente Dutra, km 280-A, em Barra Mansa, RJ, a FMC é uma subsidiária de um grupo global com forte presença no mercado de defensivos agrícolas.
Essas empresas são responsáveis pela produção do ingrediente ativo Hidróxido de Cobre, que compõe a formulação do Garant BR, assegurando padrões elevados de qualidade e eficácia no combate a diversas doenças em cultivos agrícolas.
Formuladores
Os formuladores do produto Garant BR incluem duas importantes empresas: a Cosaco LLC e a FMC Química do Brasil Ltda.
A Cosaco LLC, localizada em Houston, Texas, EUA, é uma empresa reconhecida no setor químico, responsável pela formulação do produto. Esta empresa fornece expertise em tecnologia e inovação, contribuindo para garantir a eficácia e segurança da formulação.
A FMC Química do Brasil Ltda, uma subsidiária da FMC, também desempenha um papel fundamental na formulação do Garant BR. Com suas instalações em Pombal, no estado do Rio de Janeiro, a FMC tem se destacado como uma fornecedora de soluções químicas para a agricultura, investindo continuamente em pesquisa e desenvolvimento de produtos que atendam às necessidades do mercado brasileiro.
Ambas as empresas seguem rigorosos padrões de qualidade e segurança para garantir que o produto final atenda às expectativas dos usuários, mantendo a eficácia no controle de pragas e doenças nas culturas agrícolas.

Importadores
O produto Garant BR é importado por três empresas diferentes que desempenham um papel crucial na distribuição e disponibilidade do fungicida-bactericida cúprico em território nacional. Esses importadores são:
FMC Química do Brasil Ltda.
- Endereço: Rodovia Presidente Dutra s/n, km 280-A, Pombal, CEP: 27365-000, Barra Mansa/RJ
- CNPJ: 04.136.367/0037-07
- Registro da empresa na INEA/RJ: LOR nº IN051696.
Du Pont do Brasil S.A.
- Endereço: Rua Oxigênio, 748, CEP: 42810-270, Camaçari/BA
- CNPJ: 61.064.929/0021-12
- Registro da empresa: ADAB/BA: nº 29501.
Corteva Agriscience do Brasil Ltda
- Endereço: Avenida Doutor Roberto Moreira, 1381, Boa Esperança, CEP: 13148-058, Paulínia/SP
- CNPJ: 61.064.929/0003-30
- Cadastro Estadual CDA/SP nº 543.
Essas empresas são responsáveis pela importação e comercialização do produto, garantindo que ele esteja disponível para os agricultores e profissionais da área que necessitam de soluções eficazes no manejo de doenças em diversas culturas.
Culturas e Doenças - Abacate
Verrugose (Sphaceloma perseae)
A verrugose, causada pelo fungo Sphaceloma perseae, é uma das principais doenças que afetam a cultura do abacate (Persea americana Mill.). Este patógeno é conhecido por provocar lesões necróticas nos frutos, reduzindo a qualidade visual deles, o que se traduz em perdas comerciais significativas. Além da desvalorização estética, a doença causa quedas de frutos jovens e subdesenvolvimento, especialmente em situações em que a severidade da infecção é alta.
Sintomas
Os principais sintomas da verrugose manifestam-se principalmente nos frutos, que apresentam lesões salientes, arredondadas e de coloração marrom. Essas lesões epidérmicas se caracterizam por serem ásperas e cobertas por tecidos cicatriciais, gerando um aspecto indesejável para o consumidor. As folhas também podem ser afetadas, apresentando pequenas lesões necróticas de coloração semelhante.
Bioecologia
O fungo Sphaceloma perseae desenvolve-se mais efetivamente em condições de alta umidade, tornando-o mais prevalente em regiões tropicais onde o abacateiro é cultivado. Em condições desfavoráveis, o patógeno pode sobreviver em folhas infectadas remanescentes, o que representa um risco de reinfecção em ciclos futuros de cultivo.

Controle
Para o manejo da verrugose no abacate, recomenda-se a realização de podas de limpeza, removendo as plantas infectadas para reduzir a fonte de inóculo. A aplicação de fungicidas é aconselhada em viveiros, logo ao surgimento dos primeiros sintomas, visando a proteção das novas plantações. A implementação de boas práticas agrícolas, juntamente com a observância do ambiente de cultivo e condições climáticas, desempenham papéis cruciais na eficácia do controle dessa doença.
Aipo
Cercosporiose (Cercospora apii)
A cercosporiose, causada pelo fungo Cercospora apii, é uma doença que afeta o cultivo do aipo, levando a perdas significativas na qualidade e rendimento da planta, especialmente se os ataques ocorrerem no início da cultura. Essa doença é amplamente distribuída nas regiões onde o aipo é cultivado, incluindo registros no Brasil, notadamente nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Sintomas
Os sintomas típicos da cercosporiose se manifestam como manchas cloróticas em ambas as faces das folhas, que apresentam uma textura semelhante a papel. Inicialmente, as lesões aparecem como pequenas manchas circulares, secas e de coloração clara, aumentando rapidamente de tamanho até alcançarem diâmetro de 1 a 2 cm, quando se tornam cinzentas ou marrons sem um bordo delimitador.
As folhas, ao adquirir várias manchas, tornam-se cloróticas e eventualmente murcham. Quando a doença se desenvolve sob condições favoráveis, uma grande quantidade de conídios é formada dentro das lesões, resultando na murcha completa das plantas.

Bioecologia
O Cercospora apii pode sobreviver nos restos de cultura infectados que permanecem no solo e nas sementes por mais de dois anos. A principal via de disseminação do patógeno a longas distâncias é através de sementes infectadas ou contaminadas. Dentro da lavoura, os conídios se dispersam pelo vento ou pelos respingos da água da chuva e da irrigação por aspersão, pelos trabalhadores e também pelas ferramentas de trabalho.
Ambientes com umidade relativa próxima a 100% e temperaturas entre 15 °C a 30 °C favorecem o desenvolvimento da doença, tornando-a uma preocupação significativa para os agricultores que cultivam aipo.
Culturas e Doenças - Amendoim
O amendoim é uma cultura suscetível a diversas doenças, das quais se destacam duas principais: a mancha-castanha, causada pelo fungo Cercospora arachidicola, e a mancha-preta, provocada pelo fungo Pseudocercospora personata. Ambas as doenças podem causar graves perdas de rendimento, especialmente quando as condições climáticas favorecem a sua disseminação.
Mancha-Castanha (Cercospora arachidicola)
A mancha-castanha é considerada a principal doença foliar do amendoim. Esta doença ocorre principalmente em regiões onde se cultiva amendoim, e sua incidência é especialmente alta em estados como Pernambuco e São Paulo no Brasil. O sintoma característico da mancha-castanha são lesões foliares necróticas e marrons, que se iniciam nas folhas mais velhas e progridem para as mais jovens. As lesões podem aumentar de tamanho, levando à desfolhação e consequente redução significativa na produção, podendo chegar a perdas de até 50% se não houver controle.
O fungo que causa essa doença sobrevive na forma de micélio, conídios e clamidósporos, principalmente em restos de cultura deixados no campo. A disseminação das infecções ocorre por meio de conídios levados pelo vento e respingos da água da chuva ou de irrigação.

Mancha-Preta (Pseudocercospora personata)
A mancha-preta é outra importante doença que afeta o amendoim, frequentemente ocorrendo juntamente com a mancha-castanha, dificultando a diferenciação dos sintomas no campo. Os sintomas da mancha-preta se manifestam inicialmente nas folhas, onde aparecem pequenas manchas necróticas que aumentam de tamanho e podem levar à queda das folhas. Assim como a mancha-castanha, se não controlada, a mancha-preta pode resultar em perdas significativas nos rendimentos, pois afeta a capacidade da planta de realizar a fotossíntese adequadamente.
O fungo causador da mancha-preta dissemina-se através de conídios que são transportados pelo vento e respingos de água. Para manejar essas doenças, é recomendado seguir práticas culturais eficazes, como a rotação de colheitas, eliminação de restos culturais infectados e o uso de fungicidas adequados a partir do surgimento dos primeiros sintomas.
Em suma, o manejo efetivo das doenças do amendoim exige monitoramento constante, adoção de boas práticas agrícolas e intervenções químicas quando necessário, visando garantir a saúde das plantas e a produtividade da cultura.
Culturas e Doenças - Banana
A banana, uma das frutas mais consumidas no mundo, é suscetível a diversas doenças que podem impactar severamente sua produção. Entre as patologias que afetam essa cultura, destaca-se o Mal de Sigatoka, causado pelo fungo Cercospora musae. Esta doença é um dos principais problemas fitossanitários enfrentados pelos produtores de banana, especialmente em regiões tropicais e subtropicais.
Descrição da Doença
O Mal de Sigatoka manifesta-se, predominantemente, em forma de manchas nas folhas. Inicialmente, as lesões aparecem como pequenas manchas claras, que rapidamente evoluem para áreas maiores com coloração marrom. Com a progressão da doença, essas manchas podem se coalescer, levando à desfolhação prematura da planta, o que compromete a fotossíntese e, consequentemente, a produção de frutos saudáveis.
Sintomas e Impacto
Os sintomas na planta incluem a queda precoce das folhas, o que pode resultar na redução da qualidade e da quantidade de frutos produzidos. Em condições severas, o colapso da folhagem pode ocorrer, levando a perdas significativas na colheita. A incidência do Mal de Sigatoka é amplificada em ambientes úmidos, onde a umidade propicia a disseminação do fungo.

Conclusão
Portanto, é fundamental que os produtores de banana realizem monitoramento e controle rigorosos com o uso de fungicidas apropriados e práticas culturais adequadas, a fim de mitigar os efeitos do Mal de Sigatoka e garantir a produção contínua de uma das frutas mais importantes para a dieta global.
Culturas e Doenças - Batata
A batata é suscetível a diversas doenças que podem causar perdas significativas de rendimento. Entre as principais enfermidades que afetam essa cultura, destacam-se a Pinta Preta e a Requeima.
Pinta Preta (Alternaria solani)
A Pinta Preta, causada pelo fungo Alternaria solani, é uma das doenças mais comuns na cultura da batata. Esta doença provoca perdas consideráveis devido ao desfolhamento quase total das folhas.
Sintomas:
Os sintomas são caracterizados por manchas pretas que se coalescem nas folhas, eventualmente cobrindo toda a lâmina foliar. Em infecções severas, as folhas podem morrer, resultando em perdas de até 30% no rendimento da cultura.
Bioecologia:
O fungo sobrevive nos restos culturais na forma de conídios, micélio ou clamidósporos. Ele também persiste em plantas voluntárias e tubérculos infectados que permaneceram no campo. A dispersão ocorre através da água da chuva e pelo vento, com condições de alta umidade e temperaturas amenas favorecendo seu desenvolvimento.
Controle:
O controle da Pinta Preta pode ser realizado por meio do uso de variedades resistentes e pela aplicação regular de fungicidas. Além disso, é fundamental manter uma boa sanidade das sementes e controlar as ervas daninhas ao redor das plantiações, evitando o excesso de irrigação e danos mecânicos nas folhas.

Requeima (Phytophthora infestans)
A Requeima, popularmente conhecida como Mela, é considerada a mais importante doença da batata, podendo afetar todas as partes da planta, desde plântulas até tubérculos.
Sintomas:
Os sintomas iniciais incluem manchas escuras e irregulares que se espalham rapidamente por toda a planta. Em condições favoráveis, a severidade da infecção pode resultar em podridão nos tubérculos e desfolha significativa, levando a perdas substanciais.
Bioecologia:
Phytophthora infestans sobrevive em outras plantas hospedeiras e nos restos culturais. As principais formas de disseminação são pelo vento, chuva e insetos. A infecção é favorecida por temperaturas amenas e umidade elevada, tornando esta doença especialmente devastadora em climas tropicais.
Controle:
Para o controle da Requeima, é essencial utilizar fungicidas apropriados, alternando entre diferentes classe de produtos químicos para evitar resistência. Além disso, práticas culturais como rotação de culturas, escolha de áreas bem drenadas para o cultivo e eliminação de restos de culturas contaminadas são recomendadas para prevenir a incidence desta doença.
A gestão adequada dessas doenças através de práticas integradas é crucial para garantir uma produção de batata saudável e produtiva.
Culturas e Doenças - Beterraba
A cultura da beterraba é suscetível a diversas doenças, sendo a Cercospora beticola o agente causador principal da mancha-de-cercospora, também conhecida como mancha-das-folhas. Esta doença se manifesta através de sintomas que podem causar danos severos à produção.
Descrição da Doença
Cercospora beticola é um patógeno amplamente distribuído, especialmente destrutivo durante os períodos quentes e úmidos. Nos campos de beterraba, essa doença pode reduzir significativamente a qualidade e a quantidade dos rendimentos. As infecções ocorrem principalmente nas folhas mais velhas, onde os sintomas se tornam evidentes.
Sintomas
Os sintomas típicos da mancha-das-folhas incluem o aparecimento de manchas foliares necróticas e coalescentes, que levam ao colapso das folhas. As lesões iniciam-se como pequenas manchas circulares, douradas a marrom-claras, rodeadas por bordos marrons-escuros a púrpura-avermelhados. À medida que a doença avança, as manchas aumentam de tamanho e podem coalescer, resultando na necrose total da folha.

Bioecologia
O fungo pode sobreviver na forma de conídios ou estromas, especialmente nos restos de cultura deixados no campo após a colheita, além de em sementes infectadas. A disseminação ocorre através de sementes e também pelos respingos de água da chuva ou de irrigação. Condições climáticas favoráveis, como chuvas prolongadas e umidade elevada, promovem a infecção e a progressão da doença.
Controle
O controle da doença pode ser realizado através de medidas práticas, incluindo a rotação de culturas com espécies não-hospedeiras. É crucial eliminar os restos culturais infectados do campo para reduzir o potencial de inóculo para futuras plantações. A utilização de cultivares resistentes é recomendada, assim como a aplicação de fungicidas em caso de infecções severas.
Em conclusão, a doença causada por Cercospora beticola representa um desafio significativo para a cultura da beterraba, sendo essencial a adoção de boas práticas de manejo e controle para mitigar seus efeitos negativos na produção.
Cacau
Podridão Parda (Phytophthora infestans)
A Podridão Parda é uma das doenças mais significativas que afetam a cultura do cacau (Theobroma cacao L.) e é causada pelo fungo Phytophthora infestans. Esta doença é amplamente distribuída nas regiões tropicais, onde ocorrem condições climáticas favoráveis ao seu desenvolvimento.
Os sintomas característicos dessa doença incluem lesões e podridões que afetam principalmente os frutos. Quando a infecção se espalha, os sintomas podem se manifestar na forma de manchas marrons que rapidamente se expandem, levando ao comprometimento da qualidade e à redução da colheita dos frutos. As plantas de cacau afetadas podem apresentar sinais de murcha, e em casos graves, a queda prematura dos frutos infectados.

Controle da Doença
O controle da Podridão Parda em plantações de cacau deve ser realizado de maneira integrada, que inclua práticas culturais, controle químico e, quando disponível, o uso de variedades de cacau que sejam resistentes ao patógeno. Entre as práticas recomendadas, destaca-se a remoção de frutos infectados, a realização de colheitas frequentes e a adequada gestão da umidade no solo e na cobertura das plantas. O uso de fungicidas específicos para o controle de Phytophthora infestans é aconselhável, principalmente durante os períodos chuvosos, quando a doença tende a se espalhar mais rapidamente.
A Podridão Parda é um desafio significativo e a aplicação de uma gestão integrada pode auxiliar os produtores a minimizarem as perdas e garantirem a saúde das plantações de cacau.
Café
A cultura do café é significativamente impactada por diversas doenças que afetam a qualidade e o rendimento da produção. Entre as principais doenças que afetam o cafeeiro, destacam-se a Ferrugem, a Mancha-de-Olho-Pardo e a Antracnose.
Ferrugem (Hemileia vastatrix)
A Ferrugem do cafeeiro, causada pelo fungo Hemileia vastatrix, é considerada a doença mais importante para a cultura do café em todo o mundo. Esta doença provoca a queda precoce das folhas, levando ao enfraquecimento das plantas e à diminuição da produção de frutos no ano seguinte. A Ferrugem é disseminada principalmente por períodos chuvosos e a alta umidade relativa do ar, condições que favorecem o seu desenvolvimento. No Brasil, a doença foi inicialmente registrada na Bahia e, posteriormente, se espalhou para outras regiões cafeeiras do país.
Mancha-de-Olho-Pardo (Cercospora coffeicola)
Conhecida também como Cercosporiose, a Mancha-de-Olho-Pardo, causada pelo fungo Cercospora coffeicola, é uma das doenças mais antigas documentadas nas Américas e afeta amplamente a produção de café. Os sintomas incluem lesões foliares de coloração marrom, com o centro das manchas apresentando-se mais claro, que podem resultar na queda das folhas e perda de qualidade dos grãos. Esta doença é prevalente na maioria das regiões cafeeiras do Brasil e contribui para a desfolha generalizada das plantas, aumentando o risco de queima das mudas nos viveiros.

Antracnose (Colletotrichum coffeanum)
A Antracnose, causada pelo fungo Colletotrichum coffeanum, apresenta uma gama de infecções que impactam o cafeeiro, afetando especialmente as flores e os frutos em amadurecimento. Os sintomas incluem manchas escuras e deprimidas nas pétalas e frutos, levando à diminuição da qualidade e, em casos severos, à queda dos frutos. A incidência da Antracnose é reconhecida em todos os países produtores de café e é particularmente desastrosa em condições úmidas, onde os danos podem ser extensivos.
Essas doenças, em conjunto com as condições climáticas e práticas culturais inadequadas, podem resultar em prejuízos significativos para a produção de café, tornando essencial o desenvolvimento de estratégias eficazes de controle e manejo integrado para proteger essa cultura tão valorizada.
Culturas e Doenças - Cenoura
A cenoura (Daucus carota) é uma cultura amplamente cultivada e suscetível a diversas doenças, entre elas se destacam a Queima das Folhas (Alternaria dauci) e a Cercosporiose (Cercospora carotae).
Queima das Folhas (Alternaria dauci)
Descrição
O fungo Alternaria dauci é um patógeno de ampla distribuição, conhecido por causar perdas severas na cultura da cenoura, especialmente no início do plantio. Esse fungo provoca a morte das plântulas e a perda de folhagem, resultando em uma diminuição significativa nos rendimentos e qualidade das raízes.
Sintomas
Os sintomas típicos da doença incluem lesões necróticas nas folhas, inicialmente pequenas e marrons, rodeadas por um halo amarelo. À medida que evolui, essas lesões aumentam e podem provocar a morte das folhas. No caso das raízes, manchadas e apodrecidas, esses danos se devem à infecção que ocorre através de ferimentos ou lesões mecânicas. As sementes também podem ser afetadas, levando ao escurecimento das hastes florais e flores.
Bioecologia
O fungo é capaz de sobreviver em sementes contaminadas e em restos culturais deixados no solo, o que representa uma importante fonte de inóculo para os futuros plantios. A disseminação ocorre principalmente por sementes infectadas e restos contaminados no solo, além de ser favorecida por condições climáticas de alta umidade (96-100%) e temperaturas entre 16-37 °C.

Controle
Para o controle da Queima das Folhas, é recomendado o uso de cultivares comerciais resistentes, tratamento de sementes com fungicidas, rotação de culturas com plantas não-hospedeiras, e evitar o cultivo denso, garantindo melhor circulação de ar entre as plantas.
Cercosporiose (Cercospora carotae)
Descrição
Cercospora carotae é o agente responsável pela Queima das Folhas na cenoura. Esta doença é comum e pode ser confundida com os sintomas causados por Alternaria dauci e Xanthomonas campestris pv. carotae, dificultando a avaliação de perdas que a doença pode acarretar.
Sintomas
Os sintomas incluem lesões que surgem como manchas circulares e marrons nas folhas, especialmente nas mais jovens. Em condições de alta umidade, as lesões tendem a escurecer e, se não controladas, podem levar a uma desfolha severa e comprometer o desenvolvimento do cultivo.
Bioecologia
O fungo sobrevive em restos culturais deixados no campo e em sementes. As manchas são disseminadas via sementes comprometidas e por vento dentro das lavouras, além de pequenas gotículas de água que transportam os esporos.
Controle
As práticas de controle envolvem a remoção dos restos de cultura infectados, uso de sementes sadias e tratamento com fungicidas, além de medidas de manejo que favoreçam a aeração das plantas e evitem o acúmulo de umidade.
Em resumo, o manejo adequado da cenoura requer atenção constante às doenças que podem atacar a cultura, sendo essencial a adoção de práticas de controle integradas que minimizem as perdas e promovam um cultivo saudável.
Culturas e Doenças - Citros
Os citros são plantas amplamente cultivadas que enfrentam diversas doenças, impactando diretamente a qualidade e a produtividade. Entre as principais patologias que afetam os citros, destacam-se a verrugose da laranja-doce, verrugose da laranja-azeda, rubelose e melanose ou podridão peduncular, todas causadas por fungos que comprometem a saúde das plantas, levando a perdas significativas.

Verrugose (Elsinoe australis)
A verrugose da laranja-doce é causada pelo fungo Elsinoë australis. Esta doença resulta na depreciação dos frutos, afetando seu valor comercial para consumo in natura. Essa verrugose é especialmente importante porque também contribui para o aumento da severidade da leprose, uma doença de origem viral que é transmitida por ácaros que se escondem nas verrugas provocadas por este patógeno. O fungo que causa a verrugose possui uma distribuição restrita à América do Sul, com registros no Brasil nos estados de Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Verrugose (Elsinoe fawcetti)
Outra forma de verrugose que atinge os citros é provocada pelo fungo Elsinoe fawcettii, que causa a verrugose da laranja-azeda. Assim como a primeira, esta doença também pode depreciar os frutos e está atribuída à mesma família de fungos. Este patógeno é encontrado em quase todas as áreas produtivas de citros e representa uma ameaça ao cultivo, especialmente em regiões com alto regime de chuvas.
Rubelose (Corticium salmonicolor)
A rubelose é uma doença provocada pelo fungo Corticium salmonicolor, e ocorre em regiões tropicais chuvosas e muito úmidas. Essa patologia ataca predominantemente os ramos dos citros, resultando na morte descendente das partes afetadas. No Brasil, a rubelose é severa nas regiões com clima úmido, especialmente em áreas citrícolas paulistas.
Melanose ou Podridão Peduncular (Phomosis citri)
A melanose ou podridão peduncular, causada pelo fungo Phomosis citri, é outra doença que afeta os frutos dos citros, resultando em manchas e podridão. Esta condição prejudica a aparência dos frutos e pode resultar em perdas econômicas significativas para os produtores.
Essas doenças ressaltam a importância de um manejo adequado dos cultivos de citros, incluindo práticas culturais e o uso criterioso de defensivos agrícolas para conter a disseminação das patologias e garantir a produção saudável e econômica das plantações.

Culturas e Doenças - Feijão
Queima-das-Folhas (Phyllosticta phaseolina)
A Queima-das-Folhas, causada pelo fungo Phyllosticta phaseolina, afeta toda a parte aérea da planta de feijão, sendo uma bactéria de importância secundária, mas que está presente em quase todas as regiões produtoras de feijão no Brasil, com destaque nos estados do Paraná e Rio de Janeiro.
Sintomas
Os sintomas da Queima-das-Folhas são observados nas folhas, ramos, botões florais e vagens. Nas folhas mais velhas, aparecem pequenas manchas angulares que podem coalescer, atingindo de 7 a 10 mm de diâmetro. Essas lesões características apresentam coloração clara, com centro necrótico, circundadas por uma margem avermelhada. No desenvolvimento da doença, o centro das lesões mais velhas geralmente se rompe, gerando pequenos furos, e a perda das folhas é favorecida por ventos.
Bioecologia
O fungo Phyllosticta phaseolina sobrevive principalmente sobre restos culturais, sendo a temperatura moderada, umidade alta e períodos chuvosos fatores que favorecem o seu crescimento e a manifestação da doença.
Controle
Para o controle da Queima-das-Folhas, recomenda-se a eliminação dos restos culturais e a rotação de culturas. A pulverização da cultura com produtos à base de cobre é uma prática eficaz para o controle da doença.
Culturas e Doenças - Figo
A cultura do figo (Ficus carica) é susceptível a várias doenças, das quais a mais relevante é a provocada pelo fungo Cerotelium fici, conhecido como ferrugem. Essa doença tem um impacto significativo na produção de figos, levando a perdas severas, especialmente sob condições favoráveis ao patógeno.
Sintomas
Os sintomas da ferrugem aparecem primeiramente nas folhas mais velhas. As lesões começam como manchas angulosas, que se tornam verde-amareladas e, gradualmente, podem evoluir formando pústulas na face inferior das folhas. Sob ataques intensos, as árvores podem ficar completamente desfolhadas em apenas 20 a 30 dias, levando a uma substancial redução na frutificação.

Bioecologia
O fungo Cerotelium fici se sobrevive nos restos de folhas infectadas que permanecem no solo. A sua disseminação ocorre principalmente pelo vento e pelos respingos de água da chuva ou da irrigação, favorecendo a infecção em condições de alta umidade e temperaturas amenas.
Controle
Para o controle da ferrugem do figo, recomenda-se a adoção de práticas culturais como a remoção e queima de restos de plantas infectadas, além da utilização de fungicidas protetores durante o período vegetativo. Em pomares, a poda regular e a manutenção de um bom arejamento são medidas importantes para reduzir a umidade e prevenir a incidência da doença.
Dessa forma, o manejo eficaz da ferrugem no cultivo do figo é essencial para garantir a saúde e a produtividade das plantas.
Culturas e Doenças - Manga
A cultura da manga é suscetível a diversos patógenos que podem afetar seu desenvolvimento e qualidade. Um dos principais agentes causadores de problemas na manga é o fungo Glomerella cingulata, responsável pela antracnose. Essa doença é particularmente importante, pois pode causar danos significativos aos frutos em todas as suas fases de desenvolvimento.
Descrição da Doença
A antracnose, causada por Glomerella cingulata, manifesta-se através de lesões na casca dos frutos, que se apresentam como manchas escuras, tornando-se uma preocupação para os produtores, especialmente no que diz respeito à aparência e à qualidade comercial das mangas. A infecção ocorre desde o início do desenvolvimento do fruto até sua colheita, influenciando diretamente a produtividade.
Sintomas
Os sintomas da antracnose incluem o surgimento de manchas marrom-escuras nas folhas e frutos, que podem levar à deterioração dos produtos. Este avanço dos sintomas torna-se crítico durante as épocas quentes e úmidas, favorecendo o desenvolvimento do fungo e, consequentemente, aumentando o risco de perdas econômicas significativas.

Controle da Doença
O manejo da antracnose envolve práticas que incluem a aplicação de fungicidas específicos, bem como o monitoramento das condições climáticas que favorecem o aparecimento da doença. É essencial realizar uma boa prática de rotação de culturas e eliminar os restos de plantas do campo para reduzir a fonte de inóculo. O uso de variedades resistentes, quando disponíveis, também pode ser uma estratégia efetiva para o controle da antracnose na cultura da manga.
Por ser uma cultura de importância econômica, é vital que os produtores estejam cientes dos riscos associados à antracnose e adotem medidas proativas para garantir a saúde e a qualidade das suas plantações de manga.
Culturas e Doenças - Melão
O cultivo de melão (Cucumis melo L.) é suscetível a diversas doenças, entre elas, destaca-se a antracnose, causada pelo fungo Glomerella cingulata. Essa doença é conhecida por provocar sérios danos às plantas, afetando tanto as folhas quanto os frutos.
Sintomas
Os sintomas da antracnose no melão se manifestam inicialmente através de lesões nas folhas e nos frutos. As folhas podem apresentar manchas de cor marrom ou preta, que, com o avanço da doença, podem levar à desfolha e ao comprometimento da planta. Nos frutos, a infecção se traduz em manchas similares, resultando na podridão e redução da qualidade comercial, podendo levar à perda total da produção em condições favoráveis ao patógeno.
Bioecologia
Glomerella cingulata sobrevive em restos vegetais e pode ser disseminada por meio de respingos de água da chuva ou irrigação, sendo que a alta umidade e temperaturas adequadas favorecem o desenvolvimento do fungo. A presença de água livre na superfície das folhas é um fator crítico para a germinação e infecção, o que torna o manejo da irrigação um aspecto essencial no controle dessa doença.
Controle
O controle da antracnose no melão deve incluir práticas culturais, como rotação de culturas, eliminação de restos de colheitas e o uso de variedades resistentes, quando disponíveis. Além disso, a aplicação de fungicidas é recomendada no início dos sintomas para prevenir a progressão da doença. Portanto, a realização de monitoramento constante e a adoção de medidas preventivas são cruciais para garantir a saúde das plantações de melão e evitar perdas significativas na produção.

Culturas e Doenças - Pimentão
Antracnose (Colletotrichum gloeosporioides)
A antracnose é uma doença representada pelo fungo Colletotrichum gloeosporioides, que é de grande importância econômica para a cultura do pimentão. Essa patologia incide principalmente nos frutos, afetando diretamente sua qualidade e, consequentemente, seu valor comercial. Além dos frutos, a doença pode também se manifestar em folhas e hastes, embora com menor gravidade.
Sintomas
Os sintomas típicos da antracnose incluem lesões deprimidas e escuras nos frutos, que começam como pequenas manchas marrom-escuras, circulares e deprimidas, apresentando bordas bem definidas. Estas lesões evoluem, levando ao aparecimento de um centro que se torna cinza-escuro ou negro com círculos concêntricos. No caso de epidemias severas, as perdas podem chegar a 50%.
Nas folhas, os sintomas aparecem como manchas necróticas marrons, secas e irregulares, enquanto nos caules formam-se lesões estriadas e escuras.
Bioecologia
Esse fungo ocorre em praticamente todas as regiões produtoras de pimentão e pode sobreviver em restos culturais, em plantas voluntárias e em outros hospedeiros. A disseminação da doença ocorre principalmente por meio de respingos de água da chuva e da irrigação, além de também ser favorecida por ambientes com alta umidade e temperaturas moderadas.
Controle
Não há relatos de variedades resistentes ao Colletotrichum gloeosporioides, sendo assim, o controle da antracnose deve ser realizado por meio de práticas culturais adequadas. As sementes devem ser limpas e livres da doença, e as plantações devem ter um espaçamento adequado para melhorar a circulação de ar e evitar a umidade excessiva. O uso de fungicidas protetores associados a práticas de manejo cultural, como a eliminação de restos culturais e a rotação de culturas, é fundamental para o controle efetivo da antracnose em pimentão.
Culturas e Doenças - Pepino
O pepino (Cucumis sativus L.) é uma cultura bastante afetada por diversas doenças, entre as quais se destacam a Antracnose, a Mancha Angular, a Queima de Cladosporium e a Requeima, todas causadas por patógenos específicos que podem provocar sérios prejuízos na produção.

Antracnose (Glomerella cingulata)
A Antracnose é causada pelo fungo Glomerella cingulata e é uma das doenças que afetam diretamente os frutos do pepino. Este patógeno pode levar à deterioração significativa da qualidade dos frutos, resultando em perdas econômicas. Os sintomas se manifestam principalmente sob a forma de lesões nas partes verdes da planta, onde se observa um comprometimento do crescimento vegetativo e a formação de manchas que podem evolucionar para podridões.
Mancha Angular (Pseudomonas syringae pv. lachrymans)
A Mancha Angular é uma das doenças bacterianas mais severas que afetam o pepino, causada pela bactéria Pseudomonas syringae pv. lachrymans. Inicialmente, a infecção apresenta-se como manchas encharcadas e de formato angular na superfície das folhas, que posteriormente desenvolvem coloração marrom e podem resultar na destruição do tecido foliar. A exposição prolongada às condições favoráveis, como alta umidade, aumenta a severidade da infecção.
Queima de Cladosporium (Cladosporium cucumerinum)
A Queima de Cladosporium, causada pelo fungo Cladosporium cucumerinum, pode afetar tanto as mudas quanto as plantas adultas, resultando em significativos danos às folhas e frutos. Os sintomas incluem a presença de manchas marrom-claras a marrons nas folhas, que usualmente se tornam necróticas e podem levar à desfolha precoce. A queima de Cladosporium é favorecida por condições de clima frio e úmido.
Requeima (Phytophthora capsici)
A Requeima, provocada por Phytophthora capsici, é um patógeno conhecido por sua agressividade e pela alta susceptibilidade das variedades de pepino. Este fungo afeta a raiz e a região do colo das plantas, provocando murcha e, frequentemente, a morte das mesmas em poucos dias, especialmente em condições de alta umidade do solo. Além disso, a Requeima também pode se manifestar nas partes aéreas, causando necrose e desfolha.
A gestão adequada das doenças do pepino envolve a implementação de práticas culturais, controle químico e a escolha de variedades resistentes, a fim de minimizar os impactos negativos na produção e garantir a qualidade dos frutos.

Tomate
O tomate (Solanum lycopersicum) é uma cultura amplamente cultivada em diversas regiões do mundo, sendo uma das hortaliças mais importantes no Brasil. Entretanto, esta planta está sujeita a várias doenças que podem comprometer sua produção e qualidade.
Doenças Comuns
Mancha de Alternaria (Alternaria solani)
A Mancha de Alternaria, também conhecida como Pinta-preta, é uma das principais doenças que afetam o tomateiro. É causada pelo fungo Alternaria solani, que é um patógeno bem estabelecido em regiões onde o tomate é cultivado. A doença provoca perdas significativas, especialmente quando o controle químico é inadequado.
Sintomas: Os sintomas iniciais incluem manchas foliares marrom-escuras que podem coalescer e cobrir quase toda a folha, levando à desfolha total da planta. Além das folhas, o ataque do fungo ocorre diretamente nos frutos, resultando em perdas diretas de produção.
Bioecologia: O fungo pode sobreviver por longos períodos no solo ou sobre restos culturais, sendo disseminado pelo vento e pela água da chuva. Condições de alta umidade e temperatura adequada favorecem o desenvolvimento da doença.
Controle: O controle da Mancha de Alternaria requer a utilização de sementes livres do patógeno, tratamento preventivo com fungicidas, rotação de culturas e eliminação dos restos de colheita. É crucial manter os cultivos em áreas bem arejadas para evitar a umidade excessiva.

Requeima (Phytophthora infestans)
Outra doença significativa para o tomateiro é a Requeima, causada pelo fungo Phytophthora infestans. Esta doença é reconhecida por causar grandes prejuízos na produção, afetando tanto o tomate quanto a batata.
Sintomas: Os primeiros indicadores da Requeima são manchas irregulares nas folhas que se expandem rapidamente, levando à necrose dos tecidos. A infecção pode ocorrer em todas as partes da planta, incluindo os frutos, que frequentemente apresentam lesões.
Bioecologia: O patógeno sobrevive em restos de cultura e se propaga através de esporângios que são transportados pela água ou pelo vento. O fungo se reproduz eficientemente em condições de umidade elevada e temperaturas amenas, sendo capaz de causar surtos devastadores em plantações.
Controle: A gestão da Requeima no tomateiro deve incluir práticas culturais como evitar áreas com umidade excessiva, utilização de fungicidas em um programa de controle integrado e rotação de culturas. A aplicação preventiva de fungicidas é recomendada assim que os sintomas forem detectados.
Conclusão
O manejo eficaz das doenças do tomateiro, como a Mancha de Alternaria e a Requeima, é essencial para garantir a produtividade e a qualidade da cultura. Os produtores devem adotar práticas de manejo integrado, que envolvem desde a escolha de variedades resistentes até a aplicação atenta de fungicidas, a fim de minimizar perdas e garantir colheitas saudáveis.
Culturas e Doenças - Uva
A cultura da uva (Vitis vinifera) é suscetível a diversas doenças, sendo as mais relevantes a antracnose, o míldio e a podridão amarga, todas causadas por fungos distintos que impactam a qualidade e a produção das uvas.
6.18.1 Antracnose (Elsinoe ampelina)
A antracnose da uva, causada pelo fungo Elsinoe ampelina, é uma das doenças mais graves que afetam a videira. Os sintomas típicos incluem lesões foliares que apresentam manchas circulares, com bordas marrons a negras e centros esbranquiçados, além de prejudicar a qualidade dos frutos. A doença pode causar uma significativa perda na qualidade da uva, afetando o rendimento final.

6.18.2 Míldio (Plasmopara viticola)
O míldio, resultante da infecção pelo fungo Plasmopara viticola, é particularmente perigoso, sendo capaz de causar perdas totais na produção. Este parasita ataca principalmente as folhas, causando manchas amarelas que evoluem para uma cobertura branca semelhante a mofo, e pode afetar também os frutos, comprometendo seu desenvolvimento e qualidade. As condições climáticas, como umidade alta e temperaturas amenas, favorecem o desenvolvimento dessa doença.
6.18.3 Podridão amarga (Melanconium furligneum)
A podridão amarga, causada pelo fungo Melanconium furligneum, é outra preocupação importante para os viticultores. Os sintomas incluem lesões nas partes verdes da planta e nos frutos, levando à deterioração e redução da qualidade dos grãos. A infecção pode resultar em frutas mumificadas, que não são adequadas para comercialização.
Conclusão
O manejo integrado das doenças da uva é essencial para garantir a saúde das plantas e a qualidade da produção. Práticas culturais, como a rotação de culturas e a adequada ventilação dos vinhedos, junto com o uso de fungicidas apropriados, são fundamentais para minimizar os impactos dessas doenças nas plantações de uva.

Instruções de Uso - Métodos de Aplicação
O produto Garant BR deve ser aplicado de maneira uniforme, garantindo boa cobertura das partes aéreas das plantas. Para assegurar que a calda atinja efetivamente as folhas, é importante evitar a deriva durante a aplicação.
As aplicações devem ser realizadas via terrestre, utilizando pulverizadores tratorizados ou costais, que sejam dotados de bicos de jato cônico do tipo D2, os quais são adequados para a aplicação de formulações em pó molhável. É fundamental calibrar os equipamentos, adequando-se à cultura e à vazão requerida. Os equipamentos de aplicação, reservatórios e outros utensílios devem ser lavados com água limpa após cada dia de operação, a fim de evitar corrosões nas partes metálicas, como alumínio, ferro e ferro galvanizado.
Além disso, para o preparo da calda, deve-se encher metade do tanque do pulverizador com água, adicionar o Garant BR lentamente, mantendo o agitador mecânico operando, e continuar a encher com água até atingir o volume desejado. É importante não fazer pré-pasta com o produto. Se necessário, pode-se adicionar espalhantes ou espalhantes-adesivos posteriormente.
Por fim, recomenda-se que a aplicação ocorra durante condições climáticas favoráveis, evitando períodos de ventos fortes e horas mais quentes do dia, respeitando as orientações do fabricante para assegurar uma aplicação eficaz e segura.

Instruções de Uso - Preparo da Calda
O preparo da calda para aplicação do produto Garant BR é um processo importante que deve ser seguido com atenção para garantir a eficácia do tratamento e a segurança do aplicador. Para preparar a calda, siga estes passos:
Encha 1/2 tanque do pulverizador com água: Comece colocando metade do volume total da água no seu tanque de pulverização.
Adicione Garant BR lentamente ao tanque: Com o agitador mecânico em funcionamento, adicione o produto Garant BR ao tanque, de forma lenta e gradual. Isso ajuda a evitar aglomerações e garante uma melhor mistura.
Continue enchendo com água: Após a adição do produto, complete o tanque com água até o nível desejado, mantendo sempre o agitador em funcionamento.
Não fazer pré-pasta com Garant BR: É importante não preparar uma pré-pasta do produto com água antes de colocá-lo no tanque.
Espalhantes ou espalhantes-adesivos: Caso necessário, você pode adicionar espalhantes ou espalhantes-adesivos depois que a calda estiver preparada, seguindo as recomendações do fabricante.
Com a calda devidamente preparada, é essencial aplicá-la de maneira uniforme nas partes aéreas das plantas, garantindo boa cobertura, e evitar a deriva durante a aplicação. Isso assegura que o produto atinja as áreas necessárias para uma proteção eficaz contra pragas e doenças.

Instruções de Uso - Limpeza do Equipamento de Aplicação
A limpeza adequada do equipamento de aplicação é essencial para garantir a eficácia do produto e prevenir a contaminação do meio ambiente ou danos às culturas subsequentes. As orientações a seguir devem ser seguidas rigorosamente após a utilização do produto:
Esvaziamento e Enxágue: Comece esvaziando completamente o equipamento de pulverização. Após isso, enxágue-o com água limpa para remover qualquer resíduo do produto. É importante fazer circular a água por todas as partes do equipamento, incluindo mangueiras, barras e bicos.
Remoção de Depósitos: Durante o enxágue, remova os depósitos visíveis de produtos que podem ter se acumulado. Esta ação é essencial para manter o equipamento em bom estado e evitar obstruções.
Solução de Limpeza: Após o enxágue inicial, complete o tanque do pulverizador com água limpa e adicione amônia caseira (como AJAX ou um produto similar com 3% de amônia) na proporção de 1% (ou seja, 1L para cada 100L de água). Circule essa solução pelas mangueiras e bicos durante aproximadamente 15 minutos.
Limpeza de Bicos e Filtros: Retire os bicos, filtros e difusores, e submeta-os a uma limpeza em um balde com a mesma solução de limpeza utilizada anteriormente. Essa ação ajudará a remover os resquícios de produtos que possam ter se depositado nestas partes.
Enxágue Final: Repita a adição de água limpa ao tanque e continue o enxágue até que a água que sair do equipamento esteja livre de qualquer resíduo de produto. Esse processo deve ser realizado várias vezes para garantir que todas as partes do equipamento estejam completamente limpas.
Cuidados em Locais de Limpeza: Ao realizar a limpeza, evite fazê-la perto de nascentes, fontes de água ou áreas com vegetação útil, de forma a prevenir qualquer contaminação do ambiente.
Seguindo essas instruções de limpeza, você garantirá não apenas a eficiência do equipamento na próxima aplicação, mas também a proteção do meio ambiente e a saúde das culturas tratadas.

Intervalo de Segurança
O intervalo de segurança é o período de tempo que deve ser respeitado entre a aplicação do produto e a colheita das culturas tratadas. No caso do produto Garant BR, não há restrições quanto ao intervalo de segurança, ou seja, é permitido realizar a colheita imediatamente após a aplicação, desde que as recomendações de uso e aplicação sejam seguidas de acordo com as instruções especificadas na bula.
Este aspecto é crucial para garantir a segurança alimentar e a saúde dos consumidores, além de manter a eficácia do manejo integrado de pragas e doenças nas culturas. A observância do intervalo de segurança ajuda a evitar a contaminação das culturas e a possível ingestão de resíduos de produtos químicos por parte dos consumidores.
Intervalo de Reentrada de Pessoas nas Culturas e Áreas Tratadas
O intervalo de reentrada de pessoas nas culturas e áreas tratadas com o produto Garant BR deve ser respeitado para garantir a segurança dos trabalhadores e a eficácia do tratamento. Recomenda-se que as pessoas aguardem o completo secamento do produto nas folhas das plantas tratadas antes de retornarem às áreas. Essa medida visa minimizar a exposição ao produto químico, que pode apresentar riscos à saúde, assim como garantir que a aplicação não comprometa a eficácia do controle de pragas e doenças nas culturas. É essencial seguir as orientações específicas contidas na bula do produto para assegurar um manejo seguro e eficaz no uso de defensivos agrícolas.
Limitações de Uso
O uso do produto Garant BR deve seguir rigorosamente as recomendações contidas na bula e no rótulo. É fundamental observar as precauções necessárias para evitar danos tanto às culturas como ao meio ambiente. O produto deve ser utilizado exclusivamente nas doses recomendadas e não deve ser aplicado próximo a superfícies metálicas, já que pode reagir de maneira adversa com esses materiais, particularmente com metais galvanizados. É crucial também evitar o contato com ambientes onde há a presença de pessoas, animais e áreas de cultivo de outros tipos de plantas. Essas limitações visam garantir a segurança, eficácia e minimizar impactos negativos durante a aplicação do produto.

Informações sobre Equipamentos de Proteção Individual
O manuseio do produto Garant BR requer atenção especial quanto ao uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para garantir a segurança do trabalhador e a eficácia na aplicação do produto. As seguintes recomendações devem ser seguidas:
Recomendações Gerais sobre EPIs:
- O produto é destinado exclusivamente ao uso agrícola e deve ser manuseado apenas por trabalhadores capacitados.
- É proibido comer, beber ou fumar durante o manuseio do produto.
- O transporte do produto deve ser feito separado de alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.
- Não devem ser utilizados equipamentos com vazamentos ou defeitos, e o manuseio deve ser realizado com EPIs adequados.
Equipamentos de Proteção Individual Recomendados:
- Macacão com mangas compridas.
- Botas de PVC.
- Avental impermeável.
- Luvas.
- Máscara com filtros.
- Óculos ou viseira facial.
- Chapéu de aba larga.
Uso e Manutenção dos EPIs:
- Todos os EPIs devem ser utilizados de forma correta, seguindo as instruções do fabricante para limpeza e conservação.
- É importante tomar cuidados adicionais ao abrir a embalagem do produto, evitando dispersão de poeira, e utilizando os EPIs como proteção ocular, luvas e avental.
Essas precauções são essenciais não apenas para a proteção do trabalhador, mas também para a eficácia do produto na aplicação, evitando contaminações e reações indesejadas.

Fitotoxicidade para as Culturas Indicadas
A fitotoxicidade refere-se ao potencial de um produto químico, neste caso, o fungicida-bactericida Garant BR, causar danos às plantas nas culturas nas quais é aplicado. No caso específico do Garant BR, as culturas indicadas para uso incluem abacate, aipo, amendoim, banana, batata, beterraba, cacau, café, cenoura, citros, feijão, figo, manga, melão, pimentão, pepino, tomate e uva.
Observações importantes quanto à fitotoxicidade do Garant BR incluem:
- Nas videiras, especialmente nas variedades Niagara e Reg Globe, pode ocorrer um leve bronzeamento nas folhas. Contudo, essa condição não implica em danos significativos aos frutos nem à produtividade da cultura.
- É recomendado que os usuários realizem testes prévios em pequenas áreas para observar a possível ocorrência de fitotoxicidade, especialmente em cultivares sensíveis e sob condições ambientais que possam alterar o pH da superfície das folhas, como períodos prolongados de umidade ou chuva ácida.
Portanto, é essencial seguir as recomendações de uso e monitorar as condições climáticas para minimizar o risco de fitotoxicidade nas culturas indicadas ao aplicar o produto.
Precauções Relativas à Saúde Humana - Primeiros Socorros
Ao manusear o produto Garant BR, é fundamental estar preparado para situações de emergência relacionadas à saúde humana. Em caso de contato acidental com o produto, siga as orientações de primeiros socorros para minimizar os riscos à saúde.
Ingestão
Se ocorrer ingestão do produto, não provoque vômito, a menos que haja indicação médica. Se o vômito acontecer naturalmente, deite a pessoa de lado para evitar aspiração. Não ofereça nada para beber ou comer.
Olhos
Em caso de contato com os olhos, lave-os imediatamente com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho e, se estiver usando lentes de contato, retire-as.
Pele
Se o produto entrar em contato com a pele, remova imediatamente toda a roupa e acessórios contaminados e lave a área afetada com abundante água corrente e sabão neutro, por, no mínimo, 15 minutos.

Inalação
Se o produto for inalado, leve a pessoa para um local aberto e ventilado imediatamente. Durante essa assistência, quem ajuda deve se proteger da contaminação usando luvas e avental impermeáveis.
Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
É imprescindível o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) ao manipular o produto. Utilize macacão impermeável, luvas, botas, óculos ou viseira facial e máscara para proteger nariz e boca.
Essas medidas são essenciais para garantir a segurança durante o manuseio do produto e a saúde de todos os envolvidos. Para qualquer dúvida, consulte um serviço médico de emergência e apresente a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto.
Armazenamento da Embalagem Vazia
O armazenamento das embalagens vazias de Garant BR é uma etapa essencial para garantir a segurança e a conformidade ambiental. As embalagens, ao serem descartadas, devem ser mantidas sob certas condições para evitar contaminações e danos ao meio ambiente.
Condições para Armazenamento
As embalagens vazias devem ser armazenadas em um local coberto e ventilado, longe da chuva e com piso impermeável. É importante que essa área seja a mesma onde são guardadas as embalagens cheias. O manuseio das embalagens deve ser feito com o uso de luvas, para garantir a segurança do operador.
Além disso, recomenda-se que as embalagens sejam armazenadas com sua tampa e, se possível, em caixas coletivas, separadamente das embalagens que já tenham sido lavadas. Isso ajuda a prevenir a contaminação e a manter a organização no local de armazenamento.
Esse processo é parte das boas práticas agrícolas e contribui para a proteção do meio ambiente, evitando a contaminação do solo, água e a saúde humana ao não permitir a exposição desnecessária a resíduos potencialmente perigosos.

Informações sobre a Devolução da Embalagem Vazia
A devolução da embalagem vazia do produto é uma etapa obrigatória e essencial para garantir a segurança ambiental e a correta destinação desse material. O usuário deve proceder conforme as seguintes orientações:
- É obrigatória a devolução da embalagem vazia, incluindo a tampa, ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou em um local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
- Essa devolução deve ocorrer no prazo de até um ano a partir da data de compra. Caso o produto não tenha sido completamente utilizado nesse prazo e ainda esteja dentro da validade, é facultada a devolução da embalagem em até seis meses após o término do prazo de validade.
- O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, por um período mínimo de um ano após a devolução.
Estas medidas visam prevenir a contaminação do solo, da água e do ar, protegendo assim a fauna, flora e a saúde das pessoas. Portanto, a responsabilidade de seguir essas diretrizes é fundamental para a preservação do meio ambiente e a segurança pública.

Informações sobre o Transporte e Destinação de Embalagens Vazias - Transporte
As embalagens vazias de produtos agroquímicos não podem ser transportadas juntamente com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. É essencial seguir as diretrizes estabelecidas por autoridades competentes para garantir a segurança e evitar a contaminação de outros produtos e do meio ambiente. Portanto, as embalagens devem ser acondicionadas de forma segura, utilizando métodos que assegurem que não haverá vazamentos ou derramamentos durante o transporte.
Além disso, é importante que estas embalagens sejam devidamente identificadas, seguindo as normas locais e nacionais sobre o manuseio e transporte de produtos químicos. Recomenda-se que sejam utilizados sacos plásticos transparentes apropriados (conhecidos como Embalagens Padronizadas – modelo ABNT) para garantir que as embalagens vazias permaneçam separadas e seguras.
Essas práticas são cruciais não apenas para a conformidade legal, mas também para a proteção da saúde pública e ambiental durante o transporte de agroquímicos e suas embalagens.

Informações sobre a Destinação Final das Embalagens Vazias
A destinação final das embalagens vazias de produtos químicos, como o Garant BR, é uma etapa crucial para a proteção ambiental e a saúde pública. Essas embalagens não devem ser reutilizadas nem recicladas, pois podem causar contaminações no solo, na água e no ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
O processo de devolução das embalagens vazias deve ser efetuado no prazo de até um ano a partir da data de compra. O usuário é obrigado a retornar a embalagem, com tampa, ao estabelecimento onde adquiriu o produto ou em local indicado na nota fiscal.
Caso o produto não tenha sido completamente utilizado dentro desse prazo e ainda esteja válido, a devolução poderá ser feita até seis meses após o término da sua validade. É importante que o usuário mantenha o comprovante de devolução por um mínimo de um ano para qualquer fiscalização.
O transporte das embalagens vazias deve ser realizado de forma segura, evitando que sejam levadas junto de alimentos, bebidas, medicamentos e outras substâncias. A embalagem vazia deve ser acondicionada em saco plástico transparente, devidamente identificado e lacrado, adquirido em canais de distribuição autorizados.
A gestão inadequada das embalagens e restos de produtos impróprios pode resultar em contaminação ambiental e deve ser tratada com rigor. Portanto, recomenda-se que todos os usuários sigam as orientações de devolução e destinação propostas pelo fabricante e as legislações vigentes de proteção ambiental.

Informações sobre o Transporte e Destinação de Embalagens Vazias - Embalagem Rígida Não Lavável
A embalagem rígida não lavável dos produtos, como o Garant BR, deve ser tratada com cuidados específicos para garantir a segurança ambiental e a saúde pública. É crucial que o armazenamento dessas embalagens vazias seja feito em local coberto, ventilado, ao abrigo da chuva e com piso impermeável, o que deve ocorrer no mesmo local onde as embalagens cheias são guardadas.
As embalagens devem ser mantidas com suas tampas e, preferencialmente, em uma caixa coletiva, quando disponível, separadamente das embalagens que já foram lavadas.
A devolução da embalagem vazia é obrigatória e deve ser realizada pelo usuário no prazo de até um ano a partir da data da compra. O retorno pode ocorrer ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou em local indicado na nota fiscal no ato da compra. Caso a embalagem não tenha sido completamente utilizada dentro desse prazo e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, o usuário poderá devolvê-la em um prazo adicional de seis meses após o vencimento. É importante que o usuário guarde o comprovante de devolução por um período mínimo de um ano para fins de fiscalização.
No que tange ao transporte, as embalagens vazias não devem ser transportadas juntamente com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais ou pessoas. Essas diretrizes visam evitar a contaminação cruzada e garantir a segurança de todos os envolvidos no transporte e manuseio destas embalagens.

Informações sobre o Transporte e Destinação de Embalagens Vazias - Embalagem Flexível
As embalagens flexíveis são consideradas produtos que não podem ser lavados. O armazenamento dessas embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser realizado em ambientes cobertos e ventilados, protegidos da chuva e com piso impermeável. Idealmente, as embalagens devem ser mantidas no mesmo local onde são guardadas as embalagens cheias do produto.
Durante o armazenamento, é crucial que a embalagem vazia seja mantida com sua tampa, em caixa coletiva quando disponível, e separadamente das embalagens que foram destinadas à lavagem. A devolução das embalagens vazias é obrigatória e deve ser realizada pelo usuário no prazo de até um ano a partir da data da compra, ao estabelecimento onde o produto foi adquirido, ou em um local indicado na nota fiscal que foi emitida durante a compra.
Se, após esse prazo, o produto não tiver sido totalmente utilizado e ainda estiver dentro do seu prazo de validade, a devolução da embalagem permanecerá facultativa por até seis meses após o vencimento. O usuário deve conservar o comprovante de devolução por, no mínimo, um ano após a devolução da embalagem vazia.
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto a alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais ou pessoas. Elas devem ser transportadas apenas em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas – modelo ABNT) devidamente identificado e lacrado, adquirido nos canais de distribuição apropriados.
Essas medidas visam garantir a segurança ambiental e a correta destinação das embalagens, evitando a contaminação do solo, da água e do ar.

Precauções Relativas ao Meio Ambiente
O produto em questão é classificado como Classe II, sendo muito perigoso ao meio ambiente. Isso implica na necessidade de uma série de cuidados para evitar a contaminação do solo, da água e do ar, o que poderia prejudicar tanto a fauna quanto a flora, além de impactar diretamente a saúde das pessoas.
Entre as precauções recomendadas, destaca-se a proibição do uso de equipamentos com vazamentos, assim como a aplicação do produto em dias de ventos fortes ou nas horas mais quentes, respeitando sempre as doses recomendadas. É essencial não realizar a lavagem de embalagens ou equipamentos aplicadores em fontes de água, como rios e lagos, para minimizar o risco de contaminação.
O produto é altamente persistente no meio ambiente e, portanto, exige que as embalagens vazias sejam devidamente armazenadas em locais cobertos e ventilados, evitando a exposição à chuva. A devolução dessas embalagens vazias deve ser feita obrigatoriamente ao estabelecimento onde o produto foi adquirido ou em locais indicados na nota fiscal.
A destinação final das embalagens, pós-devolução, só poderá ser realizada pela empresa registrante ou por empresas autorizadas. É fundamental seguir todas as instruções e recomendações dos órgãos competentes, como o IBAMA e o MMA, para garantir que a integridade ambiental seja preservada.

Informação sobre o Manejo de Resistência a Fungicidas
O manejo de resistência a fungicidas é uma prática crucial para a eficiência no controle de doenças nas culturas agrícolas. O uso sucessivo de fungicidas com o mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode resultar no aumento da população de fungos patogênicos que se tornam resistentes, levando à perda de eficácia do produto e, consequentemente, a prejuízos econômicos.
Para evitar problemas relacionados à resistência dos fungos, algumas recomendações são fundamentais:
Alternância de fungicidas: É aconselhável alternar entre fungicidas que possuem mecanismos de ação distintos. Isso ajuda a prevenir o desenvolvimento de cepas resistentes.
Práticas de redução de patógenos: Implementar práticas agrícolas adequadas, como a rotação de culturas, o controle cultural de pragas, e o uso de cultivares que apresentam genes de resistência quando disponíveis.
Respeito às recomendações de uso: Seguir rigorosamente as diretrizes quanto à dose e modo de aplicação, garantindo o máximo de eficácia do fungicida utilizado.
Consulta a especialistas: É importante consultar um Engenheiro Agrônomo que possa fornecer orientações sobre as melhores estratégias de manejo na sua região, considerando as particularidades locais.
Notificações sobre resistência: Em caso de suspeitas de resistência, deve-se registrar e informar os casos às instituições apropriadas, como a Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF), o Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR), e ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Essas práticas são essenciais para garantir não apenas a eficácia dos fungicidas, mas também a sustentabilidade das cultivas, minimizando a resistência e o impacto ambiental.

Informações sobre o Manejo Integrado de Pragas
O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é uma abordagem holística e sustentável para o controle de pragas em culturas, visando minimizar as perdas na produção agrícola, preservando o meio ambiente e promovendo a saúde humana. Esta prática integra diversas estratégias de controle, envolvendo tanto métodos culturais, biológicos, físicos, quanto químicos, proporcionando um manejo mais eficaz, seguro e econômico.
A eficácia do MIP depende da implementação de boas práticas agrícolas, que incluem a rotação de culturas, a utilização de variedades resistentes, o controle de plantas daninhas e a promoção de inimigos naturais das pragas. A identificação correta das pragas e o monitoramento contínuo das culturas são essenciais para determinar quando e como intervir, garantindo que os métodos aplicados sejam os mais adequados para cada situação.
Além disso, o MIP enfatiza a redução do uso de agrotóxicos, adotando medidas de controle alternativo sempre que possível. A aplicação de produtos químicos deve ser feita de forma criteriosa, respeitando as recomendações quanto às doses e aos prazos de segurança para evitar riscos à saúde e ao meio ambiente.
Em suma, o Manejo Integrado de Pragas é uma estratégia fundamental para a agricultura moderna, que equilibra a necessidade de controle de pragas com o compromisso com a sustentabilidade e a segurança alimentar. Adotar o MIP não apenas ajuda a proteger as culturas, mas também contribui para a preservação dos recursos naturais e da biodiversidade.

Dados Toxicológicos - Efeitos Agudos
A toxicidade do produto Garant BR, que contém Hidróxido de Cobre como ingrediente ativo, é classificada na Categoria 4, indicando ser um produto pouco tóxico. As vias de exposição mais relevantes incluem a ingestão e o contato dérmico. Os efeitos agudos da exposição ao Hidróxido de Cobre podem resultar em uma série de reações adversas.
Quando ingerido, o cobre provoca sintomas iniciais como um gosto metálico, seguido de cefaleia, confusão, febre, hipotensão, náuseas, vômitos (geralmente de cor verde-azulada), dores abdominais, diarreia e, em casos mais severos, hemólise e sangramento gastrointestinal. Essas manifestações podem culminar em choque e até mesmo em morte se não forem tratados adequadamente. Além disso, o contato prolongado do produto com a pele e mucosas pode causar lesões necróticas, aumentando o risco de complicações.
É fundamental que, ao lidar com o produto, sejam seguidas rigorosamente as precauções de segurança e orientações pertinentes, garantindo assim a segurança do operador e minimizando os riscos à saúde. Em caso de intoxicação, a busca imediata por atendimento médico é imprescindível, e deve-se levar a embalagem do produto para facilitar a avaliação e o tratamento.

Dados Toxicológicos - Efeitos Crônicos
Os efeitos crônicos relacionados ao uso do produto Garant BR, que contém Hidróxido de Cobre como princípio ativo, demonstram que não há evidências conhecidas de efeitos crônicos adversos à saúde humana causados pelo íon cobre. Estudos realizados a longo prazo indicam que a exposição contínua a este composto não resulta em danos significativos ou persistentes à saúde.
Entretanto, é importante ressaltar que o cobre, quando ingerido, é absorvido principalmente pelo trato gastrointestinal superior, sendo transportado para o fígado, onde se acumula em certas enzimas. A excreção do cobre no organismo é feita predominantemente pela bile e em menor quantidade pela urina. Embora a presença de cobre no organismo deva ser monitorada devido ao seu potencial de toxicidade, a maioria das toxicidades associadas ocorre em casos de exposição excessiva.
Em situações específicas, como a exposição prolongada ou em doses elevadas, potenciais efeitos adversos podem ocorrer. A monitorização da saúde e a adoção de práticas seguras durante o manuseio do produto são recomendadas para minimizar quaisquer riscos associados à sua utilização.
Tratamento de Intoxicações
O tratamento de intoxicações por Hidróxido de Cobre deve seguir orientações específicas para garantir a segurança do indivíduo afetado. Em caso de exposição ao produto, é fundamental tomar precauções imediatas e buscar assistência médica o quanto antes.
1. Diagnóstico
A presença de sintomas típicos, que incluem gosto metálico, cefaleia, confusão, febre, hipotensão, náuseas, vômitos com coloração verde-azulada, dores abdominais, diarreia, hemólise e sangramento gastrointestinal, associada à confirmação de exposição ao produto, sugere intoxicação.

2. Tratamento
O tratamento deve ser iniciado assim que a intoxicação for suspeitada:
- Lavagem gástrica: Deve ser realizada com ferricianeto de potássio ou uma suspensão de carvão ativado para neutralizar os efeitos do Hidróxido de Cobre.
- Antibióticos: Em casos agudos ou crônicos, pode-se considerar a administração de penicilina.
- Transfusão de sangue: Esta medida é indicada em casos graves de intoxicação.
- Tratamento sintomático: Deve ser realizado para aliviar os sintomas, conforme necessário.
3. Contraindicações
A indução do vômito é contraindicada devido ao risco de aspiração e da pneumonite química, sendo essencial evitar esse procedimento sem supervisão médica.
4. Efeitos sinérgicos
Até o momento, não há relatos conhecidos de efeitos sinérgicos relacionados à intoxicação por Hidróxido de Cobre.
A suplementação de ações para notificação deve ser realizada, direcionando ao Disque-Intoxicação ou ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação, sempre que necessário. As medidas de tratamento devem ser realizadas por profissionais habilitados e em conformidade com as regulamentações locais.

Informações para Notificações e Emergências
Para garantir a correta utilização e manejo do produto Garant BR, é essencial que todas as informações de notificações e emergências sejam seguidas com rigor.
Ao suspeitar de intoxicação causada pelo produto, é fundamental procurar imediatamente um serviço médico de emergência, levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto. A rapidez na busca de assistência pode ser decisiva para a saúde afetada.
Se ocorrer ingestão do produto, não se deve provocar vômito, exceto sob orientação médica. Caso o vômito ocorra naturalmente, a pessoa deve ser posicionada de lado para evitar aspiração. Em todas as situações de contato com o produto, seja pelos olhos, pele ou vias respiratórias, as recomendações específicas de primeiros socorros devem ser seguidas atentamente.
Nesta comunicação, é recomendado também que o agricultor contate a empresa Mitsui & Co (Brasil) S.A. pelo telefone (11) 3371-9704 para obter orientações adicionais em casos de acidentes e intoxicações.
Essas diretrizes visam proporcionar uma resposta eficaz e minimizar os riscos associados ao uso do produto. É imprescindível que todos os trabalhadores estejam informados sobre esses procedimentos para garantir a segurança no ambiente de trabalho.
| Marca comercial | Garant Br |
| Titular do registro | Mitsui & Co (Brasil) S.A. |
| Número do registro | 4701 |
| CNPJ | 61.139.697/0001-70 |
| Classificação ambiental | II - Produto Muito Perigoso Ao Meio Ambiente |
| Classificação toxicológica | 4 - Categoria 4 – Produto Pouco Tóxico |
| Modo de ação | De Contato |
| Técnica de aplicação | Terrestre |
| Compatibilidade | Incompatível Com Ziram, Dicloran E Carbamatos. |
| Inflamável | Não |
| Corrosivo | Sim |
| Formulação | Wp - Pó Molhável |
| Observação |




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